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Série Revisamed ‘especialidades médicas’ destaca Neurologia

Neurologia: saiba mais sobre a especialidade médica

A Neurologia Clínica é a especialidade médica voltada ao estudo, diagnóstico e tratamento das doenças que comprometem o sistema nervoso (cérebro, medula espinhal, raízes nervosas e nervos) e músculos (doenças musculares – miopatias). Conscientizar a população sobre as doenças neurológicas – prevenção, diagnóstico e tratamentos – e destacar a importância do neurologista na medicina atual são alguns dos objetivos da Academia Brasileira de Neurologia.

O Neurologista, Neurocirurgião e Neurologista infantil possuem formações diferentes. O Neurologista estuda as doenças que serão tratadas clinicamente, tendo durante a sua formação um grande aporte de conhecimento e experiência a respeito de medicamentos, as interações entre esses medicamentos e sua ação sobre a doença e sobre o indivíduo. Tem antes de tudo uma formação clínica e não realiza procedimentos cirúrgicos.

O Neuropediatra exerce o mesmo papel do neurologista, mas a sua formação é voltada especificamente para as doenças neurológicas de crianças. O Neurocirurgião tem como principal foco o tratamento das doenças do sistema nervoso através de cirurgia e atua, principalmente, em centros cirúrgicos. O Neurocirurgião não é submetido ao mesmo tipo de treinamento do neurologista para a aprendizagem do diagnóstico, tratamento clínico e conhecimento sobre o manejo das drogas da extensíssima variedade de doenças neurológicas.

Doenças mais frequentes diagnosticadas e tratadas por neurologistas:

  • Doenças Cerebrovasculares (popularmente conhecidas como “Derrame”);
  • Cefaléias e Enxaquecas (Dores de Cabeça);
  • Epilepsias (Convulsões)
  • Transtornos da Memória e do Intelecto (Demências);
  • Doença de Parkinson;
  • Doença de Alzheimeir
  • Doenças Desmielinizantes (como Esclerose Múltipla)
  • Esclerose Lateral Amiotrófica;
  • Doenças dos nervos periféricos (neuropatias periféricas);
  • Miopatias (doenças musculares);
  • Meningites e encefalites;
  • Doenças infecciosas do sistema nervoso;
  • Outras


Sintomas de doenças neurológicas:

  • Dificuldade de engolir;
  • Fraqueza de braços ou pernas;
  • Formigamentos em uma ou várias partes do corpo;
  • Tonturas e desequilíbrio;
  • Dores de cabeça;
  • Distúrbios da memória;
  • Anormalidades na visão (visão dupla, perda de campo visual);
  • Perdas de consciência;
  • Desmaios;
  • Dor;
  • Sintomas que podem indicar meningite, como dor de cabeça, febre e rigidez de nuca;
  • Dores musculares sem nenhuma causa aparente;
  • Tremores;
  • Câimbras;
  • Dificuldades para andar;
  • Alterações na fala.

Fontes:  Academia Brasileira de Neurologia (https://www.abneuro.org.br)e Sociedade Brasileira de Neurologia (https://www.abneuro.org.br/)

neoplasias colorretal

Fatores de risco para as neoplasias colorretais. Dica de prova Revisamed

O Revisamed preparou mais uma #dicadeprova. A médica Cristiane de Souza Bechara, proctologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, fala sobre os fatores de risco modificáveis para as Neoplasias Colorretais. Acompanhe.

 

Como posso prevenir o câncer colorretal?

Assim como métodos preventivos para outros tipos de câncer, é interessante que o indivíduo tenha sempre hábitos de vida saudáveis, com alimentação rica em frutas, verduras, cereais integrais e exercícios físicos. Os alimentos ricos em fibras protegem o intestino porque facilitam a evacuação, aceleram o trânsito intestinal e diminuem o tempo de contato das substâncias carcinógenas (que levam a formação de câncer) com a parede do intestino.

Estilo de vida

A reflexão sobre o seu estilo de vida é sempre uma forma de prevenir qualquer tipo de câncer, pois ao buscar equilíbrio, você certamente atingirá uma vida saudável. Confira algumas dicas para a prevenção do câncer colorretal:

  • Praticar exercícios físicos regulares
  • Não fumar
  • Não ingerir bebidas alcóolicas
  • Não ingerir alimentos defumados, enlatados ou embutidos
  • Não ingerir alimentos com corantes e/ou conservantes
  • Remover pólipos do intestino se diagnosticados pela colonoscopia
  • Ingerir alimentos ricos em vitamina C e E
  • Dieta rica em fibras e com pouca gordura de origem animal
  • Quais são os fatores de risco para o câncer colorretal?

Dieta com alto teor de gordura e pouca fibra, ingestão de carnes gordas assadas em carvão, frituras, manteiga, queijos amarelos, alimentos com corantes, alimentos salgados e defumados (lingüiças, salames, salaminhos) que liberam nitrosaminas no intestino, que são substâncias cancerígenas.

  • Falta de exercícios físicos.
  • Fumo e álcool: o consumo de ambos está relacionado com vários tipos de tumores, incluindo o câncer do cólon e reto.
  • Idade: quanto maior a idade, maior o risco. A idade é um fator de risco importante, o câncer colorretal é mais comum após os 50 anos, contudo a doença pode ocorrer em pessoas mais jovens.
  • Pólipos: São tumores benignos, parecidos com verrugas que se desenvolvem na parede interna do cólon e reto. Cerca de 60% dos pólipos do intestino são adenomas e podem apresentar potencial para a malignidade. É importante o diagnóstico e tratamento precoce, principalmente após os 50 anos e se houver história de câncer colorretal na família.
  • História familiar de câncer intestinal: quanto mais pessoas de uma mesma família tiverem diagnóstico de câncer colorretal, maior o risco de se desenvolver a doença. Se o indivíduo tiver parentes próximos (pai, mãe, irmão, tios ou avós) que tiveram câncer de intestino, o risco de contrair a doença aumenta muito, especialmente se a doença acometeu um parente com menos de 40 anos de idade.
  • Antecedentes pessoais de outros tipos de câncer: Mulheres que tiveram câncer de ovário, endométrio (útero) ou da mama têm maior risco de desenvolver câncer colorretal.
  • Doença inflamatória intestinal: A retocolite ulcerativa (doença inflamatória intestinal que ocorre na mucosa do cólon) e a Doença de Crohn (inflamação crônica que pode atingir toda a extensão do aparelho digestivo – desde o esôfago até o ânus) são doenças inflamatórias do intestino, benignas, mas causadoras de inflamação da mucosa do aparelho digestivo. Estas doenças geram um maior risco de câncer colorretal, principalmente, após 8 anos de evolução. (Texto extraído do site do Hospital do Amor )

 

hospital e materniadade therezinha de Jesus recebe novos residentes

Hospital de ensino HMTJ recebe novos residentes

Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, 100% SUS, é Acreditado com Excelência pela ONA

O Hospital em Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), em Juiz de Fora – MG -, recebeu um novo grupo de médicos para os programas de residência médica da instituição, que tiveram início em 11/03. O processo de seleção do HMTJ contou com a participação de profissionais de 25 faculdades diferentes do país.

Os programas de residência do HMTJ são reconhecidos nacionalmente por ser o HMTJ um dos poucos hospitais de ensino do Brasil e 100% SUS, Acreditado com Excelência no nível máximo pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).

Neste último processo para os programas de residência médica, foram oferecidas 39 vagas nas diversas especialidades médicas. Veja:

  • Anestesiologia – 4 vagas
  • Cirurgia Geral – 4 vagas
  • Clínica Médica – 10 vagas
  • Medicina de Família e Comunidade – 2 vagas
  • Neurologia – 1 vaga
  • Ginecologia e Obstetrícia – 3 vagas
  • Ortopedia e Traumatologia – 3 vagas
  • Pediatria – 4 vagas
  • Cardiologia – 2 vagas
  • Medicina Intensiva – 2 vagas
  • Neonatologia – 2 vagas

Saiba como escolher a sua residência médica

Revisamed lança campanha para o Carnaval

Curso para Residência Médica orienta sobre a saúde durante a folia

O curso preparatório para residência médica Revisamed preparou uma campanha toda especial para o Carnaval 2019. Com peças para as redes sociais facebook e instagram, o Revisamed dá dicas para que o folião aproveite a festa sem perder a saúde. E entre um bloco e outro, algumas questões de provas para não perder o ritmo dos estudos preparatórios para as provas de residência.

Entre os posts com dicas para não comprometer a saúde nestes quatro dias de Carnaval, o Revisamed orienta para o uso de filtro solar para quem vai curtir o carnaval na praia, manter uma alimentação saudável e balanceada, nunca ficar muito tempo – mais de quatro horas – sem se alimentar e, é claro, manter o corpo hidratado.

O Revisamed também reforça a campanha do Ministério da Saúde, alertando para a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), especialmente a Aids. Este ano o slogan é “Pare, pense e use camisinha”. Entre as ações, serão distribuídos 12 milhões de preservativos masculinos com uma nova identidade visual, que mira principalmente os homens de 15 a 39 anos (e que almeja frear a disseminação da aids). Além das camisinhas, serão distribuídos materiais informativos.

Segundo o Ministério da Saúde, os números do HIV no Brasil, que demonstram aumento entre jovens, são muito importantes para a conscientização do grande desafio da saúde pública. Entre brasileiros de 20 a 24 anos do sexo masculino, a taxa de detecção desse vírus cresceu 133% entre 2007 e 2017. E 73% dos novos casos de Aids atingem os homens de 15 a 39 anos.

Acompanhe a campanha do Revisamed nos endereços:

www.facebook.com/orevisamed

instagram @revisamed_oficial

Especialista do Revisamed alerta: câncer de próstata mata um homem a cada 2,4 minutos

Professor do Revisamed destaca importância do autocuidado na prevenção do câncer próstata

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O câncer de próstata mata um homem a cada 2,4 minutos, alerta o urologista Antônio Carlos Tonelli, professor do preparatório Revisamed. Todos os anos, 70 mil brasileiros são diagnosticados com câncer de próstata e destes cerca de 15 mil morrem da doença. Os números revelam uma situação preocupante para a saúde do homem. Uma das ferramentas de enfrentamento para diminuir esta estatística é a campanha nacional Novembro Azul do Ministério da Saúde, uma forma de conscientizar os homens sobre a importância do cuidado com a saúde.

Mas independente de campanhas pontuais os homens devem sempre estar cientes da necessidade do autocuidado. Os dados estatísticos revelam que o câncer de próstata é o câncer mais prevalente em homens a partir dos 50 anos de idade, sendo a segunda causa de morte por câncer. Nos Estados Unidos um novo caso e diagnosticado a cada 2,4 minutos e um paciente morre a cada 18,2 minutos.

Atento à esta realidade, o médico urologista Antônio Carlos Tonelli, destaca a necessidade do diagnóstico precoce. “ O câncer de próstata só apresenta sintomas em fases tardias da doença, quando o tratamento curativo é muito mais difícil. Só com um diagnóstico precoce, temos condições de oferecer um tratamento curativo ao paciente”, alerta Tonelli.

O médico ainda lembra a necessidade de vencer a resistência aos exames de prevenção que são simples, rápidos e podem salvar vidas. Antônio Carlos Tonelli destaca, ainda, que os homens precisam estar conscientes sobre o autocuidado e a prevenção da saúde em geral. Segundo o Ministério da Saúde, os homens vivem 7 anos a menos que as mulheres no Brasil e procuraram os médicos 10% a menos.

Nesta entrevista, realizada na Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde /FCMS, Tonelli fala sobre a importância das campanhas pontuais, destaca a importância do cuidado integral pelo homem, desde a dieta saudável, atividades físicas e da necessidade de visitas periódicas ao especialista.

 

 

Hospital Universitário e Maternidade Escola da UFRN abrem vagas para residência médica

Vagas são para residência em cirurgia videolaparoscópica, endocrinologia pediátrica, infectologia, patologia, neonatologia e medicina intensiva

Os hospitais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) e a Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC) – abrem inscrições para programa de Residência Médica 2019. São disponibilizadas nove vagas, distribuídas nos programas de cirurgia videolaparoscópica, endocrinologia pediátrica, infectologia, patologia, neonatologia e medicina intensiva.

As inscrições serão feitas através do email inscricoes2huol@gmail.com, nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro, com taxa de R$ 180. Todos os programas terão início em 1º de março de 2019 e a bolsa auxílio é de R$ 3.330,43.

O candidato fará uma prova com questões de Múltipla Escolha, contendo 25 questões para as provas do PRM em Endocrinologia Pediátrica, Cirurgia Videolaparoscopica, Infectologia, Patologia , Neonatologia e Medicina Intensiva. A prova objetiva valerá, no máximo, 10 (dez) pontos. Cada questão da Prova Objetiva terá igual valor. De acordo com o Programa, será eliminado o candidato que estiver incluído em pelo menos, uma das situações a seguir:

  • não obtiver o mínimo de 60% de acertos no total das questões válidas da Prova
  • preencher a Folha de Respostas com lápis grafite (ou lapiseira); ou
  • deixar de comparecer à prova objetiva

O cálculo da Nota da Prova Objetiva será o produto entre o número de acertos e o valor de cada questão válida. Os candidatos aprovados serão classificados de acordo com o programa, na ordem decrescente dos valores das Notas Finais (NF). O candidato que tiver participado e cumprido integralmente o estabelecido no Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (PROVAB), receberá pontuação adicional na nota final considerando-se o que estabelece a Resolução nº 3, de 16 de setembro de 2011, e a Resolução nº 1, de 2 de janeiro de 2014, do Conselho Nacional de Residência Médica.

A Prova Teórica (Múltipla Escolha) será realizada no dia 25 de fevereiro de 2019, no Hospital Universitário Onofre Lopes, sala 5, quarto subsolo. Consulte o edital em revisamed.com.br

questão comentada de pneumoloiga

Questão comentada de Pneumologia Revisamed

Teste seu conhecimento e veja comentário do especialista

Questão comentada de Pneumologia. Um paciente de 70 anos, que mora com a família, procura a Emergência com queixa de febre de 38ºC há 2 dias, tosse produtiva com catarro amarelado e espesso e dor na base do hemitórax esquerdo ao respirar profundamente. Com antecedentes de tabagismo, afirma que deixou de fumar há 10 anos. No exame físico do tórax, observam-se estertores crepitantes na base do pulmão esquerdo. Além disso, tem FR = 24IRPM, FC = 105bpm e PA = 110 x 70mmHg. Com relação ao diagnóstico, é correto afirma que… Confira o video abaixo.

 

Saiba mais sobre a Pneumonia

A pneumonia é uma infecção que se instala nos pulmões, órgãos duplos localizados um de cada lado da caixa torácica. Pode acometer a região dos alvéolos pulmonares onde desembocam as ramificações terminais dos brônquios e, às vezes, os interstícios (espaço entre um alvéolo e outro).

questão comentada de pneumoloiga

Basicamente, pneumonias são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante (bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa.

Esse local deve estar sempre muito limpo, livre de substâncias que possam impedir o contato do ar com o sangue. Diferentes do vírus da gripe, que é altamente infectante, os agentes infecciosos da pneumonia não costumam ser transmitidos facilmente.

Sintomas:

  • febre alta;
  • tosse;
  • dor no tórax;
  • alterações da pressão arterial;
  • confusão mental;
  • mal-estar generalizado;
  • falta de ar;
  • secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada;
  • toxemia (danos provocados pelas toxinas carregadas pelo sangue);
  • prostração (fraqueza).

Fatores de risco:

  • fumo: provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos;
  • álcool: interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório;
  • ar-condicionado: deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias;
  • resfriados mal cuidados;
  • mudanças bruscas de temperatura.

Diagnóstico: 

Exame clínico, auscultação dos pulmões e radiografias de tórax são recursos essenciais para o diagnóstico das pneumonias.

Tratamento:

O tratamento das pneumonias requer o uso de antibióticos e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. A internação hospitalar pode fazer-se necessária quando a pessoa é idosa, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, tais como: comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, dificuldade respiratória caracterizada pela baixa oxigenação do sangue porque o alvéolo está cheio de secreção e não funciona para a troca de gases.

Recomendações:

  • não fume e não beba exageradamente;
  • observe as instruções do fabricante para a manutenção do ar-condicionado em condições adequadas;
  • não se exponha a mudanças bruscas de temperatura;
  • procure atendimento médico para diagnóstico precoce de pneumonia, para diminuir a probabilidade de complicações.


IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.

Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde – Ministério da Saúde

Nefrologia – especialidade exige muito estudo e dedicação

Série Revisamed destaca Nefrologia

Para se tornar um Nefrologista, médico especializado nas doenças do sistema urinário, principalmente doenças relacionadas ao rim, são necessários em torno de dez anos de estudos, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia. Em texto publicado no site, a entidade explica que o tempo estimado para se tornar um profissional desta área é dividido em seis anos do curso de graduação, dois anos de residência médica ou estágio em clínica médica e mais dois anos de residência ou estágio na especialidade de nefrologia.

É comum, segundo a SNB, as pessoas confundirem as diferenças entre nefrologia e urologia, até porque são páreas que se complementam. A Nefrologia é a especialidade médica que trata dos problemas clínicos dos rins e a Urologia é a especialidade cirúrgica que lida com o trato urinário. Em resumo, explica o texto da SBN, é possível dizer que quando não há necessidade de cirurgia, quando os tratamentos para doenças clínicas do sistema renal podem ser tratadas com medicamentos, o médico indicado para o tratamento é o nefrologista.

QUAIS TIPOS DE DOENÇA SÃO TRATADOS PELO NEFROLOGISTA?

A principal doença tratada pelo nefrologista é a insuficiência renal, que ocorre quando o paciente tem as funções básicas realizadas pelos rins comprometidas. A insuficiência pode ser aguda, quando os rins deixam de funcionar adequadamente por algum tempo, em função de uma lesão, por exemplo, ou crônica, quando a perda das funções ocorre de maneira gradual e permanente.

 Mas existem ainda outros tipos de doenças, cujo tratamentos ficam sob os cuidados do especialista em nefrologia, como complicações renais de doenças autoimunes, hipertensão arterial, infecção urinária, cálculo renal de repetição, além de alterações dos sais minerais do sangue e do metabolismo acidobásico, entre outras.

Outros funções na especialidade de nefrologia

Outras funções muito importantes do médico nefrologista são o acompanhamento e tratamento dos pacientes que, devido ao avançado estado de insuficiência renal, são obrigados a fazer hemodiálise e, ainda, os cuidados aos pacientes após a realização de um transplante renal.

A cirurgia do transplante é realizada pelo urologista, mas é o nefrologista que indica o transplante, prepara o paciente, escolhe o doador, em caso de doador vivo, e é responsável pelos cuidados no período pós-cirúrgico.

Entre as diversas atividades de um médico nefrologista, pode-se destacar:

  • Prevenção de doenças renais;
  • Prevenção de doenças renais;
  • Diagnóstico e tratamento de hipertensão arterial (pressão alta);
  • Diagnóstico e tratamento de infecções urinárias;
  • Diagnóstico e tratamento de nefrites;
  • Diagnóstico e tratamento de litíase renal (pedra nos rins);
  • Diagnóstico e tratamento de doenças renais císticas;
  • Diagnóstico e tratamento da doença renal crônica;
  • Diagnóstico e tratamento da lesão renal aguda;
  • Hemodiálise;
  • Diálise peritoneal;
  • Transplante renal.

DOENÇAS ASSINTOMÁTICAS DIFICULTAM DIAGNÓSTICO PRECOCE

Os poucos sintomas que as doenças renais apresentam em suas fases iniciais dificulta o diagnóstico e tratamento precoces, fatores fundamentais para a cura ou maior qualidade de vida do paciente.

Por isso, quando o trabalho o nefrologista é realizado logo no início do desenvolvimento das doenças renais, isso é revertido em resultados primordiais para a saúde e o bem-estar do paciente como controle da pressão arterial, diminuição de doenças associadas à falência renal e da perda de função renal ao longo dos anos – dependendo do caso, é possível controlar a doença e eliminar a necessidade de hemodiálise.

 E o primordial, maior chance de cura, caso a causa da insuficiência renal tenha tratamento.

DIA MUNDIAL DO RIM

Com o tema “Saúde dos Rins Para Todos”, a Sociedade Brasileira de Nefrologia participa das ações do Dia Mundial do Rim, comemorado em 14 de março. Estima-se que haja atualmente no mundo 850 MILHÕES DE PESSOAS com doença renal, decorrente de várias causas. A Doença Renal Crônica (DRC) causa pelo menos 2,4 milhões de mortes por ano, com uma taxa crescente de mortalidade.

A Injúria Renal Aguda (IRA), um importante fator de risco para DRC, afeta mais de 13 milhões de pessoas no mundo, sendo que 85% desses casos ocorrem em países de baixa e média renda. Estima-se que cerca de 1,7mi morram anualmente por causa da IRA no mundo.

É importante considerar que a DRC e a IRA são condições impactantes para o aumento da morbidade e mortalidade de outras doenças, em função dos seus fatores de risco, como diabetes, hipertensão e da presença de infecções por hepatites, HIV, malária e tuberculose presente em muitos lugares do mundo. Em crianças, a DRC e a IRA também implicam em uma morbidade e mortalidade significativas.

DESAFIOS PARA A SAÚDE RENAL: DISPARIDADES E ACESSO

Apesar do crescente diagnóstico de doenças renais, em todo o mundo, a disparidade e a desigualdade na saúde renal ainda são comuns. A DRC e a IRA frequentemente são agravadas pelas condições sociais, discriminação de gênero, falta de informação em relação às doenças renais, riscos ocupacionais, poluição do meio ambiente entre outros fatores.

O transplante é considerado o tratamento com melhor relação custo-benefício para a DRC. No entanto, o procedimento cirúrgico, a infraestrutura, a exigência de equipes altamente especializadas, disponibilidade de doadores de órgãos, necessidade de diálise durante a espera (quando não é possível o transplante preemptivo), requisitos legais e o viés cultural existente em muitos países contra a doação de órgãos, representam importantes barreiras, tornando a diálise a única opção viável.

Politicas e estratégias para doenças não transmissíveis

Embora as políticas e estratégias nacionais para doenças não transmissíveis (DNTs), em geral, estejam presentes em muitos países, políticas específicas direcionadas para o rastreamento (screening), a prevenção e o tratamento de doenças renais são muitas vezes inexistentes. Mais da metade (53%) dos países que têm uma estratégia abrangente de DNTs não têm diretrizes ou estratégias de gestão para melhorar o atendimento das pessoas com DRC (seja especificamente ou dentro de uma estratégia mais ampla sobre DNT).

NOVA MISSÃO

Este ano, o Dia Mundial do Rim se propõe a aumentar a conscientização sobre a alta e crescente presença de doenças renais em todo o mundo e a necessidade de estratégias para a prevenção e o gerenciamento de doenças renais.

A saúde do rim para todos, em qualquer lugar, propõe uma cobertura universal de saúde para prevenção e tratamento precoce da doença renal.

O objetivo final desta política é o de promover a saúde da população, garantindo o acesso universal, sustentável e equitativo provendo os cuidados essenciais, e de alta qualidade na saúde, e permitindo a acessibilidade à informação e tratamento da doença renal nos diferentes grupos socioeconômicos.

Especificamente, o DMR alerta e conclama a todos para defenderem medidas concretas em todos os países para melhorar os cuidados dos rins, entre elas destacam-se:

  • Incentivar e adotar estilos de vida saudáveis (acesso à água potável, exercícios, dieta saudável, controle do tabagismo. Muitos tipos de doenças renais podem ser prevenidos, retardados e/ou controlados quando medidas apropriadas de prevenção estiverem em vigor.
  • Fazer o rastreio (screening) de doenças renais e uma intervenção de cuidados de saúde primários incluindo o acesso a ferramentas de identificação (por exemplo, análises de sangue (como a dosagem da Creatinina) e exames de urina. O rastreamento de indivíduos de alto risco e o diagnóstico e tratamento precoces são eficazes em termos de custo para prevenir ou retardar doenças renais em estágio terminal.
  • Garantir que os pacientes com doenças renais, mesmo quando desprovidos de condições financeiras, recebam os serviços básicos de saúde que necessitam (por exemplo, o controle da pressão arterial e do colesterol, acesso aos medicamentos essenciais) para retardar a progressão da doença.
  • Apelar ao poder público que implante e aprimore políticas transparentes que regulem o acesso universal e sustentável a serviços avançados de cuidados de saúde (por exemplo, diálise e transplantes) e uma melhor proteção financeira aos centros de tratamento à medida que mais recursos se tornem disponíveis.
  • Quebrar barreiras socioeconômicas e expandir o acesso a serviços abrangentes para atender às necessidades da população é essencial para garantir uma atenção equitativa aos rins e aumentar a qualidade.

A SBN, organizadora do Dia Mundial do Rim no Brasil, convoca todos os profissionais da saúde para atuarmos juntos no que concerne a essas diretrizes mundiais, divulgando tais medidas e promovendo campanhas informativas para a população e os governantes locais.

(Fonte: Sociedade Brasileira de Nefrologia / Reprodução)

Síndrome da resposta inflamatória sistêmica

“Como se caracteriza a síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SRIS)?. Veja mais uma dica de prova do Revisamed. O médico infectologista Guilherme Côrtes Fernandas, doutor em Saúde Pública responde à questão Guilherme Côrtes é um dos professores do mais completo curso preparatório para residência médica. Fique atento!

Síndrome da resposta inflamatória sistêmica (português brasileiro) ou síndrome da resposta inflamatória sistémica (português europeu) (SRIS ou SIRS, do inglês Systemic Inflammatory Response Syndrome) é o termo que se utiliza atualmente para descrever uma reação inflamatória sistêmica, ou seja, que afeta o organismo como um todo, e se desenvolve perante diferentes tipos de agentes agressores.

Definição Clínica

A SIRS se caracteriza pela presença de ao menos dois dos seguintes critérios clínicos:

Temperatura corporal > 38 °C (febre) ou <36 °C (hipotermia)

Frequência respiratória > 20 incursões respiratórias/minuto (taquipnéia) ou uma pressão parcial de CO2 no sangue arterial < 32mmHg.

Frequência cardíaca > 90 batimentos cardíacos/minuto.

Aumento ou redução significativos do número de células brancas (leucócitos) no sangue periférico (>12.000 ou <4.000 células/mm3), ou presença de mais 10% leucócitos jovens (bastões).

Aspectos Históricos

Em 1991, devido à enorme variedade de termos médicos em uso, especialistas de duas sociedades americanas ligadas ao estudo da sepse se reuniram em uma conferência para criar avaliar a literatura corrente e sugerir definições que fossem mais adequadas, descritivas e universalmente aceitas nesta área. Termos como “septicemia” foram abandonados, em detrimento dos atualmente em uso, conforme explicitado abaixo.

Causas

  • Infecção
  • Trauma
  • Queimaduras
  • Grandes cirurgias
  • Pancreatite

Fisiopatologia (mecanismos de instalação)

Processos infecciosos, traumáticos ou outros agentes agressores promovem, sob determinadas circunstâncias, uma activação maciça dos sistemas de defesa do organismo, principalmente aqueles relacionados ao sistema imune inato, levando à produção de grandes quantidades de mediadores inflamatórios, especialmente citocinas como o fator de necrose tumoral (TNF) e as interleucinas IL-1, IL-6 e IL-8. As manifestações clínicas descritas são decorrentes da ação destes mediadores em diferentes órgãos.

Complicações

A SIRS pode surgir eventualmente em condições clínicas benignas, como por exemplo em uma infecção de vias aéreas superiores (laringite, amigdalite) ou após cirurgias. Entretanto, quando ocorre em pacientes cujos sistemas de defesa do organismo encontram-se comprometidos torna-se uma condição de elevada gravidade.

Quando associada a infecção que foi comprovada laboratoriamente, tem-se então definição de sepse ou sepsis.

Sepse associada a diminuição da pressão arterial (hipotensão arterial) de difícil tratamento ou refratária é definida como choque séptico. À associação de SRIS com sinais de insuficiência orgânica concomitante que afete ao menos um dos órgãos vitais, dá-se o nome de sepse severa.

A insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas é a mais temida e ameaçadora complicação da SRIS. Como o próprio nome indica, nesta complicação mais de um dos órgãos vitais é acometido e se torna disfuncional. Os índices de mortalidade em geral superam 50% dos pacientes acometidos.

Tratamento

Não existem terapias específicas para o tratamento da SIRS. Pacientes com diagnóstico de sepse, sepse severa ou choque séptico necessitam de tratamento de suporte intensivo, de preferência em unidade de terapia intensiva. Nos casos em que existe suspeita ou confirmação de processo infeccioso, a administração de antibióticos deve ser iniciada prontamente segundo critérios médicos. (fonte: wikipedia )

CFM atualiza lista de especialidades médicas e áreas de atuação

O Conselho Federal de Medicina (CFM) atualizou a relação de especialidades e áreas de atuação médica. A resolução 2.221/18, publicada no final de janeiro, substitui a resolução 2.162/17. Ela manteve o mesmo número de 55 especialidades e 59 áreas de atuação já reconhecidas anteriormente. Porém, houve mudanças na lista de áreas de atuação.

NOVA ÁREA MEDICINA AEROESPACIAL

A resolução criou a área de Medicina Aeroespacial e extinguiu a de Medicina de Urgência. Na verdade, essa última foi incorporada à especialidade de Medicina de Emergência, criada em anos anteriores. Nas demais áreas de atuação e especialidades, não houve mudanças em nomenclaturas, mas algumas terão alterações no seu período de formação.

As novas regras estabelecem que os três anos para a formação de novos pediatras e cirurgiões gerais serão exigidos a partir de 2020 e não a partir de 2019, como previsto anteriormente. Também acrescentou que, a partir de 2020, a residência em Clínica Médica deverá ser de três anos. A resolução ampliou, ainda, para cinco anos o tempo necessário para a formação do cirurgião cardiovascular.

A determinação do CFM também definiu a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, respectivamente, como as responsáveis por realizar os concursos para a obtenção de títulos nas duas especialidades. Além das provas aplicadas pelas sociedades, os candidatos a especialistas também poderão cursar os programas de residência médica, cuja duração varia de acordo com a especialidade.

Formada por representantes do CFM, da Associação Médica Brasileira (AMB) e do Ministério da Educação, representado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), a CME tem a competência para, periodicamente, atualizar a lista de especialidades médicas e de áreas de atuação, além de estabelecer as regras para a formação de especialistas. Segundo a AMB é natural que ocorra essa atualização, já que novas especialidades e áreas de atuação podem surgir, assim como algumas podem desaparecer ou se transformar.

(fontes: CFM/UNIVADIS)

Edital de Piracicaba 2019

Residência médica abre 4 vagas em ginecologia e obstetrícia em Piracicaba (SP)

Interessados devem se inscrever até 12 de fevereiro. Taxa é de R$ 250

Até 12/02, a Secretaria Municipal de Saúde Piracicaba (SP) recebe inscrições para quatro vagas  para o programa de residência médica em ginecologia e obstetrícia. Podem se inscrever médicos formados no Brasil e no exterior, desde que em instituições com diploma revalidado por universidades autorizadas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC).

De acordo com a pasta, a duração do programa é de três anos e começa em março. A taxa de inscrição é de R$ 250.

Os interessados pela residência devem se inscrever na página da Saúde na internet. O edital do processo seletivo também está disponível no site. As inscrições deferidas e indeferidas serão publicadas no Diário Oficial de Piracicaba e no site da Secretaria de Saúde a partir de

Saiba como é a residência médica em infectologia

Especialista em Infectologia: conhecimento diversificado e diferentes áreas de atuação

O médico Infectologista é um profissional com conhecimento diversificado que vai além da clínica médica, abrangendo aspetos da epidemiologia, imunologia, e as várias interfaces relacionadas aos processos infecciosos. 

Conforme a Sociedade Brasileira de Infectologia, a especialidade reúne médicos em diferentes áreas da assistência à saúde. Entre elas, área hospitalar e clínica, vigilância em saúde, diagnóstico e enfrentamento de epidemias, estudos de doenças emergentes e reemergentes.  O Infectologista é o médico especialista com reconhecimento pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Especialista com reconhecimento do Conselho Federal de Medicina (CFM), o infectologista é capacitado para diagnosticar as doenças infecciosas que podem ser provocadas por vírus, bactérias, fungos entre outros microrganismos.

Como é a função do infectologista

A função do infectologista no consultório, clínica ou hospital, é, em linhas gerais, fazer diagnóstico clínico, promover medidas preventivas, tratar pacientes com infecções causadas por microrganismos e muitos casos são, em geral, encaminhados por outros especialistas.

O objetivo do infectologista é investigar, propor uma terapia adequada e sobretudo prevenir processos infecciosos, além de analisar clinicamente o quadro em questão. Deve, ainda, acompanhar os pacientes para promover uma melhor qualidade para a saúde do paciente.

COMO SE TORNAR UM MÉDICO ESPECIALISTA EM INFECTOLOGIA

Para se tornar um infectologista, o estudante de Medicina, concluída a graduação, deve optar por uma Residência Médica em Infectologia, que seja credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). Ainda segundo a SBI, os programas de residência em Infectologia funcionam desde 2004 e, a partir de 2006, foram uniformizados em todo o país, com igual tempo de duração e mesmo conteúdo programático, passando a ser chamados de Residência Médica em Infectologia.

O graduado em Medicina também pode obter o Título de Especialistas em Infectologia. Para isto, ele é submetido a exame realizado pela SBI. O resultado do exame é homologado pela Associação Médica Brasileira. Em 2005, foi aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) uma nova regulamentação que especifica as regras para que o profissional possa manter-se especialista: foram criados o Certificado de Atualização Profissional e a Comissão Nacional de Acreditação, entre outras novidades.

PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA MÉDICA EM INFECTOLOGIA

A residência médica oferece a formação necessária e adequada para que o médico se torne um especialista em Infectologia. Extensa legislação apoiada em portaria, leis, decretos e resoluções regulamenta essa área. A uniformização dos programas permitiu que todos passassem a ter duração mínima de três anos.

Todos os programas de residência médica são credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), órgão ligado ao MEC. Ao todo, existem 52 programas de Residência Médica nas diferentes regiões do país.

PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA MÉDICA

Segundo determinação da CNRM, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) é a instituição responsável pelo acompanhamento e avaliação de todos os Programas de Residência Médica em Infectologia em todo o país. Na residência médica, 80% das atividades estão voltadas à prática e 20% são destinadas ao ensino e pesquisa.

Outro avanço nos programas de residência médica em infectologia foi a uniformização no tempo de duração. A partir de 2003, foi definido que o tempo para a formação de um médico especialista em infectologia deve ser de três anos, sendo o primeiro ano em clínica médica e os outros dois na especialidade.

Há ainda a possibilidade de um quarto ano adicional ou de área de atuação, na qual o médico pode se especializar um pouco mais em infecção hospitalar ou em outros temas pertinentes à área.

CONTEÚDO DO PROGRAMA

A uniformização equiparou os programas de residência médica em Infectologia das diferentes regiões. O programa conta com tudo que o especialista é obrigado a saber. Porém, em função das diferenças regionais, cada programa poderá dar mais ênfase nas patologias de maior prevalência na região. A Sociedade Brasileira de Infectologia considera que a residência é o melhor caminho para preparação técnico profissional de alto padrão.

PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA MÉDICA EM INFECTOLOGIA

Os programas de residência médica em Infectologia credenciados na CNRM são de acesso direto, não sendo exigidos pré-requisitos, e têm tempo de duração de três anos. Deverão ser desenvolvidos em instituições que possuam, pelo menos, um programa na área clínica e/ou na área cirúrgica.

A estrutura dos programas de residência médica deve compreender entre 80 a 90% da carga horária alocada nas atividades de treinamento em serviço, destinando-se 10 a 20% para ações teórico-complementares.

 Entende-se como atividades teórico-complementares as sessões anátomo-clínicas; a discussão de artigos científicos; as sessões clínico-radiológicas e clínico-laboratoriais; os cursos, palestras e seminários.

Nas atividades teórico-complementares devem constar, obrigatoriamente, temas relacionados com Bioética, Ética Médica, Metodologia Científica, Epidemiologia e Bioestatística.

Recomenda-se a participação do Médico Residente em atividades relacionadas ao controle das infecções hospitalares. Por se tratar de uma especialidade que contempla sub-divisão em áreas de atuação, é permitido o oferecimento de anos opcionais e adicionais para aprofundamento dos conhecimentos e habilidades técnicas específicas naquelas áreas, com prévia aprovação da CNRM.

 PROCESSO DE AVALIAÇÃO DO MÉDICO RESIDENTE

Na avaliação periódica do médico residente serão utilizadas as modalidades de prova escrita, oral, prática ou de desempenho por escala de atitudes, que incluam atributos tais como: comportamento ético, relacionamento com a equipe de saúde e com o paciente, interesse pelas atividades e outros a critério da COREME da Instituição.

A frequência mínima das avaliações deverá ser trimestral e, a critério da instituição, poderá ser exigida monografia e/ou apresentação ou publicação de artigo científico ao final do treinamento. Os critérios e os resultados de cada avaliação deverão ser do conhecimento do médico residente.

 A promoção do médico residente para o ano seguinte e a obtenção do certificado de conclusão do programa dependem:

a) do cumprimento integral da carga horária do Programa;

 b) aprovação obtida por meio do valor médio dos resultados das avaliações realizadas durante o ano, com nota mínima definida no Regimento Interno da Comissão de Residência Médica da Instituição.

O não cumprimento destes itens são motivos de desligamento do médico residente do programa. A supervisão permanente do treinamento do médico residente deve ser realizada por docentes, por médicos portadores de certificado de residência médica da área ou de especialidade, ou título superior, ou possuidores de qualificação equivalente, a critério da CNRM.

 Requisitos para credenciamento do programa

Primeiro ano: treinamento nas principais especialidades clínicas.

a) unidade de internação: mínimo de 40% da carga horária anual;

b) ambulatório: mínimo de 20% da carga horária anual;

c) urgência e emergência: mínimo de 10% da carga horária anual;

d) estágios opcionais: mínimo de 10% da carga horária anual;

Segundo ano

a) unidade de internação: mínimo de 30% da carga horária anual;

b) ambulatório e/ou leito dia e/ou interconsultas: mínimo de 20% da carga horária anual;

c) urgência e emergência: mínimo de 15% da carga horária anual;

d) estágios opcionais: mínimo de 15% da carga horária anual;

Terceiro ano

a) racionalização e controle de antimicrobianos: 20% da carga horária anual;

b) consultoria à assistência de pacientes internados: 15% da carga horária anual;

c) ambulatórios especializados: DST/Aids, Hepatites virais, Tuberculose, Endemias regionais, pacientes imunocomprometidos: 20% da carga horária anual;

d) controle e prevenção de infecções hospitalares: 15% da carga horária anual;

e) estágios opcionais: 10% da carga horária anual. Imunização, Imunologia Clínica, Microbiologia Clínica e Micologia Clínica.

Infra-estrutura mínima da instituição para oferecer treinamento na especialidade: laboratório de análises clínicas com microbiologia e imunologia, serviço de patologia, preferencialmente com necropsia e setor de diagnóstico por imagem.

Links úteis

Organização Mundial de Saúde (OMS)

http://www.who.int/eportuguese/countries/bra/pt/

Ministério da Saúde

http://portalsaude.saude.gov.br/

Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais

http://www.aids.gov.br/

Agência Nacional de Vigilância Sanitária

http://portal.anvisa.gov.br/

Conitec – Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS

http://conitec.gov.br/

Fundação Oswaldo cruz

https://portal.fiocruz.br/pt-br

Instituto Butantan

http://www.butantan.gov.br/Paginas/default.aspx

Instituto Emílio Ribas

http://www.emilioribas.sp.gov.br/

Associação Médica Brasileira (AMB)

AMB

Conselho Federal de Medicina (CFM)

https://portal.cfm.org.br/

Instituto Evandro Chagas

http://www.iec.gov.br/portal/

fonte: Texto adaptado do site da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) – https://www.infectologia.org.br

Especialidades Médicas

Especialidades Médicas filiadas à Associação Médica Brasileira – AMB

Conheça as sociedades de especialidade filiadas à AMB

Saiba quais são as especialidades médica filiadas à Associação Médica Brasileira (AMB). A AMB é uma sociedade sem fins lucrativos que tem a missão de defender a dignidade do médico e a assistência de qualidade à saúde da população brasileira.

A AMB conta com 27 associações médicas estaduais e 396 associações regionais. Seu Conselho Científico é composto por sociedades de especialidades que representam as especialidades reconhecidas no Brasil.

Desde 1958, a AMB concede Título de Especialista aos médicos aprovados em rigorosas avaliações teóricas e práticas com o objetivo de buscar o aprimoramento científico e a valorização profissional do médico.

Através da sua Comissão Nacional de Acreditação, a AMB trabalha na atualização dos títulos, administrando os créditos necessários. (fonte AMB)

Conheça as Especialidades Médicas filiadas à AMB

ACUPUNTURA

www.cmba.org.br

MEDICINA PREVENTIVA SOCIAL E ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE

cqh@apm.org.br / abrampas@apm.org.br

ALERGIA E IMUNOPATOLOGIA

www.asbai.org.br

ANESTESIOLOGIA

www.sba.com.br

ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR

www.sbacv.com.br

CARDIOLOGIA

www.cardiol.br

CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO

www.sbccp.org.br

CIRURGIA CARDIOVASCULAR

www.sbccv.org.br

CIRURGIA DA MÃO

www.cirurgiadamao.org.br

CIRURGIA ONCOLÓGICA

www.sbco.org.br

CIRURGIA DIGESTIVA

www.cbcd.org.br

CIRURGIA GERAL

www.cbc.org.br

CIRURGIA PEDIÁTRICA

www.cipe.org.br

CIRURGIA PLÁSTICA

www.cirurgiaplastica.org.br

CIRURGIA TORÁCICA

www.sbct.org.br

CITOPATOLOGIA

www.citopatologia.org.br

CLÍNICA MÉDICA

www.sbcm.org.br

COLOPROCTOLOGIA

www.sbcp.org.br

DERMATOLOGIA  

www.sbd.org.br

ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA

www.sbem.org.br

ENDOSCOPIA DIGESTIVA

www.sobed.org.br

GASTROENTEROLOGIA

www.fbg.org.br

GENÉTICA MÉDICA        

www.sbgm.org.br

GERIATRIA E GERONTOLOGIA

www.sbgg.org.br

GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

www.febrasgo.com.br

HANSENOLOGIA

www.sbhansenologia.org.br

HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA

www.abhh.org.br

HEPATOLOGIA

www.sbhepatologia.org.br

HOMEOPATIA

www.amhb.org.br

INFECTOLOGIA

www.infectologia.org.br

MASTOLOGIA

www.sbmastologia.com.br

MEDICINA DE EMERGÊNCIA

www.abramede.com.br

MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE

www.sbmfc.org.br

MEDICINA DO ESPORTE

www.medicinadoesporte.org.br

MEDICINA DO TRABALHO

www.anamt.org.br

MEDICINA DE TRÁFEGO

www.abramet.org.br

MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO

www.abmfr.com.br

MEDICINA INTENSIVA

www.amib.org.br

MEDICINA LEGAL E PERÍCIAS MÉDICAS

www.abmlpm.org.br

MEDICINA NUCLEAR

www.sbmn.org.br

NEFROLOGIA

www.sbn.org.br

NEUROCIRURGIA

www.sbn.com.br

NEUROFISIOLOGIA CLÍNICA

www.mp.fmrp.usp.br/sbnc

NEUROLOGIA

www.abneuro.org

NUTRIÇÃO PARENTERAL E ENTERAL

www.sbnpe.com.br

Saiba como escolher o preparatório para residência médica

NUTROLOGIA

www.abran.org.br

OFTALMOLOGIA

www.cbo.com.br

ONCOLOGIA CLÍNICA

www.sboc.org.br

ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA

www.sbot.org.br

OTORRINOLARINGOLOGIA

www.aborlccf.org.br

PATOLOGIA

www.sbp.org.br

PATOLOGIA CLÍNICA

www.sbpc.org.br

PEDIATRIA

www.sbp.com.br

PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA

www.sbpt.org.br

PSIQUIATRIA

www.abp.org.br

RADIOLOGIA

www.cbr.org.br

RADIOTERAPIA

www.sbradioterapia.com.br

REUMATOLOGIA

www.reumatologia.com.br

UROLOGIA

www.sbu.org.br

Radiografia das Escolas Médicas do Brasil

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) disponibiliza para consulta plataforma digital com o levantamento “Radiografia das Escolas Médicas do Brasil”. A ferramenta traz transparência ao sistema que forma novos médicos no País.  O estudo mostra a estrutura e os diferentes aspectos que compõem o perfil dos cursos de medicina em funcionamento (públicos e privados). As informações permitem aos estudantes e familiares escolherem aqueles que possuem melhores condições de conduzir o processo de aprendizagem e, por outro lado, facilitam os órgãos de controle comprometidos com a formação de bons profissionais.

No levantamento, o CFM levou em consideração os números mais recentes (disponíveis entre maio e julho de 2015) das seguintes bases: Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), Sala de Apoio à Gestão Estratégica (Sage) do Ministério da Saúde, Sistema da Informação da Atenção Básica (Siab) e, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também foram analisadas informações do Diário Oficial da União, documentos do Ministério da Educação (MEC) e sites especializados, como o Escolas Médicas do Brasil.

Veja alguns dados ou acesse https://bit.ly/1JqsRQZ para conhecer o estudo na íntegra.

TOTAL DE ESCOLAS: 334

TOTAL DE VAGAS EM 1º ANO: 34.290

PONTUAÇÃO MÉDIA PELO CPC: 3,28

TOTAL DE MUNICÍPIOS. 212

(Fonte: CFM)