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O que são programas de residência com acesso direto?

Se você quer sai da faculdade de Medicina e, logo em seguida, enfrentar um concurso para R1, saiba quais são as especialidades com acesso direto. Conheça também as chamadas áreas básicas que são exigidas para os concursos R3.

Já está terminando a faculdade e pensando na carreira médica que vai seguir? Então, o ideal é se preparar para enfrentar as disputadíssimas vagas nos programas de residência. 

Existem especialidades médicas que não exigem pré-requisitos, ou seja, você termina a graduação é já pode começar a residência.

 Isto não significa que você não precisa se preparar. Pelo contrário, a disputa pelas vagas ofertadas é acirrada, especialmente aquelas instituições mais renomadas.

Mesmo se você ainda vai prestar o concurso de residência médica daqui a alguns períodos, é importante se inteirar desde já dos editais e as exigências da instituição que você deseja.

 Em geral, os editais começam a ser divulgados no segundo semestre de cada ano. Tempo duração da residência, as etapas das provas e outros detalhes podem alterar de uma instituição para outra. 

O que são programas de residência médica com acesso direto?

As especialidades com acesso direto não exigem que o médico tenha algum outro pré-requisito ou especialidade prévia. O médico recém-graduado ou mesmo o profissional já formado que deseja se especializar em alguma área, precisa apenas fazer as etapas d e prova exigidas pela instituição, independente do tempo de formação ou de experiência prévia. 

Embora pareça uma situação “mais fácil”, na verdade, ser um R1 exige muita dedicação e estudos. Afinal, a concorrência é grande. Dentro desta mesma linha da não exigência de pré-requisitos, estão as chamadas áreas médicas básicas: clínica médica, clínica cirúrgica, pediatria, ginecologia e obstetrícia. Com uma especialidade básica, o médico poderá fazer uma segunda residência com uma subespecialização.

Há ainda especialização mais, voltadas para diagnóstico e terapia, que também podem ser feitas sem pré-requisitos. Entre elas, estão medicina legal, medicina nuclear, patologia, radiologia e radioterapia.

Outra situação são as áreas mais específicas dentro da especialidade médica com acesso direto. Neste caso estão, por exemplo, as especialidades cirúrgicas, como a neurocirurgia, oftalmologia, ortopedia e traumatologia, e otorrinolaringologia, até especialidades clínicas como dermatologia, genética médica, infectologia, neurologia e psiquiatria.

Vamos lá então conhecer as especialidades médicas com acesso direto.

Especialidades médicas com acesso direito 

Acupuntura  
Alergia e imunologia 
Anestesiologia 
Clínica médica
Cirurgia Geral
Dermatologia
Genética médica
Ginecologia e obstetrícia 
Homeopatia 
Infectologia
Medicina de família e comunidade   
Medicina de Emergência
Medicina do trabalho
Medicina do tráfego 
Medicina esportiva   
Medicina física e reabilitação
Medicina legal 
Medicina nuclear 
Medicina preventiva e social
Neurocirurgia
Neurologia    
Nutrologia   
Oftalmologia
Ortopedia e traumatologia
Otorrinolaringologia
Patologia
Patologia Clínica/Medicina Laboratorial
Pediatria  
Psiquiatria  
Radiologia e Diagnóstico por imagem
Radioterapia 

No artigo Residência Médica: Veja especialidades com mudanças a partir de 2019 você encontra as matrizes de competências das especialidades médicas e algumas mudanças no tempo de duração de alguns programas. 

Especialidades médicas com pré-requisitos

Para se candidatar a um R3, o profissional médico já deverá ter concluído uma especialidade prévia. Da mesma forma, a preparação é essencial, em função da relação candidato/vagas.

R3 pré-requisito em Clínica Médica 

Alergia e Imunologia
Angiologia
Cancerologia/clínica
Cardiologia
Endocrinologia
Endoscopia
Gastroenterologia
Geriatria
Hematologia e Hemoterapia
Nefrologia
Pneumonia
Reumatologia

R3 com pré-requisito em Clínica Cirúrgica

Cirurgia Geral Programa avançado
Cancerologia/cirúrgica
Cirurgia cardiovascular
Cirurgia cabeça e pescoço
Cirurgia do aparelho digestivo
Cirurgia pediátrica
Cirurgia Plástica
Cirurgia Torácica
Cirurgia Vascular
Coloproctologia
Urologia

R3 com pré-requisito em Pediatria

Oncologia pediátrica
Cirurgia pediátrica
Cardiologia pediátrica
Endocrinologia pediátrica
Pneumologia pediátrica
Neurologia pediátrica
Gastroenterologia pediátrica
Infectologia pediátrica
Medicina Intensiva pediátrica
Nefrologia pediátrica
Nutrologia pediátrica
UTI pediátrica
Neonatologia pediátrica
Hebiatria
Hematologia e Hemoterapia pediátrica

No artigo Especialidades Médicas filiadas à Associação Médica Brasileira – AMB você conhece todas as especialidades médicas reconhecidas e filiadas à AMB.

CFM define 55 especialidades e 59 áreas de atuação

Em 2018, o Conselho Federal de Medicina atualizou a relação de especialidades e áreas de atuação médica. Foram mantidas as 55 especialidades e 59 áreas de atuação já reconhecidas anteriormente. Porém, as ocorreram mudanças na lista de áreas de atuação.

A resolução criou a área de Medicina Aeroespacial e extinguiu a de Medicina de Urgência. Na verdade, essa última foi incorporada à especialidade de Medicina de Emergência, criada em anos anteriores. Nas demais áreas de atuação e especialidades, não houve mudanças em nomenclaturas, mas algumas terão alterações no seu período de formação.

As novas regras estabelecem que os três anos para a formação de novos pediatras e cirurgiões gerais serão exigidos a partir de 2020 e não a partir de 2019, como previsto anteriormente. Também acrescentou que, a partir de 2020, a residência em Clínica Médica deverá ser de três anos. A resolução ampliou, ainda, para cinco anos o tempo necessário para a formação do cirurgião cardiovascular.

A determinação do CFM também definiu a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, respectivamente, como as responsáveis por realizar os concursos para a obtenção de títulos nas duas especialidades. Além das provas aplicadas pelas sociedades, os candidatos a especialistas também poderão cursar os programas de residência médica, cuja duração varia de acordo com a especialidade.

Formada por representantes do CFM, da Associação Médica Brasileira (AMB) e do Ministério da Educação, representado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), a CME tem a competência para, periodicamente, atualizar a lista de especialidades médicas e de áreas de atuação, além de estabelecer as regras para a formação de especialistas. Segundo a AMB é natural que ocorra essa atualização, já que novas especialidades e áreas de atuação podem surgir, assim como algumas podem desaparecer ou se transformar.

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