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Nefrologia – especialidade exige muito estudo e dedicação

Série Revisamed destaca Nefrologia

Para se tornar um Nefrologista, médico especializado nas doenças do sistema urinário, principalmente doenças relacionadas ao rim, são necessários em torno de dez anos de estudos, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia. Em texto publicado no site, a entidade explica que o tempo estimado para se tornar um profissional desta área é dividido em seis anos do curso de graduação, dois anos de residência médica ou estágio em clínica médica e mais dois anos de residência ou estágio na especialidade de nefrologia.

É comum, segundo a SNB, as pessoas confundirem as diferenças entre nefrologia e urologia, até porque são páreas que se complementam. A Nefrologia é a especialidade médica que trata dos problemas clínicos dos rins e a Urologia é a especialidade cirúrgica que lida com o trato urinário. Em resumo, explica o texto da SBN, é possível dizer que quando não há necessidade de cirurgia, quando os tratamentos para doenças clínicas do sistema renal podem ser tratadas com medicamentos, o médico indicado para o tratamento é o nefrologista.

QUAIS TIPOS DE DOENÇA SÃO TRATADOS PELO NEFROLOGISTA?

A principal doença tratada pelo nefrologista é a insuficiência renal, que ocorre quando o paciente tem as funções básicas realizadas pelos rins comprometidas. A insuficiência pode ser aguda, quando os rins deixam de funcionar adequadamente por algum tempo, em função de uma lesão, por exemplo, ou crônica, quando a perda das funções ocorre de maneira gradual e permanente.

 Mas existem ainda outros tipos de doenças, cujo tratamentos ficam sob os cuidados do especialista em nefrologia, como complicações renais de doenças autoimunes, hipertensão arterial, infecção urinária, cálculo renal de repetição, além de alterações dos sais minerais do sangue e do metabolismo acidobásico, entre outras.

Outros funções na especialidade de nefrologia

Outras funções muito importantes do médico nefrologista são o acompanhamento e tratamento dos pacientes que, devido ao avançado estado de insuficiência renal, são obrigados a fazer hemodiálise e, ainda, os cuidados aos pacientes após a realização de um transplante renal.

A cirurgia do transplante é realizada pelo urologista, mas é o nefrologista que indica o transplante, prepara o paciente, escolhe o doador, em caso de doador vivo, e é responsável pelos cuidados no período pós-cirúrgico.

Entre as diversas atividades de um médico nefrologista, pode-se destacar:

  • Prevenção de doenças renais;
  • Prevenção de doenças renais;
  • Diagnóstico e tratamento de hipertensão arterial (pressão alta);
  • Diagnóstico e tratamento de infecções urinárias;
  • Diagnóstico e tratamento de nefrites;
  • Diagnóstico e tratamento de litíase renal (pedra nos rins);
  • Diagnóstico e tratamento de doenças renais císticas;
  • Diagnóstico e tratamento da doença renal crônica;
  • Diagnóstico e tratamento da lesão renal aguda;
  • Hemodiálise;
  • Diálise peritoneal;
  • Transplante renal.

DOENÇAS ASSINTOMÁTICAS DIFICULTAM DIAGNÓSTICO PRECOCE

Os poucos sintomas que as doenças renais apresentam em suas fases iniciais dificulta o diagnóstico e tratamento precoces, fatores fundamentais para a cura ou maior qualidade de vida do paciente.

Por isso, quando o trabalho o nefrologista é realizado logo no início do desenvolvimento das doenças renais, isso é revertido em resultados primordiais para a saúde e o bem-estar do paciente como controle da pressão arterial, diminuição de doenças associadas à falência renal e da perda de função renal ao longo dos anos – dependendo do caso, é possível controlar a doença e eliminar a necessidade de hemodiálise.

 E o primordial, maior chance de cura, caso a causa da insuficiência renal tenha tratamento.

DIA MUNDIAL DO RIM

Com o tema “Saúde dos Rins Para Todos”, a Sociedade Brasileira de Nefrologia participa das ações do Dia Mundial do Rim, comemorado em 14 de março. Estima-se que haja atualmente no mundo 850 MILHÕES DE PESSOAS com doença renal, decorrente de várias causas. A Doença Renal Crônica (DRC) causa pelo menos 2,4 milhões de mortes por ano, com uma taxa crescente de mortalidade.

A Injúria Renal Aguda (IRA), um importante fator de risco para DRC, afeta mais de 13 milhões de pessoas no mundo, sendo que 85% desses casos ocorrem em países de baixa e média renda. Estima-se que cerca de 1,7mi morram anualmente por causa da IRA no mundo.

É importante considerar que a DRC e a IRA são condições impactantes para o aumento da morbidade e mortalidade de outras doenças, em função dos seus fatores de risco, como diabetes, hipertensão e da presença de infecções por hepatites, HIV, malária e tuberculose presente em muitos lugares do mundo. Em crianças, a DRC e a IRA também implicam em uma morbidade e mortalidade significativas.

DESAFIOS PARA A SAÚDE RENAL: DISPARIDADES E ACESSO

Apesar do crescente diagnóstico de doenças renais, em todo o mundo, a disparidade e a desigualdade na saúde renal ainda são comuns. A DRC e a IRA frequentemente são agravadas pelas condições sociais, discriminação de gênero, falta de informação em relação às doenças renais, riscos ocupacionais, poluição do meio ambiente entre outros fatores.

O transplante é considerado o tratamento com melhor relação custo-benefício para a DRC. No entanto, o procedimento cirúrgico, a infraestrutura, a exigência de equipes altamente especializadas, disponibilidade de doadores de órgãos, necessidade de diálise durante a espera (quando não é possível o transplante preemptivo), requisitos legais e o viés cultural existente em muitos países contra a doação de órgãos, representam importantes barreiras, tornando a diálise a única opção viável.

Politicas e estratégias para doenças não transmissíveis

Embora as políticas e estratégias nacionais para doenças não transmissíveis (DNTs), em geral, estejam presentes em muitos países, políticas específicas direcionadas para o rastreamento (screening), a prevenção e o tratamento de doenças renais são muitas vezes inexistentes. Mais da metade (53%) dos países que têm uma estratégia abrangente de DNTs não têm diretrizes ou estratégias de gestão para melhorar o atendimento das pessoas com DRC (seja especificamente ou dentro de uma estratégia mais ampla sobre DNT).

NOVA MISSÃO

Este ano, o Dia Mundial do Rim se propõe a aumentar a conscientização sobre a alta e crescente presença de doenças renais em todo o mundo e a necessidade de estratégias para a prevenção e o gerenciamento de doenças renais.

A saúde do rim para todos, em qualquer lugar, propõe uma cobertura universal de saúde para prevenção e tratamento precoce da doença renal.

O objetivo final desta política é o de promover a saúde da população, garantindo o acesso universal, sustentável e equitativo provendo os cuidados essenciais, e de alta qualidade na saúde, e permitindo a acessibilidade à informação e tratamento da doença renal nos diferentes grupos socioeconômicos.

Especificamente, o DMR alerta e conclama a todos para defenderem medidas concretas em todos os países para melhorar os cuidados dos rins, entre elas destacam-se:

  • Incentivar e adotar estilos de vida saudáveis (acesso à água potável, exercícios, dieta saudável, controle do tabagismo. Muitos tipos de doenças renais podem ser prevenidos, retardados e/ou controlados quando medidas apropriadas de prevenção estiverem em vigor.
  • Fazer o rastreio (screening) de doenças renais e uma intervenção de cuidados de saúde primários incluindo o acesso a ferramentas de identificação (por exemplo, análises de sangue (como a dosagem da Creatinina) e exames de urina. O rastreamento de indivíduos de alto risco e o diagnóstico e tratamento precoces são eficazes em termos de custo para prevenir ou retardar doenças renais em estágio terminal.
  • Garantir que os pacientes com doenças renais, mesmo quando desprovidos de condições financeiras, recebam os serviços básicos de saúde que necessitam (por exemplo, o controle da pressão arterial e do colesterol, acesso aos medicamentos essenciais) para retardar a progressão da doença.
  • Apelar ao poder público que implante e aprimore políticas transparentes que regulem o acesso universal e sustentável a serviços avançados de cuidados de saúde (por exemplo, diálise e transplantes) e uma melhor proteção financeira aos centros de tratamento à medida que mais recursos se tornem disponíveis.
  • Quebrar barreiras socioeconômicas e expandir o acesso a serviços abrangentes para atender às necessidades da população é essencial para garantir uma atenção equitativa aos rins e aumentar a qualidade.

A SBN, organizadora do Dia Mundial do Rim no Brasil, convoca todos os profissionais da saúde para atuarmos juntos no que concerne a essas diretrizes mundiais, divulgando tais medidas e promovendo campanhas informativas para a população e os governantes locais.

(Fonte: Sociedade Brasileira de Nefrologia / Reprodução)

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