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Pesquisa aponta razão entre médico especialista e generalista no Brasil

Expansão de programas de residência contribui para maior número de médicos especialistas

Dos 452.801 médicos em atividade no Brasil, 62,5% têm um ou mais títulos de especialista e os outros 37,5% não têm título algum. São 282.298 especialistas e 169.479 generalistas (médicos sem título de especialista). A razão corresponde a 1,67 especialista para cada generalista. Entre 2015 e 2017 foram acrescidos 53.436 médicos com títulos de especialista.

Os dados são do estudo Demografia Médica 2018, pesquisa que permite afirmar que o número de especialistas vem crescendo no país, sobretudo em função da expansão de programas e vagas de residência médica. Veja pesquisa em https://www.revisamed.com.br/blog/demografia-medica-2018/

A pesquisa considera apenas os dois caminhos oficiais que levam o médico a ser reconhecido como especialista no Brasil: a conclusão de programa de residência médica e a obtenção de título via Sociedade de Especialidade Médica. São considerados os médicos com títulos em 54 especialidades médicas reconhecidas, em vários cenários (por estado, região, sexo, faixa etária e número de títulos por especialidade).

Confira

  • Região Sul: 2,27 especialistas para cada generalista
  • Região Nordeste: 1,34 especialistas para cada generalista
  • Região Norte 1,06: 1,06 especialista para cada generalista
  • Região Centro-Oeste: 1,93 especialistas para cada generalista
  • Distrito Federal: 2,76 especialistas para cada generalista
  • Região Sudeste: 1,68 especialista para cada generalista

Em 5 anos, número de médicos aumentou 665%

Em todo Brasil, a maior concentração de médicos especialistas está no Distrito Federal. O Sudeste tem praticamente a mesma taxa do Brasil como um todo, que é 1,67. O mesmo estudo constatou que nunca houve um crescimento tão grande da população médica no Brasil num período tão curto de tempo. Em pouco menos de cinco décadas, o total de médicos aumentou 665,8%, ou 7,7 vezes. Por sua vez, a população brasileira aumentou 119,7%, ou 2,2 vezes.

No entanto, esse salto não trouxe os benefícios que a sociedade espera. Apesar de contar, em janeiro de 2018, com 452.801 médicos (razão de 2,18 médicos por mil habitantes), o Brasil ainda sofre com grande desigualdade na distribuição da população médica entre regiões, estados, capitais e municípios do interior.

Estes e outros dados constam da pesquisa Demografia Médica 2018, realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com o apoio institucional do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

(Fonte: Pesquisa Demografia Médica 2018)

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