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Saúde Pública: SUS completa 31 anos 

sus 31 anos

O SUS enfrenta grandes desafios e ainda é um grande mercado de trabalho. O Revisamed preparou este artigo nos 31 anos do Sistema Único de Saúde.

Ao completar 31 anos (19/09), o Sistema Público de Saúde (SUS) continua sendo o maior empregador da mão de obra de Medicina. Segundo os dados do estudo Demografia Médica do Brasil, cerca de 220 mil médicos – ou quase 55% dos profissionais – trabalham no serviço público, seja na esfera municipal, estadual ou federal, isto sem falar nas contratações temporárias. A maioria destes profissionais têm pelo menos mais um vínculo de trabalho na rede privada.

Oportunidades para especialistas de todas as áreas médicas

Para estudantes e médicos que estão se preparando para uma especialização, certamente, o sistema público é um dos grandes mercados de trabalho. Entre os campos em crescimento está a Atenção Primária à Saúde, através dos programas de Saúde da Família, que vêm ganhando cada vez mais  atenção por ser a base do sistema, capaz de resolver a maior parte das necessidades de saúde de uma população, integrando ações preventivas e curativas, bem como a atenção a indivíduos e comunidades. 

 Ainda neste mesmo aspecto, o recém-lançado programa Médicos pelo Brasil, que promete mais de sete mil vagas para profissionais com residência médica em Medicina da Família e Comunidade. E, é claro, nas mais diversas especialidades médicas para os atendimentos de média e alta complexidade. Por exemplo, o SUS é referência mundial na área de transplantes, sendo responsável por cerca de 96% dos procedimentos de todo o País.

Profissionais enfrentam adversidades para oferecer a melhor Medicina

Todavia, grande parcela dos avanços conquistados até agora pelo SUS pode ser atribuída a estes profissionais médicos e a todos os demais profissionais que compõem as equipes de assistência à saúde e a gestão dos serviços, que, mesmo diante das adversidades e da precarização do trabalho na área da saúde, ainda lutam para levar a melhor Medicina à população.

Pesquisa realizada em 2018 pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o Ibope, apontou que 70%  dos brasileiros não têm plano de saúde particular.

Em resumo, a pesquisa demonstra que o SUS atende 150 milhões de pessoas, sendo que 80% delas dependem exclusivamente dele para qualquer atendimento de saúde.

Avanços e desafios do sistema público de saúde

Os números mostram o tamanho dos desafios que o SUS tem para realmente garantir a atenção integral a todos os cidadãos, especialmente o financiamento. Porém, para os especialistas, os avanços nestas três décadas não podem ser ignorados, entre eles, programas e serviços que mudaram o perfil de saúde da população.

Segundo os especialistas, neste aspecto podem ser citados Programa Nacional de Imunização (PNI), responsável por 98% do mercado de vacinas do país. A população tem acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), disponibilizando 17 vacinas para combater mais de 20 doenças, em diversas faixas etárias. 

E ainda, a política de medicamentos genéricos, que estabelece um novo padrão para o desenvolvimento e registro de medicamentos no país;  o Serviço de Atenção Móvel de Urgência (SAMU), a política de controle da qualidade do sangue; a política de controle do tabagismo, a Reforma Psiquiátrica e a Política Nacional de Humanização, além do Programa Saúde da Família.

Também é no SUS que ocorre o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo e disponibiliza assistência integral para a população de portadores do HIV e doentes de Aids, renais crônicos, pacientes com câncer, tuberculose e hanseníase.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos de todo o País são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em números absolutos, o Brasil é o 2º maior transplantador do mundo, atrás apenas dos EUA. Os pacientes recebem assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante, pela rede pública de saúde.

Saiba um pouco da história do SUS

Ainda que o SUS tenha uma série de importantes desafios a vencer para realmente garantir a  atenção universal a todos os cidadãos, o sistema é tido por especialistas da área como uma das grandes conquistas dos brasileiros ao garantir o acesso universal, integral e gratuito para toda a população do país. 

Antes da constituição de 1988, o sistema público de saúde prestava assistência apenas aos trabalhadores vinculados à Previdência Social, cabendo o atendimento aos demais cidadãos às entidades filantrópicas.  Aos poucos, movimentos de reforma sanitária e as Conferência Nacionais de Saúde avançaram para a criação de um sistema universal e gratuito.

Surge destes movimentos, o SUS pautado pelos princípios da universalidade, equidade, integralidade e organizado de maneira descentralizada, hierarquizada e com participação da população, através dos conselhos. 

Embora o  Sistema Único de Saúde (SUS) já constasse da Constituição Federal de 1988, que previa a saúde como “direito de todos e dever do Estado”, foi a lei sancionada em 19 de setembro de 1990 que organizou as ações e serviços do sistema em território nacional

Estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS)

O SUS composto pelo Ministério da Saúde, Estados e Municípios, conforme determina a Constituição Federal. Cada ente tem suas co-responsabilidades. 

 

ESTRUTURA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – SUS
Órgão Atribuição
Ministério da Saúde Gestor nacional do SUS, formula, normatiza, fiscaliza, monitora e avalia políticas e ações, em articulação com o Conselho Nacional de Saúde. Atua no âmbito da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) para pactuar o Plano Nacional de Saúde. Integram sua estrutura: Fiocruz, Funasa, Anvisa, ANS, Hemobrás, Inca, Into e oito hospitais federais
Secretaria Estadual de Saúde (SES) Participa da formulação das políticas e ações de saúde, presta apoio aos municípios em articulação com o conselho estadual e participa da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) para aprovar e implementar o plano estadual de saúde.
Secretaria Municipal de Saúde (SMS) Planeja, organiza, controla, avalia e executa as ações e serviços de saúde em articulação com o conselho municipal e a esfera estadual para aprovar e implantar o plano municipal de saúde.
Conselhos de Saúde O Conselho de Saúde, no âmbito de atuação (Nacional, Estadual ou Municipal), em caráter permanente e deliberativo, órgão colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários, atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde na instância correspondente, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do governo.
Comissão Intergestores Tripartite (CIT) Foro de negociação e pactuação entre gestores federais, estaduais e municipais, quanto aos aspectos operacionais do SUS
Comissão Intergestores Bipartite (CIB) Foro de negociação e pactuação entre gestores estadual e municipais, quanto aos aspectos operacionais do SUS
Conselho Nacional de Secretário da Saúde (Conass) Entidade representativa dos entes estaduais e do Distrito Federal na CIT para tratar de matérias referentes à saúde
Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) Entidade representativa dos entes municipais na CIT para tratar de matérias referentes à saúde
Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) São reconhecidos como entidades que representam os entes municipais, no âmbito estadual, para tratar de matérias referentes à saúde, desde que vinculados institucionalmente ao Conasems, na forma que dispuserem seus estatutos.

Princípios do Sistema Único de Saúde (SUS)

  • Universalização
  • Equidade:
  • Integralidade

Princípios Organizativos

  • Regionalização e Hierarquização
  • Descentralização e Comando Único
  • Participação Popular:

Estrutura do SUS reúne desde as unidades básicas às fundações, institutos, autarquias e empresas

O SUS é composto por uma grande rede, desde as unidades básicas de saúde aos hospitais universitários e hemocentros. Várias fundações como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e institutos, como o INCA– Instituto Nacional do Câncer – estão vinculados aos SUS, assim como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Nesta estrutura, a pesquisa e o ensino na área de saúde também estão contemplados. Por exemplo, para os estudantes de Medicina ou profissionais já formados a residência médica nos hospitais públicos, como os universitários, oferecem programas em todas as especialidades. Veja a relação dos editais com os programas de residência médica.

Acompanhe o blog Revisamed e saiba muito mais.

 

 

 

concurso para médicos sus são paulo

Concurso para médicos SUS São Paulo. São 52 vagas! Fique atento ao prazo de inscrição

A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo está com 52 vagas efetivas abertas em concurso público. O concurso público para médicos do SUS São são para hospitais da rede estadual de assistência. De acordo com o editais, os salários oferecidos chegam a R$6.210,00.

As vagas são destinadas a várias áreas como, por exemplo, Ortopedia, Pediatria, Oncologia, Clínica Médica, Ginecologia,Urgência, Medicina Intensiva, entre outras. Os concursos foram abertos, segundo a secretaria, em primeiro lugar diante da necessidade de reforçar o atendimento à população que usam o SUS (Sistema Único de Saúde).

Veja as vagas por instituição

Para concorrer a uma das vagas, o candidato deve ter graduação em Medicina, certificado de conclusão da residência médica na especialidade que deseja concorrer e registro no Conselho Regional da área. Mais importante é que o candidato leia com atenção o edital e fique atento ao prazo de inscrição.

Inscrição e Etapas do concurso para médicos SUS São Paulo

Os interessados em concorrer a uma das vagas nos concursos para médicos do SUS São Paulo devem ficar atentos ao prazo final de inscrição. Ou seja, os prazos variam conforme a instituição:

  • Conjunto Hospitalar do Mandaqui: até 02 de julho
  • Hospital Heliópolis: até 03 de julho
  • Hospital Ipiranga: até 02 de julho
  • Centro de Referência da Saúde da Mulher: até 12 de julho
  • Hospital Geral de Vila Penteado: até 16 de agosto
  • Hospital Estadual de Presidente Prudente: até 19 de julho

Em resumo, nos editais publicados, as instituições informam os endereços (presenciais e eletrônicos) para que os interessados em concorrer a uma das vagas podem se inscrever. O concurso será composto por provas objetivas, dissertativas e de títulos, a depender da especialidade.

Além disto, a ficha para cadastro pode ser impressa pelo portal de Concursos do Estado de São Paulo. Para completar o procedimento, o candidato deverá pagar uma taxa no valor de R$87,55.

dia mundial sem tabaco

“Saúde pulmonar” é o tema do Dia Mundial Sem Tabaco

Comemorado em 31/05, data é destinada à conscientização sobre os impactos do cigarro na saúde

A Organização Mundial de Saúde (OMS) quer alerta sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a ideia é trabalhar este tema para aumentar a conscientização do impacto negativo que o uso do cigarro e a exposição ao fumo passivo exercem sobre a saúde pulmonar, do câncer de pulmão às doenças respiratórios crônicos como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica, incluindo bronquite e efisema.

Cerca de 90% dos cânceres de pulmão têm como causadores o tabaco fumado, em qualquer uma de suas formas. Você conhece os riscos do tabagismo para a sua saúde. Em resumo, o consumo do tabaco é o principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer de pulmão e importante fator de risco para doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), tuberculose, dentre outras enfermidades pulmonares.

Dia Mundial Sem Tabaco: fumante passivo também corre risco

No Dia Mundial sem Tabaco, o Inca alerta que a exposição ao tabagismo passivo, ou seja, a exposição involuntária à fumaça do cigarro, em curto período, pode acarretar reações alérgicas — rinite, tosse, conjuntivite, exacerbação de asma.

A exposição por longo tempo de adultos, o tabagismo passivo pode levar ao infarto agudo do miocárdio, câncer do pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica -enfisema pulmonar e bronquite crônica).

As crianças também sofre com pais fumantes. A exposição passiva aumenta o número de infecções respiratórias. O problema atinge também os bebês ainda no útero. As toxinas da fumaça causam redução do crescimento e da função pulmonar.


O Dia Mundial Sem Tabaco – 31 de maio – foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. No Brasil, o INCA é o responsável pela divulgação e elaboração do material técnico para subsidiar as comemorações em níveis federal, estadual e municipal.

Doenças pulmonares: o que são?

Doenças pulmonares são aquelas que acometem os pulmões, prejudicando o seu pleno funcionamento, como câncer de pulmão, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), enfisema pulmonar e bronquite crônica. As enfermidades pulmonares podem causar incapacidade e morte prematura. Fumar é fator de risco para o desenvolvimento de doenças respiratórias. Parar de fumar ou nem iniciar é a melhor forma de prevenção, alerta a campanha do Dia Mundial Sem Tabaco

Câncer de pulmão

O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão, responsável por mais de dois terços das mortes por esta doença no mundo. A exposição ao fumo passivo, em casa ou no local de trabalho, também aumenta o risco de câncer de pulmão. Este é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil (sem contar o câncer de pele não melanoma). E é o primeiro em todo o mundo desde 1985, tanto em incidência quanto em mortalidade.

Em aproximadamente 85% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco. Parar de fumar pode reduzir o risco de câncer de pulmão: após 10 anos de parar de fumar, o risco de câncer de pulmão cai para cerca de metade do de um não fumante.

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

O tabagismo é a principal causa de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), condição que inclui a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. O risco de desenvolver DPOC é particularmente alto entre os indivíduos que começam a fumar ainda jovens, pois a fumaça do tabaco diminui significativamente o desenvolvimento pulmonar.

O consumo do tabaco também agrava a asma, o que restringe a atividade do indivíduo e contribui para a incapacidade. A cessação precoce do tabagismo é o tratamento mais eficaz para retardar a progressão da DPOC e melhorar os sintomas da asma.

Tuberculose

A tuberculose é uma doença infecciosa, grave e potencialmente mortal — se não for tratada. Ela é transmitida pelo ar e pode atingir todos os órgãos do corpo, especialmente os pulmões. A tuberculose danifica os pulmões e reduz a função pulmonar, situação ainda mais exacerbada pelo tabagismo.

Os componentes químicos do tabaco podem desencadear infecções latentes da tuberculose. A tuberculose ativa — agravada pelos efeitos prejudiciais para a saúde dos pulmões pelo uso do tabaco — aumenta substancialmente o risco de incapacidade e morte por insuficiência respiratória. (Informações extraídas do site do INCA.)

Como parar de fumar ?

Rede de Tratamento do tabagismo no SUS

No Dia Mundial Sem Tabaco, é importante que as pessoas saibam que o INCA é o órgão do Ministério da Saúde responsável pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) e pela articulação da Rede de Tratamento do Tabagismo no SUS, em parceria com Estados e Municípios e Distrito Federal.

A Rede foi organizada, seguindo a lógica de descentralização do SUS para que houvesse o gerenciamento regional do Programa tendo como premissa a intersetorialidade e a integralidade das ações. Cabe lembrar que desde 1989, o INCA desenvolve ações voltadas para o tratamento do tabagismo.

Atualmente, nos 26 estados da Federação e no Distrito Federal, as secretarias estaduais de Saúde possuem coordenações do Programa de Controle do Tabagismo que, por sua vez, descentralizam as ações para seus respectivos municípios atuando de forma integrada.

Assim, o tratamento de tabagismo no Brasil é desenvolvido com base nas diretrizes do PNCT que está sob a coordenação e gerenciamento da Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco do INCA.

Ações educativas, legislativas e econômicas

As ações educativas, legislativas e econômicas desenvolvidas no Brasil vêm gerando uma diminuição da aceitação social do tabagismo, fazendo com que um número cada vez maior de pessoas queira parar de fumar, evidenciando a importância de priorizar o tratamento do fumante como uma estratégia fundamental no controle do tabagismo.

Com o objetivo de agregar ao processo de capacitação profissional já existente a outras políticas públicas de saúde que viabilizassem além da infra-estrutura de atendimento, o financiamento pelo SUS da abordagem ao fumante, e dos medicamentos utilizados no tratamento do tabagismo.

Desde, desde 2002 o Ministério da Saúde vem publicando e atualizando portarias que incluem o tratamento do tabagismo na rede SUS, tanto na atenção básica quanto na média e alta complexidade. Definem formas de abordagem e tratamento do tabagismo. Aprovam o plano para implantação, protocolo clínico e diretrizes terapêuticas.

Determinam a disponibilização pelo Ministério da Saúde aos municípios com unidade de saúde que desenvolvem o tratamento do tabagistas, dos materiais de apoio e medicamentos utilizados para esse fim, formas de adesão ao tratamento do tabagismo pelos municípios, além de definir o financiamento dos procedimentos a serem utilizados.

Programa de Tratamento do tabagismo

É importante destacar que ao ingressar no programa de tratamento do tabagismo as gestões de diversas instâncias assumem o compromisso de organização e implantação das ações para o cuidado da pessoa tabagista. O tratamento inclui avaliação clínica, abordagem mínima ou intensiva, individual ou em grupo e, se necessário, terapia medicamentosa juntamente com a abordagem intensiva.

Com a publicação da Portaria nº 571/GM/MS de 05 de abril de 2013, foram revogadas a Portaria nº 1.035/GM/MS de 31 de maio de 2004 e a Portaria nº 442/SAS/MS de 13 de agosto de 2004, junto com seus anexos (Plano para Implantação da Abordagem e Tratamento do Tabagismo no SUS, e Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Dependência à Nicotina).

No entanto, a Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (SAS/MS) publicou no Diário Oficial da União (DOU) do dia 22 de junho de 2016 a Portaria nº 761/SAS/MS de 21 de junho de 2016 revalidando as orientações técnicas do tratamento do tabagismo constantes no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Dependência à Nicotina- Anexo II da Portaria nº 442/SAS/MS de 13 de agosto de 2004, até que esteja pronto e publicado o novo Protocolo Clínico, que está em fase de elaboração, com as adequações metodológicas orientadas pela CONITEC.

É importante salientar que as orientações do PNCT estão de acordo com as principais diretrizes internacionais relacionadas ao tratamento do tabagismo. Dessa forma, o SUS oferece ao fumante brasileiro que deseje parar de fumar um tratamento adequado, com metodologia embasada em evidências científicas. ( fonte : texto extraído do Programa Nacional do Controle do Tabagismo

Por que as pessoas fumam?

A nicotina, presente em qualquer derivado do tabaco é considerada droga por possuir propriedades psicoativas. Ou seja, ao ser inalada produz alteração no sistema nervoso central, trazendo modificação no estado emocional e comportamental do usuário que pode induzir ao abuso e dependência.

O quadro de dependência resulta em tolerância, abstinência e comportamento compulsivo para consumir a droga, estabelecendo-se assim um padrão de auto-administração caracterizado pela necessidade tanto física quanto psicológica da substância, apesar do conhecimento de seus efeitos prejudiciais à saúde.

Muitos são os fatores que podem levar a pessoa a experimentar drogas, já que é histórica a tendência humana de buscar formas de alterar sua consciência de modo a produzir prazer e modificar seu humor. De maneira geral a possibilidade do encontro com a droga se dá na adolescência, fase caracterizada por muitas transformações físicas e emocionais , angústias e busca de respostas.

Dependendo da suscetibilidade individual, alguns fatores serão decisivos para estimular o indivíduo atender a essa tendência humana de buscar nas drogas o alívio para suas tensões. Entre elas, a aceitação social de uma determinada substância, seu fácil acesso, uso da droga por pessoas que tenham papel de modelos de comportamento. Portanto, a sociedade pode contribuir de maneira significativa para que o acesso ao uso seja estimulado, causando adoecimentos em larga escala.

No caso do tabagismo vale destacar o papel que a publicidade exerceu e exerce na adoção do consumo de derivados do tabaco, especialmente cigarro. A publicidade veiculada pelas indústrias aliou as demandas sociais e as fantasias dos diferentes grupos (adolescentes, jovens, mulheres, faixas economicamente mais pobres e com menor nível de escolaridade, entre outras.) ao uso do cigarro. A publicidade direta era feita por veículos de comunicação de massa, por anúncios atraentes e bem produzidos, o que está proibido no Brasil desde 1996.

Os resultados das medidas de restrição à publicidade no controle do tabagismo em vários países mostram que esse é um instrumento legítimo e necessário para a redução do consumo, associado à medidas legislativas, econômicas e educativas, entre outras.

Quer parar de fumar?

Equivocadamente muitas pessoas acreditam que o tabagista é um “viciado”, “sem força de vontade”, “que não deixa de fumar porque não quer”. Não é isso. Na verdade quem fuma sofre de dependência química, ou seja, é alguém que ao tentar deixar de fumar, se defronta com grandes desconfortos físicos e psicológicos que trazem sofrimento, e que pode impor a necessidade de várias tentativas até que finalmente consiga abandonar o tabaco.

Entender o que acontece com o tabagista e suas tentativas de parar de fumar é fundamental para que se possa ter a real dimensão do problema. Portanto, se você quer parar de fumar comece escolhendo uma data para ser o seu primeiro dia sem cigarro. Este dia não precisa ser um dia de sofrimento. Faça dele uma ocasião especial e procure programar outra coisa que goste de fazer para se distrair e relaxar.

`Procure um tratamento especializado

Se não consegue parar de fumar sozinho procure um tratamento especializado. Para informações mais detalhadas, favor consultar a Coordenação de Controle do Tabagismo da sua Secretaria Estadual e/ou Municipal de Saúde.

Abordagem

Fumar é um comportamento extremamente reforçado diariamente. A abordagem tendo por base o modelo cognitivo comportamental é a técnica recomendada para o tratamento do tabagista.

Entre suas premissas está o entendimento de que o ato de fumar é um comportamento aprendido, desencadeado e mantido por determinadas situações e emoções, que leva a dependência devido às propriedades psicoativas da nicotina.

O tratamento objetiva, portanto, a aprendizagem de um novo comportamento, através da promoção de mudanças nas crenças e desconstrução de vinculações comportamentais ao ato de fumar, combinando intervenções cognitivas com treinamento de habilidades comportamentais.

O tratamento objetiva, portanto, a aprendizagem de um novo comportamento, através da promoção de mudanças nas crenças e desconstrução de vinculações comportamentais ao ato de fumar, combinando intervenções cognitivas com treinamento de habilidades comportamentais.

Apoio medicamentoso

O uso de medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo, que é o de minimizar os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina, facilitando a abordagem intensiva do tabagista [7]. Medicamentos não devem ser utilizados isoladamente, e sim em associação com uma boa abordagem. É fundamental que o tabagista se sinta mais confiante para exercitar e por em prática as orientações recebidas durante as sessões da abordagem intensiva.


Os medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde para o tratamento do tabagismo na Rede do SUS são os seguintes: Terapia de Reposição de Nicotina (adesivo transdérmico e goma de mascar) e o Cloridrato de Bupropiona.

Abstinência

Considerada uma droga bastante danosa, a nicotina atua no sistema nervoso central como a cocaína, heroína, álcool, com uma diferença: leva entre 7 a 19 segundos para chegar ao cérebro. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades tendem a ser menores com o tempo.

Quando o fumante para de fumar, pode apresentar alguns sintomas desagradáveis, tais como: dor de cabeça, tonteira, irritabilidade, agressividade, alteração do sono, dificuldade de concentração, tosse, indisposição gástrica e outros. Esses sintomas caracterizam a síndrome de abstinência da nicotina, porém, não acontecem com todos os fumantes que param de fumar. Quando acontecem, tendem a desaparecer em uma a duas semanas (alguns casos podem chegar a 4 semanas).

Alguns dos sintomas, como dor de cabeça, tonteira e tosse são sinais do restabelecimento do organismo. O sintoma mais intenso, e mais difícil de se lidar, é a chamada “fissura” (grande vontade em fumar). É importante saber que a “fissura” geralmente não dura mais que 5 minutos, e tende a ficar mais tempo que os outros sintomas. Porém, ela vai reduzindo gradativamente a sua intensidade e aumentando o intervalo entre um episódio e outro.

Recaída

A recaída se caracteriza pelo retorno ao consumo de cigarros após parar de fumar. Na condição de tabagista o paciente vai ao longo de sua vida estabelecendo associações com seu cotidiano e o comportamento de fumar. Ao deixar de fumar e realizar determinadas ações que se tornaram condicionamentos, o desejo de fumar poderá surgir e a recaída ocorrer.

A manutenção de uma mudança pode exigir a construção de um conjunto de habilidades e estratégias diferentes daquelas que foram inicialmente necessárias para a obtenção da mudança. Se a recaída ocorrer não deve ser encarada como fracasso. Comece tudo novamente e procure ficar mais atento ao que fez você voltar a fumar. Dê-se várias chances até conseguir.

Aumento de peso

A preocupação com o ganho de peso é uma das maiores barreiras para que alguns fumantes tomem a decisão de parar de fumar, ou recaiam após terem parado de fumar. É importante entender que geralmente o ganho de peso após a cessação do tabagismo é temporário, sendo que na maioria dos casos, ocorre nos primeiros meses pós-cessação.Portanto, se a fome aumentar, não se assuste, é normal um ganho de peso, pois seu paladar vai melhorando e o metabolismo se normalizando.

De qualquer forma, procure não comer mais do que o de costume. Evite doces e alimentos gordurosos. Mantenha uma dieta equilibrada com alimentos naturais e de baixa caloria, frutas, verduras e legumes. Faça atividade física, pois ajuda no controle do peso. Beba sempre muito líquido, de preferência água e sucos naturais. No início, evite café e bebidas alcoólicas, pois eles estimulam a vontade de fumar.

Benefícios

Parar de fumar sempre vale a pena em qualquer momento da vida, mesmo que o fumante já esteja com alguma doença causada pelo cigarro, tais como câncer, enfisema ou derrame. A qualidade de vida melhora muito ao parar de fumar.

Veja o que acontece se você parar de fumar agora:
  • Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal.
  • Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue.
  • Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza.
  • Após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor.
  • Após 2 dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor a comida.
  • Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora.
  • Após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade.
  • Após 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.

Quanto mais cedo você parar de fumar menor o risco de adoecer.

fonte: Programa Nacional de Controle do Tabagismo

Mortalidade materna

Mortalidade materna: índices ainda são preocupantes no Brasil

Principais causas das mortes de gestante são hipertensão, hemorragia, infecção pós-parto e aborto inseguro

Na data em que se comemora o Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna, 28 de maio, os dados ainda demonstram a necessidade de um esforço conjunto da sociedade e poder público para estabelecer políticas capazes de reduzir os índices de mortalidade materna, que é considerada por muitos especialistas como “mortes evitáveis”.

A data tem como objetivo divulgar os direitos das mulheres à saúde e à maternidade segura. Os últimos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a taxa de mortalidade caiu de 120 mães por 100 mil nascidos vivos para 69 mães por 100 mil nascidos vivos. A taxa considerada aceitável pela OMS é de 20 por 100 mil.

 Os últimos dados consolidados mostram que após não ter cumprido a meta de reduzir em 75% os índices de mortalidade materna, o Brasil registrou aumento em 2016. Segundo os dados do Ministério da Saúde, já havia um declínio das taxas de mortalidade materna.

Depois de cair 56% desde 1990, subiu em 2013 , voltou a caiar em 2015 e teve um aumento em 2016, ultimo ano de dados consolidados. Em 2015, o índice foi de 62 mortes por 100 mil nascidos vivos. Já em 2016, subiu para mais de 64 óbitos de gestantes por 100 mil.

 Em 2000, o Brasil fez um pacto para reduzir a mortalidade. A meta era limitar a 35 óbitos por 100 mil nascidos vivos. Em maio de 2018, o Brasil reiterou a meta de redução da mortalidade materna em 50% nos próximos 12 anos, até 2030, chegando a 30 mortes por 100 mil nascidos vivos

As regiões Norte e Nordeste concentram as maiores taxas: 84,5 e 78. O Sul e o Sudeste têm menores índices 44,2 e 55,8 respectivamente.

 O que é mortalidade materna?

 A morte materna é qualquer morte que acontece durante a gestação, parto ou até 42 dias após o parto, desde que decorrente de causa relacionada ou agravada pela gravidez. As principais causas das mortes de gestante são hipertensão, hemorragia, infecção pós-parto e aborto inseguro.

Em maio de 2018, o Brasil  reiterou a meta de redução da mortalidade materna em 50% nos próximos 12 anos, até 2030 Chegando a 30 mortes por 100 mil nascidos vivos. A grande maioria das mortes maternas poderia ser evitada caso fosse feito o diagnóstico rápido das complicações, além de investimento na qualificação contínua de recursos humanos, aponta os especialistas.

Para os especialistas, o trágico é que as mortes maternas são casos evitáveis. É causada por uma somatória de erros e demoras na assistência à mulher.  Neste aspecto, defendem, não basta apenas um pré-natal, porque a mulher pode apresentar complicações ao final da gestação e morrer em função da demora em receber uma assistência adequada.

Você sabia?

28 de maio é celebrado o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, iniciativa que teve início durante o IV Encontro Internacional Mulher e Saúde, na Holanda, em 1984. Ficou definido que o dia 28 de maio seria destinado a estimular o debate e a reflexão a nível mundial sobre os métodos e ações políticas necessárias para melhorar as condições de saúde da mulher gestante, principalmente. No Brasil, o Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna foi instituído através da Portaria do Ministério da Saúde nº 663/94.

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fontes: Febrasgo e Ministério da Saúde

médico com estetoscópio em ambiente hospitalar

Infecção hospitalar pode ser evitada com medidas simples

Dia Nacional do controle das infecções alerta para os desafios

Comemorado em 15 de maio, o Dia Nacional do Controle das Infecções Hospitalares tem o objetivo de alertar para um problema que atinge milhares de pessoas no mundo e que pode ser prevenido com medidas simples. A infecção hospitalar, segundo dados da Associação Médica Brasileira (AMB) nos Estados Unidos e Europa cerca de 10% dos pacientes internados são atingidos por infecções hospitalares. A Organização Mundial de Saúde estima que, no Brasil, 14% dos pacientes internados em hospitais morrem devido a casos do gênero.

Ainda de acordo com as informações da AMB, acredita-se que a higienização das mãos ao visitar um paciente, ou antes qualquer procedimento invasivo, é a forma mais eficaz e barata contra as infecções hospitalares.

Segundo a OMS, se a medida fosse adotada corretamente os casos de infecção diminuiria em 70%.  O Ministério da Saúde, por meio da Anvisa, ainda destaca que para prevenir a infecção hospitalar, as principais recomendações envolvem hábitos e cuidados dos pacientes e dos profissionais de saúde, além dos protocolos internos dos serviços de saúde.

Segundo a Anvisa, o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) do Ministério da Saúde, “criado para contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional, é um dos seis atributos da qualidade do cuidado e tem adquirido grande importância para os pacientes, famílias, gestores e profissionais de saúde, com a finalidade de oferecer uma assistência segura”.

O que infecção hospitalar

Infecção hospitalar é aquela adquirida dentro do serviço de saúde, principalmente em enfermarias e UTIs e pode ser transmitida de um paciente para outro, assim como para os acompanhantes, se não adotadas as devidas medidas de proteção. Estima-se que, no Brasil, a taxa de infecções hospitalares atinja 14% das internações.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 234 milhões de pacientes são operados por ano em todo o mundo. Destes, um milhão morre em decorrência de infecções hospitalares e sete milhões apresentam complicações no pós-operatório.

Como surgiu a data

No dia 15 de maio do ano de 1847, na Hungria, o médico-obstetra Ignaz P. Semmelweis defendeu e incorporou a prática da lavagem de mãos como atitude obrigatória para enfermeiros e médicos que entravam nas enfermarias. Uma simples, mas efetiva iniciativa que conseguiu reduzir a taxa de mortalidade das pacientes.

Foi por esse motivo que 15 de maio é o Dia Nacional de Controle das Infecções Hospitalares. A data chama a atenção de autoridades sanitárias, diretores de instituições e trabalhadores de saúde sobre a importância do controle das infecções.

Saiba mais sobre infecções hospitalares com entrevista de especialista : bactérias resistentes são desafio.

Em entrevista publicada no site do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a pesquisadora  Marisa Zenaide Ribeiro Giomes, alerta para os principais desafios do combate às infecções. “Para a especialista, o combate aos micro-organismos resistentes, dentro e fora do ambiente hospitalar, depende de um esforço conjunto das autoridades, dos profissionais de saúde e da população em geral. Confira a entrevista.

Por que o problema das bactérias resistentes a antibióticos se tornou tão grave?

Esta situação vem se agravando por causa do uso abusivo de antibióticos, o que ocorre por vários motivos. Mesmo na situação de dúvida sobre a origem de uma infecção simples, como um resfriado, muitas vezes os antibióticos acabam sendo recomendados.

Nos hospitais, em função das dificuldades para o diagnóstico microbiológico rápido dos agentes causadores das infecções, se torna freqüente a realização de tratamento antibiótico empírico, ou seja, sem a identificação da bactéria que provoca a doença. Com o uso indiscriminado, as bactérias apresentam resistência e há necessidade de usar ainda mais antibióticos nos tratamentos. O resultado é que precisamos voltar a utilizar drogas que já tinham saído do mercado.

Quais os riscos se não houver avanços no combate à resistência a antibióticos?

Nos últimos 20 anos, o desenvolvimento de novos antibióticos não acompanhou a rapidez com que os micro-organismos desenvolveram resistência. Já existem bactérias contra as quais não há recursos terapêuticos disponíveis.

Qualquer pessoa pode ser atendida na emergência de um grande hospital, adquirir uma infecção com micro-organismo resistente e ter dificuldade de se recuperar ou até morrer. As bactérias resistentes também não estão restritas aos hospitais, podendo ser adquiridas no ambiente comunitário, ou seja, fora dos serviços de saúde.

Se não houver antibióticos para tratar as infecções, estaremos ameaçando a medicina como um todo. Tratamentos mais complexos – como a terapia contra o câncer, o transplante de órgãos e as cirurgias cardíacas, para citar os tratamentos mais caros – correm o risco de ser comprometidos se não for possível tratar as infecções que podem ocorrer após estes procedimentos.

Considerando que não se pode deixar de usar antibióticos, o que deve ser feito?

As medidas para minimizar o desenvolvimento de resistência antibiótica interessam a todas as especialidades médicas e, portanto, todos que participam da assistência à saúde devem estar atentos e contribuir para as ações de prevenção e controle.

Todo uso de antibióticos nos hospitais deve ser notificado, no momento da prescrição, às Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIHs). Assim, elas poderão adotar medidas para adequar o tratamento às políticas de uso de antibióticos recomendadas para suas unidades.

As CCIHs devem desenvolver e atualizar sistematicamente rotinas de tratamento para as infecções mais frequentes e de maior risco nas diferentes áreas do hospital, considerando o perfil microbiológico destas infecções e o histórico de consumo de antibióticos.

Como as bactérias desenvolvem resistência aos medicamentos?

As bactérias são organismos unicelulares, mas que têm uma capacidade de organização e comunicação muito grande. Tentando explicar de uma forma bem simplificada, quando uma delas adquire um gene de resistência a um determinado antibiótico, ela transmite essa característica para as gerações seguintes e também para as ‘amigas e vizinhas’ – as bactérias próximas, que podem ser até mesmo de outros gêneros e espécies.

Portanto, as bactérias podem se tornar resistentes por uma mutação genética ou pela aquisição de um gene de outro micro-organismo, pois são capazes de transmitir estes mecanismos de defesa entre elas.

De que forma as bactérias resistentes são transmitidas nos hospitais?

As bactérias tendem a ser mais resistentes dentro dos hospitais porque nestes locais há um uso maior de antibióticos. A transmissão pode ocorrer de um paciente para outro, a partir de uma superfície contaminada ou até mesmo entre partes diferentes do corpo da mesma pessoa.

O importante é que estes micro-organismos são transmitidos sobretudo pelo contato, por isso higienizar as mãos é a principal medida de prevenção. Em infecções hospitalares, dizemos que as mãos participam ativamente da transmissão dos micro-organismos, porque elas tocam o maior número de superfícies e pacientes.

No entanto, outros tipos de contato – como, por exemplo, o toque entre superfícies de equipamentos e pacientes – também podem ser responsáveis pela disseminação das bactérias. Daí a importância da higiene de superfícies clínicas e da desinfecção e esterilização de equipamentos médico-hospitalares.

O que mais pode ser feito para prevenir a disseminação das bactérias resistentes?

A higiene das mãos é uma medida que precisa ser adotada sistematicamente por profissionais de saúde, acompanhantes e visitantes sempre antes e após o contato com pacientes e superfícies hospitalares. Além disso, em casos específicos, é recomendado uso de luvas, capotes e máscaras, conforme a situação de cada paciente.

As informações sobre como prevenir infecções hospitalares devem ser conhecidas não apenas pelo pessoal da área de saúde, mas também por recepcionistas, profissionais de limpeza, cozinheiros, enfim, todos que trabalham ou frequentam o hospital.

O que as pessoas podem fazer para contribuir neste processo?

A automedicação é uma questão crítica: é preciso ir ao médico para saber se realmente é necessário tomar antibióticos. Nas doenças provocadas por infecções virais, por exemplo, estes medicamentos não têm nenhuma efetividade.

Quando há indicação de usar antibióticos, é importante tomar os remédios na hora certa e fazer o tratamento durante todo o período recomendado, sem interrupção. Antibióticos também não devem ser jogados no lixo comum, para não contaminar o meio ambiente.

Além de tudo isso, deve haver cuidados especiais quando as pessoas vão a um hospital. O ideal é evitar o excesso de visitantes e acompanhantes e não manter contato com outros pacientes. Em caso de dúvidas, os profissionais de saúde devem ser consultados.

FONTE: ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRAS | MINISTÉRIO DA SAÚDE/ANVISA | INSTITUTO OSWALDO CRUZ/IOC/FIOCRUZ.

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Novo Código de Ética Médica entra em vigor

Documento lista 26 princípios para o exercício da medicina

O Novo Código de Ética Médica entrou em vigor dia 30/04 em todo o país. O documento, composto por 26 princípios listados como fundamentais para o exercício da medicina, prevê pontos como respeito à autonomia do paciente, inclusive aqueles em fase terminal; preservação do sigilo profissional; direito de exercer a profissão de acordo com a consciência; e possibilidade de recusa de atender em locais com condições precárias.

“Trata-se da versão atualizada de um conjunto de princípios que estabelece os limites, os compromissos e os direitos assumidos pelos médicos no exercício da profissão”, explicou o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Confira, abaixo, as principais diretrizes que compõem o novo código.

Novidades

Entre as novidades do novo código de ética está o respeito ao médico com deficiência ou doença crônica, assegurando ao profissional o direito de exercer as atividades nos limites de sua capacidade e sem colocar em risco a vida e a saúde de seus pacientes.

Telemedicina

O uso de mídias sociais pelos médicos será regulado por meio de resoluções específicas, o que valerá também para a oferta de serviços médicos a distância mediados por tecnologia. O novo código, portanto, transfere a regulação da chamada telemedicina para resoluções avulsas, passíveis de frequentes atualizações.

Pesquisas

No âmbito das pesquisas em medicina, o novo código prevê a criação de normas de proteção de participantes considerados vulneráveis, como menores de idade e pessoas com deficiência física ou intelectual. Quando houver situação de diminuição da capacidade do paciente de discernir, além do consentimento de seu representante legal, será necessário seu assentimento livre e esclarecido na medida de sua compreensão.

Placebo

Ainda no âmbito das pesquisas, o novo código permite os chamados placebos [substância sem propriedades farmacológicas] de mascaramento, mantendo a vedação ao uso de placebo isolado – quando não é usada nenhuma medicação eficaz. De acordo com o texto, fica vedado ao médico manter vínculo de qualquer natureza com pesquisas médicas em seres humanos que usem placebo de maneira isolada em experimentos, quando houver método profilático ou terapêutico eficaz.

Prontuário

As novas regras também autorizam o médico, quando requisitado judicialmente, a encaminhar cópias do prontuário de pacientes sob sua guarda diretamente ao juízo requisitante. No código anterior, o documento só poderia ser disponibilizado a um perito médico nomeado pelo juiz em questão.

Autonomia

Entre as diretrizes mantidas estão a consideração à autonomia do paciente, a preservação do sigilo médico-paciente e a proteção contra conflitos de interesse na atividade médica, de pesquisa e docência. Fica vedado ao médico desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de risco iminente de morte.

Dignidade

Em caso de situação clínica irreversível e terminal, o novo código estabelece que o médico evite a realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos considerados desnecessários e propicie aos pacientes sob sua atenção todos os cuidados paliativos apropriados.

Ato Médico

O código assegura a proibição à cobrança de honorários de pacientes assistidos em instituições que se destinam à prestação de serviços públicos; e reforça a necessidade de o médico denunciar aos conselhos regionais instituições públicas ou privadas que não ofereçam condições adequadas para o exercício profissional.

Clique aqui e veja o Novo Código de Ética Médica

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Pneumologista do Revisamed destaca importância do diagnóstico precoce para o combate à tuberculose

No Dia Mundial de Combate a Tuberculose, saúde alerta para gravidade da doença

Comemorado em 24 de março, o Dia Mundial de Combate à Tuberculose tem objetivo de alertar a população sobre a doença. A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas também pode atingir outras partes do corpo. No mundo são registrados aproximadamente 9,6 milhões de casos todos os anos, sendo uma morte a cada 21 segundos.

Segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), a tuberculose é a doença infecciosa que mais mata jovens e adultos, ultrapassando o HIV/AIDS. No Brasil,são notificados aproximadamente 67 mil casos novos e ocorrem 4,5 mil mortes em decorrência da doença (13 brasileiros morrem em média todos os dias de tuberculose).

FORMAS DE TRANSMISSÃO

A tuberculose pulmonar é transmitida de pessoa para pessoa pelo ar, quando um doente tosse, espirra, canta ou fala mais alto. A tosse com duração de 2 ou mais semanas é um dos sintomas principais, acompanhada ou não de febre ao final da tarde, suor noturno e emagrecimento. Na vigência desses sintomas, é importante a pessoa procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua casa para ser avaliada.

A tuberculose continua um importante problema de saúde pública no Brasil. O dignóstico precoce é fundamental para quebrar a cadeia de transmissão. Neste sentido, vale lembrar o alerta do Ministério da Saúde: ‘tosse com duração de mais de duas semanas ou com presença de sangue no escarro é indicativo de alerta para procurar atendimento médico’.
Doutor Julio Abreu
Professor titular de Pneumologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e do Revisamed Preparatório para Residência Médica

FORMAS DE DIAGNÓSTICO

A realização do exame do escarro é uma das principais ações para o diagnóstico da tuberculose. Qualquer um pode adoecer por tuberculose, mas aqueles que vivem com o vírus HIV/AIDS, diabéticos, pessoas que convivem com doentes com tuberculose, pessoas em situação de rua ou privados de liberdade estão entre os grupos de maior risco de adoecimento.

A Tuberculose tem cura, o tratamento é gratuito e disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Para o êxito do tratamento, é importante que o paciente tome os medicamentos de forma regular (todos os dias) e no tempo previsto (mínimo de 06 meses).

ABANDONO DO TRATAMENTO

O abandono do tratamento é um dos principais desafios para o controle da tuberculose (o percentual de abandono em Minas Gerais foi de 9,5% em 2016, considerado elevado). Trata-se de uma situação grave e pode levar o doente à morte; além de manter a transmissão da doença e ocasionar o aparecimento de bactérias mais resistentes aos medicamentos.

Por isso, é importante sensibilizar a comunidade a respeito da doença, já que o desconhecimento é um dos principais desafios para o seu controle. A pessoa em uso correto dos medicamentos não transmite a doença após 15 dias de tratamento, aproximadamente.

TIRE SUAS DÚVIDAS

A Tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que afeta os pulmões, embora possa acometer outras partes do corpo. A doença tem cura e o tratamento é disponível pelo SUS. O desconhecimento é um dos principais desafios para o seu controle. Por isso, é muito importante sensibilizar a comunidade a respeito da doença. Tire suas dúvidas:

O que é tuberculose?

É uma doença causada por uma bactéria, transmitida pelo ar de pessoa para pessoa, quando um doente fala, tosse ou espirra. Atinge principalmente os pulmões, mas pode afetar também outros órgãos.

  • tosse persistente, com ou sem catarro, por mais de duas semanas, podendo ser acompanhada dos seguintes sintomas:
  • febre, geralmente no final do dia;
  • suor noturno;
  • emagrecimento;
  • falta de apetite;
  • cansaço;
  • dor no peito.

Como é feito o tratamento?

O tratamento é gratuito e deve ser feito por um período mínimo de 06 meses, sendo que os medicamentos devem ser tomados todos os dias e mesmo com a melhora dos sintomas o tratamento não pode ser interrompido.

O comparecimento as consultas mensais no posto de saúde e a realização dos exames de escarro e do teste hiv são fundamentais para o sucesso do tratamento, por isso é importante que um profissional de saúde acompanhe a tomada da medicação pelo paciente (tratamento diretamente observado).

A tuberculose tem cura se o tratamento for realizado até o final.

Como orientar os contatos?

Pessoas que convivem com um doente com tuberculose, na residência ou no trabalho, devem procurar um posto de saúde para avaliação.

Como prevenir a tuberculose?

A vacina bcg protege a criança contra as formas graves da doença. Além disso, manter os ambientes com luz solar e ventilação ajudam na prevenção da doença.

Importante: a melhor forma de evitar a transmissão da doença é fazer o tratamento de forma regular. Após 15 dias de uso dos medicamentos, a maioria dos pacientes com tuberculose não transmitem mais a doença.

Fonte: Ministério da Saúde | Secretária de Saúde de Minas Gerais | Sociedade Brasileira de Pneumologia

hospital e materniadade therezinha de Jesus recebe novos residentes

Hospital de ensino HMTJ recebe novos residentes

Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, 100% SUS, é Acreditado com Excelência pela ONA

O Hospital em Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), em Juiz de Fora – MG -, recebeu um novo grupo de médicos para os programas de residência médica da instituição, que tiveram início em 11/03. O processo de seleção do HMTJ contou com a participação de profissionais de 25 faculdades diferentes do país.

Os programas de residência do HMTJ são reconhecidos nacionalmente por ser o HMTJ um dos poucos hospitais de ensino do Brasil e 100% SUS, Acreditado com Excelência no nível máximo pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).

Neste último processo para os programas de residência médica, foram oferecidas 39 vagas nas diversas especialidades médicas. Veja:

  • Anestesiologia – 4 vagas
  • Cirurgia Geral – 4 vagas
  • Clínica Médica – 10 vagas
  • Medicina de Família e Comunidade – 2 vagas
  • Neurologia – 1 vaga
  • Ginecologia e Obstetrícia – 3 vagas
  • Ortopedia e Traumatologia – 3 vagas
  • Pediatria – 4 vagas
  • Cardiologia – 2 vagas
  • Medicina Intensiva – 2 vagas
  • Neonatologia – 2 vagas

Saiba como escolher a sua residência médica

Revisamed lança campanha para o Carnaval

Curso para Residência Médica orienta sobre a saúde durante a folia

O curso preparatório para residência médica Revisamed preparou uma campanha toda especial para o Carnaval 2019. Com peças para as redes sociais facebook e instagram, o Revisamed dá dicas para que o folião aproveite a festa sem perder a saúde. E entre um bloco e outro, algumas questões de provas para não perder o ritmo dos estudos preparatórios para as provas de residência.

Entre os posts com dicas para não comprometer a saúde nestes quatro dias de Carnaval, o Revisamed orienta para o uso de filtro solar para quem vai curtir o carnaval na praia, manter uma alimentação saudável e balanceada, nunca ficar muito tempo – mais de quatro horas – sem se alimentar e, é claro, manter o corpo hidratado.

O Revisamed também reforça a campanha do Ministério da Saúde, alertando para a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), especialmente a Aids. Este ano o slogan é “Pare, pense e use camisinha”. Entre as ações, serão distribuídos 12 milhões de preservativos masculinos com uma nova identidade visual, que mira principalmente os homens de 15 a 39 anos (e que almeja frear a disseminação da aids). Além das camisinhas, serão distribuídos materiais informativos.

Segundo o Ministério da Saúde, os números do HIV no Brasil, que demonstram aumento entre jovens, são muito importantes para a conscientização do grande desafio da saúde pública. Entre brasileiros de 20 a 24 anos do sexo masculino, a taxa de detecção desse vírus cresceu 133% entre 2007 e 2017. E 73% dos novos casos de Aids atingem os homens de 15 a 39 anos.

Acompanhe a campanha do Revisamed nos endereços:

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