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como estudar para as provas de residencia

Como estudar para as provas de Residência Médica?

Para passar na prova de Residência Médica é preciso estudar do jeito certo! O curso Revisamed ajuda a você a organizar os seus estudos dentro das melhores estratégias de aprendizagem.

Um dos grandes diferenciais do curso online Revisamed é o de utilizar estas estratégias que garantem uma aprendizagem qualificada.

Com métodos adequados, você terá condições de utilizar o conhecimento adquirido para passar nas provas da residência médica escolhida e também para ser um profissional destacado no mercado. Além de saber escolher a residência, você precisa se dedicar.

Nesta entrevista,  Júlio Abreu, o coordenador médico educacional do Revisamed, mostra alguns dos pontos fundamentais para que você organize seus estudos e aprenda dentro das melhores estratégias de aprendizagem.

Pensamento focado e distrações, processo de memorização, da organização do pensamento, tempo ideal de estudo, as pausas que devem ser feitas e a importância do sono são temas que você vai conhecer, agora, e que podem fazer a diferença na sua preparação para as provas de residência médica.

Pode ter certeza: estas estratégias de aprendizagem vão contribuir muito para o seu sucesso nas provas de Residência Médica.

Vamos lá? Antes leia esta frase e reflita:

“A intenção de aprender só é produtiva se associada a boas estratégias de aprendizagem”  ( Allan Baddeley)

pensamento focado: o jeito correto de estudar
Júlio Abreu: “permanecer focado em um assunto é aprender de verdade. O grande desafio é vencer as distrações”
O que é pensamento focado e qual a sua importância durante o período de estudo para a residência médica?

Dr. Júlio Abreu – Para aprender é preciso que você esteja em pensamento focado. Permanecer focado em um assunto é aprender de verdade. Porém, o grande desafio é vencer as distrações. Podemos classificar as distrações como internas e externas.

Quais as diferenças entre estas distrações?

JA – As distrações internas são os nossos pensamentos que desviam a nossa atenção. Já as distrações externas são as de fora e têm como maior exemplo o telefone celular. E que poder de desviar a nossa atenção ele tem! A boa notícia é que existem técnicas que nos ajudam a afastar essas distrações e voltar ao pensamento focado no estudo.

O senhor pode falar mais um pouco sobre as distrações?

JA – Quando a gente fala que o nosso pensamento nos distrai e ao mesmo tempo, estamos tentando ficar focados, parece que é um paradoxo. Mas nós nunca paramos de pensar. A mente de todos funciona de maneira continuada. A grande questão é que, na maioria das vezes, você está pensando em coisas que não estão acontecendo.

E qual o segredo de se manter focado no estudo para as provas de residência médica?

 JA – O grande segredo do foco é você pensar no que está acontecendo. Esta é a técnica usada na meditação. A meditação ajuda muito a pessoa a ter atenção plena, o chamado “mindfulness”, termo que já é muito conhecido e tem sido traduzido para o português como “atenção plena”. Ficar focado é isto: é você pensar no presente.

E o que fazer para “fugir” do pensamento que nos distrai?

JA – Alguns estudantes sempre perguntam como fazer quando tem um pensamento recorrente. Uma maneira é pegar uma folha de papel e deixar ao lado da sua mesa de estudo. Quando você for tomado por um pensamento externo, você anota e volta para o pensamento focado no estudo.

Esta pausa para anotar não compromete o pensamento focado?

JA – Não porque você anota e se livra do pensamento recorrente. Esta pequena pausa vai fazer você voltar ao pensamento focado. Em resumo, a atenção plena é estar no momento presente. E é isto que o estudante vai precisar muito na hora em que estiver fazendo uma prova de residência médica. Ele precisa estar presente só naquele momento.

E as distrações externas?

JA – A distração externa é o que vem de fora, como uma conversa na sala ao lado. No entanto, hoje, a principal distração externa é o telefone celular. Nossa dependência ao aparelho chega a ser comparada à dependência de drogas. Nós estamos o tempo todo sendo estimulados a olhar o celular.

E mesmo importante deixar o celular de lado?

JA – Quando falamos que é preciso ficar em pensamento focado, meia hora sem olhar o celular, e que o ideal é que nas primeiras pausas do estudo você também não veja o celular, podemos achar que é teórico demais, por ser muito difícil. Porém, isto é muito importante. Já existe uma base grande de evidências mostrando que se você usa o telefone celular durante a pausa, você gasta muito mais tempo para voltar ao pensamento focado. Até navegar na internet causa muito menos transtorno quando você não está usando o telefone celular.

E como contornar esta “dependência” ao celular durante o estudo para a residência médica?

JA – A dica é não usar o telefone na primeira e nem na segunda pausa dos estudos. Na terceira, você pode dar uma olhada, porém, sempre buscar ver apenas aquilo que você considera mais importante, como suas mensagens ou o seu Instagram. Sempre estipule também um tempo para não se perder e voltar ao pensamento focado mais rapidamente.

 

“A memória é uma aplicação que, ao contrário das aplicações financeiras, quanto mais se resgata, mas se armazena”

 

como estudar para residencia medica
O nosso aprendizado se dá através da utilização das memórias. Utilizados memórias de trabalho, de curto e de longo prazos
Em relação a memória. É verdade que existem diferentes tipos de memória e qual a relação delas com o aprendizado?

JA – O nosso aprendizado se dá através da utilização das memórias. De uma maneira geral funciona assim: no primeiro contato com um assunto usamos a memória de trabalho. Depois, a memória de curto prazo e, finalmente, a memória de longo prazo. A partir daí você tem material disponível para resgate, ou seja, a informação que você vai precisar para fazer as provas de residência médica.

Qual o papel de cada uma das memórias, começando pela memória de trabalho?

JA – Para ficar mais fácil a compreensão do papel de cada memória, entenda que a memória de trabalho é a de entrada, que precisa de pensamento focado, mas possui pouco espaço de armazenamento. Ela é importante porque, usando estratégias adequadas de aprendizagem, é ela que vai levar o material para a memória de curto prazo.

E a memória de curto prazo…

JA – A memória de curto prazo já tem um espaço maior de armazenamento. Esta memória, geralmente, o estudante usa para fazer provas durante o curso de graduação. Vou exemplificar: você tem uma prova de Cardiologia na quarta-feira. No domingo antes, você começa a estudar e vai até terça-feira pela manhã, se a prova for à tarde. Qual a estratégia você usa para estudar? Repetição massiva. Você vai repetindo o conteúdo seguidas vezes. Na sequência, na quinta-feira, por exemplo, você tem uma prova de Pneumologia. Então, o que você faz? Começa a estudar na terça a noite e, assim, desloca todo o conteúdo de Cardiologia da memória de curto prazo. Tudo que havia estudado…  No final da semana, certamente você já não saberá praticamente nada do que estudou em Cardiologia e muito pouco da Pneumologia.

A técnica de repetição então não é aconselhável para quem está estudando para residência médica?

JA – Esta técnica, da repetição massiva, pode ser muito boa para você fazer provas durante o curso. Mas nos concursos de residência médica você precisa usar a memória de longo prazo. Então, você precisa transferir a memória de curto prazo para a memória de longo prazo. É esta memória que você vai precisar na prova de residência médica.

E como resgatar tudo o que você estudou ao longo do curso e que está armazenado na memória de longo prazo?

JA – De fato não basta apenas levar o conhecimento adquirido para a memória de longo prazo. Este material precisa ser resgatável. Veja bem: você vai fazer uma prova de residência daqui a oito ou dez meses e vai estudar só colocando material na memória de curto prazo? Isto é impossível. É neste ponto que entram as estratégias de aprendizagem do Revisamed. O curso coloca à disposição dos estudantes flashcards, caderno digitais de perguntas e respostas e questões comentadas por especialistas, ambas de cada assunto estudado, slides, videoaulas, podcast, tudo trabalhado metodicamente para que prepare, de fato, o estudante para as provas de residência médica e otimize o seu tempo. E, mais: os materiais do Revisamed são todos organizados com um lógica que otimiza o tempo do estudante.

É preciso estudar muito, certo? Mas como ficam os descansos e as pausas? Eles também são importantes?

JA – A Neurociência estabelece que uma pessoa consegue ficar com pensamento focado, em um único assunto, em torno de 30 minutos. Depois deste tempo, a cabeça precisa de um descanso, de uma pausa. Inicialmente, esta pausa precisa ser de 5 a 10 minutos entre cada módulo de estudo. Posteriormente, quando vão se prolongado as horas de estudo, devemos aumentar também o tempo das pausas.

importância do sono durante os estudos para a residência médica
Muitos estudantes cortam o sono na fase em que se aproximam as provas. Isto pode ser catastrófico. Sem sono, sem chances.
Mas não há um consenso sobre este tempo produtivo de 20 a 30 minutos?

JA – De fato há muita discussão em torno do assunto. É possível que você consiga estudar mais de 30 minutos direto, ao invés do estabelecido pela Neurociência. Aliás, este tempo de 30 minutos é chamado de “pomodoro”. O cientista italiano Francesco Cirillo usou um timer em formato de tomate, muito usado nas cozinhas italianas, para marcar este tempo produtivo, daí o nome. Mas voltando à questão, pode ser que seu “pomodoro” seja de 50 minutos. Porém, mais do que isto, duas horas, por exemplo, é quase impossível. O que pode estar havendo é uma ilusão de que você está em pensamento focado. Isto é comprovado com os estudos da Neurociência. Portanto, há um consenso de que o tempo ideal de pensamento focado é de 30 minutos. Em resumo, quanto mais unidades de pensamento focado, pausas maiores você vai fazendo.

 

“O que vem fácil vai fácil” ( sabedoria popular)

 

E depois do almoço, quando dá aquela vontade quase irresistível de dormir? O que fazer?

JA – Além de fazer uma pausa maior para almoçar, obviamente, depois do almoço você pode até tirar um cochilo, mas nunca superior a 20 minutos. É importante que você saiba que o ideal é você dormir 8 horas de sono diárias. Se você dormir este tempo, provavelmente não vai sentir a necessidade do cochilo. Mas caso precise, nunca exceda a 20 minutos, porque é um tempo que você não entra em sono profundo e certamente vai acordar melhor para estudar.

E o sono à noite. É essencial dormir oito horas diárias?

JA – Quando você acorda duas horas mais cedo para estudar você está ganhando este tempo? Com certeza que não. O sono protege o seu aprendizado do dia anterior e te prepara para o bom aproveitamento do estudo no dia seguinte. É importante sabermos que temos dois estágios de sono: o estágio REM (em inglês, movimento rápido dos olhos) e o sono não REM. Este último, por sua vez, é dividido em quatro estágios 1, 2, 3 e 4. São ciclos do sono. Quando dormimos, fazemos ciclos de 90 minutos e, neles, a pessoa vai ter a participação do sono REM e dos estágios do sono não REM. Nestes estágios, a característica interessante é que não são iguais ao longo da noite.

Como são estes estágios de sono?

JA – Nas primeiras horas da noite predominam os estágios mais profundos do sono, os estágios 3 e 4. À medida que as horas avançam, eles vão diminuindo e o sono REM vai aumentando. Da mesma forma, os estágios 2 e 3 do sono não REM.  À medida que a noite avança eles vão aumentando, principalmente nas últimas duas horas de sono. Em resumo, nas primeiras quatro horas predomina o sono profundo – não REM – nas últimas 4 horas de uma noite de sono de 8 horas, que é o ideal, predomina o sono não REM estágio 2 e o sono REM.

E qual é a relação entre os estágios de sono e o aprendizado e o estudo para as provas de residência médica?

JA – O sono profundo, não REM nos estágios 3,4, é fundamental para a consolidação da memória. É quando ocorre a passagem da memória de curto prazo para a memória de longo prazo. Aqui, no sono profundo, podemos dizer  que é o botão “save”, para gravar a memória do estudo. Depois, ainda no sono profundo, mas no estágio 2, é a fase que prepara o seu cérebro para a aquisição de novos conhecimentos.

E se você não tiver esta fase final do sono. O que vai acontecer?

JA – A sua aquisição de conhecimento no dia seguinte vai ficar prejudicada. Já o sono REM é o nosso equilibrador, nosso modulador emocional. Se você tem o sono REM adequado vai ter um dia mais tranquilo, equilibrado e menos ansioso e irritado. Se você perde este sono REM, acontece justamente o contrário. E se você está estudando paras as provas de residência médica, você precisa de um dia tranquilo e não estar irritado ou ansioso.

Isto significa que o sono é fundamental nos estudos, na aprendizagem?

JA – O sono e indispensável para o seu estudo. Não corte o sono achando que você está ganhando tempo. Aqui ainda temos uma armadilha: quando chega perto das 5h da manhã, você já está próximo de despertar e já teve as fases profundas do sono. Você já se sente reernegizado. Porém, é nestas duas últimas horas que vem o estágio para a aquisição do conhecimento e a maior parte do sono REM. Se você elimina este período, acordando mais cedo para estudar, seu dia não vai ser produtivo.

Significa afirmar que eliminar o período ideal de sono por ocasionar comprometimento dos seus estudos?

JA – Muitos estudantes cortam o sono na fase em que se aproximam as provas. Isto pode ser catastrófico, porque você vai ficar sem conseguir reter novos conhecimentos, armazená-los de maneira adequada e com um nível de ansiedade máximo. Então você precisa dormir. Não há sucesso nos estudos sem sono. Sem sono, sem chances.

 

E, aí? Gostou da entrevista que o Revisamed preparou para você?

Se você quer saber mais sobre as estratégicas adequadas de aprendizagem e otimização do tempo e como estudar para as provas de Residência Médica siga o professor Júlio Abreu no Instagram @profjulioabreu.

 

 

whitebook e medcards

Estudante Revisamed é Premium no Whitebook e Pro Medcards/Brainscape

Mais uma boa notícia do Revisamed para os estudantes de Medicina que estão se preparando para as provas de residência médica. A partir de agora, o estudante Revisamed é Premium no  Whitebook e Pro no Medcards/Brainscape.

whitebook e medcards

Por que o Revisamed disponibiliza estas ferramentas para os estudantes?

E por que o Revisamed disponibiliza estas ferramentas para os estudantes? A resposta é simples. Oferecer mais recursos para ampliar o acesso a conteúdos importantes na preparação para as provas de residência.

O aplicativo, a plataforma e os flashcards complementam a metodologia de estudo utilizada pelo Revisamed para que o estudante passe na residência médica e seja, no futuro, um médico especialista muito mais bem preparado.

Conhecimento para passar na residência e usar em toda carreira médica

O conhecimento disponibilizado pelo curso Revisamed tem como o objetivo principal o sucesso nas provas de residência médica, embora, é claro, oferece ao médico conhecimentos aprofundados que serão importante na sua carreira profissional.

Aquele estudante que começa a se preparar para a residência médica em paralelo ao internato vai ter todo o material disponível na plataforma digital do Revisamed e, com mais estes recursos, terá um desempenho muito melhor no estágio.

E por que o desempenho no internato será melhor? Isto porque, em cada estação que o estudante estiver no estágio, como por exemplo, na pediatria, ele poderá acessar a plataforma e consultar o tema que esta estudando, adquirindo e ampliando conhecimentos. É a sintonia entre o Revisamed e o internato.

O que é ser Premium no Whitebook e Pro Medcards/Brainscape ?

Ser Premium no Whitebook e Pro no Medcards/Brainscape é ter acesso a todo o conteúdo disponibilizado pelas ferramentas. No meio médico, o Whitebook é considerado uma dos melhores aplicativos. E tudo isto, sem pagar nada a mais na mensalidade do Revisamed.

Como funciona o Whitebook?

Criado pela PEBmed, o Whitebook é uma  aplicativo de suporte à decisão clínica, alinhado às necessidades do médico: manter o profissional atualizado, ajudar a tomar as melhores decisões para o paciente em qualquer lugar, a qualquer hora. 

O aplicativo tem objetivo de ajudar o médico a tomar melhores decisões para seus pacientes, baseado no que há de mais bem recomendado pelos guidelines nacionais e internacionais. 

Desenvolvido por médicos, o Whitebook é a ferramenta mais completa e segura para condutas diagnósticas e terapêuticas, o aplicativo nº 1 para tomada de decisões, além de ser ser uma ferramente completa em conteúdos.

O Whitebook conta com informações de qualidade voltadas para a prática médica e de fácil acesso, diretamente no seu celular.

Veja alguns dos serviços oferecidos pelo APP, que agora, tem o Revisamed como parceiro: 

  • oito mil tópicos em todas as especialidades
  • presente em mais de 800 cidades do Brasil
  • 300 mil usuários
  • rotinas; instruções de condutas e protocolos da prática médica geral. Inclui desde guia de preenchimentos de atestados e encaminhamentos até checklist de cuidados intra-hospitalares
  • informações fundamentais sobre exames laboratoriais, da solicitação à  interpretação dos resultados
  • condutas para o suporte clínico ao paciente
  • mais de 100 calculadoras para scores clínicos fundamentais para a prática clínica
  • guia de prescrição  com as condutas terapêutica mais atualizadas em mais de 500 doenças
  • amplo bulário de medicamentos
  • catálogo completo de doenças e condições clínicas de acordo com a CID 10
  • catálogo completo de códigos de procedimentos do SUS
  • informações completas sobre vacinas

Como funciona o  Medcards/Brainscape?

Buscar um método eficaz para estudar é um desafio para quem está se preparando para as provas de residência médica.

Existem métodos de baixa e alta eficácia. O Revisamed utiliza uma metodologia de alta eficácia para que o estudante otimize o tempo e tenha o resultado esperado. Ter a parceria com a plataforma Brainscape e o Medcards aperfeiçoa ainda mais a metodologia Revisamed.

Flashcards uma das melhores maneiras de estudar

A MedCards, em parceria com a Brainscape, acredita que a melhor maneira de estudar é através de flashcards. Somente o algoritmo cientificamente comprovado de Repetição Baseada em Confiabilidade (RBC) da Brainscape poderá ajudá-lo a fazer essa revisão de maneira rápida e eficiente. O sistema RBC, possui um sistema inteligente de repetição dos flashcards de acordo com o seu nível de conhecimento sobre cada um.

Assim como a trilha de estudo Revisamed, a  Brainscape otimiza seu tempo de estudo, para que você possa aprender mais rápido e reter informações por mais tempo.

Atualmente, a MedCards é uma equipe de médicos e estudantes de medicina que revisaram a literatura e mais de 40.000 questões dos últimos anos. Trabalharam minuciosamente para lhe oferecer um material atualizado, de alta qualidade e que abrange tudo o que você precisa saber para ser aprovado. 

Devido ao grande sucesso destes flashcards entre os estudantes de medicina no Brasil, a MedCards aliou-se ao Brainscape para fornecer a forma mais inteligente de você se preparar para as suas provas.

Veja a composição do Material:

  • Mais de 8.000 flashcards rápidos e concisos, divididos em áreas do conhecimento que são cobradas nos exames de residência médica: clínica médica, cirurgia, ginecologia, obstetrícia, pediatria, medicina preventiva, semiologia, dermatologia, psiquiatria, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.
  • Interação efetiva com todos os usuários MedCards, através da opção “Sugira uma edição/Suggest an Edit”.
  • Acesso aos flashcards no aplicativo móvel e no website.
  • Áudios de alta qualidade em ausculta respiratória e cardíaca.
  • Milhares de imagens, animações e macetes (na forma de imagens), personalizadas e estilizadas com o Photoshop, para ajudá-lo a lembrar no momento da prova.
  • Breve explicação usando palavras-chave.
  • Estatísticas e ferramentas de visualização para ajudá-lo a acompanhar sua evolução em cada tema.
  • Decks específicos para “atualizações”. Nesta área, você encontrará as mudanças propostas pela literatura médica mundial (ex: ATLS, Sabiston, Cecil, Harrison, Berek & Novak, etc).
  • Incluem-se também as mudanças propostas pelo Ministério da Saúde no que se refere à abordagem diagnóstica de doenças, esquemas terapêuticos, modelos e políticas nacionais de saúde, etc. As provas amam cobrar as mudanças! (com sites da PEBmed e Brainscape)

Gostou da novidade? Então, acompanhe nosso blog e fique por dentro de todas as informações do Revisamed. Vem para nosso curso e Aprenda com quem faz!

revisamed parcelas

 

residencia médica acesso direto

PSU Minas: divulgada a relação candidato/vaga para as provas de residência

Se você está ansioso para saber como será a concorrência para os programas de residência médica do Processo Seletivo Unificado (PSU/MG) o Revisamed disponibiliza a relação candidato/vaga  em cada especialidade e instituições que participam do PSU-MG.

residencia médica acesso direto

A relação foi divulgada no final de semana pela Associação de Apoio à Residência Médica de Minas Gerais – Aremg e o blog Revisamed disponibiliza para você consultar.

CLIQUE AQUI E CONFIRA A RELAÇÃO CANDIDATO/VAGA POR ESPECIALIDADE E INSTITUIÇÃO

 

O concurso de residência médica de Minas é o maior do Brasil em número de instituições participantes o que, certamente, significa muitas oportunidades em praticamente todas as áreas médicas em hospitais renomados.

A prova teórica está marcada para o dia 17 de novembro. Já o seu desempenho na prova teórica poderá ser conhecido no dia 12 de dezembro.

PSU Minas candidato/vaga: concurso em duas etapas

O concurso unificado de residência em Minas é realizado em duas etapas: prova teórica e a avaliação curricular.

O resultado final será conhecido no dia 29 de janeiro de 2020. Para mais informações leia também HMTJ participa do PSU MG, o maior concurso de residência médica em número de instituições

Veja como são as provas da residência médica Minas

As provas com programas de residência médica do HMTJ com acesso direto seguem os requisitos do processo unificado com 100 (cem) questões objetivas (múltipla escolha), sendo 20 questões para cada uma das seguintes especialidades: Cirurgia Geral, Clínica Médica, Obstetrícia e Ginecologia, Medicina Preventiva e Social (Saúde Coletiva e Medicina Geral de Família e Comunidade) e Pediatria.

Revisamed, curso online preparatório para Residência Médica e Atualização em Medicina disponibiliza provas de residência para você medir o grau de conhecimento. Acesse aqui aproveite para estudar um pouco mais.

Já para os programas com pré-requisito são até 50 questões objetivas (múltipla escolha) ou até 10 (dez) questões abertas envolvendo as áreas que são pré-requisitos para entrada no Programa. Além das provas, há também avaliação curricular.

Fique ligado no blog Revisamed e saiba tudo sobre as provas de residência médica em todo país. Aproveite também as provas de residência médica  do Revisamed para testar o seu conhecimento.

 

 

residência médica usp

Residência médica da USP: saiba como funciona

A Faculdade de de Medicina da USP abre inscrições para o processo seletivo de  residência médica e o Revisamed traz todas informações para você.  As inscrições começam a partir de 02 de outubro de 2019. A USP oferece 54 programas de treinamento em áreas reconhecidas.

Como funciona a residencia da USP

Que tal conquistar uma das vagas 883 vagas de residência na Faculdade de Medicina da USP?. Afinal, a residência médica da USP é uma das mais disputadas e renomadas do país.

Se este é o seu sonho, fique atento, porque o período de inscrição vai de 2 a 21 de outubro de 2019, e a primeira prova acontece no dia 15 de novembro. 

As vagas estão distribuídas em especialidades básicas de acesso direito e vagas que exigem pré-requisito, além dos chamados programas de anos adicionais/áreas de atuação.

Acesso direto: veja as normas para a residência da USP 2020

O edital estabelece uma série de normas e regras para quem vai concorrer a uma vaga de acesso direto.Neste artigo, o blog Revisamed vai mostrar os principais pontos do edital, porém, é importante que o profissional ou o estudante lei todo o documento para não enfrentar qualquer problema durante o processo do concurso. Mais importante, é não perder nenhuma publicação.

Mais de 310 vagas para especialidades médicas com acesso direto

Ao todo são 315 vagas em 28 especialidades, além de 42 vagas reservadas para forças armadas (retorno). Na tabela abaixo mostramos todos as áreas básicas, a duração da residência e as vagas previstas. Confira:

 

Programas  Duração  Vagas Previstas  Forças Armadas (Retorno)
ÁREAS BÁSICAS
Programa de Pré-Requisito em Área Cirúrgica Básica 2 anos 39
Clínica Médica 2 anos 39 
Medicina de Família e Comunidade 2 anos 10
Medicina Preventiva e Social 2 anos 5
Obstetrícia e Ginecologia 3 anos 14  2
Pediatria  3 anos 36 4
Acupuntura  2 anos  01
Anestesiologia 3 anos  25 5
Cirurgia Cardiovascular  5 anos  3 1
Dermatologia 3 anos  9 1
Genética Médica 3 anos  2
Infectologia 3 anos  5 3
Medicina de Emergência 3 anos 0 1
Medicina do Trabalho  2 anos 2
Medicina Esportiva 3 anos 5 1
Medicina Física e Reabilitação 3 anos 10
Medicina Legal e Perícia Médica  3 anos 1 1
Medicina Nuclear 3 anos 5
Neurocirurgia  5 anos 4
Neurologia 4 anos 9 3
Oftalmologia  3 anos 14
Ortopedia e Traumatologia 3 anos 14 4
Otorrinolaringologia  3 anos 8
Patologia 3 anos 8
Patologia Clínica/Medicina Laboratorial 3 anos 1
Psiquiatria  3 anos 18 2
Radiologia e Diagnóstico por Imagem  3 anos 23 1
Radioterapia  4 anos 5

 

Saiba sobre estágios, carga horária e locais dos programas

Se você ainda não sabe, fique ligado. Conforme é exigido pela legislação, por se tratar de um treinamento em serviços, a residência médica da USP, assim como as demais, é constituída obrigatoriamente por estágios práticos, que ocupam de 80% a 90% da carga horária. Consequentemente, o tempo restante é dirigido a atividades teórico-pedagógicas complementares. 

De acordo com a área, os programas têm duração de 1 a 5 anos, com carga horária anual é de 2.880 horas ou 60 horas semanais, incluindo 24 horas semanais de plantão, com folgas previstas conforme as normas estabelecidas.

No site da USP você vai ver que parte da residência médica pode ser cumprida no Hospital Universitário (HU) da USP, ou no Hospital das Clínicas da FMUSP, ou mesmo em Unidades Básicas de Saúde (UBS), conforme a especialidade escolhida.

Principais pontos do edital para residência da USP 2020

Para começar, é bom ficar atento ao período de inscrição que vai do dia 02 ao dia 21 de outubro de 2019.  Podem se inscrever para disputar uma das vagas médicos formados em cursos autorizados e reconhecidos pelo MEC e inscritos no Conselho Regional de Medicina. 

Também podem se candidatar estudantes matriculados no último período de curso de graduação em MEDICINA, reconhecidos e autorizados pelo MEC, que venham a concluir a graduação antes do prazo estipulado para início dos Programa de Residência Médica pretendido – 2020. 

Edital prevê 60 vagas para treineiros 

Se você é aquele estudante que está ansioso para saber como é a prova de residência médica da USP,  mesmo ainda não podendo disputar uma vaga, o edital reserva algumas vagas para os chamados treineiros.

Para quem deseja ter esta experiência , o edital prevê 60 vagas para estudantes matriculados em curso de graduação em MEDICINA reconhecido pelo  MEC, que estejam concluindo ou concluíram o 10º semestre, não concorrendo às vagas especificadas do edital.

Os treineiros podem realizar as provas da 1ª fase (prova objetiva de múltipla escolha e prova escrita dissertativa), bem como a Prova Prática da 2ª fase, se foram  classificados para a 2ª fase (prova prática).

Como as vagas de treinamento são limitadas a 60, quando completarem as inscrições automaticamente o sistema será bloqueado. 

Comprovação da instituição precisa estar atualizada

E atenção treineiros! Obrigatoriamente, durante o período de inscrições, você deverá enviar, através do site Faculdade de Medicina , no campo Processo Seletivo – 2020 ou na organizadora do concurso na “Área do Candidato”, cópia legível do comprovante de matrícula ou de conclusão do 10º semestre no curso de graduação em Medicina, expedida por instituição de ensino pública ou privada, com data de emissão recente (a partir de agosto/2019). 

A comissão de residência irá avaliar o documento, que deverá ser exclusivamente no formato PDF, e irá aprová-lo ou rejeitá-lo, caso este não esteja de acordo com os critérios estabelecidos. 

Candidato deve acompanhar resultado

Mas não basta enviar o documento. Você precisa acompanhar o resultado através dos sites, e, caso o documento seja rejeitado, deve encaminhar outro que atenda os critérios estabelecidos durante o período de inscrições.

 Não serão aceitos documentos enviados após o término do período de inscrições. Quem não enviar o documento, não terá sua inscrição deferida, mesmo que tenha realizado o pagamento do boleto. 

residencia médica usp

Concurso prevê provas objetiva, dissertativa, prática e análise curricular

Em resumo, o edital de residência médica da USP, prevê prova objetiva de múltipla escolha e prova dissertativa na 1ª fase do concurso. A prova objetiva de múltipla escolha é classificatória e eliminatória, com 100 questões de múltipla escolha, com quatro alternativas de resposta.

Os candidatos à residência terão, nesta prova, mesmo número de questões nas especialidades de Cirurgia Geral, Clínica Médica, Obstetrícia e Ginecologia, Medicina Preventiva e Social e Pediatria.

Já a prova escrita dissertativa – também classificatória e eliminatória – terá cinco questões dissertativas, objetivas e de respostas curtas. O conteúdo é o mesmo da graduação nas áreas básicas. O candidato que for classificado e habilitado para a segunda fase fará a prova no dia 05 de dezembro 2019.

Classificados farão prova prática

Um dos desafios de quem busca a especialização na residência médica é o de enfrentar a prova prática. Em outras palavras, no concurso da USP, todos os candidatos habilitados na 1ª fase farão a prova em ambientes sucessivos, igualmente aplicados a todos, relacionada às especialidades Cirurgia Geral, Clínica Médica, Obstetrícia e Ginecologia, Medicina Preventiva e Social e Pediatria.

Esta prova será documentada por meios gráficos e/ou eletrônicos.

A prova prática está prevista para o dia 15 de dezembro. É importante ainda destacar que não haverá segunda chamada em hipótese alguma. A prova será aplicada em estações e o estudante não pode portar qualquer objeto.

Uma curiosidade é que o edital deixa explícito que as orelhas dos candidatos devem estar “totalmente descobertas e visíveis  à observação dos examinadores e fiscais”, isto por medida de segurança.

Análise e arguição de currículo

Nesta última etapa da prova de residência médica da USP para as especialidades com acesso direto os treineiros não participam. Quem ainda estiver na disputa por uma das vagas, fará esta etapa entre os dias 07 e 15 de janeiro de 2020. No período de 12/12/2019 até 26/12/2019 o estudante deve enviar as informações do currículo pela internet e, na da da arguição, apresentar a documentação comprobatória. 

O edital disponibiliza contatos para informações específicas sobre a fase de análise e arguição e currículo.

Depois de todos os processos de divulgação das notas, eventuais recursos, contagem de pontos, entre outros, o candidato que conseguir chegar lá , fará a matrícula no programa de residência  da Faculdade de Medicina da USP no período de 10 e 12 de fevereiro de 2020.

E aí ficou interessado na residência médica da USP? Na próxima parte do artigo vamos falar dos programas de residência médica da USP que exigem pré-requisitos. Vamos lá?

residência médica usp

Pré-requisito: confira os programas de residência médica da USP 2020

Agora, se você já fez uma residência médica e quer seguir em frente na carreira médica, pode ter nos programas da USP um caminho de sucesso na profissão. Para as Especialidades Clínicas, a residência da USP oferece programas nas seguintes áreas:

 

Programas  Duração  Vagas Previstas 
Especialidades Clínicas
Alergia e Imunologia 2 anos 2 vagas
Cancerologia/Clínica  3 anos 14 vagas
Cardiologia 2 anos 24 vagas
Endocrinologia 2 anos 10 vagas
Gastroenterologia 2 anos 4 vagas
Geriatria  2 anos 10 vagas
Hematologia e Hemoterapia 2 anos 6 vagas
Nefrologia 2 anos 12 vagas
Pneumologia 2 anos 4 vagas
Reumatologia 2 anos 12 vagas

O prazo de inscrição para os médicos que vão fazer R3 é o mesmo, entre os dias 2/10 e 21/10/2019. E, na inscrição, o médico declara ter concluído o programa de Residência Médica em Clínica Médica credenciado pela Comissão Nacional de Residência Médica ou que irá concluí-lo até a data de 28/02/2020 ou que obteve revalidação do seu diploma, segundo a legislação vigente.

Como serão as provas?

O concurso nas especialidades Clínicas Médicas constará de prova objetiva de múltipla escolha, classificatória e eliminatória, com 1oo questões, com conteúdo programático do Programa de Residência Médica em Clínica Médica ( especialidade do pré-requisito). Estas provas serão realizada também no dia 15 de novembro. Portanto, o prazo é curto entre uma prova e outra.

Um mês depois depois, no dia 15 de dezembro, se você foi habilitado na primeira fase, será convocado para a prova prática. E, na sequência, serão realizadas a análise e arguição do currículo, entre os dias 7 e 17 de janeiro de 2020.

A nota final de cada candidato será o resultado da pontuação obtida em cada fase, conforme segue:

[(Prova da 1ª fase X 5) + (Prova Prática X 4) + (Análise e arguição de curriculum vitae X 1)]/10. 

Quais e como são os programas nas Especialidades Cirúrgicas?

Agora, vamos falar uma pouco do que é exigido para os candidatos aos programas de residência médica da USP das Especialidades Cirúrgicas no processo seletivo 2020.

Basicamente, as orientações e o processo seguem a mesma linha das Especialidades em Clínica. O que muda é o conteúdo das provas que, neste caso, passa a ser para Cirurgia Geral, que é pré-requisito nas Especialidades Cirúrgicas. Abaixo colocamos a tabela com os programas oferecidos na residência médica da USP.

 

Programas Duração Vagas Previstas
Especialidades cirúrgicas
Cirurgia do Aparelho Digestivo 2 anos 07
Cirurgia Geral – Programa Avançado  2 anos 04
Cirurgia Pediátrica  3 anos 01
Cirurgia Plástica 3 anos 09
Cirurgia Torácica  2 anos 04
Cirurgia Vascular  2 anos 05
Coloproctologia 2 anos 01
Urologia 2 anos 06

Especialidades com outros pré-requisitos. O que diz o edital ?

Os programas de residência médica da USP também selecionam vagas para as especialidades médicas que exigem outros pré-requisitos. Ou seja, se você já fez uma especialização e pretende a chamada subespecialidade deve seguir os mesmo prazos e procedimentos para inscrição.

Datas e fases das provas também são as mesmas. O que muda são os conteúdo das provas, que serão de acordo com a especialidade escolhida. Você precisa também comprovar já ter o pré-requisito ou que vai concluí-lo até a data de 28/02/2020 ou que obteve revalidação do seu diploma, segundo a legislação.

O candidato faz provas objetivas de múltipla escolha, classificatória e eliminatória, com 100 questões de múltipla escolha  com o conteúdo do programa de pré-requisito, além de prova dissertativa com 5 questões. Faz também a prova prática e análise e arguição de currículo.

Veja abaixo as especialidades médicas com os respectivos pré-requisitos, a duração e o número de vagas previstas:

 

Programa Pré-requisito Duração  Vagas previstas
Hemoterapia Pediátrica Pediatria 2 anos 1
Mastologia Cirurgia Geral ou Obstetrícia e Ginecologia 2 anos 5
Medicina Intensiva Cirurgia Geral ou Clínica Médica ou Anestesiologia ou Neurologia ou Infectologia 2 anos 10
Medicina Intensiva Pediátrica Pediatria 2 anos 4
Nefrologia Pediátrica  Pediatria 2 anos 2
Neonatologia  Pediatria 2 anos 9
Neurologia Pediátrica  Neurologia ou Pediatria  2 anos 5
Nutrologia Cirurgia Geral ou Clínica Médica 2 anos 2
Reumatologia Pediátrica  Pediatria  2 anos 1

 

Residência Médica da USP de anos adicionais e de áreas de atuação

Para os programas de Residência Médica das especialidades com anos adicionais e de áreas de atuação,  todo o processo para segue os mesmo prazos e normas dos editais das modalidades de acesso direto e com pré-requisitos anteriores.

Nestes casos, a mudança está na etapas de provas e conteúdos. Para as áreas que vamos mostrar na tabela abaixo, serão realizadas provas escritas dissertativas na primeira etapa do processo seletivo.

Nesta prova, o candidato responde a 5 (cinco) questões dissertativas, objetivas e de respostas curtas,  sobre o conteúdo programático do programa de pré-requisito. A prova terá o valor de zero a 100.

A convocação dos habilitados para 2ª fase será feita no dia 05 de dezembro, por ordem de classificação e nos sites do concurso. Veja abaixo as áreas, pré-requisitos, duração e as vagas previstas.

 

Programa/Área de Atuação  Especialidades de pré-requisito Duração  Vagas previstas
Dor Anestesiologia  1 ano 1
Dor Neurologia, Neurocirurgia 1 ano 1
Endoscopia Digestiva  Gastroenterologia, Coloproctologia, Cirurgia do Aparelho Digestivo, Endoscopia 1 ano  1
Endoscopia Ginecológica  Obstetrícia e Ginecologia  1 ano 1
Medicina do Sono Clínica Médica, Neurologia, Otorrinolaringologia, Pediatria, Pneumologia e Psiquiatria  1 ano 2
Medicina Fetal  Obstetrícia e Ginecologia  1 ano 2
Medicina Paliativa Anestesiologia, Cancerologia, Clínica Médica, Geriatria, Medicina de Família e Comunidade ou Pediatria, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Medicina Intensiva e Neurologia.  1 2
Neurofisiologia Clínica  Medicina Física e Reabilitação 1 ano 1
Neurofisiologia Clínica  Neurologia 1 ano  1
Psicogeriatria Psiquiatria 1 ano 3
Psicoterapia Psiquiatria 1 ano  2
Psiquiatria da Infância e da Adolescência Psiquiatria  1 ano  6
Psiquiatria Forense  Psiquiatria 1 ano  2

 

Veja agora a tabela com as especialidades com ano adicional 

 

Programa/Ano Adicional  Pré-requisito Duração  Vagas Previstas
Endocrinologia  Endocrinologia  1 ano 1
Obstetrícia e Ginecologia  Obstetrícia e Ginecologia  1 ano 2
Psiquiatria  Psiquiatria  1 ano 1

Como será o processo seletivo para residência médica da USP

Em resumo, o processo seletivo constará das seguintes provas: prova escrita dissertativa pontuada de 0 a 100, com 5 (cinco) questões dissertativas, objetivas e de respostas curtas. O conteúdo programático segue o programa de pré-requisito.

Os candidatos habilitados nos programas de residência médica da USP Dor/Neurologia e Neurocirurgia e  Psiquiatria da Infância e Adolescência/ Psiquiatria fazem prova prática. Já a análise de currículo para todos os habilitados na primeira fase acontece  entre 07 e 15 de janeiro de 2020.

Nestes programas de residência a nota final de cada candidato é o resultado da pontuação obtida em cada fase, conforme segue:

[(Prova da 1ª fase X 5) + (Prova Prática X 4) + (Análise e arguição de curriculum vitae X 1)]/10.

Entretanto, já os programas que que NÃO realizam prova prática, a prova escrita comporá 90% da nota, de acordo com a regulamentação vigente, enquanto a análise e arguição de currículo comporá 10% da nota do candidato. 

Com isto, a nota final de cada candidato é o resultado da pontuação obtida em cada fase, conforme segue:

[(Prova da 1ª fase X 9) + (Análise e arguição de curriculum vitae X 1)]/10. 

Preparação é essencial para conquistar a vaga na residência médica da USP

Como vocês viram, o processo seletivo para os programas de residência médica da USP são bastantes complexos, com muitas nuances e detalhes, conforme cada especialidade médica, além de ser disputadíssimo. Portanto, é sempre bom ficar ligado.

Por isto, é muito importante que o candidato leia todo o edital e acompanhe as publicações da USP para evitar problemas de última hora.

Já para quem ainda está se preparando para enfrentar os concursos de residência é importante acompanhar os processos para já se familiarizar com as normas do concurso.

Uma boa oportunidade é fazer a prova como treineiro. No mais, é continuar estudando, aproveitando todas as dicas e orientações  do Revisamed para conquistar a sua vaga na USP.

 Agora, fique atento ao período de inscrição. Se você está se preparando é bom que antecipe tudo o que for possível para não ser pego de surpresa na última hora. Resumindo, no mais é  só ter tranquilidade para cumprir com sucesso cada uma das fases exigidas e boa sorte!

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insuficiência cardíaca crônica

Insuficiência cardíaca crônica: veja questão comentada

Vídeo questão comentada: o tema é insuficiência cardíaca crônica.

Questão

Sobre a insuficiência cardíaca crônica é correto afirmar que:

Alternativas

I – A classificação funcional proposta pela New York Heart Association, com base na intensidade dos sintomas, apresenta pouco correlação com a melhor proposta terapêutica

II – A classificação por estágios, com base na progressão da doença, possibilita uma compreensão evolutiva com a doença, permitindo a atuação preventiva, terapêutica ou para procedimentos especializados e cuidados paliativos

III – A definição da etiologia permitirá melhor prognóstico, independentemente  do tratamento realizado, de acordo com a sua classificação funcional

IV – A determinação dos níveis de peptídeo natriurético tipo B tornou o seu tratamento mais preciso com relação à avaliação clínica pela classificação funcional proposta pela  New York Heart Association

V- O peptídeo natriurético tipo B não tem se mostrado um preditor prognóstico para reinternação e/ou morte nos pacientes com insuficiência cardíaca.

Resposta

II – A classificação por estágios, com base na progressão da doença, possibilita uma compreensão evolutiva com a doença, permitindo a atuação preventiva, terapêutica ou para procedimentos especializados e cuidados paliativos

Comentário do especialista

A classificação em estágios de A a D permite identificar pacientes do tipo A, que são aqueles com risco de desenvolver ICC e, assim, promover a prevenção.

 

clinica cirúrgica

Como é a residência médica em clínica cirúrgica?

Muitos calouros da Medicina já iniciam o curso com a certeza da especialidade que vão seguir, e a clínica cirúrgica é uma delas. Seja por sonho de criança ou por influência familiar, no caso de quem já tem um médico na família. Mas, o melhor mesmo, para o calouro é se informar de todas as nuances das especialidades médicas. Que tal começarmos pela clínica cirúrgica?

Considerada uma das especialidades médicas mais atraentes, a  clínica cirúrgica exige do médico um perfil bastante peculiar. Para ser um bom cirurgião, entre outras habilidades, é preciso gostar de realizar procedimentos, ter habilidades manuais, saber lidar com situações de emergência e a trabalhar sob pressão.O cirurgião só sabe a hora que ele vai entrar para o centro cirúrgico, mas não sabe quando vai sair. 

Bom, se este é o seu caso, continue lendo este artigo. Vamos mostrar tudo sobre a residência médica em cirúrgica, que, aliás, abre o caminho para a especialização em cirurgias mais específicas. 

Como especializar em clínica cirúrgica?

O caminho considerado mais adequado é escolher um boa instituição e prestar o concurso para a residência médica. A residência é o momento, segundo os médicos e estudantes, para a consolidação do caminho profissional.

São vários os hospitais que oferecem a residência em clínica cirúrgica, e, se você já quer se inteirar da especialidade e exigências dos concursos para clínica cirúrgica, já pode acompanhar os editais que começaram a ser divulgados, agora, no segundo semestre.

Depois do internato, onde você terá contatos com os plantões nas várias áreas médicas, é na residência médica que você vai se dedicar à área escolhida. Acompanhar os procedimentos, os  preceptores e estudar muito são, sem dúvidas, ótimas iniciativas.

A concorrência para um vaga na residência médica de cirurgia é tão ou maior que entrar para a graduação em Medicina. Além disto, só para se ter uma ideia, a residência em clínica cirúrgica é a terceira especialização mais procurada na área médica do país.

Leia sobre as áreas mais e menos concorridas

Segundo os especialistas, a concorrência se dá pela própria especialidade médica, que atrai muito estudantes, e pela possibilidade de o profissional seguir para uma subespecialidades da clínica cirúrgica mais específica.

Os concursos de residência, em todas as especialidades, exigem a prova teórica e, algumas instituições, cobram também avaliações práticas, análise de currículo e entrevistas. Portanto, estar bem preparado é uma condição para realizar o seu sonho de ser um cirurgião geral.

Áreas que exigem a clínica cirúrgica como pré-requisito

A duração da residência é de três anos. Terminada esta etapa da residência (R1),  o cirurgião poderá optar pelas subespecialidades da cirurgia, que exigem como pré-requisito a clínica cirúrgica. Posteriormente, serão exigidos mais dois anos de estudos. Veja as áreas:

  • Cirurgia Geral Programa avançado
  • Cancerologia/cirúrgica
  • Cirurgia cardiovascular
  • Cirurgia cabeça e pescoço
  • Cirurgia do aparelho digestivo
  • Cirurgia pediátrica
  • Cirurgia Plástica
  • Cirurgia Torácica
  • Cirurgia Vascular
  • Coloproctologia
  • Urologia

Quanto ganha um residente em clínica cirúrgica?

Assim como todos as áreas de residência médica, na residência em cirurgia, o médico tem direito à uma bolsa de estudo no valor de R$ 3.330,43. 

Porém, algumas instituições pagam acima do estabelecido como forma de incentivo, o que é permitido. O médico residente também pode ter vínculo com outros hospitais, desde que não interfira nas atividades da residência médica. 

Leia também sobre os benefícios dos médicos residentes e os  salários dos médicos especialistas .

Como é o mercado de trabalho para o cirurgião?

A rotina de trabalho do cirurgião envolve o trabalho em plantões de emergência,que nas cidades grandes, principalmente são bastante movimentados. O desgaste físico acaba sendo inerente à profissão.

Há ainda os plantões de “sobreaviso”, em que o profissional fica à disposição para qualquer chamado, e as cirurgias eletivas – agendadas – que, no Brasil, há uma grande demanda reprimida. 

Apesar das exigências e desgastes físicos de um cirurgião geral, a contrapartida é o trabalho que salva a vida das pessoas.

É no Sistema Único de Saúde (SUS) que se encontram boa parte das vagas de residência médica para clínica cirúrgica.

Atualização: exigência constante

Um detalhe muito importante que o médico que vai se especializar em clínica cirúrgica: não é possível parar de estudar.Mas fique tranquilo, na área médica a atualização é quase uma  exigência da profissão. Isto vale para as mais de 50 especialidades médicas e áreas de atuação.

Afinal, não dá para você ficar parado no tempo enquanto a ciência evolui. Os avanços, sejam tecnológicos ou as possibilidades de abordagem, exigem atualização constante do cirurgião geral. E, finalmente, é preciso amar a profissão.

Conheça as matrizes de competências – Clínica Cirúrgica

Veja a matriz de competências do Conselho Federal de Medicina ( CFM)

Faça download da Matriz de Competência Clínica Cirúrgica

 

Quais são os benefícios garantidos ao médico residente?

A falta de tempo de quem está prestes a fazer um concurso para residência médica pode levar o candidato a se esquecer de alguns detalhes importantes da residência, incluindo os benefícios. Ninguém quer ser surpreendido no futuro com algum critério que desconhecia. Por isto, o Revisamed reuniu, neste artigo, todas as dicas para você.

É  essencial que o médico conheça todas as regras do programa de residência da instituição e o edital do concurso. De um ano para o outro, os editais mudam da mesma forma que as resoluções e portarias da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e das Comissões Estaduais de Residência Médica. 

Cabe às comissões nacional e estaduais, juntamente com o Ministério da Educação, o acompanhamento dos programas de residência. E como em qualquer relação de trabalho e estudo, os médicos residentes têm direitos e deveres, estabelecidos em contrato entre as instituições que oferecem o programa e o residente.

Você sabe quais são estes direitos e deveres?

Neste artigo, procuramos esclarecer todos os detalhes sobre o tema, para que você, ao conquistar a sua vaga na residência médica, já saiba como será esta relação com a instituição escolhida.

Começando pela bolsa de estudos. Qual é o valor e as deduções?

Começando pela questão dos valores da bolsas de residência, atualmente o R1 tem direito a um valor mensal de R$ 3,330,43 (três mil, trezentos e trinta reais e quarenta e três centavos), valor que pode ser complementado a critério da instituição financiadora.

A alíquota de contribuição previdenciária é de 11%, deduzida da bolsa do residente, e 20% recolhida pela instituição. A única exceção à regra é se a financiadora for uma instituição filantrópica: neste caso é descontado 20% diretamente da bolsa do residente.

Quem financia as bolsas?

O financiamento de bolsas pode ser realizado de forma pública (federal, estadual, municipal ou distrital) e de forma privada. O Ministério da Educação financia apenas bolsas de universidades federais e de hospitais universitários vinculados a elas.  O Ministério da Saúde, por meio de editais públicos anuais, financia instituições públicas e filantrópicas.

Existe vínculo empregatício entre o residente e o hospital?

Não existe vínculo empregatício entre o médico residente e o hospital onde cumpre o programa de Residência médica. Porém,  é necessário o contrato onde estejam previstos os direitos e deveres do médico residente de acordo com a Lei 6932. O residente também deve receber o regulamento da residência médica da instituição.

Como não há vínculo empregatício, o residente não tem direito ao 13º salário. Em compensação, durante a residência médica, o residente pode ter vínculo/contrato com outro hospital uma vez que a residência não é dedicação exclusiva. Porém, este vínculo não pode comprometer atividades da residência. 

O médico-residente é filiado ao Regime Geral de Previdência Social – RGPS como contribuinte individual.

Quais os benefícios que o hospital precisa oferecer ao residente?

De acordo com a legislação, o hospital precisa disponibilizar alojamento e alimentação ao residente, condições adequadas para repouso e higiene pessoal durante os plantões, conforme estabelecido em regulamento ( §5º Art. 1º da Lei 12.514 de 28/10/2011).

É direito primordial do médico em Programa de Residência Médica  ter acesso as todas as facilidades do ponto de vista didático, científico ou assistencial para que possa exercer suas funções de treinamento específico na especialidade, compatíveis com as condições do serviço e do Hospital.

Em relação carga horária, o limite estabelecido é de 60 horas semanais. Nestas horas, estão incluídas um máximo de 24 horas de plantão, e atividades teórico práticas, sob forma de sessões de atualização, seminários, seminários, correlações clinicopatológicos ou outras, compreendendo um mínimo de 10% e o máximo de 20%.

Para facilitar o entendimento do residente, elaboramos uma tabela com alguns dos principais pontos dos direitos do residente, regulamentados pela Comissão Nacional de Residência Médica e Comissão Estaduais. Você pode fazer o download.

DIRETOS DOS MÉDICOS RESIDENTES

 SimNãoObservação

Bolsa-estudos
R$ 3,330,43
Valor atual e que pode ser completado pela instituição

Vínculo empregatício
XO residente é filiado ao Regime Geral de Previdência Social como contribuinte individual
Décimo-terceiro salárioXComo não existe vínculo, não há 13º salário
Carga horária máxima
60 horas semanais

Incluídas um máximo de 24h de plantão e atividades teórico práticas,

Férias

30 dias
Um descanso semanal e 30 dias consecutivos de repouso, por ano de atividade

Licença-maternidade *

120 (cento e vinte) dias
A instituição responsável pelo programa poderá prorrogar quando requerido pela médica-residente, o período de licença-maternidade em até 60 dias. Lei no 770, de 9 de setembro de 2008,
Licença-paternidade
5 (cinco) dias
Licença saúde *
até 15 (quinze) dias

Atestado médico superior a quinze dias, ele deverá ser afastado pelo INSS. A sua bolsa suspensa e a reposição será feita ao final da residência, com recebimento de bolsa.

Licença nojo

8 (oito) dias
Em caso de óbito de parentes de 1º grau, ascendentes ou descendentes.
Licença gala8 (oito) diasA contar da data do casamento

Serviço Militar**
XO médico convocado pelas Forças Armadas, matriculado no 1º ano de Residência, poderá requerer a reserva da vaga em apenas um programa em todo o território nacional, pelo período de um ano.

Serviço Militar voluntário**
XA concessão de reserva de vaga será estendida aos médicos residentes, homens e mulheres, que se alistem voluntariamente ao Serviço Militar, desde que o alistamento tenha sido feito antes da matrícula no Programa de Residência Médica.

*O residente que se afastar do programa por motivo devidamente justificado deverá completar a carga horária prevista, repondo as atividades perdidas em razão do afastamento, garantindo a aquisição das competências estabelecidas no programa

 **O trancamento de matrícula para prestação do Serviço Militar implicará na suspensão automática do pagamento da bolsa do residente até o seu retorno ao programa. A vaga poderá ser preenchida sempre que houver candidato aprovado além do limite de vagas previstas em edital, no mesmo processo seletivo e para o mesmo Programa. (Resolução CNRM nº 4/2001 – Art. 3º e 4º)

 

Médicos pelo Brasil x Mais Médicos

Mais Médicos x Médicos pelo Brasil: o que vai mudar?

Salários de R$ 21 mil, contratação pela CLT e maior oferta de vagas é o que promete o Governo com Médicos pelo Brasil para atender áreas mais carentes do Brasil

Deixar um capital ou uma grande centro  para se aventurar como médico em regiões longínquas do país pode significar uma grande experiência para você que está começando a carreira médica.

 Claro que esta decisão exigirá uma dose de aventura e o desejo de usar o conhecimento adquirido ao longo de sua graduação a serviço de populações carentes, que são as que mais necessitam de assistência médica.

Por outro lado, quem fez ou faz parte dos programas do Governo federal para levar os médicos as estas regiões mais carentes não têm dúvidas de que é uma experiência incrível. Os desafios são enormes, mas os resultados compensadores.

Neste artigo, vamos mostrar como vai funcionar o novo programa Médicos pelo Brasil que foi lançado, agora, em agosto, em substituição ao programa Mais Médicos. Entre as novidades, o programa prevê a especialização do profissional em Medicina de Família e Comunidade.

Desigualdade extrema na distribuição dos médicos

Apesar da média nacional indicar 2,18 médico para cada grupo de mil habitantes, há extrema desigualdade na distribuição dos profissionais. O estudo da Demografia Médica Brasileira confirma esta situação crítica que envolve a assistência médica a todos os brasileiros.

O Sudeste é a região com maior densidade médica por habitante (razão de 2,81) contra 1,16, no Norte, e 1,41, no Nordeste. Nos seus quatro estados, o Sudeste tem 244.304 médicos para uma população de 86.949.714 moradores. O estado de São Paulo, por sua vez, tem a mesma razão do Sudeste (2,81): concentra 21,7% da população e 28% do total de médicos do País.

Quando se compara por estados, você verifica esta desigualdade:

  • Distrito Federal – tem a razão mais alta, com 4,35 médicos por mil habitantes,
  • Rio de Janeiro –  com 3,55. 
  • São Paulo – razão de 2,81
  • Rio Grande do Sul – tem razão de 2,56
  • Espírito Santo- 2,40; e 
  • Minas Gerais – 2,30 médicos por mil habitantes. 

Na outra ponta estão estados do Norte e Nordeste. O Maranhão mantém a menor razão entre as unidades, com 0,87 médico por mil habitantes, seguido pelo Pará, com razão de 0,97. Os números deixam claro. Mas por que isto acontece?

Entidades médicas apontam falta de políticas públicas

As entidades médicas atribuem esta desigualdade à falta de políticas públicas eficazes que poderiam fazer com que os médicos migrassem e se fixassem nestas regiões que mais demanda a presença do profissional, de modo particular no interior das Regiões Norte e Nordeste. 

Além disto,  “a precariedade dos vínculos de emprego, a falta de acesso a programas de educação continuada, a ausência de um plano de carreira (com previsão de mobilidade) e inexistência de condições de trabalho e de atendimento, com repercussão negativa sobre diagnósticos e tratamentos, deixando médicos e pacientes em situação vulnerável”. 

E será que o programa Médicos pelo Brasil vai corrigir estes problemas apontados pela classe médica?

Como vai funcionar o programa Médicos Pelo Brasil?

Segundo as informações divulgadas do Ministério da Saúde, o programa Médicos pelo Brasil vai aumentar a oferta de serviços médicos em locais de alta taxa de vulnerabilidade. A estratégia é para ampliar em  7 mil vagas a oferta de médicos em municípios onde há os maiores vazios assistenciais na comparação com o programa Mais Médicos.

As regiões Norte e Nordeste juntas têm 55% do total dessas vagas. Ao todo, serão 18 mil vagas previstas, sendo cerca de 13 mil em municípios de difícil provimento.

O Médicos pelo Brasil também promete formar médicos especialistas em Medicina de Família e Comunidade. Os municípios foram divididos em 5 categorias: rurais remotos, rurais adjacentes, intermediários remotos, intermediários adjacentes e urbanos.

Serão priorizados os municípios rurais remotos, rurais adjacentes e intermediários remotos, que concentram 3,4 mil cidades, e poderão incluir todas as equipes de Saúde da Família no Programa Médicos pelo Brasil. Todas as Unidades de Saúde da Família ribeirinhas e fluviais e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) também serão consideradas como prioritárias.

Como serão selecionados os médicos para o Médicos pelo Brasil?

Será feito processo seletivo eliminatório e classificatório para as funções de médico da família e comunidade e tutor médico.  Para Médico de Família e Comunidade, serão selecionados médicos com registro no Conselho Federal de Medicina (CRM). Se aprovados na prova escrita, serão alocados em USF pré-definidas para realização do curso de especialização em Medicina de Família e Comunidade.

Para a função de Tutor Médico serão selecionados especialistas em Medicina de Família e Comunidade ou de Clínica Médica com CRM. Nessa modalidade, os profissionais aprovados na prova escrita já ingressam, por meio de contratação via CLT, e ficam responsáveis pelo atendimento à população nas USF a que foram designados e pela supervisão dos demais médicos ingressantes no Programa Médicos pelo Brasil, durante o período do curso de especialização.

Remuneração e gratificação no programa Médicos pelo Brasil

Nos dois primeiros anos, os profissionais farão curso de especialização, recebendo bolsa-formação no valor de R$ 12 mil mensais líquidos, com gratificação de R$ 3 mil adicionais para locais remotos (rurais e intermediários) e de R$ 6 mil adicionais para DSEIs, além de localidades ribeirinhas e fluviais.

Aprovados no curso, os médicos realizarão uma prova para adquirirem titulação de especialista em Medicina de Família e Comunidade e poderão ser contratados via Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permanecendo nas USF em que realizaram a formação.

A contratação via CLT apresenta quatro níveis salariais, com progressão a cada três anos de participação no programa, além de gratificação por desempenho vinculada ao alcance de indicadores de qualidade de atendimento e satisfação das pessoas atendidas.

 Este adicional por desempenho pode variar entre 11% e 30% em relação ao salário. O primeiro nível salarial pode chegar até R$ 21 mil e, gradativamente, até R$ 31 mil, considerando o acréscimo máximo da gratificação por desempenho e local de difícil provimento. Esses valores também incluem gratificação de R$ 1 mil mensais para os médicos que acumularem o cargo de tutor.

Curso de Especialização em Medicina da Família e Comunidade

O curso de especialização em Medicina de Família e Comunidade será obrigatório para a contratação federal via CLT. O médico cumprirá jornada semanal de 60 horas, sendo 40 horas voltadas à integração ensino-serviço, desenvolvendo atividades de atendimento direto à população, e 20 horas de atividades teóricas.

Os médicos serão supervisionados por seus respectivos tutores e passarão uma semana, a cada dois meses, na Unidade de Saúde da Família do tutor, realizando atendimentos em conjunto e supervisão de casos à distância a qualquer momento. Os médicos também contarão com a possibilidade de discussão de casos via telessaúde, de médico para médico.

O componente teórico será realizado por instituição de ensino superior parceira, com a participação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), na modalidade de ensino à distância. As avaliações serão semestrais, com aprovação obrigatória para continuidade no Programa.

Ao final do curso, o médico deverá realizar um trabalho de conclusão que consistirá na identificação e priorização de um problema existente na população vinculada a sua USF, acompanhado da intervenção para a melhoria desse problema.

Comparativo entre os programas Mais Médicos X Médicos pelo Brasil

Mais Médicos  Médicos pelo Brasil
Processo seletivo frágil Prova de conhecimentos eliminatória e classificatória
Vínculo precário, sem perspectiva de fixação e livre arbítrio Contrato CLT, carreira com progressão salarial, gratificação por desempenho e bônus para locais remotos e DSEIs
5 mil vagas em áreas prioritárias 13 mil vagas em áreas prioritárias: 7 mil vagas a mais, sendo 4 mil no Norte e Nordeste
Supervisão insuficiente Acompanhamento do tutor presencial e semipresencial
Ausência de indicadores de desempenho Gratificação por desempenho

FONTE: AGÊNCIA SAÚDE

residência médica

A Residência Médica é obrigatória?

A residência médica é o melhor caminho para ser um médico especialista de sucesso? Todos sabem que conquistar uma vaga no curso de medicina não é fácil. Certamente, você já sabe que passar no vestibular foi apenas uma primeira etapa vencida. Além do curso em si, que exige muita dedicação, daqui a pouco você estará se perguntando: e agora, o que faço do meu futuro? Devo seguir qual especialidade médica? É neste ponto que você começa a ouvir sobre a residência médica.

Embora não seja obrigatória para o exercício da profissão, a residência é considerada “padrão ouro” da especialização médica. É uma modalidade de ensino de pós-graduação, destinada a médicos, sob a forma de curso de especialização.

Portanto, é essencial que você saiba tudo sobre como se preparar e como são os concursos para e não perder tempo. A concorrência nos programas de residência médica das principais instituições, como a residência da USP, é elevada e, você, precisa estar à frente.

Neste post você vai encontrar:

O que é residência médica?

Considerada “padrão ouro” da especialização na medicina, a Residência Médica é uma modalidade de ensino de pós-graduação, instituída em 1977 (decreto 80.281, de 5/9/1977) destinada a médicos, sob a forma de curso de especialização. Ela funciona em instituições de saúde e tem orientação de profissionais médicos com alta qualificação ética e profissional. No mesmo decreto que instituiu a residência médica foi criada a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

O programa de Residência Médica, integralmente cumprido dentro de uma determinada especialidade confere ao médico residente, o título de especialista. Somente programas credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica podem empregar a expressão “residência médica”.

Os programas concedem o título de especialista. Não são, portanto, obrigatórios para se exercer a profissão, mas a maioria dos concursos públicos exige o certificado, além de hospitais e clínicas particulares. Os programas, porém,  garantem o aperfeiçoamento do padrão profissional e científico do médico e a melhoria da assistência médica à comunidade nas áreas profissionalizantes.

Os graduados que participam de residências são supervisionados. O programa tem a duração de dois anos, podendo chegar a cinco anos dependendo da carga horária e da especialização escolhida.

Ela é obrigatória?

Não é obrigatório fazer a residência. Terminada a graduação, geralmente depois de seis anos, o médico com CRM pode atuar em consultórios, clínicas e hospitais. No entanto, ele vai atuar como generalista. Para se especializar em uma determinada área ele precisa estudar mais. Os programas de residência concedem o título de especialista.

Embora não seja obrigatória, a maioria dos concursos públicos exige a titulação, o mesmo ocorrendo em hospitais e clínicas. Portanto, o melhor mesmo é dar sequência aos estudos para construir uma carreira de sucesso. O médico que faz uma residência reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica têm direito a uma bolsa-auxílio durante os estudos, atualmente, no valor de R$ 3.330,43.

Especialidades médicas mais procuradas

No topo da lista das especialidades médicas mais procuradas está a Clínica Médica ( 11,2%). A escolha da residência em clínica médica está muito atrelada ao fato de que ela é pré-requisito para várias outras áreas de atuação. 

Já na lanterna do ranking está a Genética Médica, com apenas 0,1% de especialistas. Além da questão do pré-requisito, outra fator que influencia no ranqueamento é a oferta de programas nestas áreas. Veja as cinco mais procuradas e as cinco menos procuradas conforme a pesquisa do Perfil do Médico Brasileiro, organizada pelo CFM.

  • Mais procuradas
    Clínica Médica (11,2%)
    Pediatria  (10,3%)
    Cirurgia Geral (8,9%)
    Ginecologia e Obstetrícia (8%)
  • Menos procuradas
    Medicina Esportiva (0,2)
    Medicina Legal e Perícia Médica (0,2)
    Cirurgia de Mão (0,2%)
    Radioterapia (0,2%)
    Genética Médica (0,1%) 

Como são as provas de residência médica?

Todo recém-formado com o registro do CRM pode atuar como médico generalista. Para se especializarem em uma área, precisam dar sequência aos estudos e enfrentar o período de residência médica. As provas não são direcionadas à área que você escolheu. Todas contêm temas gerais da graduação, abrangendo cinco áreas básicas: Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria e Medicina Social.

Além da prova técnica, em média com 100 questões, são realizadas mais duas etapas: análise curricular e entrevista. O peso maior, entretanto, nestes casos é para a prova técnica.  Além da prova técnica, mais duas etapas são necessárias para conseguir a aprovação na residência escolhida: análise curricular e entrevista pessoal.

O concurso, no entanto, depende também da escolha da instituição e especialidade. As diferenças podem ser importantes com a inclusão, em alguns casos, da prova prática. Em alguns processos seletivos ela pode representar até 50% da nota e em outros nem mesmo existe. Por isto, é preciso estar bem preparado.  

Em geral, os editais de residência 2020 começam a ser divulgados pelas instituições no segundo semestre. Para começar a se inteirar dos concursos é sempre bom que você tenha desde o início da graduação um contato com o que é cobrado nas provas e também para que faça um planejamento curricular.

Quer saber tudo sobre residência médica e aprender como se preparar para as provas?

Fique de olho em tudo nas atualizações do nosso blog

Estudantes conversam com professor

Como escolher curso Preparatório para Residência Médica?

Estudantes conversam com professor
Fazer um curso preparatório para as provas e residência é um caminho para se tornar um especialista

Confira as dicas do Revisamed para fazer a melhor escolha e se dar bem nas provas de residência médica

Como escolher o curso preparatório para residência médica. Para facilitar a vida do estudante de medicina, o curso preparatório Revisamed selecionou algumas dicas para os médicos que já planejam a residência médica tão logo terminem a faculdade.

Formado por um grupo de professores especialistas, mestres e doutores, todos os profissionais nacionalmente reconhecidos pela atuação médica aliada experiência do ensino na área da saúde, o curso preparatório para residência médica Revisamed sabe bem que a expertise da equipe de professores é decisiva para que você faça uma boa escolha e conquiste a tão sonhada vaga na residência médica.

Qual o melhor curso para residência médica?

“No Revisamed, por exemplo, reunimos os mais competentes médicos e professores em todas as especialidades. Nossa filosofia é aprenda com quem faz”, destaca um dos coordenadores. Além da qualidade da equipe, a didática e os materiais de apoio disponibilizados pelo curso para residência médica devem ser observados na hora da contratação.

O Revisamed coloca à disposição do estudante videoaulas em módulos curtos, caderno digital com pergunta e resposta que funciona como uma apostila, questões comentadas, podcast e, ainda, o acesso premium ao app Whitebook e ao Medcards/Brainscape

Enfim, uma série de recursos de apoio aos estudos que faz toda a diferença. Entre os especialistas na área educacional, não há dúvidas que o conteúdo oferecido e o método de ensino adotado fazem do Revisamed o melhor curso para as provas de residência médica.

A metodologia de ensino do Revisamed também foi pensada para que o estudante otimize seu tempo e de fato aprenda o conteúdo, não se limitando aos famosos “macetes” de prova ou “pegadinhos.

Todo o material de cada uma das 350 videoaulas ficam dispostas em um só lugar, a chamada trilha de estudos Revisamed. Com um clique apenas você acessa o tema escolhido e encontra todo o material para se preparar para a prova de residência médica.

Relação custo x benefício

Outra importante e decisiva dica é relação custo x benefício. O estudante precisa saber diferenciar o que é conteúdo de qualidade de penduricalhos. Uma série de artifícios encarecem o preço do curso preparatório para residência médica.

Basta ter bom senso e saber o que fato é importante na sua preparação. “Tenha sempre em mente que o preparatório para residência médica precisa ter os conteúdos que são exigidos nas provas. Além disto, é claro, precisa estar dentro do seu orçamento e dar um suporte adequado ao estudante. O restante é dedicação”, completam os educadores do Revisamed.

Como são os cursos preparatórios para residência médica

Existe uma série de modalidades de cursos preparatórios para a residência médica online. Quem está terminando a faculdade e já quer logo fazer a residência médica pode optar por um curso mais rápido de 12 meses.

Já o estudante que gosta de planejar e ter mais tempo para se preparar, o ideal é buscar um curso preparatório para residência de 24 meses. “Neste caso, ele terá mais tempo para assistir as videoaulas, fazer provas e usar todo o material de apoio”, consideram os coordenadores.

No Revisamed, os cursos preparatórios R1 se dividem em duas modalidades: 14 meses e 24 meses.  Além destes, o Revisamed oferece também o curso para o Revalida e os cursos R3.

cursos para residencia médica
 

Opções de cursos preparatórios para R3

Há ainda as modalidades de cursos preparatórios para R3. O Revisamed oferece os cursos preparatórios online por 14 meses nas áreas de Clínica Médica, Cirurgia, Pediatria.

Direcionado ao médico que já está na residência e deseja se especializar em uma área da Clínica Médica, da Clínica Cirúrgica ou da Pediatria.

Os cursos R3 são dinâmicos, rápidos, com 14 meses de acesso e todo o conteúdo da área escolhida. São disponibilizados todos os recursos da trilha de estudo Revisamed, preparando o médico para as provas de residência médica ou mesmo para uma atualização profissional na área.

Concorrência acirrada exige objetivos bem claros na escolha do curso para residência médica

Escolher o curso preparatório para a residência pode parecer tarefa muito difícil, mas é preciso estar atento também a especialidade e a instituição que o estudante tenha maior interesse.

Afinal, é sua carreira médica que está em jogo e a concorrência está cada vez mais acirrada: quem estiver melhor preparado terá mais condições de fazer uma boa prova.

É importante ter bem claro os seus objetivos. Se pretende cursar a residência em instituição pública ou privada e, definido o seu objetivo, é focar nos estudos em conteúdos e questões mais específicas.

Selecionar os editais e dedicar-se o tempo livre para os estudos são decisivos. Fazer questões de provas anteriores e saber a maior prevalência de questões de cada área facilitam a preparação. É importante que você saiba também algumas dicas. Leia o blogpost Como escolher a sua residência médica? Veja as dicas do Revisamed

 

Quatro especialidades concentram 39% dos especialista no Brasil, aponta estudo

De acordo com a publicação Demografia Médica Brasileira – O perfil do médico brasileiro e a desigualdade no acesso à assistência, realizado em 2018 pela Associação Médica Brasileira (AMB) quatro especialidades concentram quase 39% dos especialistas do País

As quatro especialidades, juntas, representam 38,4% de todos os títulos de especialistas no País. São elas:

  • Clínica Médica tem 42.728 titulados, ou 11,2% do total
  • Pediatria, 39.234 titulados (10,3%).
  • Cirurgia Geral reúne 34.065 especialistas (8,9%).
  • Ginecologia e Obstetrícia tem 8% dos titulados, ou 30.415.

Em seguida as especialidades com mais número de títulos estão Anestesiologia (com 6%), Medicina do Trabalho (4,2%), Ortopedia e Traumatologia (4,1%), Cardiologia (4,1%), Oftalmologia (3,6%) e Radiologia e Diagnóstico por Imagem (3,2%). Essas seis especialidades, somadas às quatro básicas, representam 63,6% de todos os títulos.

As primeiras 20 especialidades, ainda segundo a publicação, reúnem 80,4% dos profissionais titulados. Os outros 19,6% estão distribuídos pelas demais 34 especialidades. Oito delas têm menos de mil titulados cada.

Genética Médica é a especialidade com menor número de titulados: são 305, ou 0,1% do total. As 59 “áreas de atuação” reconhecidas no País, que são derivadas, relacionadas ou ligadas às especialidades, não fizeram parte do presente estudo.

Tabela 50
Distribuição de títulos de especialistas, segundo especialidades – Brasil, 2018

Especialidade
Número de títulos % % acumulado
Clínica Médica 42.728 11,2 11,2
Pediatria 39.234 10,3 21,5
Cirurgia Geral 34.065 8,9 30,4
Ginecologia e Obstetrícia 30.415 8,0 38,4
Anestesiologia 23.021 6,0 44,4
Medicina do Trabalho 15.895 4,2 48,6
Ortopedia e Traumatologia 15.598 4,1 52,7
Cardiologia 15.516 4,1 56,7
Oftalmologia 13.825 3,6 60,4
Radiologia e Diagnóstico por Imagem 12.233 3,2 63,6
Psiquiatria 10.396 2,7 66,3
Dermatologia 8.317 2,2 68,5
Medicina Intensiva 6.562 1,7 70,2
Otorrinolaringologia 6.373 1,7 71,9
Cirurgia Plástica 6.304 1,7 73,5
Medicina de Família e Comunidade 5.486 1,4 75,0
Urologia 5.328 1,4 76,4
Medicina de Tráfego 5.221 1,4 77,7
Endocrinologia e Metabologia 5.210 1,4 79,1
Neurologia 5.104 1,3 80,4
Gastroenterologia 4.881 1,3 81,7
Nefrologia 4.474 1,2 82,9
Cirurgia Vascular 4.301 1,1 84,0
Infectologia 3.746 1,0 85,0
Acupuntura 3.598 0,9 85,9
Oncologia Clínica 3.583 0,9 86,9
Pneumologia 3.412 0,9 87,8
Neurocirurgia 3.298 0,9 88,6
Patologia 3.210 0,8 89,5
Endoscopia 3.184 0,8 90,3
Cirurgia do Aparelho Digestivo 2.864 0,8 91,1
Hematologia e Hemoterapia 2.668 0,7 91,8
Homeopatia 2.617 0,7 92,4
Reumatologia 2.383 0,6 93,1
Cirurgia Cardiovascular 2.271 0,6 93,7
Mastologia 2.219 0,6 94,2
Coloproctologia 1.950 0,5 94,8
Medicina Preventiva e Social 1.863 0,5 95.,2
Geriatria 1.817 0,5 95,7
Nutrologia 1.692 0,4 96,2
Angiologia* 1.633 0,4 96,6
Alergia e Imunologia 1.601 0,4 97,0
Patologia Clínica/Medicina Laboratorial* 1.450 0,4 97,4
Cirurgia Pediátrica 1.378 0,4 97,8
Cirurgia Oncológica 1.190 0,3 98,1
Cirurgia de Cabeça e Pescoço 1.072 0,3 98,3
Cirurgia Torácica 992 0,3 98,6
Medicina Nuclear 915 0,2 98,8
Medicina Física e Reabilitação* 887 0,2 99,1
Medicina Esportiva 869 0,2 99,3
Medicina Legal e Perícia Médica* 827 0,2 99,5
Cirurgia da Mão 791 0,2 99,7
Radioterapia 734 0,2 99,9
Genética Médica 305 0,1 100,0
Total 381.506 100,0
Nota: nesta análise foi usado o número de registros de médicos e de títulos de especialistas. Médicos com mais de um título são contados em cada especialidade.
Especialistas com inscrições secundárias (médicos com registro em mais de um CRM) são contados em cada estado.
*O número de especialistas teve pequena redução em relação a divulgações anteriores devido à padronização de dados de titulação. Fonte: Scheffer M. et al., Demografia Médica no Brasil 2018.   

O que você precisa saber sobre residência médica

Duração da residência médica:

Cada especialidade da residência médica tem grade curricular diferenciada. Mas a duração mínima da residência é de dois anos. A duração vai de 2 a 5 nos para áreas básica e de acesso direto.

Em algumas especialidades há ano adicional para aperfeiçoamento do conhecimento e habilidades técnicas. Para programas de residência médica com pré-requisito a duração varia de 2 a 4 anos.

ESPECIALIDADEPRÉ-REQUISITODURAÇÃO (ANOS)
Acupuntura2
Alergia e Imunologia2
AnestesiologiaAcesso Direto (especialidade)3
Angiologia e Cirurgia vascularCirurgia Geral (2 anos)2
OncologiaClínica Médica (2 anos)3
CardiologiaClínica Médica (2 anos)2
Cirurgia cardiovascularCirurgia Geral (2 anos)4
Cirurgia da mãoOrtopedia/Cirurgia Plástica2
Cirurgia de cabeça e pescoçoCirurgia Geral (2 anos)2
Cirurgia GeralAcesso direto (área básica)2-3 (3° ano opcional)
Cirurgia do aparelho digestivoCirurgia Geral (2 anos)2
Cirurgia pediátricaCirurgia Geral (2 anos)3
Cirurgia plásticaCirurgia Geral (2 anos)3
Cirurgia torácicaCirurgia Geral (2 anos)2
Clínica médicaAcesso Direto (área básica)2
ColoproctologiaCirurgia Geral (2 anos)2
DermatologiaAcesso Direto3
EndocrinologiaClínica Médica (2 anos)2
EndoscopiaClínica Médica e Cirurgia Geral (Resolução CNRM 08/2006)2
GastroenterologiaClínica Médica (2 anos)2
Genética médicaAcesso Direto3
GeriatriaClínica Médica (2 anos)2
Ginecologia e obstetríciaAcesso Direto (área básica)3
Hematologia e hemoterapiaClínica Médica (2 anos)2
HomeopatiaAcesso Direto2
InfectologiaAcesso Direto (especialidade)3
MastologiaCirurgia Geral ou GO2
Medicina de família e comunidadeAcesso Direto (especialidade)2
Medicina do trabalhoAcesso Direto2
Medicina do tráfegoAcesso Direto2
Medicina esportivaAcesso Direto3
Medicina física e reabilitaçãoAcesso Direto (especialidade)3
Medicina IntensivaClínica Médica (2 anos), ou Clínica Geral (2 anos), ou Anestesiologia (3 anos)2
Medicina legal2
Medicina nuclear3
Medicina preventiva e socialAcesso Direto (área básica)2
NefrologiaClínica Médica (2 anos)2
NeurocirurgiaAcesso Direto (especialidade)5
NeurologiaAcesso Direto3
Nutrologia2
OftalmologiaAcesso Direto (especialidade)3
Ortopedia e traumatologiaAcesso Direto (especialidade)3
OtorrinolaringologiaAcesso Direto (especialidade)3
PatologiaAcesso Direto (especialidade)3
Patologia Clínica/Medicina LaboratorialAcesso Direto (especialidade)3
PediatriaAcesso Direto (área básica)2
PneumologiaClínica Médica (2 anos)2
PsiquiatriaAcesso Direto (especialidade)3
Radiologia e Diagnóstico por imagemAcesso Direto (especialidade)3
RadioterapiaAcesso Direto3
ReumatologiaClínica Médica (2 anos)2
UrologiaCirurgia Geral (2 anos)3

 

Residência médica pediatria

Residência Médica: Veja especialidades com mudanças a partir de 2019

Residência médica pediatria

Os médicos que vão fazer prova para residência médica em 2019/2020 devem ficar atentos às mudanças  em algumas áreas  dos programas de residência médica no país. Entre as mudanças, destaque para as residências de Pediatria, Neurologia, Cirurgia Cardiovascular. Os editais destas especialidades que forem lançados a partir de 2019 para novos programas deverão estar em acordo com a nova legislação.

O que muda?

  • Pediatria passa a ter mais um ano obrigatório e 30% das atividades feitas em ações básicas de saúde. Veja requisitos mínimos para residência em Pediatria.
  • Neurologia passa a ter mais um ano obrigatório.
  • Cirurgia Cardiovascular passa de 4 para 5 anos com acesso direto.
  • Para a Pediatria as alterações significam 30% das atividades feitas em ações básicas de saúde.

Na Neurologia, o aumento do tempo de residência foi aprovado em 2018. Veja  Matriz de Competência de Neurocirurgia

Residência em cirurgia cardiovascular

Em 2017, a Cirurgia Cardiovascular passou a ter duração de 5 anos com acesso direto . A mudança foi proposta pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular que justificou a medida  pela evasão de candidatos após os dois anos de Cirurgia Geral – antes pré-requisito, necessidade de aprender novas competências, diminuição da procura pela especialidade, as habilidades da cirurgia geral podem ser adquiridas com o treinamento direto em Cirurgia Cardiovascular, Cirurgiões treinados com (CNRM) ou sem (SBCCV) o pré-requisito em Cirurgia Geral têm igual desempenho quando oriundos de serviços de excelência.

Confira a RESOLUÇÃO Nº 2, DE 4 DE ABRIL DE 2019, que dispõe sobre a matriz de competências dos Programas de Residência Médica em Cirurgia Cardiovascular no Brasil.

Fique por dentro das residências médicas

Veja também as matrizes de competências aprovadas pela Comissão Nacional de Residência Médica para 23 especialidades.

Matriz de Competência de Alergia e Imunologia
Matriz de Competência de Anestesiologia
Matriz de Competência de Cirurgia Cardiovascular
Matriz de Competência de Cirurgia da Mão
Matriz de Competência de Cirurgia do Aparelho Digestivo
Matriz de Competência de Cirurgia Geral
Matriz de Competência de Cirurgia Oncológica
Matriz de Competência de Cirurgia Plástica
Matriz de Competência de Dermatologia
Matriz de Competência de Endocrinologia e Metabologia
Matriz de Competência de Gastroenterologia
Matriz de Competência de Genética Médica
Matriz de Competência de Ginecologia e Obstetrícia
Matriz de Competência de Hepatologia
Matriz de Competência de Medicina do Trabalho
Matriz de Competência de Medicina Nuclear
Matriz de Competência de Neurocirurgia
Matriz de Competência de Oncologia Clínica
Matriz de Competência de Ortopedia e Traumatologia
Matriz de Competência de Otorrinolaringologia
Matriz de Competência de Patologia
Matriz de Competência de Pneumologia
Matriz de Competência de Urologia

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria e Comissão Nacional de Residência Médica

como escolher a sua residência médica

Como escolher a sua residência médica? Veja as dicas do Revisamed

Como escolher a sua residência médica? Esta é uma questão que deixa em dúvida quase todos os médicos recém-formados. Para decidir a especialidade médica que vai seguir é preciso levar em consideração uma série de questões, que passa pela vocação, pela qualidade da instituição onde cursar a residência médica e como você imagina a sua rotina de trabalho ideal no futuro.

É claro que escolher a sua residência médica é muito mais pessoal, mas nós queremos, com este artigo, te ajudar a pensar em alguns pontos que podem passar despercebidos, mas são importantes na hora de decidir a sua especialização. A ideia é ajudá-lo a tirar dúvidas e melhor fundamentar a principal escolha na carreira do médico

Além disto, vamos ter dar uma visão geral da titulação médica em todo país com bases nos dados do estudo Demografia Médica: O perfil do Médico Brasileiro , realizado pela Faculdade de  Medicina da Universidade de São Paulo (USP) , com o apoio institucional do Conselho   Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) .

Escolher a residência médica exige muita reflexão

Começamos, portanto, com o que levar em consideração na hora de escolher a residência médica:

1 – O peso da instituição influencia em como escolher a sua residência médica:

Tenha em mente onde pretende se especializar. Há instituições e centros altamente reconhecidos na área em que atuam. A concorrência por centros de referência é grande. Vale a pena optar  pela porte da instituição independente da especialidade médica? Por outro lado, o melhor é seguir a especialidade que deseja mesmo em uma instituição menor?. Ou, ainda, é melhor se preparar para fazer a residência médica escolhida na instituição de maior peso?

2 – Não basta querer, tem que se preparar para a residência escolhida:

Se você quer ser cardiologista, neurologista, urologista, pneumologista, pediatra, etc, etc, etc…. não importa. Terá que estar bem preparado. Em outras palavras, a residência médica é sempre muito concorrida.

3 – Como escolher a sua residência médica: com que tipo de paciente você deseja trabalhar:

Este é um ponto importante para uma reflexão. Dependendo da sua especialização, você terá um perfil comum entre os seus pacientes. É preciso ter mente com que área você mais se identifica. Quer atuar com doenças curáveis, incuráveis, agudas, crônicas… enfim, resumindo, avalie a área e o perfil do seu paciente

4 – Qual especialidade médica ganha mais ? :

A sua necessidade financeira é outro ponto a se pensar muito. Há áreas mais e menos valorizadas. O ideal é fazer uma pesquisa de mercado. Afinal, os valores variam muito. Aqui é importante ressaltar que você poderá ter também mais ou menos reconhecimento, dependendo da especialização. Mas, contudo, um ponto é determinante: a saúde financeira é importante, porém ela virá se você trabalhar com aquilo que gosta, independente da sua especialização.

5 – Tranquilidade ou corre-corre:

Que médico trabalha muito, ninguém tem dúvidas. Não há hora para nada. É sempre um corre-corre entre consultório, clínicas e hospitais, uma carga de trabalho bastante pesada. E tem mais: a atualização, o estudo constante, é uma exigência da área médica. Portanto, é preciso estar preparado e decidido do que você quer para o seu futuro.

6 -Ainda sobre a rotina diária do médico:

O que te faz mais feliz: ter flexibilidade de horários, agendas marcadas ou gosta mesmo do imprevisível!!! Plantões, consultório, centro cirúrgico, ambulatório…  A área que escolher da residência médica vai direcionar para o seu local de trabalho… Seja passar mais tempo em ambiente fechado fazendo plantões, ou como anestesiologista no centro cirúrgico ou no consultório clínico. Portando, ao escolher a residência médica tenha em mente onde você vai (ou quer) trabalhar.

Conheça um pouco mais de cada especialidade médica

Com base em pesquisa de sites das associações médicas, conselhos e opinião de especialistas de cada área médica o curso Revisamed, Preparatório para a Residência Médica e de Atualização Médica preparou um resumo com as principais informações de cada especialidade para que você não tenha dúvidas na hora de escolher a sua residência médica ideal. Em agosto de 2018, o Conselho Federal de Medicina (CFM) atualizou as especialidades médicas e áreas de atuação que reconhecidas pelo conselho.

Como são muitas áreas, vamos dividir este blogpost Como escolher a sua residência médica em duas partes para as especialidades médicas com acesso direto. Nesta primeira parte, você vai conhecer um pouco mais das seguintes áreas: Acupuntura, Anestesiologia, Cirurgião de Mão, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Dermatologia, Genética Médica, Homeopatia, Infectologia, Medicina da Saúde e Comunidade, Medicina do Tráfego, Medicina do Trabalho, Medicina Esportiva. Vamos lá:

Conheça um pouco mais de cada especialidade médica e saiba como escolher a sua residência médica – primeira parte.

ACUPUNTURA
Título de especialista em ACUPUNTURA
Formação: 2 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Acupuntura
AMB: Concurso do Convênio AMB/Colégio Médico de Acupuntura

Resumo: método terapêutico que se caracteriza pela inserção de agulhas na superfície corporal para tratar doenças e promover a saúde. Originária na China é reconhecida pela CFM desde 1995. A formação do médico acupunturista é feita como pós-graduação ou residência, e envolve o conhecimento de princípios básicos da filosofia chinesa, da medicina tradicional, o estudo da localização dos pontos de acupuntura e o reconhecimento das várias síndromes clínicas com etiologia, fisiopatologia e tratamento, tudo baseado na medicina tradicional chinesa. Acupuntura é praticada em consultórios e clínicas privadas e é obrigatoriamente oferecida aos beneficiários de planos de saúde. O Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura tem registrados cerca de 3.200 acupunturistas.

ANESTESIOLOGISTA
Título de especialista em ANESTESIOLOGIA 
Formação: 3 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Anestesiologia
AMB: Concurso do Convênio AMB/Sociedade Brasileira de Anestesiologia

Resumo: realização de procedimentos invasivos e disposição para acompanhar os avanços tecnológicos precisam fazer parte do perfil do anestesiologista. A área de atuação está cada vez mais ampliada, não se limitando ao centro cirúrgico e ao período intraoperatório. O anestesiologista está presente desde a avaliação pré-operatória às solicitações de exames e orientações necessárias. Interage de forma muito íntima, com colegas das unidades de tratamento.  O especialista ainda atende casos não cirúrgicos, como paciente com dores crônicas. São aproximadamente 21 mil anestesistas registrados pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia.

CIRURGIA DA MÃO
Título de especialista em CIRURGIA DA MÃO
Formação: 2 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Cirurgia da Mão
AMB: Concurso do Convênio AMB/Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão

Resumo: O cirurgião de mão é o médico responsável por reparar e reconstruir lesões ósseas, tendinosas, ligamentares, nervosas, musculares e de cobertura cutânea nas mãos, punhos e cotovelos. Também atua no tratamento de doenças degenerativas e deformidades congênitas de mãos e punhos. É um  profissional com treinamento em microcirurgia o que o habilita a realizar reimplantes de segmentos amputados, transferência de tecidos à distância (retalhos microcirúrgicos), bem como realizar reparo de lesões de nervos periféricos não só nas mãos, mas em todo o corpo (membros superiores, membros inferiores e plexo braquial).Requer como pré-requisito formação em Ortopedia e Traumatologia ou Cirurgia Plástica. O profissional deve gostar de técnicas cirúrgicas complexas e delicadas e estar habituado a fazer procedimentos reconstrutivos não só na mão, mas em qualquer lugar do corpo. Nada de rotina nesta especialidade. Hospitais públicos, privados e particulares; clínicas ambulatoriais; hospitais pediátricos para tratar das deformidades congênitas; centros de pesquisas clínicas; além de consultório particular são locais de trabalho. O cirurgião de mão poderá atuar no diagnóstico, tratamento conservador e tratamento cirúrgico. A Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão contava com cerca de 700 especialistas

CIRURGIA GERAL
Título de especialista em CIRURGIA GERAL
Formação: 3 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral
AMB: Concurso do Convênio AMB/Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Resumo: Tem como pré-requisito o diploma em Medicina. O perfil do cirurgião geral pode variar, mas é inerente à especialidade a necessidade de resistência física, controle do fator emocional e segurança na tomada de decisão. Ter um bom conhecimento de clínica cirúrgica é um grande diferencial. O dia a dia do cirurgião se resume em realizar cirurgias marcadas previamente (eletivas), cirurgias de urgência ou por complicações de cirurgias já realizadas, visita e evolução dos pacientes de pós-operatório. Como cirurgião geral, o médico pode atuar como autônomo sendo o cirurgião principal de sua equipe (compostos por outros cirurgiões, anestesista e instrumentador), auxiliando cirurgiões mais experientes, realizar plantões ou atuar como parecerista em hospitais de emergência/trauma e ser docente em alguma instituição de ensino. O cirurgião pode realizar cirurgias ditas “abertas” (clássica), cirurgias videolaparoscópicas (introduzindo câmeras por pequenos orifícios abertos no paciente ou por orifícios naturais) e, mais atualmente, a cirurgia com assistência robótica. O Colégio Brasileiro de Cirurgiões tem aproximadamente 30 mil cirurgiões registrados.

CLÍNICA MÉDICA
Título de especialista em CLÍNICA MÉDICA
Formação: 3 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Clínica Médica
AMB: Concurso do Convênio AMB/Sociedade Brasileira de Clínica Médica

Resumo: A Clínica Médica é considerada uma das áreas bases da medicina. Engloba conteúdo das diversas especialidades clínicas: você acaba sempre lendo e sabendo um pouco de tudo. O ponto forte são os desafios diagnósticos: os pacientes se apresentam com um conjunto de sinais e sintomas e é o clínico o grande responsável pela investigação.  Engloba a atenção primária/atenção básica, concentrada no nível ambulatorial, mas também a medicina interna, responsável pela visita dos pacientes internados. Do mesmo modo, a maior parte dos emergencistas são hoje clínicos. Outra área importante de atuação são as ações preventivas individuais. A maioria dos clínicos novos tem procurado ter uma área na qual ele aprofundou a experiência e o conhecimento, em geral acompanhando um serviço especializado ou por mestrado e doutorado. Como exemplo, temos clínicos com maior atuação em hepatologia, hipertensão, colagenoses, entre outras. Todo médico que escolher uma especialidade clínica, com exceção de dermato e neuro, deverá realizar a residência de clínica médica (2 anos) antes do ingresso na especialidade. A rotina mais comum de um clínico é trabalhar vinculado a um hospital pela manhã, fazer o consultório à tarde e dar algum plantão à noite. O clínico é hoje o profissional com maior campo de trabalho.  A Sociedade Brasileira de Clínica Médica tem 35 mil clínicos registrados.

DERMATOLOGIA
Título de especialista em DERMATOLOGIA
Formação: 3 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Dermatologia
AMB: Concurso do Convênio AMB/Sociedade Brasileira de Dermatologia

Resumo: Área médica que  trata das doenças da pele, tecido subcutâneo, cabelos e unhas. Abrange toda área da Dermatologia clínica e cirúrgica, assim como a Cosmiatria (área da Dermatologia que trata da beleza e alterações estéticas da pele). A rotina em geral é ambulatorial, atendimento clínicos, pequenos procedimentos cirúrgicos e tratamento estéticos, que também podem ser realizados no consultório. Há possibilidade de cirurgias de maior porte em centros cirúrgicos. No campo de trabalho, o profissional pode ter consultório próprio ou atuar em clínicas, além de concursos púbicos. São registrados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia cerca de 7 mil profissionais.

GENÉTICA MÉDICA
Título de especialista em GENÉTICA MÉDICA
Formação: 3 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Genética Médica
AMB: Concurso do Convênio AMB/Sociedade Brasileira de Genética Médica

Resumo: A Genética Médica é uma especialidade que realiza avaliação clínica, diagnóstico, tratamento e aconselhamento genético de indivíduos e famílias com diversos tipos de afecções, assim como suporte e consultoria para outras especialidades médicas e demais profissões da saúde. O médico geneticista especializa-se por meio de residência médica na área e atua na investigação diagnóstica e orientação nas seguintes áreas: a) Esterilidade e Infertilidade masculina e feminina b) Fertilização assistida c) Diagnóstico pré-implantacional d) Diagnóstico pré-natal e) Triagem neonatal f) Defeitos congênitos g) Problemas neurológicos como atraso de desenvolvimento, hipotonia, involução de desenvolvimento, entre outros h) Déficit intelectual i) Doenças neurodegenerativas da idade adulta j) Câncer. O geneticista atua também na coleta e  interpretação de dados populacionais de defeitos congênitos e outras condições geneticamente determinadas e na investigação de fatores ambientais que podem causa de defeitos congênitos. Com os avanços laboratoriais para diagnóstico de doenças genéticas, um novo ramo desta especialidade foi consolidado, a Medicina Genômica. Esta área objetiva a identificação de características individuais para prevenção e diagnóstico precoce de doenças comuns, que geralmente têm envolvimento de fatores ambientais. A partir desses conhecimentos, abrem-se perspectivas de prevenção personalizadas, que podem incluir mudanças de estilo de vida, rastreamento de problemas de saúde com maior ou menor frequência e suspensão ou adequação de doses de medicamentos de uso crônico e agudo.

HOMEOPATIA
Título de especialista em HOMEOPATIA
Formação: 2 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Homeopatia
AMB: Concurso do Convênio AMB/Associação Médica Homeopática Brasileira

Resumo: A homeopatia é uma especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) desde 1980. Por meio dessa especialidade é possível tratar diversas doenças — desde as alergias respiratórias até problemas emocionais. Podem se especializar nessa área apenas médicos, odontologistas, veterinários e farmacêuticos. No entanto, apenas o médico pode praticar a parte clínica da homeopatia, cabendo aos odontologistas exclusivamente as questões em odontologia e aos farmacêuticos apenas a questão de produção da medicação. O conceito fundamental da homeopatia é tratar o paciente como um todo de forma individualizada, e não a doença. Assim, é procedimento de rotina que as consultas homeopáticas sejam extensas. Embora possa atuar em hospitais, a especialidade tem pouco espaço neste ambiente. Dessa forma, a atuação em consultórios e ambulatórios, onde ocorre um fluxo maior de pacientes estáveis, representa um campo mais interessante para homeopatas. Desde 2006, a homeopatia oferecida na rede pública de saúde. Uma boa relação médico-paciente é fundamental. O homeopata precisa também ter capacidade de reconhecer a necessidade de encaminhar o paciente para tratamento convencional em caso de patologia mais grave.

INFECTOLOGIA
Título de especialista em INFECTOLOGIA
Formação: 3 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Infectologia
AMB: Concurso do Convênio AMB/Sociedade Brasileira de Infectologia

Resumo: é a especialidade médica que se ocupa do estudo das doenças causadas por diversos patógenos como príons, vírus, bactérias, protozoários, fungos e animais. A infectologia também é chamada de “doenças infecto-parasitárias” (DIP) ou “moléstias infecciosas e parasitárias” (MIP). No Brasil, a infectologia é uma especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, sendo determinado que, além do curso de Medicina, o profissional deva fazer uma residência médica que tem a duração de três anos. O infectologista atua na prevenção primária (educação em saúde, vacinação, etc.) e na prevenção secundária (tratamento de doenças infecciosas e prevenção de incapacidade causadas por estas). O infectologia atua em pareceres e acompanhamento clínico, ambulatorial ou enfermaria ou políticas e atividades de prevenção, palestras/educação e ainda no controle do uso de antibióticos, desde a atenção primária, secundária, terciária e até quaternária, na área assistencial, pesquisa e vigilância epidemiológica. Caso o médico assim deseje, a residência em DIP é pré-requisito de uma nova residência como por exemplo Infectologia Hospitalar, Hepatologia e Terapia Intensiva. São cerca de 3.200 infectologistas registrados pela Sociedade Brasileira de Infectologia.

MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE
Título de especialista em MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE
Formação: 2 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade
AMB: Concurso do Convênio AMB/Sociedade Brasileira de   Medicina de Família   e Comunidade

Resumo: O principal campo de atuação do médico de família é a prestação de cuidados primários, o que caracteriza esse profissional como o especialista em manejar os problemas de saúde mais frequentes que acometem a população sob sua responsabilidade. Capacitado para atender a pacientes desde o nascimento, os médicos de família, em um sistema estruturado, podem lidar com até 90% dos problemas de saúde. Nesta Especialidade Médica, o indivíduo é observado na sua componente biológica, psicológica e social. A Família, como unidade, é igualmente seu objeto de estudo. Admite-se que a doença de uma pessoa afeta toda a sua família, sendo o inverso igualmente verdade. Essencialmente esta especialidade desenvolve-se junto da comunidade. Além de dar resposta à maioria dos problemas de saúde, o Médico de Família deve adotar toda uma série de gestos de Medicina Preventiva assim como compreender a dinâmica familiar que envolve os seus pacientes. O médico de família e comunidade é, por excelência, um médico de Atenção Primária à Saúde, ou seja, deve ter um vínculo com seus pacientes antes mesmo deles adoecerem, e quando esses sentirem algo deve ser o primeiro médico a ser consultado. Dessa forma, nessa especialidade os médicos estão em uma posição privilegiada para fazer promoção de saúde, prevenção de doenças, diagnóstico precoce, e mesmo o tratamento de doenças que façam parte de sua capacidade clínica — na MFC não existe dicotomia entre prevenção e cura. O médico de família e comunidade atende a pessoas de todas as idades e gêneros, de maneira continuada e integral, trabalha em equipe interdisciplinar. Segundo a literatura mundial este profissional é resolutivo em 80 a 90% das questões que demandam assistência `a saúde. Esta especialidade resgata a relação médico-paciente prejudicada pela grande fragmentação, muitas vezes prejudicial decorrente da ultra-especialização da medicina.

MEDICINA DE TRÁFEGO
Título de especialista em MEDICINA DE TRÁFEGO
Formação: 2 anos CNRM: Programa de Residência Médica em Medicina de Tráfego
AMB: Concurso do Convênio AMB/Associação Brasileira de Medicina de Tráfego

Resumo: A Medicina de Tráfego vai muito além de renovar habilitação. A especialidade é reconhecida pela Associação Médica Brasileira, pelo Conselho Federal de Medicina e pela Comissão Nacional de Residência Médica. A Medicina de Tráfego não é tão popular, mas com muitas oportunidades. É responsável pela manutenção do bem-estar físico, psíquico e social do ser humano que se desloca, qualquer seja o meio que propicie a sua mobilidade. Essa especialidade cuida das interações entre o deslocamento, os meios e o homem, visando o equilíbrio ecológico. Sendo assim, essa especialidade se propõe a estudar as causas do acidente de tráfego, com o intuito de preveni-lo ou mitigar suas consequências. Além disso, a Medicina de Tráfego contribui com subsídios técnicos para a elaboração do ordenamento legal e a modificação do comportamento do usuário do sistema de circulação viária. Suas principais áreas de atuação são: Medicina de Tráfego Preventiva, Curativa, Legal, Ocupacional e Medicina de Viagem. A rotina do médico de tráfego é mais tranquila, se comparada à realidade das outras especialidades. Esse profissional atua nas clínicas conveniadas ao DETRAN. Em sua lista de atividades está, por exemplo, o exame de aptidão física e mental dos candidatos, identificando pressão arterial, acuidade auditiva, acuidade visual, campo visual, aparelho músculo-esquelético. Além da avaliação do condutor, há outras atuações para o médico de tráfego. Um exemplo interessante são as juntas médicas de trânsito, que cuidam daqueles candidatos que necessitem de carros adaptados. Há muita oportunidade de emprego para o profissional formado em Medicina de Tráfego, justamente por essa ser uma especialidade menos conhecida e com poucos especialistas no Brasil. No momento, há aproximadamente 3.600 médicos de tráfego registrados pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego.

MEDICINA DO TRABALHO
Título de especialista em MEDICINA DO TRABALHO
Formação: 2 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Medicina do TrabalhoAMB: Concurso do Convênio AMB/Associação Nacional de Medicina do Trabalho

Resumo: A Medicina do Trabalho é a especialidade médica que lida com as relações entre homens e mulheres trabalhadores e seu trabalho, visando não somente à prevenção dos acidentes e das doenças do trabalho, mas à promoção da saúde e da qualidade de vida. Tem por objetivo assegurar ou facilitar aos indivíduos e ao coletivo de trabalhadores a melhoria contínua das condições de saúde, nas dimensões física e mental, e a interação saudável entre as pessoas e, estas, com seu ambiente social e o trabalho. Está construída sobre dois pilares: a Clínica e a Saúde Pública. Para o exercício da MT, é importante que o profissional tenha uma boa formação em Clínica Médica e que domine os conceitos e as ferramentas da saúde pública. Além disto, o médico deve estar sintonizado com os acontecimentos do mundo do trabalho em seus aspectos sociológicos, políticos, tecnológicos, demográficos, entre outros.O campo de atuação da especialidade é amplo, extrapolando o âmbito tradicional da prática médica. De modo esquemático, pode-se dizer que é preferencialmente exercido: nos espaços do trabalho ou da produção – as empresas -, como empregado nos Serviços Especializados de Engenharia de Segurança e de Medicina do Trabalho (Sesmt), como prestador de serviços técnicos, para a elaboração do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) ou de consultoria; na normalização e fiscalização das condições de Saúde e Segurança no Trabalho (SST); na rede pública de serviços de saúde e no desenvolvimento das ações de saúde do trabalhador; na assessoria sindical, nas organizações de trabalhadores e de empregadores; na Perícia Médica da Previdência Social, na atuação junto ao Sistema Judiciário como perito judicial em processos trabalhistas, ações cíveis e ações da promotoria pública; na atividade docente e na formação e capacitação profissional; na atividade de investigação no campo das relações entre saúde e trabalho; em consultoria privada no campo da SST.

MEDICINA ESPORTIVA
Título de especialista em MEDICINA ESPORTIVA
Formação: 2 anos
CNRM: Programa de Residência Médica em Medicina Esportiva
AMB: Concurso do Convênio AMB/Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e Esporte

RESUMO: A Medicina do Esporte (Esportiva) é uma especialidade reconhecida pelos conselhos que regem a medicina. Em 1962 foi criada a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) filiada à Associação Médica Brasileira (AMB).  No Brasil, a Medicina Esportiva possui quase 800 médicos especialistas e está ganhando mais força e adeptos devido à grande demanda desse profissional no mercado de trabalho atual. A Medicina do Esporte aborda questões sobre a atividade física, exercício físico e do esporte em pessoas de todas as idades, de todos os níveis de treinamento, com doenças ou sadias, com a intenção de prevenir, tratar, reabilitar, melhorar o desempenho e a qualidade de vida das pessoas. Assim sendo, a Medicina do Esporte atua em quase todas as especialidades entre elas: fisiatria, emergência, endocrinologia, pneumologia, cardiologia, ortopedia, pediatria, geriatria, reumatologia, ginecologia, otorrinolaringologia, etc. O médico do esporte tem em sua formação três anos de residência (especialização) médica, quando então é considerado um Clínico Geral voltado para a fisiologia de todos os sistemas do nosso organismo, e como o exercício pode atuar para beneficiá-lo. Faz parte da rotina do atendimento do médico dessa especialidade gerenciar o individuo como um todo na tentativa de atuar no objetivo do paciente, estimulando e impulsionando o mesmo a ter uma rotina de hábitos saudáveis, e consequentemente melhorar aquilo que o fez procurar um médico do esporte.

Quatro especialidade médicas concentram 39% dos especialistas do país

De acordo com o estudo do Perfil do Médico Brasileiro, juntas, quatro especialidades representam 38,4% de todos os títulos de especialistas no País. Clínica Médica tem 42.728 titulados, ou 11,2% do total. Pediatria, 39.234 titulados (10,3%). Cirurgia Geral reúne 34.065 especialistas (8,9%). E Ginecologia e Obstetrícia tem 8% dos titulados, ou 30.415.

Na sequência das especialidades com mais número de títulos estão Anestesiologia (com 6%)Medicina do Trabalho (4,2%), Ortopedia e Traumatologia (4,1%), Cardiologia (4,1%), Oftalmologia (3,6%) e Radiologia e Diagnóstico por Imagem (3,2%). Essas seis especialidades, somadas às quatro básicas, representam 63,6% de todos os títulos.

As primeiras 20 especialidades reúnem 80,4% dos profissionais titulados. Os outros 19,6% estão distribuídos pelas demais 34 especialidades. Oito delas têm menos de mil titulados cada. Genética Médica é a especialidade com menor número de titulados: são 305, ou 0,1% do total. As 59 “áreas de atuação” reconhecidas no País, que são derivadas, relacionadas ou ligadas às especialidades, não fizeram parte do estudo.

Como escolher a residência médica. tabela mostra o número de médicos por especialidades no Brasil. Clínicos são a maioria: 42.728 ou 11% do total. Em segundo, pediatras com 39.234 profissionais
Tabela mostra número de profissionais médicos por especialidades no Brasil

Mais de 62% dos médicos brasileiros têm um ou mais títulos de especialista

Do total de médicos em atividade no País, 62,5% têm um ou mais títulos de especialista. Por outro lado, 37,5% não têm título algum. São 282.298 especialistas e 169.479 generalistas (médicos sem título de especialista). A razão é de 1,67 especialista para cada generalista.

O dado, uma das conclusões da Demografia Médica 2018, permite afirmar que o número de especialistas vem crescendo no Brasil, sobretudo em função da expansão de programas e vagas de residência médica. O trabalho permite ver também a distribuição de médicos especialistas e generalistas entre as grandes regiões e pelas unidades da federação.

A pesquisa considera apenas os dois caminhos oficiais que levam o médico a ser reconhecido como especialista no Brasil: a conclusão de programa de residência médica e a obtenção de título via Sociedade de Especialidade Médica.


Expansão de programas e vagas de residência médica faz numero de especialistas crescer , diz estudo sobre perfil do médico brasileiro

Estudo contempla vários cenários

O estudo adotou o termo “generalista” para designar o médico sem título de especialista. São considerados os médicos com títulos em 54 especialidades médicas reconhecidas, em vários cenários (por estado, região, sexo, faixa etária e pelo número de títulos por especialidade).

Especialistas com mais de um título foram contados pelo estudo em cada especialidade. Portanto, o número de títulos de especialistas (381.506) é maior que o número de médicos especialistas (282.298).

médico analisa exame de raio x

Novo Código de Ética Médica entra em vigor

Documento lista 26 princípios para o exercício da medicina

O Novo Código de Ética Médica entrou em vigor dia 30/04 em todo o país. O documento, composto por 26 princípios listados como fundamentais para o exercício da medicina, prevê pontos como respeito à autonomia do paciente, inclusive aqueles em fase terminal; preservação do sigilo profissional; direito de exercer a profissão de acordo com a consciência; e possibilidade de recusa de atender em locais com condições precárias.

“Trata-se da versão atualizada de um conjunto de princípios que estabelece os limites, os compromissos e os direitos assumidos pelos médicos no exercício da profissão”, explicou o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Confira, abaixo, as principais diretrizes que compõem o novo código.

Novidades

Entre as novidades do novo código de ética está o respeito ao médico com deficiência ou doença crônica, assegurando ao profissional o direito de exercer as atividades nos limites de sua capacidade e sem colocar em risco a vida e a saúde de seus pacientes.

Telemedicina

O uso de mídias sociais pelos médicos será regulado por meio de resoluções específicas, o que valerá também para a oferta de serviços médicos a distância mediados por tecnologia. O novo código, portanto, transfere a regulação da chamada telemedicina para resoluções avulsas, passíveis de frequentes atualizações.

Pesquisas

No âmbito das pesquisas em medicina, o novo código prevê a criação de normas de proteção de participantes considerados vulneráveis, como menores de idade e pessoas com deficiência física ou intelectual. Quando houver situação de diminuição da capacidade do paciente de discernir, além do consentimento de seu representante legal, será necessário seu assentimento livre e esclarecido na medida de sua compreensão.

Placebo

Ainda no âmbito das pesquisas, o novo código permite os chamados placebos [substância sem propriedades farmacológicas] de mascaramento, mantendo a vedação ao uso de placebo isolado – quando não é usada nenhuma medicação eficaz. De acordo com o texto, fica vedado ao médico manter vínculo de qualquer natureza com pesquisas médicas em seres humanos que usem placebo de maneira isolada em experimentos, quando houver método profilático ou terapêutico eficaz.

Prontuário

As novas regras também autorizam o médico, quando requisitado judicialmente, a encaminhar cópias do prontuário de pacientes sob sua guarda diretamente ao juízo requisitante. No código anterior, o documento só poderia ser disponibilizado a um perito médico nomeado pelo juiz em questão.

Autonomia

Entre as diretrizes mantidas estão a consideração à autonomia do paciente, a preservação do sigilo médico-paciente e a proteção contra conflitos de interesse na atividade médica, de pesquisa e docência. Fica vedado ao médico desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de risco iminente de morte.

Dignidade

Em caso de situação clínica irreversível e terminal, o novo código estabelece que o médico evite a realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos considerados desnecessários e propicie aos pacientes sob sua atenção todos os cuidados paliativos apropriados.

Ato Médico

O código assegura a proibição à cobrança de honorários de pacientes assistidos em instituições que se destinam à prestação de serviços públicos; e reforça a necessidade de o médico denunciar aos conselhos regionais instituições públicas ou privadas que não ofereçam condições adequadas para o exercício profissional.

Clique aqui e veja o Novo Código de Ética Médica

hipertensão arterial sistêmica

Hipertensão arterial sistêmica: tema da questão comentada

A Hipertensão Arterial Sistêmica é uma das doenças de maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, tendo como causas a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, o etilismo, o stress e outras. A sua incidência aumenta com a idade. No Brasil, estima-se que um em cada cinco habitantes seja portador dessa patologia. Veja questão comentada Revisamed.

Especialista comenta questão sobre hipertesão arterial sistêmica

Questão

Um paciente de 40 anos procura a unidade básica de saúde para consulta de rotina. Nega queixas e é tabagista e sedentário. O médico verifica a pressão arterial na técnica adequada e, nas três medidas, realizadas a PA é de 138 x 85 mmHg . Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.

Alternativas

A –  Reavaliar em 1 ano.

B – Reavaliar em dois meses e orientar mudanças no estilo de vida

C – Reavaliar em um ano e orientar mudanças no estilo de vida.

D – Indicar MAPA

E – Reavaliar em 6 meses e orientar mudanças no estilo de vida.

Resposta

E – Reavaliar em 6 meses e orientar mudanças no estilo de vida.

Comentário do especialidade Revisamed

Modificações no estilo de vida podem refletir no retardo do desenvolvimento da pressão arterial sistêmica em indivíduos com pressão limítrofe. Tem também impacto favorável nos fatores de riscos envolvidos no desenvolvimento ou no agravo da hipertensão e devem ser sempre indicadas. Segundo a VII Diretriz  Brasileira de Hipertensão (2016), o período de tempo recomendado para as medidas para a modificação de estilo de vida isoladamente em hipertensos e naqueles com comportamento limítrofe da pressão arterial, com baixo risco cardiovascular, é de, no máximo, seis meses. Em pacientes com riscos médio, alto ou muito alto, independente da pressão arterial, a abordagem deve ser combinada -não medicamentosa e medicamentosa –  para atingir a meta preconizada mais precocemente.