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insuficiência cardíaca crônica

Insuficiência cardíaca crônica: veja questão comentada

Vídeo questão comentada: o tema é insuficiência cardíaca crônica.

Questão

Sobre a insuficiência cardíaca crônica é correto afirmar que:

Alternativas

I – A classificação funcional proposta pela New York Heart Association, com base na intensidade dos sintomas, apresenta pouco correlação com a melhor proposta terapêutica

II – A classificação por estágios, com base na progressão da doença, possibilita uma compreensão evolutiva com a doença, permitindo a atuação preventiva, terapêutica ou para procedimentos especializados e cuidados paliativos

III – A definição da etiologia permitirá melhor prognóstico, independentemente  do tratamento realizado, de acordo com a sua classificação funcional

IV – A determinação dos níveis de peptídeo natriurético tipo B tornou o seu tratamento mais preciso com relação à avaliação clínica pela classificação funcional proposta pela  New York Heart Association

V- O peptídeo natriurético tipo B não tem se mostrado um preditor prognóstico para reinternação e/ou morte nos pacientes com insuficiência cardíaca.

Resposta

II – A classificação por estágios, com base na progressão da doença, possibilita uma compreensão evolutiva com a doença, permitindo a atuação preventiva, terapêutica ou para procedimentos especializados e cuidados paliativos

Comentário do especialista

A classificação em estágios de A a D permite identificar pacientes do tipo A, que são aqueles com risco de desenvolver ICC e, assim, promover a prevenção.

 

úlcera péptica perfurada

Tratamento de úlcera perfurada. Veja questão comentada

      Tratamento de úlcera perfurada: questão comentada Revisamed

Um homem de 47 anos é admitido no pronto-socorro com queixa de dor abdominal há 3 dias, com piora súbita há 8 horas.Conta uso de diclofenaco ( 3 comprimidos ao dia) há 1 semana, por dor lombar após esforço físico. Refere ser nervoso, mas nega antecedente mórbido.

Ao exame, apresentava-se gemente, taquicardíaco, com abdome “em tábua”. O raio X revela pneumoperitônio. Foi feita laparotomia exploradora cujo achado foi úlcera na região do pré-pilórica com perfuração de 0,3 cm, sem calo ulceroso palpável, com líquido turvo na cavidade peritoneal.

Das alternativas a seguir, a melhor para o caso é:

Alternativas

A) Debriamento da borda da úlcera seguido de ulcerorrafia e vagotomia troncular

B) Ulcerorrafia com procedimento de Graham modificado e uso de bloqueadores de bomba de prótons

C) Gastrectomia parcial e gastroduodenostomia associado ao uso de bloqueadores de bomba de prótons

D) Gastrectomia parcial e gastrojejunostomia

E) Gastrectomia parcial e reconstrução à Billroth II associado ao uso de bloqueadores de bomba de prótons

Resposta

B) Ulcerorrafia com procedimento de Graham modificado e uso de bloqueadores de bomba de prótons

Comentário

O tratamento cirúrgico da úlcera perfurada vai variar de acordo vai variar de acordo com o estado clínico do paciente e do grau de contaminação da cavidade. No paciente estável e sem grande contaminação da cavidade, além do tratamento da perfuração, pode-se optar pelo tratamento cirúrgico da doença péptica: ex: antrectomia e vagotomia). Nos casos de instabilidade clínica, ou contaminação importante da cavidade, (caso da questão), opta-se por uma abordagem mais rápida, com fechamento da perfuração. Além da ulcerorrafia, é indicato o revestimento da linha de sutura com segmento epiploico ( epiploplastia Graham). Em todos os casos, o tratamento clínico de suporte e o uso de IBP estão indicados.

 

 

pressão arterial

Questão comentada de residência médica aborda pressão alta

Veja mais uma questão comentada de residência médica com a apresentação de um caso clínico. Além dos medicamentos disponíveis atualmente, é imprescindível adotar um estilo de vida saudável como forma de prevenir a hipertensão arterial. A pressão alta, como é popularmente conhecida, é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. Ela acontece quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90mmHg (ou 14 por 9).

 

Saiba mais sobre a pressão alta

A pressão alta faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo.  A pressão alta é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca.

O problema é herdado dos pais em 90% dos casos, mas há vários fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial, como os hábitos de vida do indivíduo. Acompanhe  mais uma questão comentada de prova de residência médica Revisamed.

Hábitos saudáveis
  • Aproveitar momentos de lazer
  • Abandonar o fumo
  • Moderar o consumo de álcool
  • Evitar alimentos gordurosos
  • Controlar o diabetes
  •  
Causas da pressão alta
  • Fumo
  • Consumo de bebidas alcoólicas
  • Obesidade
  • Estresse
  • Elevado consumo de sal
  • Níveis altos de colesterol
  • Falta de atividade física
  •  

Além desses fatores de risco, sabe-se que a incidência da pressão alta é maior na raça negra, em diabéticos, e aumenta com a idade.

Diagnóstico

Medir a pressão regularmente é a única maneira de diagnosticar a hipertensão. Pessoas acima de 20 anos de idade devem medir a pressão ao menos uma vez por ano. Se houver casos de pessoas com pressão alta na família, deve-se medir no mínimo duas vezes por ano.

FONTE : Ministério da Saúde

 

 

hipertensão arterial sistêmica

Hipertensão arterial sistêmica: tema da questão comentada

A Hipertensão Arterial Sistêmica é uma das doenças de maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, tendo como causas a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, o etilismo, o stress e outras. A sua incidência aumenta com a idade. No Brasil, estima-se que um em cada cinco habitantes seja portador dessa patologia. Veja questão comentada Revisamed.

Especialista comenta questão sobre hipertesão arterial sistêmica

Questão

Um paciente de 40 anos procura a unidade básica de saúde para consulta de rotina. Nega queixas e é tabagista e sedentário. O médico verifica a pressão arterial na técnica adequada e, nas três medidas, realizadas a PA é de 138 x 85 mmHg . Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.

Alternativas

A –  Reavaliar em 1 ano.

B – Reavaliar em dois meses e orientar mudanças no estilo de vida

C – Reavaliar em um ano e orientar mudanças no estilo de vida.

D – Indicar MAPA

E – Reavaliar em 6 meses e orientar mudanças no estilo de vida.

Resposta

E – Reavaliar em 6 meses e orientar mudanças no estilo de vida.

Comentário do especialidade Revisamed

Modificações no estilo de vida podem refletir no retardo do desenvolvimento da pressão arterial sistêmica em indivíduos com pressão limítrofe. Tem também impacto favorável nos fatores de riscos envolvidos no desenvolvimento ou no agravo da hipertensão e devem ser sempre indicadas. Segundo a VII Diretriz  Brasileira de Hipertensão (2016), o período de tempo recomendado para as medidas para a modificação de estilo de vida isoladamente em hipertensos e naqueles com comportamento limítrofe da pressão arterial, com baixo risco cardiovascular, é de, no máximo, seis meses. Em pacientes com riscos médio, alto ou muito alto, independente da pressão arterial, a abordagem deve ser combinada -não medicamentosa e medicamentosa –  para atingir a meta preconizada mais precocemente.

Confira questão comentada de pneumonia adquirida na comunidade

A pneumonia adquirida na comunidade desenvolve-se em indivíduos com pouco ou nenhum contato com instituições ou ambientes médicos. Os patógenos mais comumente identificados sãoStreptococcus pneumoniaeHaemophilus influenzae, bactérias atípicas (i. e., Chlamydia pneumoniaeMycoplasma pneumoniae e Legionella sp) e vírus. Os sinais e sintomas compreendem febre, tosse, produção de escarro, dispneia, taquipneia e taquicardia.

Questão comentada Revisamed

Leandro, de 27 anos, saudável, recebe o diagnósticos de pneumonia comunitária, sendo medicado com azitromicina. No 5° dia é reavaliado,estando afebril há 72 horas com estabilidade respiratória e hemodinâmica, mas sem melhora na radiografia de tórax de controle. Das alternativas a seguir, qual deve ser adotada?

Alternativas

A) Manter azitromicina por 7 a 10 dias

B) Associar antibiótico para enterobacterias

C) Considerar tratamento concluído

D) Mudar antibiótico para cefalosporina

E) Mudar o antubiótico para quinolona

Comentário do Especialista

O paciente já está afebril há 72 horas e sem alterações ao exame físico. Não há nem indicação para radiografia de tórax no quinto dia de tratamento em paciente com boa resposta terapêutica. A radiografia pode levar até 4 semana para se normalizar.

Hipótese de Síndrome de Ogilvie. Teste seu conhecimento!

Fernanda, 28 anos, foi submetida a uma operação de cesariana, evoluiu no P.O. com grande distensão abdominal, e dor difusa à palpação, porém sem sinais de irritação peritoneal. Raio X do abdome com grande distensão colônica com diâmetro cecal estimado em 10 cm. Foi levantada a hipótese de síndrome de Olgilvie, sendo tentadas todas as medicas clínicas iniciais sem sucesso. A medida mais apropriada agora é: …

Saiba mais sobre a Síndrome de Ogilvie

A Síndrome de Ogilvie ou pseudo-obstrução aguda do cólon é uma entidade rara, que geralmente ocorre em pacientes hospitalizados portadores de alguma doença clínica ou cirúrgica. É caracterizada principalmente por acentuada distensão do grosso intestino com ausência de qualquer mecanismo de obstrução mecânica. Se este processo não for de alguma maneira interrompido, o ceco, que é a área que atinge maior grau de dilatação, poderá romper-se e conseqüentemente evoluir para um gravíssimo quadro de sepse abdominal.

Síndrome Ogilvie foi descrita em 1958

Descrita pela primeira vez em 1948 por Heneage Ogilvie, esta síndrome, que leva seu nome, permanece até hoje com sua exata fisiopatologia ainda desconhecida, parecendo ser conseqüência de alguma alteração no equilíbrio dos estímulos simpático e parassimpático, da inervação autônoma dos cólons. A dificuldade em estabelecer sua real incidência, também foi relatada por Stephenson e col, em decorrência de que alguns casos podem ter resolução espontânea.

   As mais variadas formas de doenças têm sido descritas na literatura como sendo capazes de ocasionar as alterações que desencadeiam este problema. Cirurgia recente em qualquer órgão ou sistema,, queimaduras, trauma miocardiopatia severa, infarto, septicemia, entre outras, foram as mais citadas. A Síndrome de Ogilvie é mais relatada em pacientes idosos, independentemente da raça e com predomínio no sexo masculino. O quadro clínico é caracterizado pela distensão abdominal aguda, progressiva e universal.

Náuseas, vômitos, parada de eliminação de flatos e fezes e hipertimpanismo à percussão também compõem o quadro. A ausculta do abdômen traduz como regra uma diminuição de peristaltismo tanto no timbre quanto na sua freqüência. A palpação mostra sensibilidade aumentada, porém quando associada a sinais de irritação peritoneal, a possibilidade de isquemia ou ruptura do ceco deve ser sempre considerada. Outros sinais ou sintomas que indicam esta complicação são febre alta, agravamento da dor e leucocitose.

Radiologicamente observa-se acentuada distensão entérica principalmente as custas de todo o intestino grosso, porém sem nenhuma evidência de obstrução mecânica. Ainda pelo exame radiológico podemos mensurar a área do ceco, que quando atinge a marca de 12 cm, aumenta em muito a possibilidade de ruptura2 deste segmento. O diagnóstico é feito por exclusão, baseado nos achados clínicos e exames complementares de imagens, devendo sempre afastar qualquer processo oclusivo de natureza mecânica.

Abordagem terapêutica

A abordagem terapêutica desta enfermidade é eminentemente clínica fundamentada na reposição hidroeletrolítica adequada, na aspiração por cateterismo nasogástrico e no tratamento da doença básica. Medicamentos que possam diminuir o peristaltismo devem ser descartados. O uso de parassimpático mimético obtém resultados satisfatórios, segundo Ponec, Laine, e Stephson .

Entretanto, estes autores chamam a atenção para os efeitos colaterais que estes fármacos podem acarretar (bradicardia, broncoespasmo, aumento da salivação e das secreções das vias aéreas entre outras), e advertem ainda que devam ser contra indicados em pacientes com infarto do miocárdio, ou em uso de betabloqueadores.

Foto mostra imagens de exames de imagens com o médico apontando uma caneta para uma das imagens
Com o Caiu na Prova do Revisamed, você acompanha as questões de residência médica

A colonoscopia é de grande importância nestes pacientes, pois além de confirmar a inexistência de processo obstrutivo mecânico, pode ainda propiciar a aspiração do conteúdo dos cólons, diminuindo assim o grau de distensão abdominal. Entretanto, este procedimento além de fracassar em cerca de 40% dos casos não é isento de riscos. A dificuldade técnica em realizá-lo devido à ausência de preparo e a grande distensão do intestino pode ter como conseqüência uma perfuração colônica.

Nos casos em que fracassam a abordagem clínica ou colonoscopia, ou ainda em vigência de sinais e sintomas compatíveis com isquemia ou perfuração do ceco, a laparotomia exploradora se faz necessária. A abordagem mais utilizada tem sido a cecostomia com tubo. Entretanto nos pacientes com isquemia ou ruptura do ceco, impõe-se a ressecção da área isquêmica ou perfurada.

Fonte: Sociedade Brasileira de Patologia Clínica – SBPC

questão comentada de pneumoloiga

Questão comentada de Pneumologia Revisamed

Teste seu conhecimento e veja comentário do especialista

Questão comentada de Pneumologia. Um paciente de 70 anos, que mora com a família, procura a Emergência com queixa de febre de 38ºC há 2 dias, tosse produtiva com catarro amarelado e espesso e dor na base do hemitórax esquerdo ao respirar profundamente. Com antecedentes de tabagismo, afirma que deixou de fumar há 10 anos. No exame físico do tórax, observam-se estertores crepitantes na base do pulmão esquerdo. Além disso, tem FR = 24IRPM, FC = 105bpm e PA = 110 x 70mmHg. Com relação ao diagnóstico, é correto afirma que… Confira o video abaixo.

 

Saiba mais sobre a Pneumonia

A pneumonia é uma infecção que se instala nos pulmões, órgãos duplos localizados um de cada lado da caixa torácica. Pode acometer a região dos alvéolos pulmonares onde desembocam as ramificações terminais dos brônquios e, às vezes, os interstícios (espaço entre um alvéolo e outro).

questão comentada de pneumoloiga

Basicamente, pneumonias são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante (bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa.

Esse local deve estar sempre muito limpo, livre de substâncias que possam impedir o contato do ar com o sangue. Diferentes do vírus da gripe, que é altamente infectante, os agentes infecciosos da pneumonia não costumam ser transmitidos facilmente.

Sintomas:

  • febre alta;
  • tosse;
  • dor no tórax;
  • alterações da pressão arterial;
  • confusão mental;
  • mal-estar generalizado;
  • falta de ar;
  • secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada;
  • toxemia (danos provocados pelas toxinas carregadas pelo sangue);
  • prostração (fraqueza).

Fatores de risco:

  • fumo: provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos;
  • álcool: interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório;
  • ar-condicionado: deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias;
  • resfriados mal cuidados;
  • mudanças bruscas de temperatura.

Diagnóstico: 

Exame clínico, auscultação dos pulmões e radiografias de tórax são recursos essenciais para o diagnóstico das pneumonias.

Tratamento:

O tratamento das pneumonias requer o uso de antibióticos e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. A internação hospitalar pode fazer-se necessária quando a pessoa é idosa, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, tais como: comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, dificuldade respiratória caracterizada pela baixa oxigenação do sangue porque o alvéolo está cheio de secreção e não funciona para a troca de gases.

Recomendações:

  • não fume e não beba exageradamente;
  • observe as instruções do fabricante para a manutenção do ar-condicionado em condições adequadas;
  • não se exponha a mudanças bruscas de temperatura;
  • procure atendimento médico para diagnóstico precoce de pneumonia, para diminuir a probabilidade de complicações.


IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.

Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde – Ministério da Saúde