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Residência em Cirurgia Geral: como funciona, concorrência e vagas

A residência em Cirurgia Geral é de acesso direto e duração de 3 anos. É a terceira especialidade médica mais procurada com média salarial variando de R$ 6 mil a R$ 8 mil para 22 horas semanais. Entre as exigências para se tornar um bom cirurgião estão resistência física, controle emocional e segurança.

Médicos que fazem residência em cirurgia geral treinam no centro cirúrgico

Muitos estudantes de Medicina já iniciam o curso com a certeza da especialidade que vão seguir. A Cirurgia Geral é uma delas. Atualmente, a especialidade é a terceira com maior procura nos concursos de residência médica.

Para ser um bom cirurgião geral é preciso ter um perfil bastante peculiar. São exigências habilidades manuais, resistência física, controle emocional, saber lidar com situações de emergência e trabalhar sob pressão.

O cirurgião só sabe a hora que vai entrar para o centro cirúrgico, mas não sabe quando vai sair

Residência em cirurgia geral com acesso direto

A especialidade de cirurgia geral é de acesso direto, ou seja, tão logo termine a graduação, o médico pode ingressar na residência médica. No Guia de Residência Médica Revisamed você encontra todos os detalhes sobre as residências médicas R1.

É importante que o estudante saiba que, em 2019, houve uma alteração nos programas de Residência de Cirurgia, proposta pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

Em resumo, a área foi dividida em duas: Área Cirúrgica Básica (2 anos) e Programa de Cirurgia Geral (3 anos).

Quem quer fazer a especialidade como pré-requisito para outras áreas cirúrgicas, deverá fazer residência em Área Cirúrgica Básica (2 anos). Já quem quer se tornar especialista em Cirurgia Geral, fará o Programa de Cirurgia Geral (3 anos).

No pré-requisito, ou seja dois anos, o médico terá um certificado de competência, mas não é considerados especialista. Isto ocorre apenas quando ele terminar a subespecialidade.

Um detalhe importante é que quem fizer o programa de 3 anos também pode seguir para uma outra especialidade cirúrgica.

Independente do seu caso, continue lendo este artigo para saber muito mais.Vamos mostrar tudo sobre a residência médica em cirurgia, que, aliás, aponta para um futuro cada vez mais avançado tecnologicamente. Como por exemplo, as cirurgias robóticas. 

Como especializar em Cirurgia Geral

O caminho considerado mais adequado é escolher um boa instituição e prestar o concurso para a residência médica. A residência é o momento para a consolidação do caminho profissional.

São vários as instituições renomadas, com a USP e a Unifesp, que oferecem programas de residência em Cirurgia Geral.

A concorrência para uma vaga na residência médica de cirurgia é tão ou maior que entrar para a graduação em Medicina. Em média são oferecidas 2 mil vagas de Residência em Cirurgia Geral por ano. A maior parte delas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em hospitais universitários ou outros hospitais públicos da rede de atenção à saúde.

Segundo os especialistas, a concorrência se dá pela própria especialidade médica permitir que o profissional faça uma subespecialidade mais específica.

Áreas que exigem a cirurgia como pré-requisito

Com as mudanças que instituíram duas áreas, o Programa de Residência em Cirurgia Geral e a Área de Cirurgia Básica, o estudante pode optar por uma das duas, dependendo da carreira que pretende construir.

Caso você queira se especializar em alguma área cirúrgica que não a Cirurgia Geral em si , o melhor é optar por aderir à Área Cirúrgica Básicatais. Veja exemplos de áreas se enquadram nesta situação:

  • Cirurgia do Aparelho Digestivo
  • Cabeça e Pescoço
  • Cirurgia Plástica
  • Vascular
  • Urologia
  • Torácica
  • Oncológica
  • Pediátrica
  • Cirurgia Coloproctológica

Se a intenção é aprofundar seus conhecimentos na Cirurgia Geral, é mais adequado a escolha pela residência médica em cirurgia.

Neste caso, a Cirurgia Geral é também exigência para você pleitear uma vaga para as subespecialidades de Cirurgia Bariátria, Cirurgia do Trauma, Cirurgia Videolaparoscópica e Cirurgia Crânio-Buco-Maxilo-Facial. Nesta, a Cirurgia Geral é uma exigência.

Contudo, nos editais é comum verificar vagas para Cirurgia Básica ( 2 anos) e para Cirurgia Geral ( 3 anos).

Residência em cirurgia Geral números de especialistas , vagas duração da residência, concorrência e remuneração

Quanto ganha um residente em Cirurgia Geral?

Assim como todos as áreas de residência médica, na residência em Cirurgia, o médico residente R1 tem direito à uma bolsa de estudo no valor de R$ 3.330,43

Porém, algumas instituições pagam acima do estabelecido como forma de incentivo, o que é permitido. O médico residente também pode ter vínculo com outros hospitais, desde que não interfira nas atividades da residência médica. 

Como é a rotina do Residente R1

Estar preparado para lidar com qualquer problema que o paciente apresente e que necessite de uma intervenção cirúrgia faz parte da rotina dos residentes em Cirurgia Geral.

Os residentes são treinados para lidar com diversas condições que afetam qualquer área do corpo e necessitam de intervenção cirúrgica, atuam no diagnóstico e tratamento cirúrgico.

Além da parte teórica, o residente em Cirurgia Geral desenvolve as atividades práticas dos programas de residência em setores ambulatoriaisenfermarias; cirurgias eletivas, urgência e emergência e UTI.

É no Sistema Único de Saúde (SUS) que se encontram boa parte das vagas de residência médica para clínica cirúrgica.

Como é o mercado de trabalho para o cirurgião?

A rotina de trabalho do cirurgião envolve o trabalho em plantões de emergência que, nas grandes cidades, são bastante movimentados. O desgaste físico acaba sendo inerente à profissão.

Há ainda os plantões de “sobreaviso”, em que o profissional fica à disposição para qualquer chamado. Outra área de atuação são as cirurgias eletivas – agendadas – que, no Brasil, há uma grande demanda reprimida. 

Apesar das exigências e desgastes físicos de um cirurgião geral, a contrapartida é o trabalho que salva a vida das pessoas.

Qual a média salarial do Cirurgião Geral

Conforme o site Vagas, no cargo de Cirurgião Geral se inicia ganhando R$ 6.974,00 de salário e pode vir a ganhar até R$ 11.001,00. A média salarial para Cirurgião Geral no Brasil é de R$ 8.461,00.

Já de acordo com o site Guia de Carreiras, o piso salarial dos médicos cirurgiões, assim como dos demais especialistas, tem como referencial o valor de R$ 14.134, estabelecido pela Federação Nacional dos Médicos para 20 horas semanais. Esse valor é usado para orientar acordos e negociações coletivas.

 Por outro lado, a  Pesquisa Salarial e de Benefícios Online da Catho indica que o salário médio do médico cirurgião no Brasil é de  R$ 7.114.

O Banco Nacional de Empregos (BNE) revela outros salários entre as diversas especialidades possíveis de um médico cirurgião com mais de 8 anos de experiência:

  • Cirurgião Urológico: R$ 17.500
  • Ginecológico: R$ 19.400
  • Cabeça e Pescoço: R$ 17.500
  • Aparelho Digestivo: 17.400
  • Pediátrico: R$ 17.400
  • Cardiovascular: R$ 20.900
  • Cirurgião da Mão: R$ 27.600

Os médicos cirurgiões costumam a trabalhar em várias instituições. Por isso, é importante saber que boa parte desses profissionais tem diferentes fontes de renda.

Com isto, acrecenta muitas vezes ao salário fixo outros plantões e atendimentos extras. Ou seja: os rendimentos reais podem ser bem maiores.

Atualização: exigência constante

Um detalhe muito importante para o médico que vai se especializar em Cirurgia Geral ou nas subespecialidades cirúrgicas: não é possível parar de estudar. Afinal, não dá para você ficar parado no tempo enquanto a ciência evolui.

Os avanços, sejam tecnológicos ou as possibilidades de abordagem, exigem atualização constante do cirurgião geral. E, finalmente, é preciso amar a profissão.

Artigo discute visão humanística na formação do cirurgião

Você que está pensando em se tornar um cirurgião não pode deixar de ler o artigo do cirurgião Cleber Soares Junior , que discute “A importância do ensino de uma visão humanística na cirurgia”.

Como ensinar e criar uma visão humanística na cirurgia? Este é um dos questionamentos lançados pelo cirurgião, mestre e professor do curso Revisamed. Ele destaca os desafios na formação do cirurgião e das dúvidas que podem surgir durante esse período.

Relembrando as palavras de Lord Moynihan, Soares Júnior destaca que a prática cirúrgica vai muito além de um simples ato mecânico, mista de técnica e ciência. Ele traz as palavras de Moynihan, que remetem à cirurgia como um serviço necessita reunir espírito e coração, para que aconteça.

Residência em cirurgia, médicos fazem operação em centro cirúrgico

Curiosidades e um pouco da história da Cirurgia Geral

De acordo com o Colégio Brasileiro dos Cirurgiões, “sangrar e amputar eram os principais atos cirúrgicos aplicados por cirurgiões-barbeiros itinerantes”, muito conhecidos na França e no restante da Europa durante os séculos XII e XIII. Ainda no século XVII já eram conhecidos os cirurgiões ligados às escolas médicas.

Nesta época foram alcançadas técnicas para atendimento das fissuras e luxações, fístulas e cuidados com as feridas. No início do século XVIII encontramos no Brasil poucos relatos sobre o ensino da cirurgia e da própria técnica cirúrgica.

A transferência do vice-reinado, em 1763, trouxe um programa que se refletiria também no ensino da cirurgia.

Em 1790 é nomeado Cirurgião Mor da Misericórdia Antônio José Pinto, que ali ministrou o I Curso Regular de Operações, Clínicas e Técnicas Cirúrgicas.

Com a chegada da Família Real, em 1808, iniciou-se um surto de progresso intelectual e material e o português Joaquim da Rocha Mazarm é reconhecido como o primeiro professor de cirurgia.

Em 1832 é realizada uma reforma que transformou em faculdades, as escolas de medicina da Bahia e do Rio de Janeiro.

Na formação do corpo docente já se encontram características de setorização no ensino.

Assim, assumiu em 1833 a cadeira de operações o professor Cândido Borges Monteiro, enquanto Manoel Feliciano Pereira de Carvalho, a de Clínica Cirúrgica e Francisco Júlio Xavier a de parto.

Recursos técnicos Século XIX
  • Controle da hemorragia
  • Conhecimento e controle de infecção
  • Assepsia e anti-sepsia
  • Controle da Anestesia

No início do século XX existia o cirurgião abrangente. O desenvolvimento científico e a necessidade do emprego de técnicas especiais proporcionaram o surgimento dos especialistas como oftalmologistas e os otorrinolaringologistas e posteriormente, os ortopedistas e urologistas.

A especialização cirúrgica

No final dos anos 50 já tínhamos outras especialidades com alcances precisos e definidos, tais como a cirurgia torácica, a neurocirurgia e a cirurgia plástica.

Nesta década ocorreu o advento da cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea e depois com o coração parado.

A cirurgia atingiu outras características, além da área anatômica e alcançou aspectos com predominância da patologia, como a cirurgia oncológica e a endócrina e de faixas etárias como a cirurgia pediátrica. Estas notadamente alicerçadas em aspectos especiais dos pacientes onde atuavam.

Logo vieram os profissionais das áreas como a coloproctologia, a cirurgia de cabeça e pescoço, a desvinculação da cirurgia ginecológica da cirurgia geral e a cirurgia vascular.

A evolução tecnológica

Da segunda metade do século XX ao início do século XXI inúmeros progressos tecnológicos proporcionaram o emprego de novos avanços. Citamos a cirurgia dos transplantes de órgãos, a microcirurgia, o emprego de próteses e endopróteses, a cirurgia videoendoscópica e as técnicas de imagem congregando a radiologia invasiva.

Os transplantes de órgãos estabeleceram um gigantesco avanço técnico e salientou, sem dúvida, o trabalho de equipe. John Merrill e Joseph Murray realizaram o primeiro transplante renal com sucesso em 1954.

E 1963, Thomas Starzl realizava o primeiro transplante de fígado, Christian Barnard realizou primeiro transplante cardíaco, em 1967, na África do Sul.

A cirurgia, portanto, estará como sempre esteve aliada com o progresso científico.

Fonte : Colégio Brasileiro dos Cirurgiões

Matriz de Competências – Cirurgia Geral

Objetivos Gerais

Treinar e capacitar o médico residente de Cirurgia Geral para realizar o diagnóstico e tratamento cirúrgico, quando este for indicado, às doenças mais prevalentes na sua área de atuação.

Além disto, analisar as opções não operatórias e desenvolver um pensamento crítico-reflexivo em relação à literatura médica, tornando-o progressivamente responsável e independente

Objetivos Específicos

Tornar o médico residente apto a executar de forma independente e segura os procedimentos cirúrgicos essenciais a cada ano de treinamento. Aplicar o tratamento clínico de afecções cirúrgicas quando este for o indicado.

 R1- Ao final do primeiro ano o residente deverá ser capaz de:

1 – Coletar história clínica, realizar o exame físico, formular hipóteses diagnósticas e de diagnósticos diferenciais, solicitar e interpretar exames complementares e indicar a terapêutica.

2 – Demonstrar conhecimentos e analisar as doenças agudas prevalentes nas urgências e emergências, os diagnósticos diferenciais concernentes às bases da cirurgia torácica, cirurgia vascular, urologia e coloproctologia, cirurgia geral, bem como dos aspectos no controle clínico do paciente na unidade de Terapia Intensiva.

3 – Demonstrar conhecimentos sobre a anatomia cirúrgica do abdome; resposta endócrino-metabólica ao trauma; nutrição em cirurgia; manobras de ressuscitação.

4- Dominar a técnica de realização de o acesso venoso central e periférico, drenagem torácica, intubação orotraqueal, cricotireoidostomia, paracentese e toracocentese.

5. Analisar e aplicar o conhecimento sobre cicatrização de feridas, hemostasia e diátese hemorrágica.

6. Aplicar o conhecimento no atendimento aos pacientes críticos (unidade de terapia intensiva e na emergência) e politraumatizados (ATLS – Suporte Avançado de Vida).

7. Avaliar as principais complicações clínicas pós-operatórias. Aplicar os conhecimentos sobre a indicação e interpretação de exames de imagem com e sem contraste.

8. Registrar os dados e evolução do paciente no prontuário de forma clara e concisa. Manter atualizado o prontuário os resultados dos exames laboratoriais, radiológicos, histopatológicos, pareceres, chamadas a opinar e quaisquer informações pertinentes ao caso.

9. Realizar o preparo do paciente no pré-operatório, a prescrição do pré e do pós-operatório e o acompanhamento do paciente na internação até alta hospitalar.

10.Dominar a realização do cuidado da ferida operatória e tratamento da infecção cirúrgica.

11. Manusear o equipamento para cirurgias videolaparoscópicas: a unidade de imagem (monitor, microcâmera e processadora de imagens), o insuflador (pressões de insuflação), fonte de luz e outros.

12. Avaliar e saber usar os instrumentos cirúrgicos permanentes e descartáveis (grampeadores, cargas, pinças e os diversos geradores de energia).

13. Analisar os diferentes tipos de energia usados em cirurgia e suas aplicações.

14. Realizar os procedimentos cirúrgicos essenciais à área de prática incluindo as bases da cirurgia torácica, vascular, urologia e coloproctologia, com especial ênfase às urgências e emergências dessas especialidades.

15. Valorizar o Sistema Único de Saúde, avaliando a estrutura e a regulação, suas propriedades e possibilidades.

16- Avaliar e realizar procedimentos utilizados para concessão de medicamentos para os pacientes através da assistência farmacêutica em farmácia de alto custo e/ou medicamento estratégico;

17. Analisar os custos da prática médica e utilizá-los em benefício do paciente mantendo os padrões de excelência.

18. Avaliar a relação custo/benefício às boas práticas na indicação de medicamentos e exames complementares.

19. Realizar pesquisa clínica nas bases de dados científicas e analisar a metodologia científica a apresentações em sessões clínicas e formulação de trabalhos científicos.

20. Valorizar o cuidado, respeito na interação com os pacientes e familiares, respeitando valores e crenças. Praticar os conceitos da ética médica.

21. Avaliar os aspectos médico-legais envolvidos no exercício da prática médica, com ênfase para a cirurgia geral. Obter o consentimento livre e esclarecido do paciente ou familiar em caso de impossibilidade do paciente, após explicação simples, em linguagem apropriada ao entendimento sobre os procedimentos a serem realizados, suas indicações e complicações.24- Estabelecer relação respeitosa com o preceptor, equipe de trabalho e todos os funcionários do hospital.

22.. Analisar a realização de acessos venosos em Pediatria.

23. Dominar a indicação e técnica de: cateterização nasogástrica e nasoenteral; cateterização vesical; acesso venoso superficial e profundo; punção arterial; drenagem de abscessos superficiais; curativo da ferida operatória; sutura de lesões não complexas de pele; acesso à cavidade abdominal; fechamento de parede abdominal; acesso à cavidade torácica; traqueostomias; toracocenteses; drenagem do tórax; acesso á loja renal; postectomias (infantil e adulto);  cistostomias por punção; cirurgia para varicocele; cirurgia de hidrocele infantil e adulto; biópsias de linfonodos superficiais; desbridamentos de lesões de partes moles; herniorrafia umbilical, herniorrafia epigástrica, exérese de nevus, exérese de cisto sebáceo, exérese de lipoma e exérese de unha; acesso cirúrgico à região cervical; cricotireoidostomia; remoção manual de fecaloma; drenagens de abscessos perianais.

R2- Ao final do segundo ano o residente deverá ser capaz de:

1. Aplicar o conhecimento sobre a anatomia cirúrgica do aparelho digestório.

2. Aplicar conhecimentos sobre a embriologia, fisiologia e fisiopatologia das doenças da cavidade abdominal e seu conteúdo, a saber: doenças do esôfago, estômago, intestino delgado, cólon e reto, fígado e vias biliares, pâncreas, baço e os princípios da cirurgia oncológica.

3. Compreender a biologia dos tumores e aplicar o conhecimento nas bases da oncologia clínica e cirúrgica.

4. Aplicar conhecimentos sobre imunologia do paciente operado, nutrição em cirurgia e preparo nutricional do paciente e sua importância na cicatrização das feridas; os mecanismos de defesa do hospedeiro e infecção nos pacientes imunodeprimidos.

5. Valorizar o uso racional de antibióticos.

6- Aplicar os conhecimentos de fisiologia e fisiopatologia do sistema endócrino e do retroperitônio.

7. Avaliar as indicações, contraindicações e as complicações dos procedimentos recomendado ao paciente.

8. Avaliar a abordagem, cirúrgica ou não cirúrgica, a cada paciente e apresentar as razões para a indicação ou contraindicação.

9. Avaliar as bases da video-cirurgia: indicações e riscos. As alterações da fisiologia. Os efeitos do pneumoperitônio. As vantagens e desvantagens da cirurgia minimamente invasiva.

10. Demonstrar as habilidades práticas sobre os princípios da video-cirurgia (material, acessos, técnica, contraindicações, conversões entre outros), incluindo as tarefas mais simples da cirurgia com acesso minimamente invasivo: posicionamento do paciente na mesa operatória, sistemas de imagem e deinsuflação de gases.

11- Demonstrar as habilidades técnicas adquiridas em todos os procedimentos para essa etapa de sua formação.

12. Respeitar os valores culturais e religiosos dos pacientes oferecendo o melhor tratamento.

13. Valorizar e disponibilizar o suporte aos pacientes e familiares especialmente nos casos de terapêutica paliativa e de terminalidade da vida.

16-Tomar decisões sob condições adversas na emergência e no intra-operatório, com controle emocional e equilíbrio, demonstrando seus conhecimentos e sua liderança no sentido de minimizar eventuais complicações, mantendo consciência de suas limitações.

17- Avaliar suas responsabilidades e limitações. Saber fazer e aceitar críticas buscando aprimorar seus conhecimentos e habilidades.

R3 – Ao final do terceiro ano o residente deverá ser capaz de:

1-Demonstrar conhecimentos e habilidades das técnicas operatórias empregadas para a correção de doenças dos órgãos e sistemas em sua área de prática.

2- Analisar aspectos gerais dos transplantes hepático, pancreático, intestinal, renal e pulmonar (tipos, indicações, sistemas de classificação de gravidade, acompanhamento pós-operatório, complicações).

3- Analisar princípios gerais da captação de órgãos e leis a ela relacionadas.

4- Avaliar aspectos gerais da obesidade mórbida e transtornos metabólicos, tratamento e complicações e técnicas operatórias utilizadas.

5- Avaliar a relação custo/benefício ao tratamento das doenças em sua área de atuação visando selecionar os métodos de investigação diagnóstica e a terapêutica, mantendo e valorizando a qualidade do atendimento.

6- Identificar a gravidade do quadro do paciente e priorizar a atenção do cuidado.

7- Realizar os procedimentos operatórios de maior complexidade.

8- Demonstrar capacidade de liderança na equipe médica, sabendo supervisionar e orientar R2, R1, internos e todos os demais envolvidos no atendimento aos pacientes sob sua responsabilidade.

9- Ser capaz de valorizar e trabalhar em equipe exercendo liderança, mas dividindo a responsabilidade dos cuidados dos pacientes com os demais integrantes da equipe de saúde.

10-Tomar decisões sob condições adversas na emergência e no intra-operatório, com controle emocional e equilíbrio, demonstrando seus conhecimentos e sua liderança no sentido de minimizar eventuais complicações, mantendo consciência de suas limitações.

11- Avaliar suas responsabilidades e limitações. Saber fazer e aceitar críticas buscando aprimorar seus conhecimentos e habilidades.

12- Manter constante seus processos de aprendizagem (aprender a aprender) buscando melhorar sua expertise, procurando sempre prestar um atendimento de qualidade.

13- Aplicar conhecimentos e habilidades na prevenção da doença e promoção da saúde.

14- Dominar a indicação e a técnica operatória dos seguintes procedimentos e operações: Herniorrafia inguinal recidivada; herniorrafias por videolaparoscopia; procedimentos anti-refluxo (laparoscópica e laparotômica); esofagocardioplastias (laparoscópica e laparotômica); esplenectomias laparoscópica; gastrectomias parciais com ou sem linfadenectomias; gastrectomia total com ou sem linfadenectomia; hepatectomias simples (sem exclusão vascular, lesões periféricas); derivações bileodigestiva; papilotomia cirúrgica; pancreatectomias, colectomia total, retossigmoidectomias – laparotômicas e laparoscópicas; tireoidectomia parcial/total; nefrectomia parcial ou total; operações para obesidade mórbida e distúrbio metabólico; Hérnia diafragmática – tratamento cirúrgico (qualquer técnica); Tratamento cirúrgico conservador do megaesôfago; Tratamento cirúrgico do divertículo esofágico; Amputação abdômino-perineal do reto; Reconstrução de trânsito intestinal.

Prepare-se para ser um cirurgião com o Revisamed

E, então? Está interessado em ser um cirurgião geral? O Revisamed ajuda você a escolher a especialidade e te prepara para seguir nesta carreira tão especial. Portanto, conheça nossos cursos e conquiste a sua vaga na Residência Médica.

Leia também sobre a Residência Médica em Pediatria, outra área com grande procura.

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