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Médicos pelo Brasil x Mais Médicos

Mais Médicos x Médicos pelo Brasil: o que vai mudar?

Salários de R$ 21 mil, contratação pela CLT e maior oferta de vagas é o que promete o Governo com Médicos pelo Brasil para atender áreas mais carentes do Brasil

Deixar um capital ou uma grande centro  para se aventurar como médico em regiões longínquas do país pode significar uma grande experiência para você que está começando a carreira médica.

 Claro que esta decisão exigirá uma dose de aventura e o desejo de usar o conhecimento adquirido ao longo de sua graduação a serviço de populações carentes, que são as que mais necessitam de assistência médica.

Por outro lado, quem fez ou faz parte dos programas do Governo federal para levar os médicos as estas regiões mais carentes não têm dúvidas de que é uma experiência incrível. Os desafios são enormes, mas os resultados compensadores.

Neste artigo, vamos mostrar como vai funcionar o novo programa Médicos pelo Brasil que foi lançado, agora, em agosto, em substituição ao programa Mais Médicos. Entre as novidades, o programa prevê a especialização do profissional em Medicina de Família e Comunidade.

Desigualdade extrema na distribuição dos médicos

Apesar da média nacional indicar 2,18 médico para cada grupo de mil habitantes, há extrema desigualdade na distribuição dos profissionais. O estudo da Demografia Médica Brasileira confirma esta situação crítica que envolve a assistência médica a todos os brasileiros.

O Sudeste é a região com maior densidade médica por habitante (razão de 2,81) contra 1,16, no Norte, e 1,41, no Nordeste. Nos seus quatro estados, o Sudeste tem 244.304 médicos para uma população de 86.949.714 moradores. O estado de São Paulo, por sua vez, tem a mesma razão do Sudeste (2,81): concentra 21,7% da população e 28% do total de médicos do País.

Quando se compara por estados, você verifica esta desigualdade:

  • Distrito Federal – tem a razão mais alta, com 4,35 médicos por mil habitantes,
  • Rio de Janeiro –  com 3,55. 
  • São Paulo – razão de 2,81
  • Rio Grande do Sul – tem razão de 2,56
  • Espírito Santo- 2,40; e 
  • Minas Gerais – 2,30 médicos por mil habitantes. 

Na outra ponta estão estados do Norte e Nordeste. O Maranhão mantém a menor razão entre as unidades, com 0,87 médico por mil habitantes, seguido pelo Pará, com razão de 0,97. Os números deixam claro. Mas por que isto acontece?

Entidades médicas apontam falta de políticas públicas

As entidades médicas atribuem esta desigualdade à falta de políticas públicas eficazes que poderiam fazer com que os médicos migrassem e se fixassem nestas regiões que mais demanda a presença do profissional, de modo particular no interior das Regiões Norte e Nordeste. 

Além disto,  “a precariedade dos vínculos de emprego, a falta de acesso a programas de educação continuada, a ausência de um plano de carreira (com previsão de mobilidade) e inexistência de condições de trabalho e de atendimento, com repercussão negativa sobre diagnósticos e tratamentos, deixando médicos e pacientes em situação vulnerável”. 

E será que o programa Médicos pelo Brasil vai corrigir estes problemas apontados pela classe médica?

Como vai funcionar o programa Médicos Pelo Brasil?

Segundo as informações divulgadas do Ministério da Saúde, o programa Médicos pelo Brasil vai aumentar a oferta de serviços médicos em locais de alta taxa de vulnerabilidade. A estratégia é para ampliar em  7 mil vagas a oferta de médicos em municípios onde há os maiores vazios assistenciais na comparação com o programa Mais Médicos.

As regiões Norte e Nordeste juntas têm 55% do total dessas vagas. Ao todo, serão 18 mil vagas previstas, sendo cerca de 13 mil em municípios de difícil provimento.

O Médicos pelo Brasil também promete formar médicos especialistas em Medicina de Família e Comunidade. Os municípios foram divididos em 5 categorias: rurais remotos, rurais adjacentes, intermediários remotos, intermediários adjacentes e urbanos.

Serão priorizados os municípios rurais remotos, rurais adjacentes e intermediários remotos, que concentram 3,4 mil cidades, e poderão incluir todas as equipes de Saúde da Família no Programa Médicos pelo Brasil. Todas as Unidades de Saúde da Família ribeirinhas e fluviais e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) também serão consideradas como prioritárias.

Como serão selecionados os médicos para o Médicos pelo Brasil?

Será feito processo seletivo eliminatório e classificatório para as funções de médico da família e comunidade e tutor médico.  Para Médico de Família e Comunidade, serão selecionados médicos com registro no Conselho Federal de Medicina (CRM). Se aprovados na prova escrita, serão alocados em USF pré-definidas para realização do curso de especialização em Medicina de Família e Comunidade.

Para a função de Tutor Médico serão selecionados especialistas em Medicina de Família e Comunidade ou de Clínica Médica com CRM. Nessa modalidade, os profissionais aprovados na prova escrita já ingressam, por meio de contratação via CLT, e ficam responsáveis pelo atendimento à população nas USF a que foram designados e pela supervisão dos demais médicos ingressantes no Programa Médicos pelo Brasil, durante o período do curso de especialização.

Remuneração e gratificação no programa Médicos pelo Brasil

Nos dois primeiros anos, os profissionais farão curso de especialização, recebendo bolsa-formação no valor de R$ 12 mil mensais líquidos, com gratificação de R$ 3 mil adicionais para locais remotos (rurais e intermediários) e de R$ 6 mil adicionais para DSEIs, além de localidades ribeirinhas e fluviais.

Aprovados no curso, os médicos realizarão uma prova para adquirirem titulação de especialista em Medicina de Família e Comunidade e poderão ser contratados via Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permanecendo nas USF em que realizaram a formação.

A contratação via CLT apresenta quatro níveis salariais, com progressão a cada três anos de participação no programa, além de gratificação por desempenho vinculada ao alcance de indicadores de qualidade de atendimento e satisfação das pessoas atendidas.

 Este adicional por desempenho pode variar entre 11% e 30% em relação ao salário. O primeiro nível salarial pode chegar até R$ 21 mil e, gradativamente, até R$ 31 mil, considerando o acréscimo máximo da gratificação por desempenho e local de difícil provimento. Esses valores também incluem gratificação de R$ 1 mil mensais para os médicos que acumularem o cargo de tutor.

Curso de Especialização em Medicina da Família e Comunidade

O curso de especialização em Medicina de Família e Comunidade será obrigatório para a contratação federal via CLT. O médico cumprirá jornada semanal de 60 horas, sendo 40 horas voltadas à integração ensino-serviço, desenvolvendo atividades de atendimento direto à população, e 20 horas de atividades teóricas.

Os médicos serão supervisionados por seus respectivos tutores e passarão uma semana, a cada dois meses, na Unidade de Saúde da Família do tutor, realizando atendimentos em conjunto e supervisão de casos à distância a qualquer momento. Os médicos também contarão com a possibilidade de discussão de casos via telessaúde, de médico para médico.

O componente teórico será realizado por instituição de ensino superior parceira, com a participação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), na modalidade de ensino à distância. As avaliações serão semestrais, com aprovação obrigatória para continuidade no Programa.

Ao final do curso, o médico deverá realizar um trabalho de conclusão que consistirá na identificação e priorização de um problema existente na população vinculada a sua USF, acompanhado da intervenção para a melhoria desse problema.

Comparativo entre os programas Mais Médicos X Médicos pelo Brasil

Mais Médicos  Médicos pelo Brasil
Processo seletivo frágil Prova de conhecimentos eliminatória e classificatória
Vínculo precário, sem perspectiva de fixação e livre arbítrio Contrato CLT, carreira com progressão salarial, gratificação por desempenho e bônus para locais remotos e DSEIs
5 mil vagas em áreas prioritárias 13 mil vagas em áreas prioritárias: 7 mil vagas a mais, sendo 4 mil no Norte e Nordeste
Supervisão insuficiente Acompanhamento do tutor presencial e semipresencial
Ausência de indicadores de desempenho Gratificação por desempenho

FONTE: AGÊNCIA SAÚDE

residência médica

A Residência Médica é obrigatória?

A residência médica é o melhor caminho para ser um médico especialista de sucesso? Todos sabem que conquistar uma vaga no curso de medicina não é fácil. Certamente, você já sabe que passar no vestibular foi apenas uma primeira etapa vencida. Além do curso em si, que exige muita dedicação, daqui a pouco você estará se perguntando: e agora, o que faço do meu futuro? Devo seguir qual especialidade médica? É neste ponto que você começa a ouvir sobre a residência médica.

Embora não seja obrigatória para o exercício da profissão, a residência é considerada “padrão ouro” da especialização médica. É uma modalidade de ensino de pós-graduação, destinada a médicos, sob a forma de curso de especialização.

Portanto, é essencial que você saiba tudo sobre como se preparar e como são os concursos para e não perder tempo. A concorrência nos programas de residência médica das principais instituições, como a residência da USP, é elevada e, você, precisa estar à frente.

Neste post você vai encontrar:

O que é residência médica?

Considerada “padrão ouro” da especialização na medicina, a Residência Médica é uma modalidade de ensino de pós-graduação, instituída em 1977 (decreto 80.281, de 5/9/1977) destinada a médicos, sob a forma de curso de especialização. Ela funciona em instituições de saúde e tem orientação de profissionais médicos com alta qualificação ética e profissional. No mesmo decreto que instituiu a residência médica foi criada a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

O programa de Residência Médica, integralmente cumprido dentro de uma determinada especialidade confere ao médico residente, o título de especialista. Somente programas credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica podem empregar a expressão “residência médica”.

Os programas concedem o título de especialista. Não são, portanto, obrigatórios para se exercer a profissão, mas a maioria dos concursos públicos exige o certificado, além de hospitais e clínicas particulares. Os programas, porém,  garantem o aperfeiçoamento do padrão profissional e científico do médico e a melhoria da assistência médica à comunidade nas áreas profissionalizantes.

Os graduados que participam de residências são supervisionados. O programa tem a duração de dois anos, podendo chegar a cinco anos dependendo da carga horária e da especialização escolhida.

Ela é obrigatória?

Não é obrigatório fazer a residência. Terminada a graduação, geralmente depois de seis anos, o médico com CRM pode atuar em consultórios, clínicas e hospitais. No entanto, ele vai atuar como generalista. Para se especializar em uma determinada área ele precisa estudar mais. Os programas de residência concedem o título de especialista.

Embora não seja obrigatória, a maioria dos concursos públicos exige a titulação, o mesmo ocorrendo em hospitais e clínicas. Portanto, o melhor mesmo é dar sequência aos estudos para construir uma carreira de sucesso. O médico que faz uma residência reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica têm direito a uma bolsa-auxílio durante os estudos, atualmente, no valor de R$ 3.330,43.

Especialidades médicas mais procuradas

No topo da lista das especialidades médicas mais procuradas está a Clínica Médica ( 11,2%). A escolha da residência em clínica médica está muito atrelada ao fato de que ela é pré-requisito para várias outras áreas de atuação. 

Já na lanterna do ranking está a Genética Médica, com apenas 0,1% de especialistas. Além da questão do pré-requisito, outra fator que influencia no ranqueamento é a oferta de programas nestas áreas. Veja as cinco mais procuradas e as cinco menos procuradas conforme a pesquisa do Perfil do Médico Brasileiro, organizada pelo CFM.

  • Mais procuradas
    Clínica Médica (11,2%)
    Pediatria  (10,3%)
    Cirurgia Geral (8,9%)
    Ginecologia e Obstetrícia (8%)
  • Menos procuradas
    Medicina Esportiva (0,2)
    Medicina Legal e Perícia Médica (0,2)
    Cirurgia de Mão (0,2%)
    Radioterapia (0,2%)
    Genética Médica (0,1%) 

Como são as provas de residência médica?

Todo recém-formado com o registro do CRM pode atuar como médico generalista. Para se especializarem em uma área, precisam dar sequência aos estudos e enfrentar o período de residência médica. As provas não são direcionadas à área que você escolheu. Todas contêm temas gerais da graduação, abrangendo cinco áreas básicas: Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria e Medicina Social.

Além da prova técnica, em média com 100 questões, são realizadas mais duas etapas: análise curricular e entrevista. O peso maior, entretanto, nestes casos é para a prova técnica.  Além da prova técnica, mais duas etapas são necessárias para conseguir a aprovação na residência escolhida: análise curricular e entrevista pessoal.

O concurso, no entanto, depende também da escolha da instituição e especialidade. As diferenças podem ser importantes com a inclusão, em alguns casos, da prova prática. Em alguns processos seletivos ela pode representar até 50% da nota e em outros nem mesmo existe. Por isto, é preciso estar bem preparado.  

Em geral, os editais de residência 2020 começam a ser divulgados pelas instituições no segundo semestre. Para começar a se inteirar dos concursos é sempre bom que você tenha desde o início da graduação um contato com o que é cobrado nas provas e também para que faça um planejamento curricular.

Quer saber tudo sobre residência médica e aprender como se preparar para as provas?

Fique de olho em tudo nas atualizações do nosso blog

medicina baseada em evidências

Inscrições abertas para curso Medicina Baseada em Evidências

O curso de Medicina Baseada em Evidências do Revisamed – preparatório para residência e atualização em medicina – está com inscrições abertas e data de realização definida. Estudantes de Medicina e recém-formados que estão se preparando para concursos de residência, é importante a realização do curso que pontua em concurso de residência, como no Processo Seletivo Unificado – PSU/ MG.

O Medicina Baseada em Evidências do Revisamed será realizado em Juiz de Fora , Minas Gerais, em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde/JF no dia  17 de agosto (sábado), com carga horária de 8 horas. Para a inscrições no curso, o estudante ou recém-formado pode acessar a loja virtual do Revisamed. Lá, poderão conferir mais detalhes do curso e também o investimento que pode ser parcelado no cartão de crédito, sem juros.

O curso de MBE é realizado em laboratório de informática, aborda a importância da medicina baseada em evidências e como praticá-la no dia a dia profissional. A MBE baseia na aplicação do método científico a toda a prática médica, especialmente àquelas tradicionalmente estabelecidas que ainda não foram submetidas ao escrutínio

Conheça o conteúdo programático curso Medicina Baseada em Evidências

  • Conceito de Medicina Baseada em Evidência
  • Qualidade da Informação e Cienciometria
  • Tomada de decisão Baseada em Evidências
  • Tipologia e Delineamento de Estudos
  • Fases da Pesquisa Clínica
  • Analise Crítica de Evidências Científicas
  • Critérios de Autenticidade Científica
  • Significância Estatística
  • NNT
  • Testes Diagnósticos

Aproveite esta oportunidade

Inscrições CLIQUE AQUI

Curso de Medicina Baseada em Evidências
Data 17 de Agosto de 2019
Local : Juiz de Fora – MG
Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde/JF
Participantes pontuam no Processo Seletivo Unificado-PSU
Mais informações : (32) 2101-5050

(*número mínimo para formação de turma: 40 inscritos)

tecnologia na rotina médica com aplicativos

10 aplicativos da rotina médica, úteis para médicos e estudantes de medicina

Curso Revisamed lista 10 aplicativos para smatphone que podem otimizar a sua rotina médica. 

Veja a lista do Revisamed dos 10 aplicativos médicos que já fazem parte da rotina de médicos e estudantes. Não tem como negar que  tecnologia já faz parte da rotina médica. Uma série de aplicativos auxiliam os estudantes, da graduação ou no preparatório para a residência médica, e os médicos especialistas que têm ao alcance das mãos, APPs com as mais diversas funções.

 Conectado com os avanços da tecnologia médica, o Curso Preparatório para Residência Médica, Revisamed, preparou uma lista de dez aplicativos que não podem faltar em seu smartphone. A lista leva em conta os mais populares entre médicos e estudantes.

Para especialista em tecnologia e medicina, os APPs são uma ferramenta de enorme ajuda na rotina da profissão. Otimizam o tempo de trabalho e as consultas médicas, além de agilizarem nas tarefas burocráticas, que consomem muito mais do contato com o paciente ou com o aluno.

Na lista de APPs, o médico ou o estudante vai encontrar desde as calculadoras para saber a idade gestacional e doses de medicamentos a escalas padronizadas de protocolos. Existem também os aplicativos que servem de bulário, o que facilita a consulta dos efeitos adversos, apresentação, posologia e a dose máxima do medicamento.  

Ainda para os especialistas da área de tecnologia e medicina, embora os APPs sejam um avanço, não devem ser considerados a principal ferramenta de trabalho. Devem ser vistos como um auxílio, uma vez que nada substitui o raciocínio humano, o contato direito e o aprendizado de qualidade.

Confira a lista de aplicativos 10 aplicativos da rotina médica, úteis para estudantes e médicos

Este aplicativo traz a lista de genéricos de determinados medicamentos. É possível consultar uma lista completa, com todos os remédios similares, até a ficha técnica do fabricante, posologia, princípios ativos e concentrações. Aplicativo grátis e em português.

Neste aplicativo, o usuário encontra todos os medicamentos aprovados pela Anvisa. É possível ter acesso a bulas, descobrir os genéricos e similares disponíveis no mercado. Uma característica é o direcionamento de informações: profissionais de saúde e estudantes terão acesso às bulas voltadas para médicos e informações técnicas, enquanto pacientes acessarão bulas próprias para o público em geral e informações mais simplificadas. Aplicativo gratuito e em português.

O ProDoctor CID se apresenta como um facilitador da rotina dos médicos. O aplicativo permite a consulta da classificação de doenças. O usuário busca rapidamente qualquer doença através do seu código ou descrição, em qualquer nível. Além de ser gratuito, o aplicativo contém todos os códigos CID-10 atualizados e disponibilizados pelo DATASUS. O aplicativo poupa tempo e permite que doenças ou códigos mais utilizados sejam marcados como “favoritos” facilitando ainda mais a consulta.

O Medscape tem várias funcionalidades: notícias médicas e alertas de saúde mundiais que são atualizadas diariamente; artigos específicos para cada área; informações sobre segurança e prescrição de medicamentos de mais de 8.000 drogas; vídeos de procedimentos cirúrgicos. O aplicativo é gratuito, em inglês e considerado o mais usado pelos médicos.

O Epocrates é um app médico que tem um grande acervo de informações importantes. Apenas uma parte delas está disponível para download gratuito. Acesso ao banco total é pago. Além dos dados relativos aos medicamentos, a ferramenta também auxilia em funções como cálculo do IMC, LDL, anion gap e osmolaridade sérica, dentre outras funções.

  • Touch Surgery (Android e iOs) 

O passo a passo das cirurgias com excelente  qualidade gráfica. O aplicativo representa uma ajuda excelente para acadêmicos e residentes de cirurgia. Apendicectomia, colecistectomia, implante de próteses mamárias, colectomia e vários outros procedimentos podem ser aprendidos no app.

  •  World Health Organization Who (IOS e Android)

  O app da Organização Mundial de Saúde (World Health Organization) é recomendado para os profissionais que desejam estar por dentro das principais novidades da área da saúde, em âmbito mundial. Atualizações sobre pandemias, medicações e pesquisas estão disponíveis em inglês.

Cursos R! e R3 para residência

Calculadores Médicas

As calculadoras médicas reduzem o trabalho mental da aplicação das complexas fórmulas médicas. Otimizam o tempo e tornam mais prática a obtenção de resultados matemáticos a partir dos resultados de exames clínicos e laboratoriais. Ainda auxiliam na tomada de decisões sobre drogas, hidratação e reposições. Dentre as calculadoras mais utilizadas, além das embutidas no MedScape, Epocrates e GestaTools, merecem destaque a AxCalc, a CliniCalc e a MedCalc.

  • AxCalc –  (Android e iOs) 

Aprovada pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia, apresenta funções como taxa de gotejamento, conversor de unidades, sangramento admissível, correção aguda de sódio, reposição de jejum etc.

  • CliniCalc – (Android e iOs)

Opta por um enfoque mais amplo, indo além de uma mera calculadora médica. Sua grande variedade de conteúdo apresenta-se, na página inicial, separada por sistemas orgânicos. As ferramentas mais bem comentadas deste aplicativo são os diversos escores disponíveis, o cálculo de déficit hídrico, o manejo de infusão, a taxa de produção urinária, a variação no sódio sérico, a escala de coma de Glasgow clássica e pediátrica e o cálculo da área corporal.

  • MedCalc – (Android e iOs) 

Como a desvantagem de ser uma calculadora paga, ainda assim, é uma excelente ferramenta, em especial para aqueles que tendem a esquecer fórmulas como a do clearance de creatinina ou do cálculo da data provável do parto.

12 links úteis para estudantes de medicina e médicos

Neste post, você encontra uma série de links para quem está se preparando para a Residência Médica ou para estudantes e médicos interessados em se manter constantemente atualizados. Além das entidades representativas na área de Medicina e de organizações governamentais, a lista de links úteis do Revisamed inclui endereços de publicações científica, artigos, notícias médicas e muito mais para quem deseja estar sempre atualizado.

Links úteis medicina

Comissão Nacional de Residência Médica
No site da CNRM estão publicas leis, resoluções, editais e comunicados referentes a residência médica

 

Sistema da Comissão Nacional de Residencia Médica
O Sistema da CNRM é o local onde as Instituições irão inserir os pedidos de Credenciamento de novos programas de residência e de recredenciamento dos programas existentes, todos os médicos matriculados em programas de residência deverão ser cadastrados neste sistema

 

Associação Médica Brasileira

Associação Médica Brasileira é uma sociedade sem fins lucrativos, fundada em 26 de janeiro de 1951, cuja missão é defender a dignidade profissional do médico e a assistência de qualidade à saúde da população brasileira

https:\\ amb.org.br

 


 

Associação Médica de Minas Gerais

Associação Médica de Minas Gerais tem como uma de suas principais finalidades zelar pela educação continuada dos médicos, proporcionando a eles a capacitação científica necessária para oferecer à comunidade assistência de qualidade.

http://www.ammg.org.br/

 


 

Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) é uma autarquia federal, sem fins lucrativos, fundada no dia de 30 de setembro de 1957. O Cremesp trabalha em benefício da sociedade, na supervisão da ética profissional médica.

 http://www.cremesp.org.br/

 


 

Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais

http://www.crmmg.org.br/inicio.php


 

Sindicato dos Médicos de Minas Gerais

Sinmed-MG desempenha um papel importante na vida dos médicos de Minas Gerais, na luta por melhorias salariais, respeito aos direitos dos profissionais e condições dignas de trabalho

http://www.sinmedmg.org.br/

 


Organizações Governamentais

 

Ministério da Saúde

http://www.saude.gov.br/

 


 

Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Criada pela Lei nº 9.782, de 26 de janeiro 1999, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é uma autarquia sob regime especial, que tem sede e foro no Distrito Federal, e está presente em todo o território nacional por meio das coordenações de portos, aeroportos, fronteiras e recintos alfandegados.Tem por finalidade institucional promover a proteção da saúde da população, por intermédio do controle sanitário da produção e consumo de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados, bem como o controle de portos, aeroportos, fronteiras e recintos alfandegados.

http://portal.anvisa.gov.br/

 

 

Publicações Médicas & Científicas

 

Univadis

Univadis é portal de informações e Educação Médica oferecido pela MSD gratuitamente para profissionais de saúde. Criado há 10 anos, o Univadis fornece notícias médicas independentes e de alta qualidade, cursos educacionais e serviços a mais de 1,5 milhão de profissionais da área da saúde em todo o mundo; e a nova versão foi desenvolvida como resposta ao feedback de médicos de 14 mercados, incluindo o Brasil.

https://www.univadis.com.br/

 


 

Free Medical Journal

Revistas médicas gratuitas – Nos próximos anos, as revistas médicas mais importantes estarão disponíveis on-line, gratuitamente e em texto integral. O acesso irrestrito ao conhecimento científico – o novo padrão na publicação médica – terá um grande impacto na prática médica.

http://www.freemedicaljournals.com/

 


 

Johns Hopkins Medicina

A missão da Johns Hopkins Medicine é melhorar a saúde da comunidade e do mundo, estabelecendo o padrão de excelência em educação médica, pesquisa e atendimento clínico.

https://www.hopkinsmedicine.org/about/index.html

 


 

BMJ

O BMJ é um provedor global de conhecimento em saúde com uma visão para um mundo mais saudável. Compartilhamos conhecimento e experiência para melhorar os resultados de assistência médica.Publicamos mais de 70 revistas científicas médicas e aliadas .  Quase metade dos nossos periódicos indexados estão entre os dez primeiros de sua categoria.

https://www.bmj.com/company


 

Estudantes conversam com professor

Como escolher curso Preparatório para Residência Médica?

Estudantes conversam com professor
Fazer um curso preparatório para as provas e residência é um caminho para se tornar um especialista

Confira as dicas do Revisamed para fazer a melhor escolha e se dar bem nas provas de residência médica

Como escolher o curso preparatório para residência médica. Para facilitar a vida do estudante de medicina, o curso preparatório Revisamed selecionou algumas dicas para os médicos que já planejam a residência médica tão logo terminem a faculdade.

Formado por um grupo de professores especialistas, mestres e doutores, todos os profissionais nacionalmente reconhecidos pela atuação médica aliada experiência do ensino na área da saúde, o curso preparatório para residência médica Revisamed sabe bem que a expertise da equipe de professores é decisiva para que você faça uma boa escolha e conquiste a tão sonhada vaga na residência médica.

Qual o melhor curso para residência médica?

“No Revisamed, por exemplo, reunimos os mais competentes médicos e professores em todas as especialidades. Nossa filosofia é aprenda com quem faz”, destaca um dos coordenadores. Além da qualidade da equipe, a didática e os materiais de apoio disponibilizados pelo curso para residência médica devem ser observados na hora da contratação.

O Revisamed coloca à disposição do estudante videoaulas em módulos curtos, caderno digital com pergunta e resposta que funciona como uma apostila, questões comentadas, podcast e, ainda, o acesso premium ao app Whitebook e ao Medcards/Brainscape

Enfim, uma série de recursos de apoio aos estudos que faz toda a diferença. Entre os especialistas na área educacional, não há dúvidas que o conteúdo oferecido e o método de ensino adotado fazem do Revisamed o melhor curso para as provas de residência médica.

A metodologia de ensino do Revisamed também foi pensada para que o estudante otimize seu tempo e de fato aprenda o conteúdo, não se limitando aos famosos “macetes” de prova ou “pegadinhos.

Todo o material de cada uma das 350 videoaulas ficam dispostas em um só lugar, a chamada trilha de estudos Revisamed. Com um clique apenas você acessa o tema escolhido e encontra todo o material para se preparar para a prova de residência médica.

Relação custo x benefício

Outra importante e decisiva dica é relação custo x benefício. O estudante precisa saber diferenciar o que é conteúdo de qualidade de penduricalhos. Uma série de artifícios encarecem o preço do curso preparatório para residência médica.

Basta ter bom senso e saber o que fato é importante na sua preparação. “Tenha sempre em mente que o preparatório para residência médica precisa ter os conteúdos que são exigidos nas provas. Além disto, é claro, precisa estar dentro do seu orçamento e dar um suporte adequado ao estudante. O restante é dedicação”, completam os educadores do Revisamed.

Como são os cursos preparatórios para residência médica

Existe uma série de modalidades de cursos preparatórios para a residência médica online. Quem está terminando a faculdade e já quer logo fazer a residência médica pode optar por um curso mais rápido de 12 meses.

Já o estudante que gosta de planejar e ter mais tempo para se preparar, o ideal é buscar um curso preparatório para residência de 24 meses. “Neste caso, ele terá mais tempo para assistir as videoaulas, fazer provas e usar todo o material de apoio”, consideram os coordenadores.

No Revisamed, os cursos preparatórios R1 se dividem em duas modalidades: 14 meses e 24 meses.  Além destes, o Revisamed oferece também o curso para o Revalida e os cursos R3.

cursos para residencia médica
 

Opções de cursos preparatórios para R3

Há ainda as modalidades de cursos preparatórios para R3. O Revisamed oferece os cursos preparatórios online por 14 meses nas áreas de Clínica Médica, Cirurgia, Pediatria.

Direcionado ao médico que já está na residência e deseja se especializar em uma área da Clínica Médica, da Clínica Cirúrgica ou da Pediatria.

Os cursos R3 são dinâmicos, rápidos, com 14 meses de acesso e todo o conteúdo da área escolhida. São disponibilizados todos os recursos da trilha de estudo Revisamed, preparando o médico para as provas de residência médica ou mesmo para uma atualização profissional na área.

Concorrência acirrada exige objetivos bem claros na escolha do curso para residência médica

Escolher o curso preparatório para a residência pode parecer tarefa muito difícil, mas é preciso estar atento também a especialidade e a instituição que o estudante tenha maior interesse.

Afinal, é sua carreira médica que está em jogo e a concorrência está cada vez mais acirrada: quem estiver melhor preparado terá mais condições de fazer uma boa prova.

É importante ter bem claro os seus objetivos. Se pretende cursar a residência em instituição pública ou privada e, definido o seu objetivo, é focar nos estudos em conteúdos e questões mais específicas.

Selecionar os editais e dedicar-se o tempo livre para os estudos são decisivos. Fazer questões de provas anteriores e saber a maior prevalência de questões de cada área facilitam a preparação. É importante que você saiba também algumas dicas. Leia o blogpost Como escolher a sua residência médica? Veja as dicas do Revisamed

 

Quatro especialidades concentram 39% dos especialista no Brasil, aponta estudo

De acordo com a publicação Demografia Médica Brasileira – O perfil do médico brasileiro e a desigualdade no acesso à assistência, realizado em 2018 pela Associação Médica Brasileira (AMB) quatro especialidades concentram quase 39% dos especialistas do País

As quatro especialidades, juntas, representam 38,4% de todos os títulos de especialistas no País. São elas:

  • Clínica Médica tem 42.728 titulados, ou 11,2% do total
  • Pediatria, 39.234 titulados (10,3%).
  • Cirurgia Geral reúne 34.065 especialistas (8,9%).
  • Ginecologia e Obstetrícia tem 8% dos titulados, ou 30.415.

Em seguida as especialidades com mais número de títulos estão Anestesiologia (com 6%), Medicina do Trabalho (4,2%), Ortopedia e Traumatologia (4,1%), Cardiologia (4,1%), Oftalmologia (3,6%) e Radiologia e Diagnóstico por Imagem (3,2%). Essas seis especialidades, somadas às quatro básicas, representam 63,6% de todos os títulos.

As primeiras 20 especialidades, ainda segundo a publicação, reúnem 80,4% dos profissionais titulados. Os outros 19,6% estão distribuídos pelas demais 34 especialidades. Oito delas têm menos de mil titulados cada.

Genética Médica é a especialidade com menor número de titulados: são 305, ou 0,1% do total. As 59 “áreas de atuação” reconhecidas no País, que são derivadas, relacionadas ou ligadas às especialidades, não fizeram parte do presente estudo.

Tabela 50
Distribuição de títulos de especialistas, segundo especialidades – Brasil, 2018

Especialidade
Número de títulos % % acumulado
Clínica Médica 42.728 11,2 11,2
Pediatria 39.234 10,3 21,5
Cirurgia Geral 34.065 8,9 30,4
Ginecologia e Obstetrícia 30.415 8,0 38,4
Anestesiologia 23.021 6,0 44,4
Medicina do Trabalho 15.895 4,2 48,6
Ortopedia e Traumatologia 15.598 4,1 52,7
Cardiologia 15.516 4,1 56,7
Oftalmologia 13.825 3,6 60,4
Radiologia e Diagnóstico por Imagem 12.233 3,2 63,6
Psiquiatria 10.396 2,7 66,3
Dermatologia 8.317 2,2 68,5
Medicina Intensiva 6.562 1,7 70,2
Otorrinolaringologia 6.373 1,7 71,9
Cirurgia Plástica 6.304 1,7 73,5
Medicina de Família e Comunidade 5.486 1,4 75,0
Urologia 5.328 1,4 76,4
Medicina de Tráfego 5.221 1,4 77,7
Endocrinologia e Metabologia 5.210 1,4 79,1
Neurologia 5.104 1,3 80,4
Gastroenterologia 4.881 1,3 81,7
Nefrologia 4.474 1,2 82,9
Cirurgia Vascular 4.301 1,1 84,0
Infectologia 3.746 1,0 85,0
Acupuntura 3.598 0,9 85,9
Oncologia Clínica 3.583 0,9 86,9
Pneumologia 3.412 0,9 87,8
Neurocirurgia 3.298 0,9 88,6
Patologia 3.210 0,8 89,5
Endoscopia 3.184 0,8 90,3
Cirurgia do Aparelho Digestivo 2.864 0,8 91,1
Hematologia e Hemoterapia 2.668 0,7 91,8
Homeopatia 2.617 0,7 92,4
Reumatologia 2.383 0,6 93,1
Cirurgia Cardiovascular 2.271 0,6 93,7
Mastologia 2.219 0,6 94,2
Coloproctologia 1.950 0,5 94,8
Medicina Preventiva e Social 1.863 0,5 95.,2
Geriatria 1.817 0,5 95,7
Nutrologia 1.692 0,4 96,2
Angiologia* 1.633 0,4 96,6
Alergia e Imunologia 1.601 0,4 97,0
Patologia Clínica/Medicina Laboratorial* 1.450 0,4 97,4
Cirurgia Pediátrica 1.378 0,4 97,8
Cirurgia Oncológica 1.190 0,3 98,1
Cirurgia de Cabeça e Pescoço 1.072 0,3 98,3
Cirurgia Torácica 992 0,3 98,6
Medicina Nuclear 915 0,2 98,8
Medicina Física e Reabilitação* 887 0,2 99,1
Medicina Esportiva 869 0,2 99,3
Medicina Legal e Perícia Médica* 827 0,2 99,5
Cirurgia da Mão 791 0,2 99,7
Radioterapia 734 0,2 99,9
Genética Médica 305 0,1 100,0
Total 381.506 100,0
Nota: nesta análise foi usado o número de registros de médicos e de títulos de especialistas. Médicos com mais de um título são contados em cada especialidade.
Especialistas com inscrições secundárias (médicos com registro em mais de um CRM) são contados em cada estado.
*O número de especialistas teve pequena redução em relação a divulgações anteriores devido à padronização de dados de titulação. Fonte: Scheffer M. et al., Demografia Médica no Brasil 2018.   

O que você precisa saber sobre residência médica

Duração da residência médica:

Cada especialidade da residência médica tem grade curricular diferenciada. Mas a duração mínima da residência é de dois anos. A duração vai de 2 a 5 nos para áreas básica e de acesso direto.

Em algumas especialidades há ano adicional para aperfeiçoamento do conhecimento e habilidades técnicas. Para programas de residência médica com pré-requisito a duração varia de 2 a 4 anos.

ESPECIALIDADEPRÉ-REQUISITODURAÇÃO (ANOS)
Acupuntura2
Alergia e Imunologia2
AnestesiologiaAcesso Direto (especialidade)3
Angiologia e Cirurgia vascularCirurgia Geral (2 anos)2
OncologiaClínica Médica (2 anos)3
CardiologiaClínica Médica (2 anos)2
Cirurgia cardiovascularCirurgia Geral (2 anos)4
Cirurgia da mãoOrtopedia/Cirurgia Plástica2
Cirurgia de cabeça e pescoçoCirurgia Geral (2 anos)2
Cirurgia GeralAcesso direto (área básica)2-3 (3° ano opcional)
Cirurgia do aparelho digestivoCirurgia Geral (2 anos)2
Cirurgia pediátricaCirurgia Geral (2 anos)3
Cirurgia plásticaCirurgia Geral (2 anos)3
Cirurgia torácicaCirurgia Geral (2 anos)2
Clínica médicaAcesso Direto (área básica)2
ColoproctologiaCirurgia Geral (2 anos)2
DermatologiaAcesso Direto3
EndocrinologiaClínica Médica (2 anos)2
EndoscopiaClínica Médica e Cirurgia Geral (Resolução CNRM 08/2006)2
GastroenterologiaClínica Médica (2 anos)2
Genética médicaAcesso Direto3
GeriatriaClínica Médica (2 anos)2
Ginecologia e obstetríciaAcesso Direto (área básica)3
Hematologia e hemoterapiaClínica Médica (2 anos)2
HomeopatiaAcesso Direto2
InfectologiaAcesso Direto (especialidade)3
MastologiaCirurgia Geral ou GO2
Medicina de família e comunidadeAcesso Direto (especialidade)2
Medicina do trabalhoAcesso Direto2
Medicina do tráfegoAcesso Direto2
Medicina esportivaAcesso Direto3
Medicina física e reabilitaçãoAcesso Direto (especialidade)3
Medicina IntensivaClínica Médica (2 anos), ou Clínica Geral (2 anos), ou Anestesiologia (3 anos)2
Medicina legal2
Medicina nuclear3
Medicina preventiva e socialAcesso Direto (área básica)2
NefrologiaClínica Médica (2 anos)2
NeurocirurgiaAcesso Direto (especialidade)5
NeurologiaAcesso Direto3
Nutrologia2
OftalmologiaAcesso Direto (especialidade)3
Ortopedia e traumatologiaAcesso Direto (especialidade)3
OtorrinolaringologiaAcesso Direto (especialidade)3
PatologiaAcesso Direto (especialidade)3
Patologia Clínica/Medicina LaboratorialAcesso Direto (especialidade)3
PediatriaAcesso Direto (área básica)2
PneumologiaClínica Médica (2 anos)2
PsiquiatriaAcesso Direto (especialidade)3
Radiologia e Diagnóstico por imagemAcesso Direto (especialidade)3
RadioterapiaAcesso Direto3
ReumatologiaClínica Médica (2 anos)2
UrologiaCirurgia Geral (2 anos)3

 

Residência médica pediatria

Residência Médica: Veja especialidades com mudanças a partir de 2019

Residência médica pediatria

Os médicos que vão fazer prova para residência médica em 2019/2020 devem ficar atentos às mudanças  em algumas áreas  dos programas de residência médica no país. Entre as mudanças, destaque para as residências de Pediatria, Neurologia, Cirurgia Cardiovascular. Os editais destas especialidades que forem lançados a partir de 2019 para novos programas deverão estar em acordo com a nova legislação.

O que muda?

  • Pediatria passa a ter mais um ano obrigatório e 30% das atividades feitas em ações básicas de saúde. Veja requisitos mínimos para residência em Pediatria.
  • Neurologia passa a ter mais um ano obrigatório.
  • Cirurgia Cardiovascular passa de 4 para 5 anos com acesso direto.
  • Para a Pediatria as alterações significam 30% das atividades feitas em ações básicas de saúde.

Na Neurologia, o aumento do tempo de residência foi aprovado em 2018. Veja  Matriz de Competência de Neurocirurgia

Residência em cirurgia cardiovascular

Em 2017, a Cirurgia Cardiovascular passou a ter duração de 5 anos com acesso direto . A mudança foi proposta pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular que justificou a medida  pela evasão de candidatos após os dois anos de Cirurgia Geral – antes pré-requisito, necessidade de aprender novas competências, diminuição da procura pela especialidade, as habilidades da cirurgia geral podem ser adquiridas com o treinamento direto em Cirurgia Cardiovascular, Cirurgiões treinados com (CNRM) ou sem (SBCCV) o pré-requisito em Cirurgia Geral têm igual desempenho quando oriundos de serviços de excelência.

Confira a RESOLUÇÃO Nº 2, DE 4 DE ABRIL DE 2019, que dispõe sobre a matriz de competências dos Programas de Residência Médica em Cirurgia Cardiovascular no Brasil.

Fique por dentro das residências médicas

Veja também as matrizes de competências aprovadas pela Comissão Nacional de Residência Médica para 23 especialidades.

Matriz de Competência de Alergia e Imunologia
Matriz de Competência de Anestesiologia
Matriz de Competência de Cirurgia Cardiovascular
Matriz de Competência de Cirurgia da Mão
Matriz de Competência de Cirurgia do Aparelho Digestivo
Matriz de Competência de Cirurgia Geral
Matriz de Competência de Cirurgia Oncológica
Matriz de Competência de Cirurgia Plástica
Matriz de Competência de Dermatologia
Matriz de Competência de Endocrinologia e Metabologia
Matriz de Competência de Gastroenterologia
Matriz de Competência de Genética Médica
Matriz de Competência de Ginecologia e Obstetrícia
Matriz de Competência de Hepatologia
Matriz de Competência de Medicina do Trabalho
Matriz de Competência de Medicina Nuclear
Matriz de Competência de Neurocirurgia
Matriz de Competência de Oncologia Clínica
Matriz de Competência de Ortopedia e Traumatologia
Matriz de Competência de Otorrinolaringologia
Matriz de Competência de Patologia
Matriz de Competência de Pneumologia
Matriz de Competência de Urologia

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria e Comissão Nacional de Residência Médica

concurso para médicos sus são paulo

Concurso para médicos SUS São Paulo. São 52 vagas! Fique atento ao prazo de inscrição

A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo está com 52 vagas efetivas abertas em concurso público. O concurso público para médicos do SUS São são para hospitais da rede estadual de assistência. De acordo com o editais, os salários oferecidos chegam a R$6.210,00.

As vagas são destinadas a várias áreas como, por exemplo, Ortopedia, Pediatria, Oncologia, Clínica Médica, Ginecologia,Urgência, Medicina Intensiva, entre outras. Os concursos foram abertos, segundo a secretaria, em primeiro lugar diante da necessidade de reforçar o atendimento à população que usam o SUS (Sistema Único de Saúde).

Veja as vagas por instituição

Para concorrer a uma das vagas, o candidato deve ter graduação em Medicina, certificado de conclusão da residência médica na especialidade que deseja concorrer e registro no Conselho Regional da área. Mais importante é que o candidato leia com atenção o edital e fique atento ao prazo de inscrição.

Inscrição e Etapas do concurso para médicos SUS São Paulo

Os interessados em concorrer a uma das vagas nos concursos para médicos do SUS São Paulo devem ficar atentos ao prazo final de inscrição. Ou seja, os prazos variam conforme a instituição:

  • Conjunto Hospitalar do Mandaqui: até 02 de julho
  • Hospital Heliópolis: até 03 de julho
  • Hospital Ipiranga: até 02 de julho
  • Centro de Referência da Saúde da Mulher: até 12 de julho
  • Hospital Geral de Vila Penteado: até 16 de agosto
  • Hospital Estadual de Presidente Prudente: até 19 de julho

Em resumo, nos editais publicados, as instituições informam os endereços (presenciais e eletrônicos) para que os interessados em concorrer a uma das vagas podem se inscrever. O concurso será composto por provas objetivas, dissertativas e de títulos, a depender da especialidade.

Além disto, a ficha para cadastro pode ser impressa pelo portal de Concursos do Estado de São Paulo. Para completar o procedimento, o candidato deverá pagar uma taxa no valor de R$87,55.

úlcera péptica perfurada

Tratamento de úlcera perfurada. Veja questão comentada

      Tratamento de úlcera perfurada: questão comentada Revisamed

Um homem de 47 anos é admitido no pronto-socorro com queixa de dor abdominal há 3 dias, com piora súbita há 8 horas.Conta uso de diclofenaco ( 3 comprimidos ao dia) há 1 semana, por dor lombar após esforço físico. Refere ser nervoso, mas nega antecedente mórbido.

Ao exame, apresentava-se gemente, taquicardíaco, com abdome “em tábua”. O raio X revela pneumoperitônio. Foi feita laparotomia exploradora cujo achado foi úlcera na região do pré-pilórica com perfuração de 0,3 cm, sem calo ulceroso palpável, com líquido turvo na cavidade peritoneal.

Das alternativas a seguir, a melhor para o caso é:

Alternativas

A) Debriamento da borda da úlcera seguido de ulcerorrafia e vagotomia troncular

B) Ulcerorrafia com procedimento de Graham modificado e uso de bloqueadores de bomba de prótons

C) Gastrectomia parcial e gastroduodenostomia associado ao uso de bloqueadores de bomba de prótons

D) Gastrectomia parcial e gastrojejunostomia

E) Gastrectomia parcial e reconstrução à Billroth II associado ao uso de bloqueadores de bomba de prótons

Resposta

B) Ulcerorrafia com procedimento de Graham modificado e uso de bloqueadores de bomba de prótons

Comentário

O tratamento cirúrgico da úlcera perfurada vai variar de acordo vai variar de acordo com o estado clínico do paciente e do grau de contaminação da cavidade. No paciente estável e sem grande contaminação da cavidade, além do tratamento da perfuração, pode-se optar pelo tratamento cirúrgico da doença péptica: ex: antrectomia e vagotomia). Nos casos de instabilidade clínica, ou contaminação importante da cavidade, (caso da questão), opta-se por uma abordagem mais rápida, com fechamento da perfuração. Além da ulcerorrafia, é indicato o revestimento da linha de sutura com segmento epiploico ( epiploplastia Graham). Em todos os casos, o tratamento clínico de suporte e o uso de IBP estão indicados.

 

 

como escolher a sua residência médica

Como escolher a sua residência médica? Veja as dicas do Revisamed

Como escolher a sua residência médica? Esta é uma questão que deixa em dúvida quase todos os médicos recém-formados. Para decidir a especialidade médica que vai seguir é preciso levar em consideração uma série de questões, que passa pela vocação, pela qualidade da instituição onde cursar a residência médica e como você imagina a sua rotina de trabalho ideal no futuro.

É claro que escolher a sua residência médica é muito mais pessoal, mas nós queremos, com este artigo, te ajudar a pensar em alguns pontos que podem passar despercebidos, mas são importantes na hora de decidir a sua especialização. A ideia é ajudá-lo a tirar dúvidas e melhor fundamentar a principal escolha na carreira do médico

Além disto, vamos ter dar uma visão geral da titulação médica em todo país com bases nos dados do estudo Demografia Médica: O perfil do Médico Brasileiro , realizado pela Faculdade de  Medicina da Universidade de São Paulo (USP) , com o apoio institucional do Conselho   Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) .

Escolher a residência médica exige muita reflexão

Começamos, portanto, com o que levar em consideração na hora de escolher a residência médica:

1 – O peso da instituição influencia em como escolher a sua residência médica:

Tenha em mente onde pretende se especializar. Há instituições e centros altamente reconhecidos na área em que atuam. A concorrência por centros de referência é grande. Vale a pena optar  pela porte da instituição independente da especialidade médica? Por outro lado, o melhor é seguir a especialidade que deseja mesmo em uma instituição menor?. Ou, ainda, é melhor se preparar para fazer a residência médica escolhida na instituição de maior peso?

2 – Não basta querer, tem que se preparar para a residência escolhida:

Se você quer ser cardiologista, neurologista, urologista, pneumologista, pediatra, etc, etc, etc…. não importa. Terá que estar bem preparado. Em outras palavras, a residência médica é sempre muito concorrida.

3 – Como escolher a sua residência médica: com que tipo de paciente você deseja trabalhar:

Este é um ponto importante para uma reflexão. Dependendo da sua especialização, você terá um perfil comum entre os seus pacientes. É preciso ter mente com que área você mais se identifica. Quer atuar com doenças curáveis, incuráveis, agudas, crônicas… enfim, resumindo, avalie a área e o perfil do seu paciente

4 – Qual especialidade médica ganha mais ? :

A sua necessidade financeira é outro ponto a se pensar muito. Há áreas mais e menos valorizadas. O ideal é fazer uma pesquisa de mercado. Afinal, os valores variam muito. Aqui é importante ressaltar que você poderá ter também mais ou menos reconhecimento, dependendo da especialização. Mas, contudo, um ponto é determinante: a saúde financeira é importante, porém ela virá se você trabalhar com aquilo que gosta, independente da sua especialização.

5 – Tranquilidade ou corre-corre:

Que médico trabalha muito, ninguém tem dúvidas. Não há hora para nada. É sempre um corre-corre entre consultório, clínicas e hospitais, uma carga de trabalho bastante pesada. E tem mais: a atualização, o estudo constante, é uma exigência da área médica. Portanto, é preciso estar preparado e decidido do que você quer para o seu futuro.

6 -Ainda sobre a rotina diária do médico:

O que te faz mais feliz: ter flexibilidade de horários, agendas marcadas ou gosta mesmo do imprevisível!!! Plantões, consultório, centro cirúrgico, ambulatório…  A área que escolher da residência médica vai direcionar para o seu local de trabalho… Seja passar mais tempo em ambiente fechado fazendo plantões, ou como anestesiologista no centro cirúrgico ou no consultório clínico. Portando, ao escolher a residência médica tenha em mente onde você vai (ou quer) trabalhar.

Conheça um pouco mais de cada especialidade médica

Com base em pesquisa de sites das associações médicas, conselhos e opinião de especialistas de cada área médica o curso Revisamed, Preparatório para a Residência Médica e de Atualização Médica preparou um resumo com as principais informações de cada especialidade para que você não tenha dúvidas na hora de escolher a sua residência médica ideal. Em agosto de 2018, o Conselho Federal de Medicina (CFM) atualizou as especialidades médicas e áreas de atuação que reconhecidas pelo conselho.

Como são muitas áreas, vamos dividir este blogpost Como escolher a sua residência médica em duas partes para as especialidades médicas com acesso direto. Nesta primeira parte, você vai conhecer um pouco mais das seguintes áreas: Acupuntura, Anestesiologia, Cirurgião de Mão, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Dermatologia, Genética Médica, Homeopatia, Infectologia, Medicina da Saúde e Comunidade, Medicina do Tráfego, Medicina do Trabalho, Medicina Esportiva. Vamos lá:

Conheça um pouco mais de cada especialidade médica e saiba como escolher a sua residência médica – primeira parte.

ACUPUNTURA
Título de especialista em ACUPUNTURA
Formação: 2 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Acupuntura
AMB: Concurso do Convênio AMB/Colégio Médico de Acupuntura

Resumo: método terapêutico que se caracteriza pela inserção de agulhas na superfície corporal para tratar doenças e promover a saúde. Originária na China é reconhecida pela CFM desde 1995. A formação do médico acupunturista é feita como pós-graduação ou residência, e envolve o conhecimento de princípios básicos da filosofia chinesa, da medicina tradicional, o estudo da localização dos pontos de acupuntura e o reconhecimento das várias síndromes clínicas com etiologia, fisiopatologia e tratamento, tudo baseado na medicina tradicional chinesa. Acupuntura é praticada em consultórios e clínicas privadas e é obrigatoriamente oferecida aos beneficiários de planos de saúde. O Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura tem registrados cerca de 3.200 acupunturistas.

ANESTESIOLOGISTA
Título de especialista em ANESTESIOLOGIA 
Formação: 3 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Anestesiologia
AMB: Concurso do Convênio AMB/Sociedade Brasileira de Anestesiologia

Resumo: realização de procedimentos invasivos e disposição para acompanhar os avanços tecnológicos precisam fazer parte do perfil do anestesiologista. A área de atuação está cada vez mais ampliada, não se limitando ao centro cirúrgico e ao período intraoperatório. O anestesiologista está presente desde a avaliação pré-operatória às solicitações de exames e orientações necessárias. Interage de forma muito íntima, com colegas das unidades de tratamento.  O especialista ainda atende casos não cirúrgicos, como paciente com dores crônicas. São aproximadamente 21 mil anestesistas registrados pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia.

CIRURGIA DA MÃO
Título de especialista em CIRURGIA DA MÃO
Formação: 2 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Cirurgia da Mão
AMB: Concurso do Convênio AMB/Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão

Resumo: O cirurgião de mão é o médico responsável por reparar e reconstruir lesões ósseas, tendinosas, ligamentares, nervosas, musculares e de cobertura cutânea nas mãos, punhos e cotovelos. Também atua no tratamento de doenças degenerativas e deformidades congênitas de mãos e punhos. É um  profissional com treinamento em microcirurgia o que o habilita a realizar reimplantes de segmentos amputados, transferência de tecidos à distância (retalhos microcirúrgicos), bem como realizar reparo de lesões de nervos periféricos não só nas mãos, mas em todo o corpo (membros superiores, membros inferiores e plexo braquial).Requer como pré-requisito formação em Ortopedia e Traumatologia ou Cirurgia Plástica. O profissional deve gostar de técnicas cirúrgicas complexas e delicadas e estar habituado a fazer procedimentos reconstrutivos não só na mão, mas em qualquer lugar do corpo. Nada de rotina nesta especialidade. Hospitais públicos, privados e particulares; clínicas ambulatoriais; hospitais pediátricos para tratar das deformidades congênitas; centros de pesquisas clínicas; além de consultório particular são locais de trabalho. O cirurgião de mão poderá atuar no diagnóstico, tratamento conservador e tratamento cirúrgico. A Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão contava com cerca de 700 especialistas

CIRURGIA GERAL
Título de especialista em CIRURGIA GERAL
Formação: 3 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral
AMB: Concurso do Convênio AMB/Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Resumo: Tem como pré-requisito o diploma em Medicina. O perfil do cirurgião geral pode variar, mas é inerente à especialidade a necessidade de resistência física, controle do fator emocional e segurança na tomada de decisão. Ter um bom conhecimento de clínica cirúrgica é um grande diferencial. O dia a dia do cirurgião se resume em realizar cirurgias marcadas previamente (eletivas), cirurgias de urgência ou por complicações de cirurgias já realizadas, visita e evolução dos pacientes de pós-operatório. Como cirurgião geral, o médico pode atuar como autônomo sendo o cirurgião principal de sua equipe (compostos por outros cirurgiões, anestesista e instrumentador), auxiliando cirurgiões mais experientes, realizar plantões ou atuar como parecerista em hospitais de emergência/trauma e ser docente em alguma instituição de ensino. O cirurgião pode realizar cirurgias ditas “abertas” (clássica), cirurgias videolaparoscópicas (introduzindo câmeras por pequenos orifícios abertos no paciente ou por orifícios naturais) e, mais atualmente, a cirurgia com assistência robótica. O Colégio Brasileiro de Cirurgiões tem aproximadamente 30 mil cirurgiões registrados.

CLÍNICA MÉDICA
Título de especialista em CLÍNICA MÉDICA
Formação: 3 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Clínica Médica
AMB: Concurso do Convênio AMB/Sociedade Brasileira de Clínica Médica

Resumo: A Clínica Médica é considerada uma das áreas bases da medicina. Engloba conteúdo das diversas especialidades clínicas: você acaba sempre lendo e sabendo um pouco de tudo. O ponto forte são os desafios diagnósticos: os pacientes se apresentam com um conjunto de sinais e sintomas e é o clínico o grande responsável pela investigação.  Engloba a atenção primária/atenção básica, concentrada no nível ambulatorial, mas também a medicina interna, responsável pela visita dos pacientes internados. Do mesmo modo, a maior parte dos emergencistas são hoje clínicos. Outra área importante de atuação são as ações preventivas individuais. A maioria dos clínicos novos tem procurado ter uma área na qual ele aprofundou a experiência e o conhecimento, em geral acompanhando um serviço especializado ou por mestrado e doutorado. Como exemplo, temos clínicos com maior atuação em hepatologia, hipertensão, colagenoses, entre outras. Todo médico que escolher uma especialidade clínica, com exceção de dermato e neuro, deverá realizar a residência de clínica médica (2 anos) antes do ingresso na especialidade. A rotina mais comum de um clínico é trabalhar vinculado a um hospital pela manhã, fazer o consultório à tarde e dar algum plantão à noite. O clínico é hoje o profissional com maior campo de trabalho.  A Sociedade Brasileira de Clínica Médica tem 35 mil clínicos registrados.

DERMATOLOGIA
Título de especialista em DERMATOLOGIA
Formação: 3 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Dermatologia
AMB: Concurso do Convênio AMB/Sociedade Brasileira de Dermatologia

Resumo: Área médica que  trata das doenças da pele, tecido subcutâneo, cabelos e unhas. Abrange toda área da Dermatologia clínica e cirúrgica, assim como a Cosmiatria (área da Dermatologia que trata da beleza e alterações estéticas da pele). A rotina em geral é ambulatorial, atendimento clínicos, pequenos procedimentos cirúrgicos e tratamento estéticos, que também podem ser realizados no consultório. Há possibilidade de cirurgias de maior porte em centros cirúrgicos. No campo de trabalho, o profissional pode ter consultório próprio ou atuar em clínicas, além de concursos púbicos. São registrados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia cerca de 7 mil profissionais.

GENÉTICA MÉDICA
Título de especialista em GENÉTICA MÉDICA
Formação: 3 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Genética Médica
AMB: Concurso do Convênio AMB/Sociedade Brasileira de Genética Médica

Resumo: A Genética Médica é uma especialidade que realiza avaliação clínica, diagnóstico, tratamento e aconselhamento genético de indivíduos e famílias com diversos tipos de afecções, assim como suporte e consultoria para outras especialidades médicas e demais profissões da saúde. O médico geneticista especializa-se por meio de residência médica na área e atua na investigação diagnóstica e orientação nas seguintes áreas: a) Esterilidade e Infertilidade masculina e feminina b) Fertilização assistida c) Diagnóstico pré-implantacional d) Diagnóstico pré-natal e) Triagem neonatal f) Defeitos congênitos g) Problemas neurológicos como atraso de desenvolvimento, hipotonia, involução de desenvolvimento, entre outros h) Déficit intelectual i) Doenças neurodegenerativas da idade adulta j) Câncer. O geneticista atua também na coleta e  interpretação de dados populacionais de defeitos congênitos e outras condições geneticamente determinadas e na investigação de fatores ambientais que podem causa de defeitos congênitos. Com os avanços laboratoriais para diagnóstico de doenças genéticas, um novo ramo desta especialidade foi consolidado, a Medicina Genômica. Esta área objetiva a identificação de características individuais para prevenção e diagnóstico precoce de doenças comuns, que geralmente têm envolvimento de fatores ambientais. A partir desses conhecimentos, abrem-se perspectivas de prevenção personalizadas, que podem incluir mudanças de estilo de vida, rastreamento de problemas de saúde com maior ou menor frequência e suspensão ou adequação de doses de medicamentos de uso crônico e agudo.

HOMEOPATIA
Título de especialista em HOMEOPATIA
Formação: 2 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Homeopatia
AMB: Concurso do Convênio AMB/Associação Médica Homeopática Brasileira

Resumo: A homeopatia é uma especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) desde 1980. Por meio dessa especialidade é possível tratar diversas doenças — desde as alergias respiratórias até problemas emocionais. Podem se especializar nessa área apenas médicos, odontologistas, veterinários e farmacêuticos. No entanto, apenas o médico pode praticar a parte clínica da homeopatia, cabendo aos odontologistas exclusivamente as questões em odontologia e aos farmacêuticos apenas a questão de produção da medicação. O conceito fundamental da homeopatia é tratar o paciente como um todo de forma individualizada, e não a doença. Assim, é procedimento de rotina que as consultas homeopáticas sejam extensas. Embora possa atuar em hospitais, a especialidade tem pouco espaço neste ambiente. Dessa forma, a atuação em consultórios e ambulatórios, onde ocorre um fluxo maior de pacientes estáveis, representa um campo mais interessante para homeopatas. Desde 2006, a homeopatia oferecida na rede pública de saúde. Uma boa relação médico-paciente é fundamental. O homeopata precisa também ter capacidade de reconhecer a necessidade de encaminhar o paciente para tratamento convencional em caso de patologia mais grave.

INFECTOLOGIA
Título de especialista em INFECTOLOGIA
Formação: 3 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Infectologia
AMB: Concurso do Convênio AMB/Sociedade Brasileira de Infectologia

Resumo: é a especialidade médica que se ocupa do estudo das doenças causadas por diversos patógenos como príons, vírus, bactérias, protozoários, fungos e animais. A infectologia também é chamada de “doenças infecto-parasitárias” (DIP) ou “moléstias infecciosas e parasitárias” (MIP). No Brasil, a infectologia é uma especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, sendo determinado que, além do curso de Medicina, o profissional deva fazer uma residência médica que tem a duração de três anos. O infectologista atua na prevenção primária (educação em saúde, vacinação, etc.) e na prevenção secundária (tratamento de doenças infecciosas e prevenção de incapacidade causadas por estas). O infectologia atua em pareceres e acompanhamento clínico, ambulatorial ou enfermaria ou políticas e atividades de prevenção, palestras/educação e ainda no controle do uso de antibióticos, desde a atenção primária, secundária, terciária e até quaternária, na área assistencial, pesquisa e vigilância epidemiológica. Caso o médico assim deseje, a residência em DIP é pré-requisito de uma nova residência como por exemplo Infectologia Hospitalar, Hepatologia e Terapia Intensiva. São cerca de 3.200 infectologistas registrados pela Sociedade Brasileira de Infectologia.

MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE
Título de especialista em MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE
Formação: 2 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade
AMB: Concurso do Convênio AMB/Sociedade Brasileira de   Medicina de Família   e Comunidade

Resumo: O principal campo de atuação do médico de família é a prestação de cuidados primários, o que caracteriza esse profissional como o especialista em manejar os problemas de saúde mais frequentes que acometem a população sob sua responsabilidade. Capacitado para atender a pacientes desde o nascimento, os médicos de família, em um sistema estruturado, podem lidar com até 90% dos problemas de saúde. Nesta Especialidade Médica, o indivíduo é observado na sua componente biológica, psicológica e social. A Família, como unidade, é igualmente seu objeto de estudo. Admite-se que a doença de uma pessoa afeta toda a sua família, sendo o inverso igualmente verdade. Essencialmente esta especialidade desenvolve-se junto da comunidade. Além de dar resposta à maioria dos problemas de saúde, o Médico de Família deve adotar toda uma série de gestos de Medicina Preventiva assim como compreender a dinâmica familiar que envolve os seus pacientes. O médico de família e comunidade é, por excelência, um médico de Atenção Primária à Saúde, ou seja, deve ter um vínculo com seus pacientes antes mesmo deles adoecerem, e quando esses sentirem algo deve ser o primeiro médico a ser consultado. Dessa forma, nessa especialidade os médicos estão em uma posição privilegiada para fazer promoção de saúde, prevenção de doenças, diagnóstico precoce, e mesmo o tratamento de doenças que façam parte de sua capacidade clínica — na MFC não existe dicotomia entre prevenção e cura. O médico de família e comunidade atende a pessoas de todas as idades e gêneros, de maneira continuada e integral, trabalha em equipe interdisciplinar. Segundo a literatura mundial este profissional é resolutivo em 80 a 90% das questões que demandam assistência `a saúde. Esta especialidade resgata a relação médico-paciente prejudicada pela grande fragmentação, muitas vezes prejudicial decorrente da ultra-especialização da medicina.

MEDICINA DE TRÁFEGO
Título de especialista em MEDICINA DE TRÁFEGO
Formação: 2 anos CNRM: Programa de Residência Médica em Medicina de Tráfego
AMB: Concurso do Convênio AMB/Associação Brasileira de Medicina de Tráfego

Resumo: A Medicina de Tráfego vai muito além de renovar habilitação. A especialidade é reconhecida pela Associação Médica Brasileira, pelo Conselho Federal de Medicina e pela Comissão Nacional de Residência Médica. A Medicina de Tráfego não é tão popular, mas com muitas oportunidades. É responsável pela manutenção do bem-estar físico, psíquico e social do ser humano que se desloca, qualquer seja o meio que propicie a sua mobilidade. Essa especialidade cuida das interações entre o deslocamento, os meios e o homem, visando o equilíbrio ecológico. Sendo assim, essa especialidade se propõe a estudar as causas do acidente de tráfego, com o intuito de preveni-lo ou mitigar suas consequências. Além disso, a Medicina de Tráfego contribui com subsídios técnicos para a elaboração do ordenamento legal e a modificação do comportamento do usuário do sistema de circulação viária. Suas principais áreas de atuação são: Medicina de Tráfego Preventiva, Curativa, Legal, Ocupacional e Medicina de Viagem. A rotina do médico de tráfego é mais tranquila, se comparada à realidade das outras especialidades. Esse profissional atua nas clínicas conveniadas ao DETRAN. Em sua lista de atividades está, por exemplo, o exame de aptidão física e mental dos candidatos, identificando pressão arterial, acuidade auditiva, acuidade visual, campo visual, aparelho músculo-esquelético. Além da avaliação do condutor, há outras atuações para o médico de tráfego. Um exemplo interessante são as juntas médicas de trânsito, que cuidam daqueles candidatos que necessitem de carros adaptados. Há muita oportunidade de emprego para o profissional formado em Medicina de Tráfego, justamente por essa ser uma especialidade menos conhecida e com poucos especialistas no Brasil. No momento, há aproximadamente 3.600 médicos de tráfego registrados pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego.

MEDICINA DO TRABALHO
Título de especialista em MEDICINA DO TRABALHO
Formação: 2 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Medicina do TrabalhoAMB: Concurso do Convênio AMB/Associação Nacional de Medicina do Trabalho

Resumo: A Medicina do Trabalho é a especialidade médica que lida com as relações entre homens e mulheres trabalhadores e seu trabalho, visando não somente à prevenção dos acidentes e das doenças do trabalho, mas à promoção da saúde e da qualidade de vida. Tem por objetivo assegurar ou facilitar aos indivíduos e ao coletivo de trabalhadores a melhoria contínua das condições de saúde, nas dimensões física e mental, e a interação saudável entre as pessoas e, estas, com seu ambiente social e o trabalho. Está construída sobre dois pilares: a Clínica e a Saúde Pública. Para o exercício da MT, é importante que o profissional tenha uma boa formação em Clínica Médica e que domine os conceitos e as ferramentas da saúde pública. Além disto, o médico deve estar sintonizado com os acontecimentos do mundo do trabalho em seus aspectos sociológicos, políticos, tecnológicos, demográficos, entre outros.O campo de atuação da especialidade é amplo, extrapolando o âmbito tradicional da prática médica. De modo esquemático, pode-se dizer que é preferencialmente exercido: nos espaços do trabalho ou da produção – as empresas -, como empregado nos Serviços Especializados de Engenharia de Segurança e de Medicina do Trabalho (Sesmt), como prestador de serviços técnicos, para a elaboração do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) ou de consultoria; na normalização e fiscalização das condições de Saúde e Segurança no Trabalho (SST); na rede pública de serviços de saúde e no desenvolvimento das ações de saúde do trabalhador; na assessoria sindical, nas organizações de trabalhadores e de empregadores; na Perícia Médica da Previdência Social, na atuação junto ao Sistema Judiciário como perito judicial em processos trabalhistas, ações cíveis e ações da promotoria pública; na atividade docente e na formação e capacitação profissional; na atividade de investigação no campo das relações entre saúde e trabalho; em consultoria privada no campo da SST.

MEDICINA ESPORTIVA
Título de especialista em MEDICINA ESPORTIVA
Formação: 2 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Medicina Esportiva
AMB: Concurso do Convênio AMB/Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e Esporte

RESUMO: A Medicina do Esporte (Esportiva) é uma especialidade reconhecida pelos conselhos que regem a medicina. Em 1962 foi criada a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) filiada à Associação Médica Brasileira (AMB).  No Brasil, a Medicina Esportiva possui quase 800 médicos especialistas e está ganhando mais força e adeptos devido à grande demanda desse profissional no mercado de trabalho atual. A Medicina do Esporte aborda questões sobre a atividade física, exercício físico e do esporte em pessoas de todas as idades, de todos os níveis de treinamento, com doenças ou sadias, com a intenção de prevenir, tratar, reabilitar, melhorar o desempenho e a qualidade de vida das pessoas. Assim sendo, a Medicina do Esporte atua em quase todas as especialidades entre elas: fisiatria, emergência, endocrinologia, pneumologia, cardiologia, ortopedia, pediatria, geriatria, reumatologia, ginecologia, otorrinolaringologia, etc. O médico do esporte tem em sua formação três anos de residência (especialização) médica, quando então é considerado um Clínico Geral voltado para a fisiologia de todos os sistemas do nosso organismo, e como o exercício pode atuar para beneficiá-lo. Faz parte da rotina do atendimento do médico dessa especialidade gerenciar o individuo como um todo na tentativa de atuar no objetivo do paciente, estimulando e impulsionando o mesmo a ter uma rotina de hábitos saudáveis, e consequentemente melhorar aquilo que o fez procurar um médico do esporte.

Quatro especialidade médicas concentram 39% dos especialistas do país

De acordo com o estudo do Perfil do Médico Brasileiro, juntas, quatro especialidades representam 38,4% de todos os títulos de especialistas no País. Clínica Médica tem 42.728 titulados, ou 11,2% do total. Pediatria, 39.234 titulados (10,3%). Cirurgia Geral reúne 34.065 especialistas (8,9%). E Ginecologia e Obstetrícia tem 8% dos titulados, ou 30.415.

Na sequência das especialidades com mais número de títulos estão Anestesiologia (com 6%)Medicina do Trabalho (4,2%), Ortopedia e Traumatologia (4,1%), Cardiologia (4,1%), Oftalmologia (3,6%) e Radiologia e Diagnóstico por Imagem (3,2%). Essas seis especialidades, somadas às quatro básicas, representam 63,6% de todos os títulos.

As primeiras 20 especialidades reúnem 80,4% dos profissionais titulados. Os outros 19,6% estão distribuídos pelas demais 34 especialidades. Oito delas têm menos de mil titulados cada. Genética Médica é a especialidade com menor número de titulados: são 305, ou 0,1% do total. As 59 “áreas de atuação” reconhecidas no País, que são derivadas, relacionadas ou ligadas às especialidades, não fizeram parte do estudo.

Como escolher a residência médica. tabela mostra o número de médicos por especialidades no Brasil. Clínicos são a maioria: 42.728 ou 11% do total. Em segundo, pediatras com 39.234 profissionais
Tabela mostra número de profissionais médicos por especialidades no Brasil

Mais de 62% dos médicos brasileiros têm um ou mais títulos de especialista

Do total de médicos em atividade no País, 62,5% têm um ou mais títulos de especialista. Por outro lado, 37,5% não têm título algum. São 282.298 especialistas e 169.479 generalistas (médicos sem título de especialista). A razão é de 1,67 especialista para cada generalista.

O dado, uma das conclusões da Demografia Médica 2018, permite afirmar que o número de especialistas vem crescendo no Brasil, sobretudo em função da expansão de programas e vagas de residência médica. O trabalho permite ver também a distribuição de médicos especialistas e generalistas entre as grandes regiões e pelas unidades da federação.

A pesquisa considera apenas os dois caminhos oficiais que levam o médico a ser reconhecido como especialista no Brasil: a conclusão de programa de residência médica e a obtenção de título via Sociedade de Especialidade Médica.


Expansão de programas e vagas de residência médica faz numero de especialistas crescer , diz estudo sobre perfil do médico brasileiro

Estudo contempla vários cenários

O estudo adotou o termo “generalista” para designar o médico sem título de especialista. São considerados os médicos com títulos em 54 especialidades médicas reconhecidas, em vários cenários (por estado, região, sexo, faixa etária e pelo número de títulos por especialidade).

Especialistas com mais de um título foram contados pelo estudo em cada especialidade. Portanto, o número de títulos de especialistas (381.506) é maior que o número de médicos especialistas (282.298).

dia mundial sem tabaco

“Saúde pulmonar” é o tema do Dia Mundial Sem Tabaco

Comemorado em 31/05, data é destinada à conscientização sobre os impactos do cigarro na saúde

A Organização Mundial de Saúde (OMS) quer alerta sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a ideia é trabalhar este tema para aumentar a conscientização do impacto negativo que o uso do cigarro e a exposição ao fumo passivo exercem sobre a saúde pulmonar, do câncer de pulmão às doenças respiratórios crônicos como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica, incluindo bronquite e efisema.

Cerca de 90% dos cânceres de pulmão têm como causadores o tabaco fumado, em qualquer uma de suas formas. Você conhece os riscos do tabagismo para a sua saúde. Em resumo, o consumo do tabaco é o principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer de pulmão e importante fator de risco para doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), tuberculose, dentre outras enfermidades pulmonares.

Dia Mundial Sem Tabaco: fumante passivo também corre risco

No Dia Mundial sem Tabaco, o Inca alerta que a exposição ao tabagismo passivo, ou seja, a exposição involuntária à fumaça do cigarro, em curto período, pode acarretar reações alérgicas — rinite, tosse, conjuntivite, exacerbação de asma.

A exposição por longo tempo de adultos, o tabagismo passivo pode levar ao infarto agudo do miocárdio, câncer do pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica -enfisema pulmonar e bronquite crônica).

As crianças também sofre com pais fumantes. A exposição passiva aumenta o número de infecções respiratórias. O problema atinge também os bebês ainda no útero. As toxinas da fumaça causam redução do crescimento e da função pulmonar.


O Dia Mundial Sem Tabaco – 31 de maio – foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. No Brasil, o INCA é o responsável pela divulgação e elaboração do material técnico para subsidiar as comemorações em níveis federal, estadual e municipal.

Doenças pulmonares: o que são?

Doenças pulmonares são aquelas que acometem os pulmões, prejudicando o seu pleno funcionamento, como câncer de pulmão, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), enfisema pulmonar e bronquite crônica. As enfermidades pulmonares podem causar incapacidade e morte prematura. Fumar é fator de risco para o desenvolvimento de doenças respiratórias. Parar de fumar ou nem iniciar é a melhor forma de prevenção, alerta a campanha do Dia Mundial Sem Tabaco

Câncer de pulmão

O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão, responsável por mais de dois terços das mortes por esta doença no mundo. A exposição ao fumo passivo, em casa ou no local de trabalho, também aumenta o risco de câncer de pulmão. Este é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil (sem contar o câncer de pele não melanoma). E é o primeiro em todo o mundo desde 1985, tanto em incidência quanto em mortalidade.

Em aproximadamente 85% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco. Parar de fumar pode reduzir o risco de câncer de pulmão: após 10 anos de parar de fumar, o risco de câncer de pulmão cai para cerca de metade do de um não fumante.

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

O tabagismo é a principal causa de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), condição que inclui a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. O risco de desenvolver DPOC é particularmente alto entre os indivíduos que começam a fumar ainda jovens, pois a fumaça do tabaco diminui significativamente o desenvolvimento pulmonar.

O consumo do tabaco também agrava a asma, o que restringe a atividade do indivíduo e contribui para a incapacidade. A cessação precoce do tabagismo é o tratamento mais eficaz para retardar a progressão da DPOC e melhorar os sintomas da asma.

Tuberculose

A tuberculose é uma doença infecciosa, grave e potencialmente mortal — se não for tratada. Ela é transmitida pelo ar e pode atingir todos os órgãos do corpo, especialmente os pulmões. A tuberculose danifica os pulmões e reduz a função pulmonar, situação ainda mais exacerbada pelo tabagismo.

Os componentes químicos do tabaco podem desencadear infecções latentes da tuberculose. A tuberculose ativa — agravada pelos efeitos prejudiciais para a saúde dos pulmões pelo uso do tabaco — aumenta substancialmente o risco de incapacidade e morte por insuficiência respiratória. (Informações extraídas do site do INCA.)

Como parar de fumar ?

Rede de Tratamento do tabagismo no SUS

No Dia Mundial Sem Tabaco, é importante que as pessoas saibam que o INCA é o órgão do Ministério da Saúde responsável pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) e pela articulação da Rede de Tratamento do Tabagismo no SUS, em parceria com Estados e Municípios e Distrito Federal.

A Rede foi organizada, seguindo a lógica de descentralização do SUS para que houvesse o gerenciamento regional do Programa tendo como premissa a intersetorialidade e a integralidade das ações. Cabe lembrar que desde 1989, o INCA desenvolve ações voltadas para o tratamento do tabagismo.

Atualmente, nos 26 estados da Federação e no Distrito Federal, as secretarias estaduais de Saúde possuem coordenações do Programa de Controle do Tabagismo que, por sua vez, descentralizam as ações para seus respectivos municípios atuando de forma integrada.

Assim, o tratamento de tabagismo no Brasil é desenvolvido com base nas diretrizes do PNCT que está sob a coordenação e gerenciamento da Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco do INCA.

Ações educativas, legislativas e econômicas

As ações educativas, legislativas e econômicas desenvolvidas no Brasil vêm gerando uma diminuição da aceitação social do tabagismo, fazendo com que um número cada vez maior de pessoas queira parar de fumar, evidenciando a importância de priorizar o tratamento do fumante como uma estratégia fundamental no controle do tabagismo.

Com o objetivo de agregar ao processo de capacitação profissional já existente a outras políticas públicas de saúde que viabilizassem além da infra-estrutura de atendimento, o financiamento pelo SUS da abordagem ao fumante, e dos medicamentos utilizados no tratamento do tabagismo.

Desde, desde 2002 o Ministério da Saúde vem publicando e atualizando portarias que incluem o tratamento do tabagismo na rede SUS, tanto na atenção básica quanto na média e alta complexidade. Definem formas de abordagem e tratamento do tabagismo. Aprovam o plano para implantação, protocolo clínico e diretrizes terapêuticas.

Determinam a disponibilização pelo Ministério da Saúde aos municípios com unidade de saúde que desenvolvem o tratamento do tabagistas, dos materiais de apoio e medicamentos utilizados para esse fim, formas de adesão ao tratamento do tabagismo pelos municípios, além de definir o financiamento dos procedimentos a serem utilizados.

Programa de Tratamento do tabagismo

É importante destacar que ao ingressar no programa de tratamento do tabagismo as gestões de diversas instâncias assumem o compromisso de organização e implantação das ações para o cuidado da pessoa tabagista. O tratamento inclui avaliação clínica, abordagem mínima ou intensiva, individual ou em grupo e, se necessário, terapia medicamentosa juntamente com a abordagem intensiva.

Com a publicação da Portaria nº 571/GM/MS de 05 de abril de 2013, foram revogadas a Portaria nº 1.035/GM/MS de 31 de maio de 2004 e a Portaria nº 442/SAS/MS de 13 de agosto de 2004, junto com seus anexos (Plano para Implantação da Abordagem e Tratamento do Tabagismo no SUS, e Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Dependência à Nicotina).

No entanto, a Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (SAS/MS) publicou no Diário Oficial da União (DOU) do dia 22 de junho de 2016 a Portaria nº 761/SAS/MS de 21 de junho de 2016 revalidando as orientações técnicas do tratamento do tabagismo constantes no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Dependência à Nicotina- Anexo II da Portaria nº 442/SAS/MS de 13 de agosto de 2004, até que esteja pronto e publicado o novo Protocolo Clínico, que está em fase de elaboração, com as adequações metodológicas orientadas pela CONITEC.

É importante salientar que as orientações do PNCT estão de acordo com as principais diretrizes internacionais relacionadas ao tratamento do tabagismo. Dessa forma, o SUS oferece ao fumante brasileiro que deseje parar de fumar um tratamento adequado, com metodologia embasada em evidências científicas. ( fonte : texto extraído do Programa Nacional do Controle do Tabagismo

Por que as pessoas fumam?

A nicotina, presente em qualquer derivado do tabaco é considerada droga por possuir propriedades psicoativas. Ou seja, ao ser inalada produz alteração no sistema nervoso central, trazendo modificação no estado emocional e comportamental do usuário que pode induzir ao abuso e dependência.

O quadro de dependência resulta em tolerância, abstinência e comportamento compulsivo para consumir a droga, estabelecendo-se assim um padrão de auto-administração caracterizado pela necessidade tanto física quanto psicológica da substância, apesar do conhecimento de seus efeitos prejudiciais à saúde.

Muitos são os fatores que podem levar a pessoa a experimentar drogas, já que é histórica a tendência humana de buscar formas de alterar sua consciência de modo a produzir prazer e modificar seu humor. De maneira geral a possibilidade do encontro com a droga se dá na adolescência, fase caracterizada por muitas transformações físicas e emocionais , angústias e busca de respostas.

Dependendo da suscetibilidade individual, alguns fatores serão decisivos para estimular o indivíduo atender a essa tendência humana de buscar nas drogas o alívio para suas tensões. Entre elas, a aceitação social de uma determinada substância, seu fácil acesso, uso da droga por pessoas que tenham papel de modelos de comportamento. Portanto, a sociedade pode contribuir de maneira significativa para que o acesso ao uso seja estimulado, causando adoecimentos em larga escala.

No caso do tabagismo vale destacar o papel que a publicidade exerceu e exerce na adoção do consumo de derivados do tabaco, especialmente cigarro. A publicidade veiculada pelas indústrias aliou as demandas sociais e as fantasias dos diferentes grupos (adolescentes, jovens, mulheres, faixas economicamente mais pobres e com menor nível de escolaridade, entre outras.) ao uso do cigarro. A publicidade direta era feita por veículos de comunicação de massa, por anúncios atraentes e bem produzidos, o que está proibido no Brasil desde 1996.

Os resultados das medidas de restrição à publicidade no controle do tabagismo em vários países mostram que esse é um instrumento legítimo e necessário para a redução do consumo, associado à medidas legislativas, econômicas e educativas, entre outras.

Quer parar de fumar?

Equivocadamente muitas pessoas acreditam que o tabagista é um “viciado”, “sem força de vontade”, “que não deixa de fumar porque não quer”. Não é isso. Na verdade quem fuma sofre de dependência química, ou seja, é alguém que ao tentar deixar de fumar, se defronta com grandes desconfortos físicos e psicológicos que trazem sofrimento, e que pode impor a necessidade de várias tentativas até que finalmente consiga abandonar o tabaco.

Entender o que acontece com o tabagista e suas tentativas de parar de fumar é fundamental para que se possa ter a real dimensão do problema. Portanto, se você quer parar de fumar comece escolhendo uma data para ser o seu primeiro dia sem cigarro. Este dia não precisa ser um dia de sofrimento. Faça dele uma ocasião especial e procure programar outra coisa que goste de fazer para se distrair e relaxar.

`Procure um tratamento especializado

Se não consegue parar de fumar sozinho procure um tratamento especializado. Para informações mais detalhadas, favor consultar a Coordenação de Controle do Tabagismo da sua Secretaria Estadual e/ou Municipal de Saúde.

Abordagem

Fumar é um comportamento extremamente reforçado diariamente. A abordagem tendo por base o modelo cognitivo comportamental é a técnica recomendada para o tratamento do tabagista.

Entre suas premissas está o entendimento de que o ato de fumar é um comportamento aprendido, desencadeado e mantido por determinadas situações e emoções, que leva a dependência devido às propriedades psicoativas da nicotina.

O tratamento objetiva, portanto, a aprendizagem de um novo comportamento, através da promoção de mudanças nas crenças e desconstrução de vinculações comportamentais ao ato de fumar, combinando intervenções cognitivas com treinamento de habilidades comportamentais.

O tratamento objetiva, portanto, a aprendizagem de um novo comportamento, através da promoção de mudanças nas crenças e desconstrução de vinculações comportamentais ao ato de fumar, combinando intervenções cognitivas com treinamento de habilidades comportamentais.

Apoio medicamentoso

O uso de medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo, que é o de minimizar os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina, facilitando a abordagem intensiva do tabagista [7]. Medicamentos não devem ser utilizados isoladamente, e sim em associação com uma boa abordagem. É fundamental que o tabagista se sinta mais confiante para exercitar e por em prática as orientações recebidas durante as sessões da abordagem intensiva.


Os medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde para o tratamento do tabagismo na Rede do SUS são os seguintes: Terapia de Reposição de Nicotina (adesivo transdérmico e goma de mascar) e o Cloridrato de Bupropiona.

Abstinência

Considerada uma droga bastante danosa, a nicotina atua no sistema nervoso central como a cocaína, heroína, álcool, com uma diferença: leva entre 7 a 19 segundos para chegar ao cérebro. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades tendem a ser menores com o tempo.

Quando o fumante para de fumar, pode apresentar alguns sintomas desagradáveis, tais como: dor de cabeça, tonteira, irritabilidade, agressividade, alteração do sono, dificuldade de concentração, tosse, indisposição gástrica e outros. Esses sintomas caracterizam a síndrome de abstinência da nicotina, porém, não acontecem com todos os fumantes que param de fumar. Quando acontecem, tendem a desaparecer em uma a duas semanas (alguns casos podem chegar a 4 semanas).

Alguns dos sintomas, como dor de cabeça, tonteira e tosse são sinais do restabelecimento do organismo. O sintoma mais intenso, e mais difícil de se lidar, é a chamada “fissura” (grande vontade em fumar). É importante saber que a “fissura” geralmente não dura mais que 5 minutos, e tende a ficar mais tempo que os outros sintomas. Porém, ela vai reduzindo gradativamente a sua intensidade e aumentando o intervalo entre um episódio e outro.

Recaída

A recaída se caracteriza pelo retorno ao consumo de cigarros após parar de fumar. Na condição de tabagista o paciente vai ao longo de sua vida estabelecendo associações com seu cotidiano e o comportamento de fumar. Ao deixar de fumar e realizar determinadas ações que se tornaram condicionamentos, o desejo de fumar poderá surgir e a recaída ocorrer.

A manutenção de uma mudança pode exigir a construção de um conjunto de habilidades e estratégias diferentes daquelas que foram inicialmente necessárias para a obtenção da mudança. Se a recaída ocorrer não deve ser encarada como fracasso. Comece tudo novamente e procure ficar mais atento ao que fez você voltar a fumar. Dê-se várias chances até conseguir.

Aumento de peso

A preocupação com o ganho de peso é uma das maiores barreiras para que alguns fumantes tomem a decisão de parar de fumar, ou recaiam após terem parado de fumar. É importante entender que geralmente o ganho de peso após a cessação do tabagismo é temporário, sendo que na maioria dos casos, ocorre nos primeiros meses pós-cessação.Portanto, se a fome aumentar, não se assuste, é normal um ganho de peso, pois seu paladar vai melhorando e o metabolismo se normalizando.

De qualquer forma, procure não comer mais do que o de costume. Evite doces e alimentos gordurosos. Mantenha uma dieta equilibrada com alimentos naturais e de baixa caloria, frutas, verduras e legumes. Faça atividade física, pois ajuda no controle do peso. Beba sempre muito líquido, de preferência água e sucos naturais. No início, evite café e bebidas alcoólicas, pois eles estimulam a vontade de fumar.

Benefícios

Parar de fumar sempre vale a pena em qualquer momento da vida, mesmo que o fumante já esteja com alguma doença causada pelo cigarro, tais como câncer, enfisema ou derrame. A qualidade de vida melhora muito ao parar de fumar.

Veja o que acontece se você parar de fumar agora:
  • Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal.
  • Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue.
  • Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza.
  • Após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor.
  • Após 2 dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor a comida.
  • Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora.
  • Após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade.
  • Após 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.

Quanto mais cedo você parar de fumar menor o risco de adoecer.

fonte: Programa Nacional de Controle do Tabagismo

Mortalidade materna

Mortalidade materna: índices ainda são preocupantes no Brasil

Principais causas das mortes de gestante são hipertensão, hemorragia, infecção pós-parto e aborto inseguro

Na data em que se comemora o Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna, 28 de maio, os dados ainda demonstram a necessidade de um esforço conjunto da sociedade e poder público para estabelecer políticas capazes de reduzir os índices de mortalidade materna, que é considerada por muitos especialistas como “mortes evitáveis”.

A data tem como objetivo divulgar os direitos das mulheres à saúde e à maternidade segura. Os últimos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a taxa de mortalidade caiu de 120 mães por 100 mil nascidos vivos para 69 mães por 100 mil nascidos vivos. A taxa considerada aceitável pela OMS é de 20 por 100 mil.

 Os últimos dados consolidados mostram que após não ter cumprido a meta de reduzir em 75% os índices de mortalidade materna, o Brasil registrou aumento em 2016. Segundo os dados do Ministério da Saúde, já havia um declínio das taxas de mortalidade materna.

Depois de cair 56% desde 1990, subiu em 2013 , voltou a caiar em 2015 e teve um aumento em 2016, ultimo ano de dados consolidados. Em 2015, o índice foi de 62 mortes por 100 mil nascidos vivos. Já em 2016, subiu para mais de 64 óbitos de gestantes por 100 mil.

 Em 2000, o Brasil fez um pacto para reduzir a mortalidade. A meta era limitar a 35 óbitos por 100 mil nascidos vivos. Em maio de 2018, o Brasil reiterou a meta de redução da mortalidade materna em 50% nos próximos 12 anos, até 2030, chegando a 30 mortes por 100 mil nascidos vivos

As regiões Norte e Nordeste concentram as maiores taxas: 84,5 e 78. O Sul e o Sudeste têm menores índices 44,2 e 55,8 respectivamente.

 O que é mortalidade materna?

 A morte materna é qualquer morte que acontece durante a gestação, parto ou até 42 dias após o parto, desde que decorrente de causa relacionada ou agravada pela gravidez. As principais causas das mortes de gestante são hipertensão, hemorragia, infecção pós-parto e aborto inseguro.

Em maio de 2018, o Brasil  reiterou a meta de redução da mortalidade materna em 50% nos próximos 12 anos, até 2030 Chegando a 30 mortes por 100 mil nascidos vivos. A grande maioria das mortes maternas poderia ser evitada caso fosse feito o diagnóstico rápido das complicações, além de investimento na qualificação contínua de recursos humanos, aponta os especialistas.

Para os especialistas, o trágico é que as mortes maternas são casos evitáveis. É causada por uma somatória de erros e demoras na assistência à mulher.  Neste aspecto, defendem, não basta apenas um pré-natal, porque a mulher pode apresentar complicações ao final da gestação e morrer em função da demora em receber uma assistência adequada.

Você sabia?

28 de maio é celebrado o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, iniciativa que teve início durante o IV Encontro Internacional Mulher e Saúde, na Holanda, em 1984. Ficou definido que o dia 28 de maio seria destinado a estimular o debate e a reflexão a nível mundial sobre os métodos e ações políticas necessárias para melhorar as condições de saúde da mulher gestante, principalmente. No Brasil, o Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna foi instituído através da Portaria do Ministério da Saúde nº 663/94.

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fontes: Febrasgo e Ministério da Saúde

concurso público para médicos

Concursos públicos oferecem vagas para médicos em todo país

Você, médico, tem interesse em fazer um concurso público? O Revisamed, curso preparatório para residência e de atualização médica, selecionou alguns editais importantes de concurso público para médicos em todo país, desde universidades federais,secretarias de estado da saúde, prefeituras municipais e outras instituições com vagas para médicos.

No site do Revisamed agora, além dos editais para as provas de residência, agora você pode consultar também os editais para concursos públicos. Fique atento para não perder os prazos. Vamos conhecer os editais?

 

Universidade da Bahia: 13 vagas para médicos

A UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia abriu um novo edital de concurso público (Concurso UFRB 2019) para o preenchimento de 13 vagas no cargo de Professor Auxiliar, função que exige graduação em Medicina, mais títulos de especialização, além de residência médica em alguns casos.

As oportunidades são para as seguintes áreas:

  • Saúde da Mulher/ Práticas do Cuidado em Saúde (4 vagas)
  • Oficinas de Suporte Básico e Avançado de Vida / Práticas do Cuidado em Saúde (2 vagas)
  • Saúde na Infância e na Adolescência / Práticas do Cuidado em Saúde (1 vaga)
  •  Atividade Prática em Saúde da Família/ Práticas do Cuidado em Saúde (4 vagas)
  • Saúde Mental / Práticas do Cuidado em Saúde (1 vaga)
  • Saúde da Pessoa Adulta e Idosa/ Práticas do Cuidado em Saúde (1 vaga).
  •  

A remuneração oferecida será de R$ 2.236,31, por carga horária de 20 horas semanais.

Os interessados em concorrer a uma das vagas poderão se inscrever entre o período de 22 de maio (a partir das 00h) até as 23h59min do dia 05 de julho de 2019m, no site oficial da banca organizadora UFRB BA (www.urb.edu.br/concursos). A taxa de inscrição está fixada em R$ 75,00.

O concurso consistirá em prova escrita (caráter classificatório e eliminatório); prova didática (caráter classificatório e eliminatório) e defesa de memorial; e prova de títulos. As avaliações serão aplicadas no dia 02 de setembro a partir das 08h, na cidade de Santo Antônio de Jesus, em locais a serem informados no dia 23 de agosto via Universidade.

O resultado final será divulgado após sessão pública de encerramento do concurso, no site já citado . O concurso público é válido por 12 meses, a contar da data de homologação do resultado final, prazo este que poderá ser prorrogado uma vez, por igual período, a critério da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

Universidade Federal de Viçosa – concurso federal para médico

A Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, reconhecida no cenário nacional das instituições de ensino superior, publicou edital nº 30/2019 para admissão de um professor da carreira do magistério superior ara atuação no campus de Viçosa. A vaga exige graduação em Medicina, reconhecida pelo MEC, com Residência Médica em Nefrologia, ou Hematologia, ou Gastroenterologia, ou Pneumologia, reconhecidas pelo MEC. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até dia 16 de junho.

Etapas do concurso público para médicos

O concurso público para médico será dividido em três fases. A saber

  •  I – A primeira fase consiste de Prova de Conhecimento, aferida por meio de prova escrita, de caráter eliminatório e classificatório;
  • II – A segunda fase consiste de Prova de Didática, que objetiva apurar a capacidade de planejamento de aula e de comunicação do candidato, assim como seu conhecimento do conteúdo e sua capacidade de síntese. Esta prova também é de caráter eliminatório e classificatório;
  • III – A terceira fase consiste de Prova de Títulos, quando serão avaliados os títulos dos candidatos aprovados nas fases anteriores. Esta prova é de caráter unicamente classificatório.

A prova de conhecimentos está prevista para dia 25 de junho de 2019, no Departamento de Medicina e Enfermagem. Clique aqui e confira o edital completo do concurso púbico para médico.

A validade do concurso será de dois anos, a partir da data de publicação da homologação de seu resultado no Diário Oficial da União, podendo, a critério da Administração, ser prorrogado por igual período.

Universidade Federal do Pará

A Universidade Federal do Pará (UFPA) lançou edital de concurso para preencher vagas do Plano de Carreira do quadro permanente da Universidade. O concurso será executado pelo Centro de Processos Seletivos da (CEPS/UFPA). Na área médica são oferecidas duas vagas: Médico – Área: Medicina do Trabalho. Médico – Área: Clínico Geral, com jornada de trabalho de 20h em atuação em Belém.

As inscrições para o concurso público para médico e demais profissões podem ser feitas a partir das 14h do dia 22 de maio de 2019 até às 17h do dia 17 de junho de 2019, no o endereço eletrônico http://www.ceps.ufpa.br. A data prevista para aplicação da prova é 18 de agosto de 2019. A validade do concurso público para médico e demais cargos é de dois anos. Para mais informações, basta acessar o edital disponível aqui.

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Veja outros editais de concursos públicos para médicos

Banco de Brasília – BRB

Concurso público com uma para o cargo de Médico do Trabalho, que tem remuneração de R$ 9.873,24, com regime de trabalho de 20 horas semanalmente.

Todos os contratados pelo BRB ainda gozam das vantagens de carreira, a saber: 

  • Participação nos lucros e nos resultados;
  • Possibilidade de participação em Plano de Saúde e em Plano de Previdência Complementar
  • Auxílio Refeição/Alimentação
  • Auxílio Cesta/Alimentação.

As inscrições serão feitas exclusivamente pelo site do IADES (www.iades.com.br), a mesma organizadora do concurso BRB Escriturário, no período compreendido entre 8h do dia 9 de junho e 22h de 15 de julho de 2019.

Aeronáutica

A Aeronáutica está com as inscrições abertsa para o Exame de Admissão ao Curso de Adaptação de Médicos da Aeronáutica do ano de 2020 (EA CAMAR 2020). Serão 80 vagas para diferentes especialidades Médicas. As vagas são destinadas a candidatos de ambos os sexos.

Vagas do concurso para especialidades médicas

As vagas serão distribuídas entre as seguintes especialidades:

  • Anestesiologia
  • Anatomia Patológica
  • Cancerologia Clínica
  • Cardiologia
  • Cirurgia Geral
  • Clínica Médica
  • Dermatologia
  • Endocrinologia
  • Gastroenterologia
  • Geriatria
  • Ginecologia e Obstetrícia
  • Hematologia
  • Hemoterapia
  • Medicina Intensiva
  • Medicina de Família e Comunidade
  • Medicina Nuclear
  • Neurocirurgia
  • Nefrologia
  • Neurologia
  • Oftalmologia
  • Otorrinolaringologia
  • Ortopedia
  • Pediatria
  • Pneumologia
  • Psiquiatria
  • Radiologia
  • Reumatologia
  • Urologia.

Para participar desta seleção, o candidato não poderá ter completado 36 anos até o dia 31 de dezembro do ano de matrícula no curso, ou seja, 2020. As inscrições estarão abertas entre os dias 29 de abril e 28 de maio de 2019, apenas via internet, através do endereço eletrônico www.fab.mil.br/ciaar.


O Consórcio Intermunicipal Aliança para a Saúde (CIAS) MG

O Consórcio Intermunicipal Aliança para a Saúde, em Minas Gerais (CIAS MG), anunciou a realização de processo seletivo simplificado, regido pelo edital n.º 001/2019.O seletivo visa a contratação de profissionais do SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, no âmbito do Sistema Único de Saúde, para as cidades de Ouro Preto, Mariana, Sabará e Caeté.

Este processo seletivo, que vai ser realizado pela MSCONCURSOS, oferece 77 vagas para os cargos de Enfermeiro, Técnico em Enfermagem, Condutor Socorrista, Auxiliar Administrativo, Auxiliar de Serviços Gerais e Médico. Para médicos são sete vagas. Veja edital

Interessados deverão se inscrever no processo seletivo até o dia 29 de maio de 2019, através do site (clique aqui).

Os inscritos serão avaliados por provas objetivas, títulos e treinamento introdutório. A prova objetiva será realizada na data provável de 16 de junho de 2019, em local e horário a serem divulgados.

Prefeitura de Solânea- PB

As inscrições para o Concurso Público da Prefeitura de Solânea – PB estão abertas até dia 30 de maio de 2019. São diversas vagas para a área da saúde. Para médicos são seis vagas. Veja edital completo.

Prefeitura de Maragogi (AL)

O concurso da Prefeitura de Maragogi – AL será composto de prova teórica objetiva de caráter eliminatório/classificatório e de Prova de Títulos de caráter classificatório. Na área médica são cinco vagas para Médico Cardiologista, Médico Generalista, Médico Pediatra, Médico Psiquiatra e Médico Reumatologista. As inscrições vão até 31 de maio. Veja o edital completo.

Prefeitura de Honório Serpa – PR

O concurso da Prefeitura de Honório Serpa – PR será composto de prova teórica objetiva de caráter eliminatório/classificatório e de prova de títulos de caráter classificatório. Na área médica são três vagas. Veja aqui o edital completo.

Prefeitura de Itaberá – SP

As inscrições para o Concurso Público da Prefeitura Municipal de  Itaberá – SP podem ser feitas ate 4 de junho. Na área da Saúde, são 13 vagas para médicos nas especialidades: Cirurgião Geral, Clínico Geral, Plantonista, Ginecologista, Oftalmologista, Ortopedista, Pediatra, Psiquiatra e Radiologista. Veja aqui o edital completo.

Prefeitura de Mandaguari – PR

As inscrições para o Concurso Público da Prefeitura de Mandaguari – PR podem ser feitas até dia 05 de maio. São 13 vagas para médicos mais cadastro reserva. O concursoserá composto de Prova Teórica Objetiva de caráter eliminatório/classificatório e Prova de Títulos. Veja aqui o edital completo.

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