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Como classificar as mastalgias? Veja mais uma #dicadeprova Revisamed

Como classificar as mastalgias? Aproximadamente 65-70% das mulheres apresentarão quadro de mastalgia em alguma fase da vida, sendo mais comum no início da adolescência, menacme, diminuindo na pré-menopausa e quase que desaparecendo na pós-menopausa segundo dados epidemiológicos. O Revisamed selecionou uma nova #dicadeprova para você não errar no concurso de Residente Médica. A mestre em Saúde e mastologista do Revisamed, Ana Claudia Figueiredo é quem da a dica. Veja abaixo. 

E, então, gostou da dica de prova. E saiba ainda que o câncer de mama está pouco associado à mastalgia (0,8 a 2% dos casos) e geralmente aparece como uma dor acíclica focal e persistente em determinado ponto da mama. Confira também outras informações sobre o tema da da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo.

 

A dor mamária, ou mastalgias, também pode estar relacionada com o uso de medicações, principalmente as hormonais e menos frequentemente a fármacos como inibidores da recaptação da serotonina, metildopa, ciclosporina e prostaglandinas.

Mulheres com mastalgia cíclica apresentarão dor associada ou não a ingurgitamento mamário no período pré-menstrual, com remissão dos sintomas após a menstruação. Entretanto, nos casos mais severos, a dor persiste durante todo o ciclo.

A mastalgia acíclica apresenta desconforto geralmente localizado em um ponto da mama, podendo irradiar para axila, braço, ombro e mão. Porém, o fator primordial é a não-concordância com o ciclo menstrual.

Anamnese e sintomas para classificar mastalgias

A anamnese da paciente com quadro de dor mamária necessita de avaliação do início, duração, localização, intensidade, fatores de melhora ou piora, fatores associados e principalmente, relação com o ciclo menstrual. Relacionar os sintomas com a movimentação, com a respiração e se está acompanhada de algum outro sintoma (por exemplo: dispnéia, febre, etc.).

A história recente de traumas mamários ou torácicos também deve ser abordada. Faz-se necessária a abordagem do estado psicológico, com relação ao estado de humor e a presença de dores de origem psicossomática.

Durante o exame físico das mamas, a parede torácica deve ser examinada cuidadosamente a fim de serem excluídas as causas extramamárias. A palpação dos arcos costais e suas articulações são fundamentais para o diagnóstico de osteocondrite.

Propedêutica

A avaliação clínica, com anamnese e exame físico detalhados, são geralmente suficientes para a elucidação do quadro das mastalgias. Os exames de imagem mamários têm pouca validade e devem ficar restritos às pacientes com necessidade de rastreamento ou com suspeita de lesões focais. Nos casos de suspeita de dor extramamária, exames específicos podem ser necessários para avaliar outros sistemas ou órgãos.

Tratamento

O principal tratamento da dor mamária é a orientação verbal. A simples informação passada pelo médico sobre o caráter autolimitado do sintoma e também sobre a ausência de relação com o câncer de mama resolve o problema em 85% a 90% das mulheres.

Existem medidas comportamentais que não apresentam eficácia comprovada, porém são relatadas como benéficas e inofensivas. Dentre estas destacam-se o uso de sutiã esportivo, dieta livre de gorduras e a prática de exercícios físicos.

Cuidado com os riscos e efeitos colaterais

Outras drogas têm eficácia no tratamento da dor, mas não são específicas para a mastalgia. Dentre elas citam-se os antiinflamatórios e os analgésicos em geral, porém o uso prolongado apresenta riscos de efeitos colaterais.

Anti-inflamatórios tópicos na forma de gel apresentam resultados satisfatórios e menos efeitos colaterais, podendo ser uma alternativa interessante para dor de origem osteomuscular.

Medicações ansiolíticas ou antidepressivos apresentam efeito global na melhora de quadros de dor, além de tratar quadros que poderiam causar ou exacerbar a dor mamária. Infelizmente ainda não há estudos randomizados avaliando a resposta da mastalgia a estas medicações.

Como as pacientes apresentam altas taxas de resposta à orientação verbal, qualquer medicamento, até mesmo o placebo, aparenta ter taxas de sucesso bastante elevadas. Entretanto, estes fármacos são amplamente usados na prática clínica, acarretando custo e risco desnecessário às pacientes.

Medicações ou medidas ineficazes

Dentre as medicações ou medidas consideradas ineficazes, mas que são constantemente prescritas, pode-se citar diuréticos, dieta livre de xantinas e progestágenos. O tratamento farmacológico preferencial na mastalgia consiste no bloqueio hormonal.

Os inibidores de estrogênio e de prolactina atuam na melhora do quadro, mesmo na ausência de níveis elevados destes hormônios. Srivastava e cols. realizaram metanálise dos estudos randomizados das 4 drogas mais utilizadas no tratamento da dor mamária: o tamoxifeno, o danazol, a bromoergocriptina e os derivados do óleo de prímula (fitoterápicos com alta concentração de ácido gamalinoleico).

Alívio dos sintomas

Apesar de não haver estudos com boa metodologia, algumas conclusões foram obtidas. Os resultados indicaram que o óleo de prímula, vitaminas ou ácido gamalinoleico não demonstraram eficácia no tratamento da mastalgia. Já os outros fármacos hormonais apresentaram resultados positivos no alívio dos sintomas. Destes, o tamoxifeno apresenta menos efeitos colaterais e deve ser o tratamento de escolha, na dose de 10mg ao dia, por via oral, por 3 a 6 meses.

Fonte: Texto extraído do site da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo

Clique aqui e veja todas as dicas de prova Revisamed

pressão arterial

Questão comentada de residência médica aborda pressão alta

Veja mais uma questão comentada de residência médica com a apresentação de um caso clínico. Além dos medicamentos disponíveis atualmente, é imprescindível adotar um estilo de vida saudável como forma de prevenir a hipertensão arterial. A pressão alta, como é popularmente conhecida, é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. Ela acontece quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90mmHg (ou 14 por 9).

 

Saiba mais sobre a pressão alta

A pressão alta faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo.  A pressão alta é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca.

O problema é herdado dos pais em 90% dos casos, mas há vários fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial, como os hábitos de vida do indivíduo. Acompanhe  mais uma questão comentada de prova de residência médica Revisamed.

Hábitos saudáveis
  • Aproveitar momentos de lazer
  • Abandonar o fumo
  • Moderar o consumo de álcool
  • Evitar alimentos gordurosos
  • Controlar o diabetes
  •  
Causas da pressão alta
  • Fumo
  • Consumo de bebidas alcoólicas
  • Obesidade
  • Estresse
  • Elevado consumo de sal
  • Níveis altos de colesterol
  • Falta de atividade física
  •  

Além desses fatores de risco, sabe-se que a incidência da pressão alta é maior na raça negra, em diabéticos, e aumenta com a idade.

Diagnóstico

Medir a pressão regularmente é a única maneira de diagnosticar a hipertensão. Pessoas acima de 20 anos de idade devem medir a pressão ao menos uma vez por ano. Se houver casos de pessoas com pressão alta na família, deve-se medir no mínimo duas vezes por ano.

FONTE : Ministério da Saúde

 

 

residencia sus são paulo

Como é a residência médica do SUS SP uma das maiores do Brasil

Residência médica do SUS São Paulo é uma das maiores e mais disputadas do Brasil

A residência médica do SUS São Paulo é uma das maiores e mais disputadas do Brasil. No último edital (2018/2019) cerca de 13.5 mil candidatos disputaram as 775 vagas disponibilizadas em 52 instituições de todo estado de São Paulo, entre elas hospitais, institutos e centros de referência nacional em suas áreas.

Como o a residência médica do SUS SP é um concurso totalmente unificado o candidato a uma das vagas não escolhe a instituição de ensino no momento da inscrição. Conforme o último edital, os candidatos são convocados para escolha de vagas por ordem de classificação. As especialidades mais concorridas de 2018/2019 foram: Dermatologia (65,2), Neurologia (62,3), Otorrino (58), Cirurgia Geral (54) e Neurocirurgia (52).

O concurso é realizado em uma única etapa com uma prova objetiva de 100 questões. Quanto maior a nota final na ordem de classificação de cada especialidade, mais opções de locais o candidato terá para cursar a residência médica.

Se você for o primeiro colocado, no topo da lista, pode escolher qualquer local entre as instituições participantes. Conforme os locais vão sendo escolhidos, restam menos opções e vagas para os demais candidatos.

Como é a prova de residência médica do SUS SP?

É sempre bom aguardar o edital para conferir todos os detalhes. Porém no último concurso, para as especialidades com acesso direto foi aplicada uma única prova de conhecimentos médicos com questões de Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia e Medicina Preventiva e Social, com 100 questões de múltipla escolha.

Para as especialidades e/ou área de atuação com pré-requisitos, foram 60 questões ao todo, relativas à área que se deseja especializar e, em alguns casos, contendo também questões de clínica geral.

Quais instituições participam da residência SUS SP?

Entre os participantes do concurso de residência médica do SUS de São Paulo unificado estão o Centro de Referência de Saúde da Mulher – Hospital Pérola Byington,   Hospital A.C. Camargo, Hospital do Câncer de Barretos, Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-faciais – USP (Centrinho de Bauru), Hospital de Transplantes “Dr. Euryclides de Jesus Zerbini” – Hospital Brigadeiro, Hospital do Coração – Hcor , Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho – IAVC (confira a lista completa das instituições no edital 2018/2019)

Prepare-se para passar na residência do SUS São Paulo com o REVISAMED

Deu para perceber que fazer residência médica SUS São Paulo exige muita dedicação e estudo. Organizado pela Fundação Carlos Chagas – FCC, o concurso teve edital publicado nos últimos anos entre os meses de setembro e outubro.

Que tal começar a estudar agora? E como estudar para a residência médica do SUS São Paulo? É aí que entra o curso preparatório para residência médica e de atualização em medicina Revisamed. Com uma metodologia moderna e eficaz, o Revisamed atende as necessidades dos estudantes que querem passar na residência médica não só do SUS São Paulo, mas de qualquer outra instituição do país.

Assista uma aula grátis e conheça nosso curso para residência médica


Quer apenas treinar para a residência médica do SUS São Paulo?

O concurso unificado do SUS SP permite que “treineiros” também façam a prova. Para tanto, basta seguir as orientações expressas no edital de que está fazendo a prova apenas para treinamento, não concorrendo a vaga.

Quem vai concorrer a uma das vagas, precisa ter concluído a graduação até a data da matrícula no programa de residência médica.

FONTE: Fundação Carlos Chagas e o Sistema Único de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo

médico com estetoscópio em ambiente hospitalar

Infecção hospitalar pode ser evitada com medidas simples

Dia Nacional do controle das infecções alerta para os desafios

Comemorado em 15 de maio, o Dia Nacional do Controle das Infecções Hospitalares tem o objetivo de alertar para um problema que atinge milhares de pessoas no mundo e que pode ser prevenido com medidas simples. A infecção hospitalar, segundo dados da Associação Médica Brasileira (AMB) nos Estados Unidos e Europa cerca de 10% dos pacientes internados são atingidos por infecções hospitalares. A Organização Mundial de Saúde estima que, no Brasil, 14% dos pacientes internados em hospitais morrem devido a casos do gênero.

Ainda de acordo com as informações da AMB, acredita-se que a higienização das mãos ao visitar um paciente, ou antes qualquer procedimento invasivo, é a forma mais eficaz e barata contra as infecções hospitalares.

Segundo a OMS, se a medida fosse adotada corretamente os casos de infecção diminuiria em 70%.  O Ministério da Saúde, por meio da Anvisa, ainda destaca que para prevenir a infecção hospitalar, as principais recomendações envolvem hábitos e cuidados dos pacientes e dos profissionais de saúde, além dos protocolos internos dos serviços de saúde.

Segundo a Anvisa, o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) do Ministério da Saúde, “criado para contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional, é um dos seis atributos da qualidade do cuidado e tem adquirido grande importância para os pacientes, famílias, gestores e profissionais de saúde, com a finalidade de oferecer uma assistência segura”.

O que infecção hospitalar

Infecção hospitalar é aquela adquirida dentro do serviço de saúde, principalmente em enfermarias e UTIs e pode ser transmitida de um paciente para outro, assim como para os acompanhantes, se não adotadas as devidas medidas de proteção. Estima-se que, no Brasil, a taxa de infecções hospitalares atinja 14% das internações.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 234 milhões de pacientes são operados por ano em todo o mundo. Destes, um milhão morre em decorrência de infecções hospitalares e sete milhões apresentam complicações no pós-operatório.

Como surgiu a data

No dia 15 de maio do ano de 1847, na Hungria, o médico-obstetra Ignaz P. Semmelweis defendeu e incorporou a prática da lavagem de mãos como atitude obrigatória para enfermeiros e médicos que entravam nas enfermarias. Uma simples, mas efetiva iniciativa que conseguiu reduzir a taxa de mortalidade das pacientes.

Foi por esse motivo que 15 de maio é o Dia Nacional de Controle das Infecções Hospitalares. A data chama a atenção de autoridades sanitárias, diretores de instituições e trabalhadores de saúde sobre a importância do controle das infecções.

Saiba mais sobre infecções hospitalares com entrevista de especialista : bactérias resistentes são desafio.

Em entrevista publicada no site do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a pesquisadora  Marisa Zenaide Ribeiro Giomes, alerta para os principais desafios do combate às infecções. “Para a especialista, o combate aos micro-organismos resistentes, dentro e fora do ambiente hospitalar, depende de um esforço conjunto das autoridades, dos profissionais de saúde e da população em geral. Confira a entrevista.

Por que o problema das bactérias resistentes a antibióticos se tornou tão grave?

Esta situação vem se agravando por causa do uso abusivo de antibióticos, o que ocorre por vários motivos. Mesmo na situação de dúvida sobre a origem de uma infecção simples, como um resfriado, muitas vezes os antibióticos acabam sendo recomendados.

Nos hospitais, em função das dificuldades para o diagnóstico microbiológico rápido dos agentes causadores das infecções, se torna freqüente a realização de tratamento antibiótico empírico, ou seja, sem a identificação da bactéria que provoca a doença. Com o uso indiscriminado, as bactérias apresentam resistência e há necessidade de usar ainda mais antibióticos nos tratamentos. O resultado é que precisamos voltar a utilizar drogas que já tinham saído do mercado.

Quais os riscos se não houver avanços no combate à resistência a antibióticos?

Nos últimos 20 anos, o desenvolvimento de novos antibióticos não acompanhou a rapidez com que os micro-organismos desenvolveram resistência. Já existem bactérias contra as quais não há recursos terapêuticos disponíveis.

Qualquer pessoa pode ser atendida na emergência de um grande hospital, adquirir uma infecção com micro-organismo resistente e ter dificuldade de se recuperar ou até morrer. As bactérias resistentes também não estão restritas aos hospitais, podendo ser adquiridas no ambiente comunitário, ou seja, fora dos serviços de saúde.

Se não houver antibióticos para tratar as infecções, estaremos ameaçando a medicina como um todo. Tratamentos mais complexos – como a terapia contra o câncer, o transplante de órgãos e as cirurgias cardíacas, para citar os tratamentos mais caros – correm o risco de ser comprometidos se não for possível tratar as infecções que podem ocorrer após estes procedimentos.

Considerando que não se pode deixar de usar antibióticos, o que deve ser feito?

As medidas para minimizar o desenvolvimento de resistência antibiótica interessam a todas as especialidades médicas e, portanto, todos que participam da assistência à saúde devem estar atentos e contribuir para as ações de prevenção e controle.

Todo uso de antibióticos nos hospitais deve ser notificado, no momento da prescrição, às Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIHs). Assim, elas poderão adotar medidas para adequar o tratamento às políticas de uso de antibióticos recomendadas para suas unidades.

As CCIHs devem desenvolver e atualizar sistematicamente rotinas de tratamento para as infecções mais frequentes e de maior risco nas diferentes áreas do hospital, considerando o perfil microbiológico destas infecções e o histórico de consumo de antibióticos.

Como as bactérias desenvolvem resistência aos medicamentos?

As bactérias são organismos unicelulares, mas que têm uma capacidade de organização e comunicação muito grande. Tentando explicar de uma forma bem simplificada, quando uma delas adquire um gene de resistência a um determinado antibiótico, ela transmite essa característica para as gerações seguintes e também para as ‘amigas e vizinhas’ – as bactérias próximas, que podem ser até mesmo de outros gêneros e espécies.

Portanto, as bactérias podem se tornar resistentes por uma mutação genética ou pela aquisição de um gene de outro micro-organismo, pois são capazes de transmitir estes mecanismos de defesa entre elas.

De que forma as bactérias resistentes são transmitidas nos hospitais?

As bactérias tendem a ser mais resistentes dentro dos hospitais porque nestes locais há um uso maior de antibióticos. A transmissão pode ocorrer de um paciente para outro, a partir de uma superfície contaminada ou até mesmo entre partes diferentes do corpo da mesma pessoa.

O importante é que estes micro-organismos são transmitidos sobretudo pelo contato, por isso higienizar as mãos é a principal medida de prevenção. Em infecções hospitalares, dizemos que as mãos participam ativamente da transmissão dos micro-organismos, porque elas tocam o maior número de superfícies e pacientes.

No entanto, outros tipos de contato – como, por exemplo, o toque entre superfícies de equipamentos e pacientes – também podem ser responsáveis pela disseminação das bactérias. Daí a importância da higiene de superfícies clínicas e da desinfecção e esterilização de equipamentos médico-hospitalares.

O que mais pode ser feito para prevenir a disseminação das bactérias resistentes?

A higiene das mãos é uma medida que precisa ser adotada sistematicamente por profissionais de saúde, acompanhantes e visitantes sempre antes e após o contato com pacientes e superfícies hospitalares. Além disso, em casos específicos, é recomendado uso de luvas, capotes e máscaras, conforme a situação de cada paciente.

As informações sobre como prevenir infecções hospitalares devem ser conhecidas não apenas pelo pessoal da área de saúde, mas também por recepcionistas, profissionais de limpeza, cozinheiros, enfim, todos que trabalham ou frequentam o hospital.

O que as pessoas podem fazer para contribuir neste processo?

A automedicação é uma questão crítica: é preciso ir ao médico para saber se realmente é necessário tomar antibióticos. Nas doenças provocadas por infecções virais, por exemplo, estes medicamentos não têm nenhuma efetividade.

Quando há indicação de usar antibióticos, é importante tomar os remédios na hora certa e fazer o tratamento durante todo o período recomendado, sem interrupção. Antibióticos também não devem ser jogados no lixo comum, para não contaminar o meio ambiente.

Além de tudo isso, deve haver cuidados especiais quando as pessoas vão a um hospital. O ideal é evitar o excesso de visitantes e acompanhantes e não manter contato com outros pacientes. Em caso de dúvidas, os profissionais de saúde devem ser consultados.

FONTE: ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRAS | MINISTÉRIO DA SAÚDE/ANVISA | INSTITUTO OSWALDO CRUZ/IOC/FIOCRUZ.

hipertensão arterial sistêmica

Hipertensão arterial sistêmica: tema da questão comentada

A Hipertensão Arterial Sistêmica é uma das doenças de maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, tendo como causas a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, o etilismo, o stress e outras. A sua incidência aumenta com a idade. No Brasil, estima-se que um em cada cinco habitantes seja portador dessa patologia. Veja questão comentada Revisamed.

Especialista comenta questão sobre hipertesão arterial sistêmica

Questão

Um paciente de 40 anos procura a unidade básica de saúde para consulta de rotina. Nega queixas e é tabagista e sedentário. O médico verifica a pressão arterial na técnica adequada e, nas três medidas, realizadas a PA é de 138 x 85 mmHg . Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.

Alternativas

A –  Reavaliar em 1 ano.

B – Reavaliar em dois meses e orientar mudanças no estilo de vida

C – Reavaliar em um ano e orientar mudanças no estilo de vida.

D – Indicar MAPA

E – Reavaliar em 6 meses e orientar mudanças no estilo de vida.

Resposta

E – Reavaliar em 6 meses e orientar mudanças no estilo de vida.

Comentário do especialidade Revisamed

Modificações no estilo de vida podem refletir no retardo do desenvolvimento da pressão arterial sistêmica em indivíduos com pressão limítrofe. Tem também impacto favorável nos fatores de riscos envolvidos no desenvolvimento ou no agravo da hipertensão e devem ser sempre indicadas. Segundo a VII Diretriz  Brasileira de Hipertensão (2016), o período de tempo recomendado para as medidas para a modificação de estilo de vida isoladamente em hipertensos e naqueles com comportamento limítrofe da pressão arterial, com baixo risco cardiovascular, é de, no máximo, seis meses. Em pacientes com riscos médio, alto ou muito alto, independente da pressão arterial, a abordagem deve ser combinada -não medicamentosa e medicamentosa –  para atingir a meta preconizada mais precocemente.

Confira questão comentada de pneumonia adquirida na comunidade

A pneumonia adquirida na comunidade desenvolve-se em indivíduos com pouco ou nenhum contato com instituições ou ambientes médicos. Os patógenos mais comumente identificados sãoStreptococcus pneumoniaeHaemophilus influenzae, bactérias atípicas (i. e., Chlamydia pneumoniaeMycoplasma pneumoniae e Legionella sp) e vírus. Os sinais e sintomas compreendem febre, tosse, produção de escarro, dispneia, taquipneia e taquicardia.

Questão comentada Revisamed

Leandro, de 27 anos, saudável, recebe o diagnósticos de pneumonia comunitária, sendo medicado com azitromicina. No 5° dia é reavaliado,estando afebril há 72 horas com estabilidade respiratória e hemodinâmica, mas sem melhora na radiografia de tórax de controle. Das alternativas a seguir, qual deve ser adotada?

Alternativas

A) Manter azitromicina por 7 a 10 dias

B) Associar antibiótico para enterobacterias

C) Considerar tratamento concluído

D) Mudar antibiótico para cefalosporina

E) Mudar o antubiótico para quinolona

Comentário do Especialista

O paciente já está afebril há 72 horas e sem alterações ao exame físico. Não há nem indicação para radiografia de tórax no quinto dia de tratamento em paciente com boa resposta terapêutica. A radiografia pode levar até 4 semana para se normalizar.

site desta diferencias do Revisamed

Portal de conteúdo e negócios evidencia inovação do Revisamed

Matéria destaca diferenciais do preparatório para residência

O Universo de Negócios, portal nacional de divulgação de notícias e conteúdos relevantes para negócios dos mais variados segmentos, publicou nesta terça-feira, 23/04, informações sobre o curso Revisamed, em especial, os diferenciais que o estudante de Medicina ou o médicos encontram no curso, tanto para a preparação paras as provas de residência médica quanto para os cursos de atualização em medicina.

Confira abaixo o link da reportagem

A possibilidade de se preparar ou manter-se atualizado faz com que os médicos tenham oportunidade de crescimento na carreira profissional. Veja reportagem na íntegra no link abaixo.http://universodenegocios.com.br/curso-online-revisamed-inova-na-preparacao-para-as-provas-de-residencia-e-na-atualizacao-medica/

Mais de 60% dos médicos tem título de especialista

No Brasil, 62,5% dos médicos (452 mil) têm um ou mais títulos de especialista. Os dados são oriundos da pesquisa Demografia Médica 2018, realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com o apoio institucional do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

Metodologia inovadora facilita vida do estudante

Com uma metodologia inovadora, o curso Revisamed permite que o estudante se prepare quando e onde quiser, com total flexibilidade e liberdade. Os materiais de estudo são classificados por relevância e os conteúdos são preparados em formatos exclusivos para facilitar o dia a dia do estudante. Outro diferencial do Revisamed é a equipe de professores altamente qualificada – especialista, mestres e doutores – todos com ampla experiência na prática médica e no ensino na área de saúde.

Aulas mais curtas para melhor fixação do conteúdo

Em cada tema das videoaulas, os professores são médicos especializados naquela área. A equipe ultrapassa a 50 profissionais de todas especialidades médica. Além deste diferencial, destaque para os formatos do conteúdo apresentado na chamada “trilha de estudo Revisamed”. Cada tema é apresentado em três módulos com videoaulas em média de 30 minutos cada, facilitando a assimilação. O estudante conta também com os cadernos digitais, uma versão compacta de uma apostila do tema, e as questões selecionadas e comentadas de residência médica.

Outros conteúdos para aprofundar conhecimento

Ainda são disponibilizadas provas na íntegra das principais instituições de ensino médico do país, acesso a biblioteca Evolution/Elsevier e as diretrizes médicas, todos recursos adicionais para aqueles que querem aprofundar os seus conhecimentos. O estudante ainda tem possibilidade de downloads para acesso offline. Para colocar tudo “no ar”, uma equipe de experts em plataforma digital, webdesigner, produção, gravação e edição das videoaulas, suporte e atendimento atua nos bastidores na produção dos conteúdos.

 

professor grava videoaula

Revisamed é destaque no maior portal de saúde da América Latina

Portal Saúde Business fala dos recursos inovadores do Revisamed para a atualização constante de médicos

O Revisamed, preparatório para residência médica e atualização em medicina, recebeu destaque no portal Saúde Business, o maior portal de conteúdo de negócios em saúde da América Latina. Em reportagem postada nesta quinta, 11/04, com o título “Atualização médica: uma exigência da medicina moderna”, o artigo fala da necessidade do constante aprimoramento dos médicos diante dos novos conceitos da medicina. Além de ser o maior portal da América Latina, o Saúde Business é referência de atualização e educação para mais de dois milhões de gestores anualmente. Acesse e leia a publicação em https://saudebusiness.com/profissionais/educacao

REPORTAGEM NA CATEGORIA EDUCAÇÃO ABORDA NOVOS CONCEITOS DA GESTÃO EM SAÚDE

Pulicada na categoria educação, a reportagem destaca os novos conceitos da gestão em saúde que buscam o equilíbrio entre a melhor experiência na assistência médica do paciente, com a melhor prática médica e com o menor impacto econônimo. Nesta linha, a atualização dos profissionais acaba sendo uma exigência, já que os novos conceitos inserem também a satisfação do profissional, que se traduz em “conseguir que os profissionais da área da saúde enxerguem alegria e significado no seu trabalho, ou seja, sentimento de sucesso, de realização e de conseguir ver importância do seu desempenho diário”.

DESAFIOS PARA PROFISSIONAIS QUE NÃO PARAM

A grande questão levantada pelo artigo diz respeito ao desafio do profissional médico de se manter atualizado diante de uma profissão que por si só enseja em uma rotina desgastante, entre consultório, hospital, plantões…Neste aspecto, a resposta para os profissionais médicos está em aproveitar com qualidade o (curto) tempo disponível. No mercado em expansão de tecnologia aplicada ao ensino à distância, os cursos online se firmam como um meio eficiente e capaz de suprir esta demanda crescente”.

Coordenador do Revisamed, o médico pneumologista fala exatamente da proposta do Revisamed que, além de preparar o estudante o médico recém-formado para o ingresso na residência médica, oferece atualizações em medicina com conteúdo diferenciado e capaz de manter o profissional sempre atualizado, o que reflete no sucesso de sua carreira médica.

“Compreendemos que o grande desafio neste cenário é conseguir oferecer atualização para um profissional que quase nunca para. Neste sentido, o Revisamed traz uma proposta de atualização compacta, estruturada de maneira tal que o médico pode aproveitar até pequenos intervalos, como o tempo parado no trânsito, para manter-se atualizado”, destaca Júlio Abreu na reportagem.

PROPOSTA É FORMAR E INFORMAR EXECUTIVOS DA SAÚDE

A proposta do Saúde Business é formar e informar o executivo de saúde. Há mais de 15 anos o portal trabalha desenvolvendo um conteúdo proprietário e centrado nos principais gestores do país, acompanhamos as notícias e tendências que impactarão no dia-a-dia dos profissionais,hospitais, operadoras, centros diagnósticos, farmacêuticas e clínicas do país.

 

videoaulasobre videocirugia para provas de residência médica

Curso online Revisamed inova na preparação para as provas de residência

No Brasil, 62,5% dos médicos têm um ou mais títulos de especialista

No mercado em expansão de tecnologia aplicada ao ensino à distância, o curso preparatório para as provas de residência e atualização médica, Revisamed desponta como uma nova oportunidade. O estudante de Medicina (ou médico recém-formado) pode se se preparar e adquirir novos conhecimentos online para crescimento na carreira médica.

No Brasil, 62,5% dos médicos (452 mil) têm um ou mais títulos de especialista. Os dados constam da pesquisa Demografia Médica 2018. O estudo foi realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com o apoio institucional do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp).

METODOLOGIA PERMITE FLEXIBILIDADE E LIBERDADE NOS ESTUDOS PARA AS PROVAS DE RESIDÊNCIA MÉDICA

Com uma metodologia inovadora, o curso Revisamed permite que o estudante se prepare quando e onde quiser. Em outras palavras, ele tem total flexibilidade e liberdade. Os materiais são classificados por relevância e os conteúdos têm formatos exclusivos para facilitar o dia a dia do estudante e a sua preparação para as provas de residência ou atualização médica.

Além disto, outro diferencial do Revisamed é a equipe de professores altamente qualificada – especialista, mestres e doutores – todos com ampla experiência na prática médica e no ensino na área de saúde.

Capa do Caderno Digital Revisamed no formato perguntas e respostas. Exclusividade e facilidade de estudo.
Caderno digital é uma exclusividade do Revisamed

VIDEOAULAS COM MÉDICOS DE CADA ESPECIALIDADE FACILITAM ASSIMILAÇÃO NA ATUALIZAÇÃO MÉDICA E NAS PROVAS DE RESIDÊNCIA MÉDICA

Em cada tema das videoaulas, os professores são médicos especializados naquela área. A equipe ultrapassa a 50 profissionais de todas especialidades médica.

Além disto, outro diferencial que merece, destaque são os formatos do conteúdo apresentado na chamada “trilha de estudo Revisamed”. Cada tema é apresentado em três módulos com videoaulas em média de 30 minutos cada, facilitando a assimilação.

O estudante conta também com os cadernos digitais, versão compacta de uma apostila do tema, e as questões selecionadas e comentadas de residência. Objetivo, o caderno digital facilita um estudo de qualidade na preparação para provas de residência ou atualização médica.

MATERIAIS DE APOIO E POSSIBILIDADE DE DOWNLOADS

Além disso, são disponibilizadas provas na íntegra das principais instituições de ensino médico do país. O estudante tem acesso a biblioteca Evolution/Elsevier e às diretrizes médicas, em suma recursos adicionais para aqueles que querem aprofundar os seus conhecimentos. O estudante ainda tem possibilidade de downloads para acesso offline.

Para colocar tudo “no ar”, uma equipe de experts em plataforma digital, webdesigner, produção, gravação e edição das videoaulas, suporte e atendimento atua nos bastidores na produção dos conteúdos.

Capas de provas das principais instituições do país
Provas na íntegra das principais instituições de ensino do país

CURSO PRÁTICO DE MEDICINA NO MODELO OSCE PREPARA PARA AS PROVAS PRÁTICAS DE RESIDÊNCIA MÉDICA

Além dos preparatórios para as provas de residência médica R1-R3 e R4 – com modalidades de acesso de 12 meses, 14 meses, 24 meses, 24 meses mais o módulo de discussão de casos clínicos, o estudante de medicina pode fazer outro curso do Revisamed, para se preparar para as provas práticas exigidas em alguns concursos de residência. O Curso Prático de Medicina baseado no modelo OSCE, realizado em instituições parceiras, avalia o desempenho e mede a habilidade e a competência clínica do estudante.

Durante o curso, são analisadas as habilidades cognitivas, afetivas e psicomotoras para o exercício de tarefas específicas, a comunicação e a integração com o paciente, as atitudes e os valores éticos dos futuros profissionais de saúde. Portanto, neste curso presencial, os estudantes têm a oportunidade de vivenciar a realidade de uma prova prática de residência.

PREPARATÓRIO FACILITA VIDA DO ESTUDANTES

Para o médico que deseja adquirir novos conhecimentos ou se aperfeiçoar em determinada área, o Revisamed-Revisional de Medicina oferece uma série de cursos de atualização. Os Cursos de Atualização Médica em Clínica Médica, Cirurgia, Pediatria e Ginecologia e Obstetrícia têm acesso online por um ano e com a mesma estrutura dos preparatórios para residência médica.

Além disto, o Revisamed também oferece cursos presenciais – Cardiologia (online e presencial) – Reprodução Humana, Procedimentos Práticos em Emergência e Medicina Baseada em Evidências. Os cursos presenciais são realizados em instituições parceiras com todos recursos, como laboratório de simulação realística. Resumindo, os cursos oferecidos pelo Revisamed abrem um leque de possibilidades para quem deseja estar sempre atualizado.

Para conhecer mais um pouco do Revisamed acesse: www.revisamed.com.br/ @revisamed_oficial / https://www.facebook.com/orevisamed/

Veja questão de prova de residência médica da UNIRG-TO

Saiba mais sobre a hidrossalpinge

A hidrossalpinge é uma dilatação da tuba uterina que ocorre quando há obstrução da extremidade tubária próxima ao ovário e a tuba acumula secreção.

Isto normalmente ocorre como consequência de uma infecção do útero e das tubas uterinas (moléstia inflamatória pélvica), mas também pode ocorrer em mulheres com endometriose e naquelas com aderências abdominais causadas por cirurgias ou outras infecções.

É possível fazer uma cirurgia para desobstruir a tuba uterina (salpingoplastia/neossalpingostomia), porém a ocorrência de gravidez após esta cirurgia depende do grau de dilatação da tuba uterina, da causa da obstrução, do estado da porção interna da tuba (endossalpinge) e se a obstrução não irá acontecer novamente.

Além disto, eleva-se o risco de gestação ectópica (na tuba uterina). Assim, cada caso deve ser avaliado individualmente para verificar a melhor alternativa. Em algumas situações é preferível remover a tuba uterina a desobstrui-la. ( Site Minha Vida)

 

Hipótese de Síndrome de Ogilvie. Teste seu conhecimento!

Fernanda, 28 anos, foi submetida a uma operação de cesariana, evoluiu no P.O. com grande distensão abdominal, e dor difusa à palpação, porém sem sinais de irritação peritoneal. Raio X do abdome com grande distensão colônica com diâmetro cecal estimado em 10 cm. Foi levantada a hipótese de síndrome de Olgilvie, sendo tentadas todas as medicas clínicas iniciais sem sucesso. A medida mais apropriada agora é: …

Saiba mais sobre a Síndrome de Ogilvie

A Síndrome de Ogilvie ou pseudo-obstrução aguda do cólon é uma entidade rara, que geralmente ocorre em pacientes hospitalizados portadores de alguma doença clínica ou cirúrgica. É caracterizada principalmente por acentuada distensão do grosso intestino com ausência de qualquer mecanismo de obstrução mecânica. Se este processo não for de alguma maneira interrompido, o ceco, que é a área que atinge maior grau de dilatação, poderá romper-se e conseqüentemente evoluir para um gravíssimo quadro de sepse abdominal.

Síndrome Ogilvie foi descrita em 1958

Descrita pela primeira vez em 1948 por Heneage Ogilvie, esta síndrome, que leva seu nome, permanece até hoje com sua exata fisiopatologia ainda desconhecida, parecendo ser conseqüência de alguma alteração no equilíbrio dos estímulos simpático e parassimpático, da inervação autônoma dos cólons. A dificuldade em estabelecer sua real incidência, também foi relatada por Stephenson e col, em decorrência de que alguns casos podem ter resolução espontânea.

   As mais variadas formas de doenças têm sido descritas na literatura como sendo capazes de ocasionar as alterações que desencadeiam este problema. Cirurgia recente em qualquer órgão ou sistema,, queimaduras, trauma miocardiopatia severa, infarto, septicemia, entre outras, foram as mais citadas. A Síndrome de Ogilvie é mais relatada em pacientes idosos, independentemente da raça e com predomínio no sexo masculino. O quadro clínico é caracterizado pela distensão abdominal aguda, progressiva e universal.

Náuseas, vômitos, parada de eliminação de flatos e fezes e hipertimpanismo à percussão também compõem o quadro. A ausculta do abdômen traduz como regra uma diminuição de peristaltismo tanto no timbre quanto na sua freqüência. A palpação mostra sensibilidade aumentada, porém quando associada a sinais de irritação peritoneal, a possibilidade de isquemia ou ruptura do ceco deve ser sempre considerada. Outros sinais ou sintomas que indicam esta complicação são febre alta, agravamento da dor e leucocitose.

Radiologicamente observa-se acentuada distensão entérica principalmente as custas de todo o intestino grosso, porém sem nenhuma evidência de obstrução mecânica. Ainda pelo exame radiológico podemos mensurar a área do ceco, que quando atinge a marca de 12 cm, aumenta em muito a possibilidade de ruptura2 deste segmento. O diagnóstico é feito por exclusão, baseado nos achados clínicos e exames complementares de imagens, devendo sempre afastar qualquer processo oclusivo de natureza mecânica.

Abordagem terapêutica

A abordagem terapêutica desta enfermidade é eminentemente clínica fundamentada na reposição hidroeletrolítica adequada, na aspiração por cateterismo nasogástrico e no tratamento da doença básica. Medicamentos que possam diminuir o peristaltismo devem ser descartados. O uso de parassimpático mimético obtém resultados satisfatórios, segundo Ponec, Laine, e Stephson .

Entretanto, estes autores chamam a atenção para os efeitos colaterais que estes fármacos podem acarretar (bradicardia, broncoespasmo, aumento da salivação e das secreções das vias aéreas entre outras), e advertem ainda que devam ser contra indicados em pacientes com infarto do miocárdio, ou em uso de betabloqueadores.

Foto mostra imagens de exames de imagens com o médico apontando uma caneta para uma das imagens
Com o Caiu na Prova do Revisamed, você acompanha as questões de residência médica

A colonoscopia é de grande importância nestes pacientes, pois além de confirmar a inexistência de processo obstrutivo mecânico, pode ainda propiciar a aspiração do conteúdo dos cólons, diminuindo assim o grau de distensão abdominal. Entretanto, este procedimento além de fracassar em cerca de 40% dos casos não é isento de riscos. A dificuldade técnica em realizá-lo devido à ausência de preparo e a grande distensão do intestino pode ter como conseqüência uma perfuração colônica.

Nos casos em que fracassam a abordagem clínica ou colonoscopia, ou ainda em vigência de sinais e sintomas compatíveis com isquemia ou perfuração do ceco, a laparotomia exploradora se faz necessária. A abordagem mais utilizada tem sido a cecostomia com tubo. Entretanto nos pacientes com isquemia ou ruptura do ceco, impõe-se a ressecção da área isquêmica ou perfurada.

Fonte: Sociedade Brasileira de Patologia Clínica – SBPC

Pós-Graduação na área médica

Pós-Graduação: área médica exige atualização continuada

Saiba como escolher o curso de Pós-Graduação na área médica

A questão é: devo ou não fazer uma pós-graduação na área médica? É inegável a importância da qualificação, da atualização continuada e, na área da saúde, talvez até mais do que em outras áreas, a educação continuada é essencial e uma pós-graduação faz toda diferença.

Em um processo de seleção o candidato com um curso de pós-graduação larga com uma boa vantagem sobre os demais, segundo artigo publicado pelo portal da Revista Exame. Com o mercado de trabalho cada vez mais exigente, com poucas vagas e um mundo de candidatos é natural que a qualificação do candidato seja apontada como um diferencial.

Quem está se preparando para uma pós-graduação deve saber diferenciar os tipos de pós: o Lato Sensu e o Stricto Sensu. De forma simplificada, a pós-graduação o Lato Sensu é mais direcionado para a atuação profissional, enquanto o Stricto Sensu está mais voltado para a formação científica e acadêmica, em geral focado em pesquisas.

Os cursos de pós-graduação Lato Sensu são categorizados em especializações e MBAs. Apesar de ter Mestrado na sigla, este tipo de curso – no Brasil – concede o título de especialista e não de Mestre.

Especialização pode agilizar ascensão profissional

Segundo do portal da Exame, no Brasil, “a busca por uma pós-graduação ocorre em média 5 anos após a graduação, na fase em que o profissional já está estabelecido e a especialização pode ser um meio para agilizar sua ascensão profissional.

Por outro lado, se a necessidade estiver atrelada apenas à atualização do conhecimento, fazer um ou mais cursos de curta duração pode ser uma excelente opção”. O profissional deve buscar uma atualização acadêmica em uma instituição de ensino reconhecida renomada com o objetivo de melhorar suas chances de sucesso.

Conheça alguns cursos de Pós-Graduação em Medicina

Na Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde/ FCMS de Juiz de Fora, por exemplo, são oferecidos diversos cursos de pós-graduação nas áreas de Medicina, Fisioterapia, Farmácia, Enfermagem e Odontologia. Conheça alguns dos cursos da Medicina com um pequeno resumo de cada um deles: 

Clique aqui e conheça todos os cursos de pós-graduação.

Alergia e Imunologia Clínica

Objetivo: Capacitar o médico através de amplo treinamento teórico e prático para o exercício da Alergia e Imunologia Clínica e atender aos requisitos necessários para o exercício da especialidade após o cumprimento da legislação em vigor do Ministério da Educação (MEC) Resolução CNE/CES Nº1 de 8 de junho de 2007, (curso de Medicina Credenciado pelo MEC – Portaria nº 3.109 de 04 de outubro de 2014).

Público alvo: Graduados em Medicina, regularmente registrados no Conselho Regional de Medicina com formação com formação geral (mínimo de 2 anos) em Clínica Médica e/ou Pediatria e/ou Medicina de Família.

 

 

Anestesiologia

Público alvo: Graduados em Medicina, regularmente registrados no Conselho Regional de Medicina com formação com formação geral ( mínimo de 2 anos) em Clínica Médica e/ou Pediatria e/ou Medicina de Família. São 15 vagas por ano e duração de 36 meses.

 

 

Cardiologia

Objetivo: preparar o pós-graduando através de amplo treinamento teórico e prático para o pleno exercício da Cardiologia Clínica. Preparar e qualificar o pós-graduando para o exame de obtenção do Título de Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Público-Alvo: Graduados em Medicina com título de Especialista em Clínica Médica. Duração 2 anos.

 

 

 

Cirurgias Minimamente Invasivas em Cirurgia Geral

Objetivo: promover à capacitação técnico-científico em videolaparoscopia (PGVL) para médico Cirurgião Geral que já tenha terminado residência ou que tenha especialização em Cirurgia Geral por Instituição Credenciada pelo Ministério da Educação e Cultura ou que comprove mais de 05 anos de atuação como medico cirurgião geral em Instituição Conceituada, ou ainda que esteja cursando RM em ano opcional em videolaparoscopia.

Públicoalvo: O médico cirurgião geral que esteja cursando R3 ou que tenha terminado a residência em Cirurgia Geral ou que tenha especialização em Cirurgia Geral por Instituição Credenciada pelo Ministério da Educação e Cultura ou que comprove mais de 05 anos de atuação como medico cirurgião geral em Instituição Conceituada. Duração: 12 meses.

 

 

Ecocardiografia

 Objetivo: Formação acadêmica em ecocardiografia, preparando o aluno para o atendimento à população dentro de um contexto biopsicossocial. Preparo acadêmico para a pesquisa e a leitura crítica de artigos científicos. Preparo para a realização da prova de título de especialista em Ecocardiografia da Sociedade Brasileira de Ecocardiografia – DIC. Preparar o pós-graduando através de amplo treinamento prático e teórico em ecocardiografia para seu pleno exercício, além do ensino complementar com temas em Cardiologia.

Público-alvo: Graduados em Medicina que tenham formação em Cardiologia, Anestesiologia ou Intensivismo; Duração 16 meses.

 

 

 

 

 

Endoscopia Digestiva

Objetivo: Treinamento em Endoscopia Digestiva Diagnóstica e Terapêutica, preparando o profissional para avaliar e tratar o paciente de forma abrangente, dentro do contexto biopsicossocial. Ensino complementar em temas de Gastroenterologia, Hepatologia, Cirurgia Gastroenterológica e Coloproctologia. Preparar o aluno para se submeter à prova do título de Especialista em Endoscopia ou de área de atuação em endoscopia digestiva, da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva.

Públicoalvo: Graduados em Medicina, regularmente matriculados no Conselho Regional de Medicina. Duração: 2 anos.

 

 

Endoscopia Ginecológica

Objetivo: promover à capacitação técnico-científico em videolaparoscopia (PGVL) e em videohisteroscopia (PGVH) para médico Ginecologista / Obstetra que esteja cursando R3 ou que já tenha terminado residência ou que tenha especialização em GO por Instituição Credenciada pelo Ministério da Educação e Cultura ou que comprove mais de 05 anos de atuação como medico ginecologia/obstetra em Instituição Conceituada através de um curso anual vinculado ao Departamento de Ginecologia de uma Instituição através de convênio.

Públicoalvo: Médicos que estejam cursando R3. Tenham concluído a Residência em GO. Tenham especialização em GO por instituição credenciada pelo Ministério da Educação e Cultura. Comprovem mais de cinco anos de atuação como médico ginecologista/obstetra em instituição conceituada. Duração: 12 meses.

 

 

Gastroenterologia

Objetivos: Preparar o médico, através de treinamento teórico e prático, para o exercício pleno da Gastroenterologia Clínica.

Públicoalvo: Graduados em Medicina, regularmente registrados no Conselho Regional de Medicina. Duração: 2 anos

 

 

Geriatria e Gerontologia

Objetivos: O curso visa a formar profissionais da área de saúde capacitados a atender de forma adequada pessoas idosas, bem como despertar o compromisso destes profissionais com a promoção da qualidade de vida na terceira idade e a prevenção de doenças crônico-degenerativas.

Públicoalvo: Profissionais graduados em Enfermagem, Fisioterapia, Medicina e Psicologia. Carga Horária: Total: 360 horas.

 

 

Laparoscopia Avançada em Urologia

Objetivo: visa formar profissionais atualizados com uma visão abrangente para área de saúde. Tudo isso por meio de treinamento prático supervisionado por uma equipe qualificada e se destina aos urologistas com uma experiência básica e que pretendem aperfeiçoar a técnica, aumentar as habilidades cirúrgicas e a segurança nas laparoscopias urológicas de média e alta complexidade. Duração: 12 meses.

 

 

Laparoscopia em Ginecologia Oncológica

Objetivo: a capacitação em videolaparoscopia para o médico ginecologista oncológico ou o cirurgião oncológico, que já tenha terminado a residência ou tenha especialização nas áreas citadas em instituição credenciada pelo MEC, ou que comprove atuação como ginecologista oncológico ou cirurgião oncológico em instituição conceituada. Duração: 12 meses.

 

 

Medicina do Trabalho

Objetivos: organizar, administrar e participar de serviços de Medicina do Trabalho; planejar e executar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), além das medidas de saúde preventiva ocupacional e de proteção ambiental em áreas industriais; planejar e participar do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA); conhecer a legislação pertinente à Medicina do Trabalho; desempenhar as atividades de médico do trabalho, atendendo plenamente a legislação em vigor. Público-alvo: Graduados em Medicina. Duração: 2 anos.

 

 

Medicina Intensiva

Objetivos: promover atividades científicas e propiciar o aperfeiçoamento em Medicina Intensiva; capacitar o médico para identificar e solucionar os problemas do paciente gravemente enfermo; desenvolver no médico, em seus aspectos conceituais e práticos, a liderança necessária para o trabalho em equipe, próprios da multiprofissionalidade e da transdisciplinaridade assistencial do paciente grave; fomentar o conhecimento e a prática dos preceitos éticos e humanitários da Medicina Intensiva; desenvolver um espírito profissional observador e crítico, capaz de desenvolver estudos de realidade, pesquisa e educação continuada em Medicina Intensiva, bem como formar novos intensivistas; formar profissionais capazes de liderar projetos associativos identificados com as necessidades sociais da comunidade onde se insere. Públicoalvo: Médicos. Duração: 18 meses

 

 

 

Neurologia para Clínicos

Objetivos: Descrever as bases neuroanatômicas e neurofisiológicas aplicadas à clínica. Executar atendimento do paciente neurológico através do desenvolvimento do diagnóstico (síndrômico, topográfico, etiológico/diferencial). Atualização sobre as principais doenças e condições neurológicas. Executar treinamento prático através do atendimento de pacientes neurológicos em ambulatório didático. Discutir a indicação e a interpretação de testes diagnósticos como líquido cefalorraquidiano. Discutir a indicação e os princípios básicos de exames complementares neurofisiológicos como o eletroencefalograma e a eletroneuromiografia. Fazer treinamento prático em avaliação cognitiva objetiva. Apresentar protocolos terapêuticos. Orientar programas específicos de reabilitação. PúblicoAlvo: Graduados em Medicina Duração:18 meses

 

 

Ultrassonografia e Ecocardiografia em Pacientes de UTI

Objetivos: Promover os conhecimentos de metodologia científica e bioestatística; Promover os conhecimentos básicos ( físicos) da Ultrassonografia e ecocardiografia; Descrever e aprimorar a técnica da ultrassonografia e ecocardiografia ( Janelas, Doppler, Cálculos); Realizar treinamento através da realização de exames em pacientes críticos; Discutir a indicação e a interpretação dos resultados; Discutir a abordagem terapêutica para os casos avaliados; Realizar treinamento prático com avaliação cognitiva objetiva; Apresentar protocolos terapêuticos para as principais Síndromes clínicas. Públicoalvo: Médicos intensivistas, emergencistas e hospitalistas. Duração: 18 meses.

 

 

Urgência e Emergência em Pediatria

Objetivos: capacitar o pós-graduando para abordagem padronizada envolvendo definição, avaliação e terapêutica em uma situação de urgência e emergência pediátrica. Públicoalvo: Médicos. Duração: 18 meses

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Médico sorridente

Pesquisa aponta razão entre médico especialista e generalista no Brasil

Expansão de programas de residência contribui para maior número de médicos especialistas

Dos 452.801 médicos em atividade no Brasil, 62,5% têm um ou mais títulos de especialista e os outros 37,5% não têm título algum. São 282.298 especialistas e 169.479 generalistas (médicos sem título de especialista). A razão corresponde a 1,67 especialista para cada generalista. Entre 2015 e 2017 foram acrescidos 53.436 médicos com títulos de especialista.

Os dados são do estudo Demografia Médica 2018, pesquisa que permite afirmar que o número de especialistas vem crescendo no país, sobretudo em função da expansão de programas e vagas de residência médica. Veja pesquisa em https://www.revisamed.com.br/blog/demografia-medica-2018/

A pesquisa considera apenas os dois caminhos oficiais que levam o médico a ser reconhecido como especialista no Brasil: a conclusão de programa de residência médica e a obtenção de título via Sociedade de Especialidade Médica. São considerados os médicos com títulos em 54 especialidades médicas reconhecidas, em vários cenários (por estado, região, sexo, faixa etária e número de títulos por especialidade).

Confira

  • Região Sul: 2,27 especialistas para cada generalista
  • Região Nordeste: 1,34 especialistas para cada generalista
  • Região Norte 1,06: 1,06 especialista para cada generalista
  • Região Centro-Oeste: 1,93 especialistas para cada generalista
  • Distrito Federal: 2,76 especialistas para cada generalista
  • Região Sudeste: 1,68 especialista para cada generalista

Em 5 anos, número de médicos aumentou 665%

Em todo Brasil, a maior concentração de médicos especialistas está no Distrito Federal. O Sudeste tem praticamente a mesma taxa do Brasil como um todo, que é 1,67. O mesmo estudo constatou que nunca houve um crescimento tão grande da população médica no Brasil num período tão curto de tempo. Em pouco menos de cinco décadas, o total de médicos aumentou 665,8%, ou 7,7 vezes. Por sua vez, a população brasileira aumentou 119,7%, ou 2,2 vezes.

No entanto, esse salto não trouxe os benefícios que a sociedade espera. Apesar de contar, em janeiro de 2018, com 452.801 médicos (razão de 2,18 médicos por mil habitantes), o Brasil ainda sofre com grande desigualdade na distribuição da população médica entre regiões, estados, capitais e municípios do interior.

Estes e outros dados constam da pesquisa Demografia Médica 2018, realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com o apoio institucional do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

(Fonte: Pesquisa Demografia Médica 2018)

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Pneumologista do Revisamed destaca importância do diagnóstico precoce para o combate à tuberculose

No Dia Mundial de Combate a Tuberculose, saúde alerta para gravidade da doença

Comemorado em 24 de março, o Dia Mundial de Combate à Tuberculose tem objetivo de alertar a população sobre a doença. A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas também pode atingir outras partes do corpo. No mundo são registrados aproximadamente 9,6 milhões de casos todos os anos, sendo uma morte a cada 21 segundos.

Segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), a tuberculose é a doença infecciosa que mais mata jovens e adultos, ultrapassando o HIV/AIDS. No Brasil,são notificados aproximadamente 67 mil casos novos e ocorrem 4,5 mil mortes em decorrência da doença (13 brasileiros morrem em média todos os dias de tuberculose).

FORMAS DE TRANSMISSÃO

A tuberculose pulmonar é transmitida de pessoa para pessoa pelo ar, quando um doente tosse, espirra, canta ou fala mais alto. A tosse com duração de 2 ou mais semanas é um dos sintomas principais, acompanhada ou não de febre ao final da tarde, suor noturno e emagrecimento. Na vigência desses sintomas, é importante a pessoa procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua casa para ser avaliada.

A tuberculose continua um importante problema de saúde pública no Brasil. O dignóstico precoce é fundamental para quebrar a cadeia de transmissão. Neste sentido, vale lembrar o alerta do Ministério da Saúde: ‘tosse com duração de mais de duas semanas ou com presença de sangue no escarro é indicativo de alerta para procurar atendimento médico’.
Doutor Julio Abreu
Professor titular de Pneumologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e do Revisamed Preparatório para Residência Médica

FORMAS DE DIAGNÓSTICO

A realização do exame do escarro é uma das principais ações para o diagnóstico da tuberculose. Qualquer um pode adoecer por tuberculose, mas aqueles que vivem com o vírus HIV/AIDS, diabéticos, pessoas que convivem com doentes com tuberculose, pessoas em situação de rua ou privados de liberdade estão entre os grupos de maior risco de adoecimento.

A Tuberculose tem cura, o tratamento é gratuito e disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Para o êxito do tratamento, é importante que o paciente tome os medicamentos de forma regular (todos os dias) e no tempo previsto (mínimo de 06 meses).

ABANDONO DO TRATAMENTO

O abandono do tratamento é um dos principais desafios para o controle da tuberculose (o percentual de abandono em Minas Gerais foi de 9,5% em 2016, considerado elevado). Trata-se de uma situação grave e pode levar o doente à morte; além de manter a transmissão da doença e ocasionar o aparecimento de bactérias mais resistentes aos medicamentos.

Por isso, é importante sensibilizar a comunidade a respeito da doença, já que o desconhecimento é um dos principais desafios para o seu controle. A pessoa em uso correto dos medicamentos não transmite a doença após 15 dias de tratamento, aproximadamente.

TIRE SUAS DÚVIDAS

A Tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que afeta os pulmões, embora possa acometer outras partes do corpo. A doença tem cura e o tratamento é disponível pelo SUS. O desconhecimento é um dos principais desafios para o seu controle. Por isso, é muito importante sensibilizar a comunidade a respeito da doença. Tire suas dúvidas:

O que é tuberculose?

É uma doença causada por uma bactéria, transmitida pelo ar de pessoa para pessoa, quando um doente fala, tosse ou espirra. Atinge principalmente os pulmões, mas pode afetar também outros órgãos.

  • tosse persistente, com ou sem catarro, por mais de duas semanas, podendo ser acompanhada dos seguintes sintomas:
  • febre, geralmente no final do dia;
  • suor noturno;
  • emagrecimento;
  • falta de apetite;
  • cansaço;
  • dor no peito.

Como é feito o tratamento?

O tratamento é gratuito e deve ser feito por um período mínimo de 06 meses, sendo que os medicamentos devem ser tomados todos os dias e mesmo com a melhora dos sintomas o tratamento não pode ser interrompido.

O comparecimento as consultas mensais no posto de saúde e a realização dos exames de escarro e do teste hiv são fundamentais para o sucesso do tratamento, por isso é importante que um profissional de saúde acompanhe a tomada da medicação pelo paciente (tratamento diretamente observado).

A tuberculose tem cura se o tratamento for realizado até o final.

Como orientar os contatos?

Pessoas que convivem com um doente com tuberculose, na residência ou no trabalho, devem procurar um posto de saúde para avaliação.

Como prevenir a tuberculose?

A vacina bcg protege a criança contra as formas graves da doença. Além disso, manter os ambientes com luz solar e ventilação ajudam na prevenção da doença.

Importante: a melhor forma de evitar a transmissão da doença é fazer o tratamento de forma regular. Após 15 dias de uso dos medicamentos, a maioria dos pacientes com tuberculose não transmitem mais a doença.

Fonte: Ministério da Saúde | Secretária de Saúde de Minas Gerais | Sociedade Brasileira de Pneumologia

Nanopartículas provocam ‘suicídio’ de células cancerosas

Pesquisa é desenvolvida pela UFRN

Nanopartículas provocam ‘suicídio’ de células cancerosas, aponta pesquisa. Apesar do avanço da ciência, o câncer ainda é uma das doenças mais temidas da humanidade. A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS), estimou 18 milhões de novos casos no ano passado, com crescimento de 28% nos últimos seis anos. Isso significa que um em cada cinco homens e uma em cada seis mulheres no mundo desenvolverá câncer durante a sua vida.

Por se tratar de uma doença de múltiplos fatores causada pelo acúmulo de mutações genéticas que levam à proliferação anormal de tecidos, é difícil traçar um único caminho para o tratamento do câncer. Contudo, novo estudo publicado no New Journal of Chemistry por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) abre caminhos para a realização de tratamentos mais efetivos usando o direcionamento de nanopartículas.

A decodificação da seqüência do genoma humano possibilitou à Ciência localizar os genes mais freqüentemente mutados diretamente correlacionados às proteínas superexpressas no crescimento de tumores cancerosos. Isso foi fundamental no avanço e aparecimento de novas pesquisas e tratamentos contra a doença.

Uma delas é a terapia direcionada que permite atacar somente as células cancerosas, ao contrário da quimioterapia que também afeta as células normais e provoca muitos efeitos negativos à saúde dos pacientes. Acontece que este tratamento é ainda muito complexo e caro, o que dificulta sua popularização.

Dez pesquisadores participam de estudos

Com o título “Funcionalização de nanopartículas de ouro com dois derivados de quinoxalina à base de aminoálcool para direcionamento de fosfoinositídeos 3-quinases (PI3Kα)”, a pesquisa foi desenvolvida na UFRN e envolveu os institutos de Química (IQ-UFRN) e do Cérebro (ICe-UFRN), em parceria com os laboratórios de Bioinorgânica e Cristalografia, do departamento de Química da UFSC, e de Microscopia Aplicada à Ciência da Vida, do Inmetro.

Ao todo, dez pesquisadores trabalharam no estudo: Janine Araújo, Fabrício Menezes, Heloiza Silva, Davi Vieira, Sérgio Ruschi Silva, Adailton Bortoluzzi, Celso Sant’Anna, Mateus Eugenio, Jannyely Neri e Luiz Gasparotto, coordenador do estudo.

Novo estudo

No novo estudo, os cientistas modificaram, de forma simplificada, nanopartículas de ouro através da inserção, em sua superfície, de quinoxalinas sintetizadas. Além disso, usando simulação molecular (in silico), observaram que esta mutação permite atacar, com grande eficiência, células cancerosas por meio da terapia dirigida. Menores que 100 nanômetros, as nanopartículas de ouro são produzidas, como o próprio nome sugere, a partir do ouro.

Elas são tão pequenas que podem, por exemplo, transportar medicamentos para o interior das células sem perfurar as membranas celulares. Também podem ser carreadas para partes específicas do corpo humano em intervalos controlados. Já as quinoxalinas são agentes antitumorais e anticancerígenos capazes de inibirem enzimas envolvidas na proliferação, motilidade e diferenciação do câncer. Devido a sua vasta gama de aplicações que inclui luminescência e biomedicina, são identificadas algumas vezes como “moléculas reconhecedoras de tumores”.

Autodestruição celular

Segundo o professor Luiz Gasparotto, as nanopartículas de ouro se aquecem quando submetidas à luz de determinados comprimentos de onda, o que pode instigar o suicídio celular a partir do calor. “A ideia central é concentrarmos nanopartículas de ouro na região do tumor, de modo que a aplicação de luz aqueça a região tumoral, levando apenas células doentes ao suicídio”, explica.

A grande questão é que as nanopartículas de ouro não sabem que devem colar apenas em células tumorais. É neste ponto que entram as quinoxalinas. Estudos computacionais mostraram que duas quinoxalinas têm excelente afinidade por determinadas células tumorais e, por isso, “grudam” muito bem em determinados tipos de cânceres.

“Os cálculos teóricos indicam uma forte tendência de interação dessas quinoxalinas com o sítio ativo da enzima-alvo, com os aminoácidos que apresentam as interações mais fortes sendo iguais aos de outros ligantes já reportados na literatura”, contextualiza Sérgio Ruschi, do Laboratório de Neurobiologia Celular e Molecular, do ICe-UFRN.

Entenda a metodologia

Sabendo disso, os pesquisadores inseriram quinoxalinas na superfície das nanopartículas para que estas fossem direcionadas a reconhecer os tumores. Um ponto importante neste trabalho é o fato de as quinoxalinas serem produzidas em laboratório de maneira muito simples e barata, o que facilita sua produção em larga escala.

A metodologia tipicamente utilizada é a inserção de anticorpos na superfície das nanopartículas, mas este é um processo complexo, caro e muito sensível. “A grande contribuição deste trabalho é em termos de simplicidade e custo. Mostramos que há um caminho interessante na produção de compostos antitumorais. O fato de não usarmos anticorpos é um excelente atalho para uma futura produção em larga escala”, diz Luiz Gasparotto.